quarta-feira, 21 de maio de 2014

O que define se uma pedra é preciosa ou semipreciosa?

O que define se uma pedra é preciosa ou semipreciosa?

Para começo de conversa, essa distinção há muito tempo perdeu sua validade científica. Toda pedra usada como ornamento por sua beleza, durabilidade e raridade, deve ser chamada só de gema. A beleza de uma gema é determinada por um conjunto de fatores como cor, transparência, brilho, efeitos ópticos especiais (variação de cores, dispersão da luz, opalescência); enquanto a durabilidade está relacionada à resistência a ataques químicos e físicos. A raridade com que uma pedra ocorre na natureza é outro fator importante na determinação de seu valor comercial. No entanto, a tradição e a moda podem influenciar decisivamente no preço final. Assim, o diamante — que não é uma das gemas mais raras na natureza - costuma ter um alto valor de mercado por ser uma das pedras mais antigas e tradicionais para uso em jóias, ou seja: ele nunca sai de moda.
A grande maioria das gemas são minerais, classificados de acordo com a seguinte divisão: substâncias cristalinas (diamante, topázio, ametista, esmeralda, água-marinha); substâncias amorfas (como opala e vidro vulcânico); substâncias orgânicas (pérola, coral, âmbar) e rochas (lápis-lazúli, turquesa e outras). Todas essas substâncias são naturais. Além delas, há hoje no mercado um grande número de produtos parcial ou totalmente fabricados pelo homem, tentando reproduzir o brilho e a beleza desses minerais. São as gemas sintéticas: chamadas de revestidas, reconstituídas ou compostas.
A denominação "pedra preciosa" costumava ser usada apenas para o diamante, a esmeralda, o rubi e a safira, por serem as mais conhecidas e apreciadas desde a antigüidade; as demais eram denominadas popularmente de semipreciosas. "Esses termos são artificiais e confusos desmerecendo gemas como opala, água-marinha, crisoberilo, ametista ou alexandrita, entre outras pedras de grande beleza, apreciadas no mundo todo. Por isso, a distinção entre pedras preciosas e semipreciosas deve ser evitada, usando-se o termo gema.

Como funciona uma mina de diamantes?

Como funciona uma mina de diamantes?


Na maioria dos casos, máquinas gigantes escavam em busca das pedras preciosas, que são separadas do cascalho pelo peso e identificadas por um sofisticado sistema de raios x. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito. Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra. Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos. O tipo mais comum de mina é o de poço aberto – como a representada no infográfico a seguir –, baseada na escavação do kimberlito, e a maioria delas está na África. No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores. As 26 toneladas de diamante produzidas no mundo movimentam US$ 13 bilhões. O maior comprador é a China.

TRABALHO ÁRDUO
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha.
Amaciando a terra
Após encontrar provas geológicas da presença de diamantes, os mineiros escavam o kimberlito. Mas a ferramenta deles não é picareta, não: os caras colocam explosivos em buracos de até 17 m de profundidade feitos pela perfuradora. O objetivo é fazer a rocha dura virar cascalho.
Trio parada dura
Três máquinas gigantes fazem o trabalho pesado: a perfuradora abre buracos na rocha para a colocação de explosivos, a escavadora movimenta até 50 toneladas de rocha por minuto e o caminhão mineiro leva 100 toneladas de material para o beneficiamento.
Buraco fundo
Com o avanço da escavação, o poço fica mais afunilado, chegando a centenas de metros de profundidade e a quilômetros de largura. A maior mina de diamantes em operação, com 600 m de profundidade e 1,6 km de diâmetro na parte mais larga, é a Argyle Diamond, na Austrália.
Plano B
Quando a escavação afunila demais, é preciso cavar um túnel paralelo ao poço. Do túnel principal, partem túneis perpendiculares para extrair a rocha mais profunda. No subterrâneo, são usadas versões menores das máquinas empregadas na superfície.
Coisa fina
O material extraído da mina vai para o processamento. O cascalho é triturado duas vezes, lavado e peneirado. Em seguida, as pedrinhas – de 1,5 a 15 mm – vão para um tanque de flotação. As pedras mais pesadas, com potencial de ser diamantes, ficam no fundo e as mais leves são descartadas.
Catando milho
Uma máquina de triagem equipada com raios X identifica os diamantes. Ao rolarem na esteira e serem atingidos pela radiação, eles ficam fluorescentes. Um sensor registra essa luz e aciona um jato de ar, que separa o que importa do restante das pedras. Por último, rola uma checagem manual.
Feitos para brilhar
Cerca de 30% dos diamantes são gemas, ou seja, têm características ideais para se tornar joias: cor, claridade, tamanho e possibilidade de lapidação. O restante é usado na indústria para a produção de peças de corte, como brocas, discos, serras e bisturis. Como transmitem calor rapidamente, diamantes também são usados em termômetros de precisão.
VALE QUANTO PESA
Cada tonelada de terra extraída rende 1 quilate de diamantes (0,2 g)
Valor de mercado
Um caminhão carregado rende até 20 diamantes de 1 g. Pedras usadas em joias valem, em média, US$ 1 mil/quilate. Para uso industrial, paga-se em torno de US$ 10/quilate.
Além do brilho
O valor do diamante é baseado em cor, claridade, tamanho e lapidação. Gemas azuis, laranja, vermelhas e rosa são raras. Brancas e amareladas são mais comuns (98% do total).
Joia da coroa
O maior dos diamantes foi extraído na África do Sul em 1905. A pedra bruta tinha 3,1 mil quilates e foi lapidada em nove. As duas maiores (Cullinan I e II) foram dadas à realeza britânica.
- Em 1714, foi encontrado o primeiro diamante no brasil, em um garimpo de ouro próximo a Diamantina, MG.
- O diamante mais caro do mundo foi leiloado em Londres por US$ 46 milhões. O Graf Pink pesa 24,78 quilates e tem coloração rosada.

