sexta-feira, 20 de junho de 2014

Piauí Sampa traz peças arqueológicas da Serra da Capivara

Piauí Sampa traz peças arqueológicas da Serra da Capivara

Feira reúne itens da região brasileira onde há os vestígios mais antigos do homem na América

Projeções levarão ao público um pouco sobre pinturas rupestres de São Raimundo Nonato (Foto: Divulgação)
Quem nunca teve a oportunidade de ir até o estado do Piauí, a mais de 2.000 km de distância de São Paulo, poderá ao menor conhecer mais sobre sua produção cultural e culinária durante a 9ª edição da Mostra Piauí Sampa, que acontece de 5 a 11 de agosto no Shopping Eldorado.
A mostra deste ano tem como destaque o acervo digital do Museu do Homem Americano, que reúne peças arqueológicas e paleontológicas encontradas no Parque Serra da Capivara. Trata-se da região brasileira onde foram encontrados os vestígios mais antigos do homem na América.
Registros nas paredes das cavernas transformaram o Piauí em meca da arqueologia (Foto: Divulgação)
Projeções animadas das mais de 30 mil pinturas feitas nas paredes e cavernas do sítio arqueológico contam um pouco da história desse antepassado brasileiro. Um recurso interativo permite simular uma escavação arqueológica com um pincel em movimento na tela.
Além da história, a exposição Piauí Sampa concentra-se também na produção cultural e na gastronomia do estado. Elaborados pelo chef Reginaldo Areia Leão, pratos típicos como carne de sol, paçoca (a salgada, não a de amendoim) e outras iguarias serão oferecidas para degustação gratuita. Já os doces de frutas exóticas como bacuri e buriti, produtos feitos do caju (como a cajuína, suco clarificado da fruta, e a castanha) e cachaças serão vendidos por produtores locais.
Quem visitar a feira também conhecerá a originalidade do artesanato, arte santeira em madeira, joias em opala (pedra semi-preciosa presente apenas no Piauí e na Austrália) e o Projeto Identidade, com estilistas piauienses sob a supervisão de Walter Rodrigues.
Joias em opala, pedra existente apenas no Piauí e na Austrália, serão vendidas na Mostra (Foto: Divulgação)Joias em opala, pedra existente apenas no Piauí e na Austrália

Opala, o mineral que não é um cristal.

Opala, o mineral que não é um cristal.

