sábado, 21 de junho de 2014

Manabi vai transformar o itabirito com 33% de ferro em um produto premium com 68,5% de teor

Manabi vai transformar o itabirito com 33% de ferro em um produto premium com 68,5% de teor. Investimento total no projeto será de R$ 10,5 bilhões
O minério encontrado nas reservas de Morro do Pilar, município do Médio Espinhaço que se transformou no centro das atenções de 2012, tem apenas 33% de teor de ferro. Mesmo assim, após um avançado processo de beneficiamento, o material será transformado em uma das melhores matérias-primas do mundo para as siderúrgicas, com teor de 68,5%.
 A Manabi, mineradora criada em 2011 por experientes empresários do setor, é a responsável pela façanha. De acordo com o gerente-geral de Processos e Tecnologia da empresa, Camilo Carlos Silva, não existe no Brasil nenhuma companhia que comercializa um produto tão enriquecido – resultado que só será possível graças à aplicação das mais modernas tecnologias ao processo de exploração e beneficiamento.
 Segundo Camilo, para ganhar em competitividade, a Manabi reuniu um time de profissionais gabaritados, com experiência em diversas mineradoras de grande porte, e a assessoria de empresas especializadas para desenvolver um projeto viável, tanto do ponto de vista econômico como socioambiental. “Para isso, fomos forçados, no bom sentido, a buscar o que há de melhor na mineração. A questão do minério ter hoje um teor da ordem de 30%, que é, indiscutivelmente, um dos mais baixos, é um desafio que nos ajuda a inovar”, afirma o gerente.
 Segundo ele, apenas uma mineradora norueguesa beneficia minério com teor ferrífero parecido. Mesmo assim, o mineral explorado lá é magnetita, bem diferente do itabirito encontrado por aqui. Com um pallet feed (minério concentrado) de alto valor, o preço do produto da Manabi também é alto. Se o mercado paga, por exemplo, US$ 100 a tonelada por um minério com 62% de ferro (que é a base negociada no mercado internacional), pagará à mineradora pelo menos US$ 130 pelo produto premium. “Podemos atingir até US$ 30 a mais porque levamos no mesmo navio mais ferro do que as empresas concorrentes”, explica Camilo Silva.
 Com a tecnologia adotada e o máximo aproveitamento dos recursos minerais, além de conseguir um concentrado rico, que entra no mercado sem nenhuma restrição, a empresa garante também vantagem financeira e reduz significativamente o desperdício durante o processo de exploração. Para se ter uma ideia, o rejeito da produção em Morro do Pilar terá apenas 8% de ferro, enquanto esse percentual pode chegar a 20% em outras empresas do ramo.
Sem barragem
Outra inovação apresentada pela mineradora é a ausência de barragens dentro do complexo minerador, algo que preocupa autoridades em qualquer projeto de mineração devido aos riscos ambientais. Na barragem tradicional de rejeito, em que geralmente se constrói um grande dique para conter água e resíduos finos de minério, há sempre a preocupação com um eventual rompimento. Em Morro do Pilar, a Manabi vai usar “empilhamento drenado” do rejeito. Assim, a água, que é reaproveitada, se separa do resíduo, que depois é devolvido às cavas desativadas.
O mesmo vai acontecer com o estéril. À medida que a exploração for caminhando, o material sem valor econômico, retirado das áreas onde há desmonte de rochas, será levado de volta às cavas inativas, reduzindo os impactos ambientais. Tal processo também é novo dentro da atividade minerária.
 Quanto ao uso de água – outro assunto polêmico quando se fala em mineração –, o uso será o mais racional possível. Cada metro cúbico de água vai recircular pelo menos sete vezes dentro do processo de beneficiamento. “Essa é uma preocupação muito grande. Embora haja disponibilidade de água na região, a Manabi sempre se preocupou com os recursos hídricos. Vamos aproveitá-los da melhor forma possível”, ressalta o gerente.
 Para colocar em prática toda essa tecnologia, a Manabi vai investir R$ 10,5 bilhões no projeto como um todo, que inclui a mina (Morro do Pilar), um mineroduto e um porto (Linhares - ES). Para começar as obras, a mineradora aguarda a Licença Prévia (LP), que está há dois anos sob análise dos órgãos ambientais. Com a LP em mãos, em seis meses deve sair a Licença de Implantação, que libera o início das obras. Se a mobilização de homens e máquinas começar no primeiro trimestre de 2015, o primeiro embarque do minério morrense rumo ao outro lado do mundo sairá em 2018.
Parcerias com Morro do Pilar
Apesar de o projeto ainda estar em fase de licenciamento, a Manabi mantém um relacionamento estreito com a Prefeitura e a comunidade de Morro do Pilar. Desde 2011 foram realizadas várias reuniões públicas sobre o projeto, suas oportunidades e impactos, com a presença marcante da população. Em alguns encontros, mais de 700 pessoas participaram.
 A Manabi assinou convênios plurianuais da ordem de R$ 50 milhões com a Prefeitura de Morro do Pilar para investimento em projetos diversos. Os recursos estão sendo utilizados na elaboração de projetos que vão preparar o município para o futuro.
Dos convênios assinados entre a empresa e a Prefeitura, cerca de R$ 2 milhões já foram usados. Segundo a prefeita Vilma Diniz, os recursos possibilitaram, entre outras ações, a contratação de uma empresa especializada para a elaboração do Plano Diretor Municipal, do Plano de Desenvolvimento Sustentável e um novo conjunto de ações essenciais ao município.
“Também estão em processo de contratação importantes projetos e obras, como revitalização de praças, reurbanização de ruas, capacitação empresarial, cursos profissionalizantes, projetos estruturadores e outros”, afirma a prefeita. “Esta transparência da Manabi, que desde o início convidou a sociedade de maneira geral a participar na busca pelas melhores soluções, estimulou o poder público a pensar proativamente”, completa o gerente da mineradora, Camilo Silva.