Como se forma o ouro? Como são descobertas novas jazidas?

Como se forma o ouro? Como são descobertas novas jazidas?

Esse metal raro e precioso surgiu do mesmo jeito que todos os outros elementos químicos: por causa de uma fusão nuclear. "No período de formação do Sistema Solar, 15 bilhões de anos atrás, núcleos dos átomos de hidrogênio e hélio, os elementos mais simples, combinaram-se a altíssimas temperaturas, dando origem a elementos mais complexos, como o ouro", afirma o geólogo Roberto Perez Xavier, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na Terra, formada há 4,5 bilhões de anos, o ouro apareceu na forma de átomos alojados na estrutura de outros minerais. Mas a quantidade é muito pequena. Para se ter uma idéia, na crosta terreste - a camada mais superficial do planeta - em cada bilhão de átomos, apenas cinco são de ouro. As jazidas apareceram milhões de anos atrás, criadas pela ação de processos geológicos que modificaram a cara da superfície terrestre, como vulcões e erosões.
O resultado é que o ouro hoje pode ser encontrado e extraído tanto de minas subterrâneas - a até 1,5 quilômetro de profundidade - quanto de minas e garimpos a céu aberto - onde o metal é retirado a apenas 50 metros da superfície - ou mesmo do leito de um rio. Quando uma rocha contendo ouro é encontrada, ela precisa ser tratada quimicamente para que o mineral se separe de outros elementos. "Nas jazidas, a concentração de ouro é de apenas alguns gramas por tonelada extraída", afirma Roberto. Não é à toa que a produção mundial é pequena: cerca de 2 500 toneladas por ano. Para encontrar novos depósitos de ouro, os geólogos precisam de um arsenal de informação. "Primeiro, imagens de satélite apontam, no terreno, ou falhas geológicas ou a presença de certos minerais e rochas que indicam a ocorrência de uma jazida. Depois, é preciso fazer um mapeamento geológico da região, com coleta de amostras de rochas, solo e sedimentos para analisar as áreas que podem ter o metal. Se houver alguma certeza, é hora de furar o terreno. Aí, uma boa dose de sorte também ajuda", diz Roberto.

China e Rússia assinam contrato de gás avaliado em US$ 400 bilhões

China e Rússia assinam contrato de gás avaliado em US$ 400 bilhões

Países fecharam um contrato histórico no setor de energia após uma década de negociação.