  Você cava o buraco e dá uma olhada lá pra dentro. O que você vê parece saído de um filme de sci-fi (malfeito) dos anos 50:
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Será o cocô fossilizado de um unicórnio?
Não. Trata-se da Opala. Curiosamente, esse mineralóide, como é chamado, só é encontrado com qualidade em dois lugares do mundo: Austrália e… Piauí! Isso mesmo, aqui no Brasil, na cidade  de Pedro II está uma das maiores e mais importantes jazidas de Opala (claro que existem outras jazidas e Opala no mundo, sobretudo na África) da Terra.
Segundo a wikipedia:
O mineralóide Opala é sílica amorfa hidratada. Neste material, o percentual de água pode chegar a 20%. Por ser amorfo, ele não tem formato de cristal, ocorrendo em veios irregulares, massas, e nódulos. Tem a fratura conchoidal, brilho vítreo, dureza na escala de Mohs de 5,5-6,6, gravidade específica 2,1-2,3, e uma cor altamente variável. A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestructura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A estrutura da opala é formada por esferas de cristobalita ou de sílica amorfa, regularmente dispostas, entre as quais há água, ar ou geis de sílica. Quando as esferas têm o mesmo tamanho e um diâmetro semelhante ao comprimento de onda das radiações da luz visível, ocorre difração da luz e surge o jogo de cores da opala nobre. Se as esferas variam de tamanho, não há difração e tem-se a opala comum. O termo opalescência é usado geral e erroneamente para descrever este fenômeno original e bonito, que é o jogo da cores. Na verdade, opalescência é o que mostra opala leitosa, de aparência turva ou opala do potch, sem jogo de cores. As veias de opala que mostram jogo de cores são frequentemente muito finas, e isso leva à necessidade de lapidar a pedra de modos incomuns. Um doublet de opala é uma camada fina de opala colorida sobre um material escuro como basalto ou obsidiana. A base mais escura ressalta o jogo de cores, resultando numa aparência mais atraente do que um potch mais claro. O triplet de opala é obtido com uma base escura e com um revestimento protetor de quartzo incolor (cristal de rocha), útil por ser a opala relativamente delicada. Dada a textura das opalas, pode ser difícil obter um brilho razoável. As variedades de opala que mostram jogo de cores, as opalas preciosas, recebem diversos nomes; do mesmo modo, há vários tipos de opala comum, tais como: opala leitosa (um azulado leitoso a esverdeado); opala resina (amarelo-mel com um bilho resinoso); opala madeira (formada pela substituição da madeira com opala); Menilite (marrom ou cinza) e hialite, uma rara opala incolor chamada às vezes Vidro de Müller. A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus. A palavra opala vem do sânscrito upala, do grego opallos e do latim opalus, significando “pedra preciosa.” A opala é um dos minerais que podem formar fósseis, por substituição. Os fósseis resultantes, embora possam não ser especialmente valiosos do ponto de vista científico, atraem colecionadores por sua beleza. A maior parte da opala produzida no mundo (98%) vem da Austrália. A cidade de Coober Pedy, em particular, é uma das principais fontes. As variedades terra comum, água, geléia, e opala de fogo são encontradas na maior parte no México e Mesoamérica. Existem opalas sintéticas, que estão disponíveis experimental e comercialmente. O material resultante é distinguível da opala natural por sua regularidade; sob ampliação, as áreas com diferentes cores são arranjadas em forma de “pele de lagarto” ou padrão “chicken wire”. As opalas sintéticas são distinguidas das naturais mais pela falta de fluorescência sob luz UV. São também geralmente de densidade mais baixa e frequentemente mais porosas. Dois notáveis produtores do opala sintética são as companhias Kyocera e Inamori do Japão. A maioria das opalas chamadas sintéticas, entretanto, são denominadas mais corretamente de imitações, porque contêm substâncias não encontradas na opala natural (por exemplo, estabilizadores plásticos). As opalas Gilson vistas frequentemente em jóias vintage são, na realidade, um vidro laminado. fonte
Dá uma olhada na beleza desse material sensacional:
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Esta é uma amostra de opala assim que é escavada numa jazida asutraliana.
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Então as amostras são ensacadas em estado bruto e enviadas para lavagem e posterior lapidação. É aqui que a verdadeira  “mágica” acontece. 

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É após a lapidação que o material passa a ser vendido para os artistas que farão jóias com ele.
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Algumas opalas bem legais:


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Os aborígines da Austrália têm uma lenda. Eles dizem que o Criador veio para a Terra em um arco-íris para dar uma mensagem de paz para toda a humanidade. O lugar onde o pé do Criador tocou a terra era repleto de rochas e tornou-se vivo, começou a brilhar em todas as cores do arco-íris. E é assim que Opalas foram criadas.
Talvez isso explique porque o nome Opala é derivado da palavra sânscrita “upala”, que significa “pedra preciosa”. Esta provavelmente é a raiz da palavra para o termo grego “opallios”, que se traduz como “mudança de cor”. Até 1920 as Opalas eram bastante incomuns. Antes da descoberta da jazida da Austrália de 1849, as únicas fontes de opala eram o Brasil e a Hungria. Quando as Opalas australianas surgiram, elas eram tão espetaculares e sua diferença foi tão marcante que os donos das minas na Hungria espalharam o boato que opalas australianas não eram opalas reais.
Opal Andamooka Opala, o mineral que não é um cristal.    Curiosidades
Graças ao boato, a opala australiana não apareceu no mercado mundial até 1890. Ninguém comprava porque acreditaram nos boatos.
Por muito tempo ninguém sabia porque as opalas da Austrália eram tão lindas. Na década de 1960 uma equipe de cientistas australianos analisaram as amostras de Opalas com um microscópio eletrônico. Eles descobriram que pequenas esferas de gel de sílica produziam interferência na passagem da luz, causando as incríveis refrações, que são responsáveis ??pelo jogo fantástico de cores dentro do material.
Em outras palavras, como a opala é formada de sílica, ela deixa a luz atravessar, e é essa entrada de luz e consequente divisão dela em micro-prismas, que dá às Opalas sua cor.
Entre as diversas formas de opala existente, (há as mais transparentes, as leitosas, as esverdeadas, é uma quantidade enorme de variações) estão as Opalas negras.
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A opala negra é a mais rara e valiosa de todas as opalas. Estas gemas sempre tem a cor de fundo escura, que contrasta lindamente com os brilhos multicoloridos naturais da Opala.
Quanto mais brilhante e mais nítidas as cores contrastantes, o mais valiosa a amostra de Opala negra.
A opala negra é rara, ao ponto de algumas pessoas colecionadoras de gemas a considerarem como “o Santo Graal da Opalas”.
Por sua inacreditável variação visual e beleza, as opalas são muito usadas para a produção de jóias. Algumas opalas de jazidas no México, chamadas Opalas de fogo,  são tão sensacionais que lembram até rubis:
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Há também a opala azul peruana, que é a pedra nacional do Peru. Eles dizem que ela tem a cor do mar do Caribe.
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TESOUROS RESGATADOS