A mineradora americana Brazil Minerals Inc...

A mineradora americana Brazil Minerals Inc. informa que construiu uma área de lapidação e polimento para os seus diamantes produzidos pela subsidiária Mineração Duas Barrras. Com esse processamento a empresa espera adicionar valor aos diamantes antes destes serem vendidos. O fator multiplicador pode chegar até 10 vezes.
A empresa integrará a mineração de ouro e diamantes até a produção e comercialização de pedras lapidadas, mantendo internamente, toda a margem de lucro que antes era dos intermediários.
Os diamantes estão sendo produzidos em um jazimento aluvionar com 2,7 milhões de metros cúbicos com 0,16 quilates por metro cúbico e 0,182g/m3 de ouro.

O Brasil é o décimo terceiro maior produtor de Ouro

O Brasil é o décimo terceiro maior produtor de Ouro, com produção de 66 toneladas em 2011.
O IBRAM estima para 2012 uma produção de 70 toneladas. A China é a maior produtora, com
355 toneladas (13,14% da produção mundial), seguida pela Austrália com 10%, pelos EUA
(8,77%) e pela África do Sul (7,03%), segundo dados do USGS.
Principais empresas produtoras no Brasil são: Kinross (29%), AngloGold Ashanti (22%), Yamana
Gold (17%), Jaguar Mining (7%) e outras empresas (13%). Garimpos produzem 12%.
Segundo o DNPM, no Brasil, os principais Estados produtores são: MG (64%),GO (11%), BA (11%)
e PA (3%).
O incremento do poder de aquisitivo das Classes C e D está aumentando o consumo de Ouro no Brasil.
O Ouro está presente neste consumo não só na parte de joalheria, como também em componentes
eletrônicos, peças de computadores,
tablets
e
notebooks
, celulares, peças para a indústria automobi
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lística, na área hospitalar e odontológica, como também em componentes da construção civil. Além
do fato que o Brasil faz uso da reciclagem de metais, e no Ouro chega-se a reutilizar 10 toneladas/ano.
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As principais reservas de Ouro estão localizadas na África do Sul (6 mil toneladas), corresponden
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do a 11,7% do total mundial que é de 51 mil toneladas. As reservas lavráveis de Ouro no Brasil
alcançam 2,6 mil toneladas ou 5% das reservas mundiais do minério, distribuídas nos estados do
Pará (42,7%), Minas Gerais (28%), Mato Grosso (6,9%), Goiás (5%), Bahia (4,5%) e outros (12,9%).
Reserva Brasil 2011: 2.600 mil toneladas
Total mundial: 51.000 mil toneladas (USGS – 2012)
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PORTAÇ
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A exportação de Ouro em barras atingiu um recorde (em valores) em 2010, trazendo divisas ao País
de quase US$ 1,8 bilhão, e em 2011 de US$ 2,2 bilhões. Em termos de geração de divisas para o
Brasil, o Ouro é o segundo mais importante mineral de exportação, atrás apenas do Minério de Ferro.
Os países que importam Ouro do Brasil são Reino Unido (45%), Suíça (32%), Emirados Árabes
(12%), Estados Unidos (9%) e Canadá (2%).

