sábado, 28 de junho de 2014

Belo Sun obtém até 9 g/t de ouro em Volta Grande- ALTAMIRA - PARÁ

Belo Sun obtém até 9 g/t de ouro em Volta Grande



A Belo Sun divulgou hoje (26) resultados dos ensaios de cinco furos de sondagem do projeto de ouro Volta Grande, no Pará. Entre os resultados obtidos, a mineradora encontrou interseção de 14,6 metros, com teor de 9,19 gramas de ouro por tonelada. Os furos de sondagem fazem parte do depósito de Grota Seca.
Foi identificada também uma interseção de 8,1 metros, com teor de 5,39 gramas por tonelada de ouro. Os cinco furos de sondagem adicionais correspondem 561 metros de extensão e fazem parte da campanha de sondagem de 2014 da Belo Sun. Desde 2010, a companhia já realizou sondagem de 203,7 mil metros, com 772 furos de sondagem.

Segundo a Belo Sun, o objetivo da campanha de sondagem é aumentar a precisão da empresa ao fazer o plano de mina, no que diz respeito ao conhecimento das áreas de alto teor e na quantidade total da estimativa de recursos minerais.

"Esses resultados confirmam nossas expectativas no que diz respeito à continuidade e teor do sistema de mineralização de Grota Seca. É importante que continuemos a aumentar o nível de confiança nas partes de alto teor do depósito", disse Helio Diniz, vice-presidente de Exploração da Belo Sun.

Os recursos medidos e indicados do projeto Volta Grande foram estimados em 5,1 milhões de onças, com teor de 1,68 grama por tonelada de ouro. Já os recursos inferidos são de 2,4 milhões de onças, com teor de 1,69 grama por tonelada de ouro.

A Justiça Federal publicou na quarta-feira (25) sentença em que confirma a suspensão do licenciamento ambiental do projeto de ouro Volta Grande, que fica na mesma região onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. A decisão confirma a liminar de novembro do ano passado.

A sentença também anulou a licença prévia expedida para o projeto. A expedição da licença havia sido anunciada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) do Estado do Pará em dezembro de 2013.
Projeto Volta Grande (PA) da Belo Sun

Mineradoras estrangeiras buscam oportunidades em outros países

Mineradoras estrangeiras buscam oportunidades em outros países



Os preços decrescentes das commodities parecem fazer menos estragos do que o contínuo adiamento da reforma no Código de Mineração do Brasil. Mineradoras com Talon, INV Metals e Iluka não avançam nos projetos brasileiros, mas apresentam resultados em empreendimentos em outros países.
A Talon Metals disse ontem (26) que entrou em um acordo definitivo com a Kennecott Exploration, subsidiária da Rio Tinto. O objetivo é obter uma participação no projeto de níquel, cobre e platina Tamarack, no estado de Minnesota (USA).

Enquanto isso, o projeto de minério de ferro Trairão, no Pará, anda sem novidades há um ano. No primeiro trimestre deste ano, os custos com esse projeto foram de US$ 65 mil, bem abaixo dos US$ 400 mil despendidos no mesmo período em 2013.

A INV Metals disse nesta semana que vai finalizar em breve o estudo preliminar de viabilidade para o projeto de ouro Loma Larga, no Equador. O projeto de ouro, mas também com prata e cobre, conta com a parceria da Iamgold e deve deslanchar quando o relatório final for aprovado pela diretoria e pelo conselho das empresas.

O projeto equatoriano vai bem, enquanto o projeto de cobre e ouro Rio Novo, em que a INV tem 50% de participação, não dá notícias desde maio do ano passado. Na época, a INV e sua sócia, a Teck Resources, buscavam uma parceiro local para dar continuidade ao empreendimento. Do projeto de cobre e ouro Itaporã não se tem notícias desde 2009.