TESOUROS  RESGATADOS

Abaixo uma lista de alguns dos maiores tesouros recuperados e valores (em US$) aproximados conseguidos por meio da venda dos objetos resgatados. A história moderna dos resgates de tesouros começou em 1937 nas Bahamas, com a recuperação do chamado "Pitch Barrel Wreck" por Art McKee.

1937-1970
1.   Pitch Barrel Wreck (Art McKee) US$ 56,000
2.   San Pedro (Teddy Tucker) US$ 100,000
3.   Le Chameau (Alex Storm) US$ 1,000,000
4.   Frota de 1715  (Real Eight Co.) US$ 2,000,000

1971-1980
1.  Naufrágio de  Lucayan Beach (Sosco LTD.) US$ 400,000
2.   Nuestra Senora de Conception (Weber) US$ 2,000,000
3.   Nuestra Senora de la Maravillas (Sea Finders Inc.) US$ 4,000,000

1981-1990
1.   Titanic (Bob Ballard) US$ 1,300,000
2.   Bismark (Bob Ballard) US$ 2,300,000
3.   Whydah (Barry Clifford) US$ 3,000,000
4.   Nuestra Senora de Conception (Pacific Sea Resources) US$ 5,100,000
5.  Geldermalsen ou Nanking Cargo (Michael Hatcher) US$ 15,400,000
6.   Nuestra Senora de Atocha (Treasure Salvors) US$ 41,000,000 *
7.   Edinburg (Keith Jessop) US$ 78,000,000

1991-1998
1.  Naufrágio de  Dry Tortuga  (Seahawk) US$ 4,900,000
2.   Vung Tao  (Visal) US$ 7,400,000
3.   Nuestra Senora de la Maravillas (Marex) US$ 13,000,000
4.   S.S. Central America (Columbus America Disc. Group) US$ 900,000,000
5.   U.S.S. John Berry (Ocean Group) US$ 470,000,000

* Apenas uma pequena parte do que foi recuperado no Atocha foi vendida. O valor total estimado do resgate é de cerca US$ 500.000.000.

Devo ressaltar que muitos naufrágios não constam desta lista. Foram excluídos pois os objetos encontrados ainda não foram vendidos ou as empresas que os resgataram não divulgaram valores.

Os dados acima não incluem ganhos com a venda de vídeos, livros, exposições ou vendas para museus.