Yutu desvenda segredos lunares

Yutu desvenda segredos lunares
O veículo lunar Yutu é o primeiro a chegar ao solo da Lua após a sonda soviética Luna 24 em 1976.

Yutu (foto) é o veículo que a sonda chinesa  Chang e-3  transportou à Lua cujo objetivo é o de desvendar os seus segredos geológicos. Ele está equipado com câmera infravermelha, raio-X, espectrômetros para análise de rochas, solos e minerais. Além disso, o Yutu conta com um radar de penetração para estudar as camadas do solo. Quando a sonda chegou na Lua e aterrissou na borda da Mare Imbrium, uma região totalmente inexplorada, os cientistas chineses se encheram de esperanças. Eles esperavam que o Yutu fizesse uma jornada de 10.000 metros coletando inúmeras informações sobre a geologia lunar.

Minas precisa ficar atenta às transformações que se avizinham

Minas precisa ficar atenta às transformações que se avizinham, e já se viabilizam, no setor de extração mineral. O Estado, que hoje lidera com muita folga a produção de minério de ferro no Brasil, corre o risco de ser alcançado pelo Pará
Minas precisa ficar atenta às transformações que se avizinham, e já se viabilizam, no setor de extração mineral. O Estado, que hoje lidera com muita folga a produção de minério de ferro no Brasil, corre o risco de ser alcançado pelo Pará num único empreendimento da Vale. O novo projeto, localizado na serra sul de Carajás, já tem licenciamento prévio e deverá estar em operação em cinco anos. Será o maior investimento privado na história do país, o que pode significar, embora ninguém fale sobre isto ainda, desaceleração de outros investimentos da companhia.

Ótimo que o Brasil esteja expandindo sua produção, abrindo novas fronteiras para a exploração mineral. O problema é que Minas, que tem no nome sua vocação econômica, vai perdendo espaço e não por estar com suas reservas exauridas, mas pelo que há de pior na atividade econômica: o entrave burocrático provocado pelo Estado. Não, não se trata de rigores da legislação que isto é até compreensivo e já incorporado pelos empreendedores não apenas da mineração, mas de outros segmentos. A questão é mesmo de administração interna, de falta de agilidade. Tudo entre nós é demorado. Não que se queira da administração pública a mesma agilidade, o mesmo desembaraço do setor privado. As diferenças existem e são naturais.

Mas o setor público precisa, pelo menos, não criar tantos embaraços. Em Minas, reclamam os empresários com alguma razão, falta vontade de fazer. Aquilo que se convencionou chamar de vontade política. Não agimos, e aí que não se culpe apenas o Executivo, mas também o Legislativo estadual e as bancadas de federais e senadores. Criamos o mito de que trabalhamos em silêncio. E isto nos permite a confortável situação de não buscarmos o enfrentamento em nome de nossos interesses, nem de trabalharmos como deveríamos fazer. E assim vamos caminhando e perdendo oportunidades. Entre nós, tirar um empreendimento do papel custa uma eternidade. Vejam como exemplo os projetos de exploração de minério de ferro no Norte de Minas. Um minério de baixo teor, portanto de menor rentabilidade, que vai perdendo competitividade na medida em que a burocracia, e não as leis, atrasa o início das atividades.

É bom despertarmos para a realidade de que minério não existe apenas em Minas. Há em vários outros estados e por isso precisamos ser competitivos e ágeis. Se assim não for, de nada adiantará nossa briga por royalties maiores. Nesta luta corremos o risco de ganharmos no valor percentual e perdermos no absoluto. Corremos o risco de alíquotas maiores de impostos aplicadas sobre uma menor produção. Alíquota alta sobre produção baixa. Se não mudarmos a cultura da burocracia, é o que vai acontecer. E reduzir a burocracia, que muitas vezes inviabiliza a exploração onde a lei permite, é ato de vontade política apenas. Salvo melhor juízo, o foco da luta do governo está errado.