Outra empresa que deixou o Brasil de lado foi a australiana Iluka. Apesar de ter assinado uma acordo com a Vale para tentar viabilizar o aproveitamento dos depósitos de titânio em Tapira (MG), a empresa não tem apresentados novidades em relação aos cerca de 300 direitos minerários para ilmenita que possui no Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Enquanto isso, tenta se unir à mineradora irlandesa Kenmare para aumentar seus negócios na área de titânio.
Operação da Iluka na Austrália. Crédito: Iluka Resources

Geologia & Salários

Geologia & Salários
  
 Nos últimos dias a mídia nacional muito tem falado sobre os salários de Geólogos.
Recentemente a Globo fez uma reportagem colocando o Geólogo como o profissional mais bem pago do mercado com salário médio de R$11.000/mês. Em outras matérias vimos salários acima de 20.000 Reais para Geólogos em cargos executivos. Já os órgãos estatais colocam o salário médio de Geólogo em R$5.287 sem mestrado ou doutorado. Esses números devem ser entendidos corretamente pois refletem, também, a experiência do grupo de Geólogos analisados. De qualquer maneira eles  ratificam a Geologia como uma das top tens no Brasil, sem nenhuma sombra de dúvida.
Mesmo quando discrepantes, essas matérias mostram uma realidade: o Geólogo é um dos profissionais mais bem pagos no mercado atual.

Sou Geólogo e falo embasado em uma experiência de 42 anos: a  Geologia não é uma profissão comum. Ela é muito mais do que um simples salário sendo uma das profissões mais interessantes e plenas que existem. Um bom Geólogo é um profissional diferenciado, com uma série de atributos que não são comuns a maioria das profissões. Se você não conhece a profissão, seus desdobramentos, áreas de atuação, pré-requisitos eu sugiro que, antes de optar por fazer o curso de Geologia que estude, com  grande detalhe, o que é a Geologia e qual são os trabalhos que um Geólogo pode exercer dentro dela. É fundamental, também, que você saiba sobre o ambiente de trabalho do Geólogo. Sem esses conhecimentos você poderá descobrir, muito tarde, que não foi talhado para essa profissão.
Nas minhas empresas os salários de geólogo variam entre R$12.000 a R$46.000 por mês. A variância salarial é, naturalmente, devida a experiência e ao cargo exercido pelo Geólogo. Como essas empresas são junior companies esses números não devem ser considerados como representativos. 
Os altos salários são encontrados, principalmente entre os Geólogos Executivos e  os Consultores. Esses, são pagos por dia e recebem entre R$1000 a R$4000/dia o  que pode superar o valor de R$100.000/mês trabalhado. Os executivos, além de  salários costumam receber, também, bônus e opções. Neste caso se a empresa tem  uma subida significativa no seu valor de mercado, o executivo pode receber  recompensas acima de milhão de dólar como prêmio.
Contada dessa forma a história parece irresistível. No entanto não são todos os  Geólogos que irão chegar a este ponto, apenas alguns conseguirão.
Para sua informação eu vou contar a minha “receita de bolo” para um bom salário.
Se você acha que se enquadra ou que, melhor ainda, excede nos pontos listados abaixo, eu posso garantir que você não terá problema em conseguir um emprego de ponta na Geologia.

O que eu busco em um Geólogo é um misto de experiência, dinamismo, conhecimento, inteligência, empreendedorismo e coragem. Para mim um bom Geólogo vale muito mais do que o salário que recebe. O Geólogo bem sucedido deve, como primeiro objetivo, adicionar valor à empresa que o contrata. Ele deve ser criativo e ser capaz de mudar, para melhor,  os rumos da empresa.
Um grande Geólogo de exploração mineral deve ir além e conseguir ver e entender, claramente, a diferença, nos estágios iniciais do projeto, entre um prospecto ganhador dos demais, que só irão fazer a empresa investir sem nenhum retorno econômico. O bom Geólogo de exploração mineral consegue conectar a Geologia à economia vendo dólar onde outros somente veem rochas e minerais. Ele deve estar confortável nos mais diversos ambientes de trabalho, da selva ao deserto. Um bom Geólogo tem foco e uma enorme automotivação. Ele deve liderar, treinar e inspirar os membros de sua equipe.
Como você pode ver a receita acima está direcionada aos Geólogos de Exploração Mineral.
Não fique triste se o seu perfil não é totalmente compatível pois a Geologia é ampla com inúmeras áreas de atuação passando por Geologia de Minas, Laboratórios, Universidades e Magistério, Geologia Marinha, Geofísica, Geoquímica, Geologia de Exploração, Astrogeologia, Geo-Engenharia, Geotécnica, Geologia Econômica, Sondagens Geológicas, Geologia Marinha, Vulcanologia, Geocronologia, Hidrogeologia, Sedimentologia, Geologia Estrutural, Geologia de Petróleo, Paleontologia, Geologia Isotópica, Petrologia, Petrografia, Paleoclimatologia, Geologia Ambiental, Analista de Bolsas de Valores e Entidades econômicas e muitas outras especializações.