O tesouro do REPUBLIC

O tesouro do  REPUBLIC
No frio e escuro leito do Atlântico, em algum lugar na costa da Georgia, uma história aguardava para ser contada ... e um tesouro para ser descoberto.
  Por gerações, famílias se lembravam do naufrágio do grande vapor, perdido durante um furacão no outono de 1865, e do desespero dos passageiros que tentavam chegar à praia. Na época do naufrágio, o SS Republic deixou uma história tão marcante que não poderia ser esquecida.
Construído em Baltimore, em 1853, recebeu o nome de SS Tennesse. Uma maravilha tecnológica da época com seus 64 metros de comprimento, 10,34 m. de largura e suas duas rodas de pás com 8,5 m. de diâmetro. Podia transportar 100 passageiros e grande quantidade de carga.
O Tennesse, após fazer a rota Baltimore - Charleston, foi o primeiro navio de Baltimore a completar uma viagem transatlântica, indo até Havre, na França.
Tendo sido vendido, em 1856, passa a transportar mineiros que iam até a California em busca de ouro. Seu próximo trabalho foi levar tropas de mercenários para lutar na Nicarágua contra o filibusteiro William Walker. Ao inicar-se a Guerra Civíl, o Tennesse foi utilizado pelos Confederados como blockade runner. A União enviou diversos barcos para tentar intercepta-lo mas só foi tomado quando da captura de New Orleans. Após ter sido armado, participou de diversos conflitos até que sua carreira militar foi interrompida por um sério dano na quilha.
  Em 1865 foi comprado por um magnata e foi renomeado como SS Republic. Tendo sido reparado, passa a fazer a rota New York - New Orleans levando carga e dinheiro
  Sua última viagem começou no dia 18 de Outubro de 1865, partindo de New York com 88 passageiros, carga e, segundo relatos da época, cerca de US$ 400.000 em espécie. No quinto dia de viagem uma forte tempestade o atinge. Equipagem e passageiros trabalharam por muitas horas tentando retirar a água que entrava na embarcação, mas foi um esforço fútil. Diversos botes e uma balsa foram lançados ao mar e, as 16:00 horas do dia 25 de Outubro, o Republic naufragou.
Após diversos anos de pesquisas, em 2003, a empresa americana Odyssey Marine Exploration, que já esteve no Brasil procurando pelo naufrágio do Santa Rosa, conseguiu localizar os restos do Republic a aproximadamente 600 metros de profundidade. Foram mapeadas, com a utilização de side-scan sonar e magnetômetros, cerca de 1500 milhas quadradas e identificados 24 possíveis locais do naufrágio. Cada um destes pontos foi verificado com a utilização de um ROV até que uma identificação precisa fosse conseguida.
Um grande mapeamento fotográfico foi feito e o resgate foi iniciado. Foram 262 mergulhos com o Zeus (o nome do ROV utilizado) e o resultado final foi muito gratificante: 51.000 moedas de ouro e prata, além de mais de 13.000 objetos: cerca de 200 tipos diferentes de garrafas, figuras religiosas e objetos de uso pessoal. 
Como o valor facial das moedas recuperadas é de cerca a terça parte dos US$ 400.000 comentados na época, acredita-se que outras 75.000 moedas estejam dispersas no fundo do Atlântico, mesmo assim o valor atual de venda das mesmas deve chegar aos US$ 75 milhões.
 

Casal americano encontra US$ 10 milhões de moedas de ouro

Casal americano encontra US$ 10 milhões de moedas de ouro em sua propriedade

Descoberta pode ser o maior tesouro enterrado já encontrado nos Estados Unidos

 
Estados Unidos - Um casal do norte da Califórnia, nos Estados Unidos, passeava com o cachorro em sua propriedade, em fevereiro de 2013, quando encontrou US$ 10 milhões em moedas de ouro do século XIX, enterrados perto de uma árvore antiga.
Embora os valores das 1.427 moedas encontradas, que datam de 1847-1894, fossem de cerca de US$ 27 mil, especialistas dizem que algumas são tão raras que podem chegar a US$ 1 milhão cada. "É como se eles encontrassem o pote de ouro no final do arco-íris", disse o representante dos localizadores.
O casal de meia-idade, que não são marido e mulher, viverem vários anos na propriedade rural, onde as moedas foram encontradas, mas não sabem quem as colocou lá. Eles planejam colocar a maior parte do tesouro para a venda através da Amazon. Especialistas acreditam que esta pdoeria ser a maior descoberta de tesouro da história dos EUA.
Latas contendo moedas de ouro do século XIX