O CEO da Gazprom, Alexei Miller (c), e o presidente da CNPC, Zhou Jiping (d), na cerimônia de assinatura do acordo
O CEO da Gazprom, Alexei Miller (c), e o presidente da CNPC, Zhou Jiping (d), na cerimônia de assinatura do acordo (Alexey Druzhinin/AFP)
China e Rússia fecharam nesta quarta-feira em Xangai um megacontrato de fornecimento de gás natural avaliado em 400 bilhões de dólares por 30 anos, após uma década de negociações. O presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega chinês, Xi Jinping, participaram da assinatura do acordo, indicou um comunicado da gigante energética chinesa CNPC.
De acordo com a CNPC, o contrato indica que a Rússia fornecerá gás à segunda maior economia mundial a partir de 2018, e o volume entregue aumentará progressivamente "para alcançar, com o tempo, 38 bilhões de metros cúbicos anuais".
O acordo assinado pela CNPC e pela empresa russa Gazprom está avaliado em 400 bilhões de dólares, tem duração de três décadas e prevê um preço de 350 dólares o m3, segundo o presidente da Gazprom, Alexei Miller. "É uma nova e importante conquista na cooperação energética entre os dois países", comemorou.


Histórico - A China, que deseja garantir suas fontes de fornecimento energético, estava há dez anos em negociações com a Rússia, que tenta fazer com que a Gazprom tenha acesso ao gigantesco mercado chinês. As negociações ficaram paralisadas durante um tempo devido ao preço do gás natural.
Os termos de um acordo assinado em 2009 previam inicialmente que o volume de gás fornecido pela Rússia poderia aumentar com o tempo para quase 70 bilhões de m3, um número que foi reduzido à metade no acordo final.
Analistas acreditam que esse acordo pode ajudar a China a aumentar a parcela de gás utilizado em sua matriz energética, o que pode reduzir os graves problemas de poluição do país.

China inicia a maior revolução energética da história do Homem

China inicia a maior revolução energética da história do Homem
Pressionada pelas sequelas de uma matriz energética a base de carvão que asfixia e mata seus próprios habitantes e causa à poluição atmosférica mais agressiva do planeta, a China se vê forçada a mudar.
Não será fácil substituir o carvão derivado de milhares de minas e que é o principal combustível das termoelétricas, residências e indústrias do gigantesco país. É um processo que demandará anos de cuidadoso planejamento e de gigantescas aquisições, importações e mudanças.
Mas a palavra gigante é quase um sinônimo da China. Lá quase tudo é sempre precedido de um aumentativo.

E é através de um gigantesco negócio que a China começa a virada do jogo energético.

Os presidentes Putin e Xi Jianping assinaram, hoje, o maior contrato da história da energia mundial. Através deste instrumento, de US$400 bilhões, a Rússia deverá fornecer gás natural para a China, através de um gasoduto de milhares de quilômetros, que irá transportar um volume de 38 bilhões de metros cúbicos de gás por ano por, no mínimo, 30 anos.

É um meganegócio que coloca em risco o suprimento de gás da Europa, pois a partir do momento em que a Rússia tem um cliente deste tamanho, os Estados Unidos e a Europa perdem o poder de barganha que tinham até ontem.

O gás será enviado pela gigante russa Gazprom que planeja receber US$350 por 1.000m3 de gás, um preço similar ao que é cobrado aos europeus em contratos de longa duração.
Ganham as duas partes, especialmente os chineses que poderão substituir o carvão por uma fonte de energia muito mais limpa. O gasoduto estará em operação a partir de 2018. Até lá serão investidos um CAPEX de 20 bilhões de dólares.

Mas as notícias não param por aí.

A China planeja acelerar a construção de plantas movidas a energia solar com uma capacidade estimada em 70 gigawatts, até 2017. Só para efeito de comparação a maior hidroelétrica 100% brasileira, a Usina de Tucuruí no Pará, tem uma capacidade instalada de 8 gigawatts...

A China também planeja instalar 150 gigawatts de energia eólica até 2017 e 11 gigawatts derivados da biomassa. Em paralelo serão construídas hidroelétricas com uma capacidade total de 330 gigawatts.

Se você pensa que a coisa parou por aí pode mudar de ideia, pois o plano de exploração do folhelho para a extração de gás é outro mamute que mal está no nascedouro.

Trata-se de uma estratégia grandiosa, de uma verdadeira revolução energética, sem paralelo no mundo. Os frutos desses imensos investimentos serão colhidos a partir de 2017, adicionando imensas fontes de energia limpa que reduzirão a dependência chinesa do carvão ao mesmo tempo em que tornará a China na maior potencia energética do mundo.