Se todas essas opções ainda não forem o suficiente  e você  for ousado,  quem sabe montar a sua própria empresa de Geologia e mergulhar de cabeça no mundo dos negócios internacionais e das bolsas de valores mundiais não seja o seu caminho.

A Besta passou perto da Terra

A Besta passou perto da Terra
Astrônomos identificaram um asteroide de 400m de comprimento, denominado carinhosamente de a Besta. Esse asteroide, o 2014 HQ124, passou a 1,4 milhões de quilômetros do nosso planeta após ter sido descoberto em abril de 2014. As imagens de alta definição foram obtidas, duas semanas atrás, através de ondas de radar enviadas da antena Deep Space Network  em Goldstone e recebidas por outros dois radio telescópios. Essa técnica permite imagens de altíssima qualidade. No momento desta captura o asteroide estava a 1,39 milhões de quilômetros de distância.

A Besta passou longe, a três vezes a distância da Lua e não apresenta risco. 

Estudo de inclusões fluidas em veio de quartzo aurífero do prospecto patinhas

Estudo de inclusões fluidas em veio de quartzo aurífero do prospecto patinhas, Província Aurífera do Tapajós, Cráton Amazônico

O prospecto Patinhas, na porção sudeste da província Tapajós, é caracterizado por um veio de quartzo aurífero comespessura média de 70 cm hospedado em zona de cisalhamento rúptil-dúctil, transcorrente, subvertical, orientada segundo NE-SW, que corta gnaisse granodiorítico do Complexo Cuiú-Cuiú (~2,0 Ga). O quartzo é leitoso, maciço e rico em pirita em sua porção central e foliado no contato com a rocha encaixante. Esse contato é também marcado por estreito halo de alteração hidrotermal que contém sulfetos disseminados e pela deformação dúctil imposta à rocha encaixante pelo cisalhamento. O caráter estrutural é sugestivo de posicionamento do veio em profundidade moderada, em estrutura ativa, cuja atividade estendeu-se por algum tempo após a formação do veio. O ouro é microscópico e preenche microfraturas em cristais de pirita. Ao microscópio, cristais de quartzo de dimensões variadas são envoltos por matriz recristalizada, em mosaico. São observados efeitos variáveis de deformação dúctil, fraca a intensa, devido à deformação que acompanhou e sucedeu a formação do veio de quartzo. Inclusões fluidas (IF) ocorrem em trilhas intra- e transgranulares, em bordas de cristais recristalizados, ou são encontradas em áreas menos deformadas e/ou reliquiares do quartzo, de forma isolada ou em pequenos grupamentos aleatórios. São descritas inclusões carbônicas (tipo 1) mono- e bifásicas, geralmente associadas com inclusões aquo-carbônicas (tipo 2) bi- ou trifásicas em temperatura ambiente, com o volume de CO2 variando entre 20e 70%. Inclusões aquosas (tipo 3) bifásicas dividem-se em dois subtipos, um associado espacialmente aos tipos 1 e 2 e um outro posterior a todos os demais tipos. A temperatura de fusão da fase carbônica das IF dos tipos 1 e 2 mostra forte concentração de valores próximo ao ponto de fusão do CO2 puro. Com base no conjunto de dados estruturais, petrográficos e microtermométricos, interpretase a origem das IF como uma combinação entre separação de fases e re-equilibrio durante e após o aprisionamento. Parâmetros físicoquímicos estimados a partir dos dados microtermométricos indicam que: a mineralização ocorreu entre 307ºC e 389ºC, sob pressão variável (média de 2,1 kb, correspondendo a 7 km de profundidade); o fluido aquo-carbônico possui densidade global entre 0,73 e 0,97 g/cm3, salinidade média de 6,6 % em peso equivalente de NaCl; e que a fração molar do CO2 (XCO2) varia entre 6 e 16 moles %. Essas características são compatíveis com as de depósitos auríferos mesotermais / mesozonais estruturalmente controlados.