domingo, 29 de junho de 2014

GEMAS ABUNDANTES E DE GRAÇA!

GEMAS ABUNDANTES E DE GRAÇA!

Muitas pessoas têm sonhos que se repetem com frequência. Alguns são terríveis pesadelos, que apavoram. Mas, outros, felizmente são sonhos bonitos que só dão prazer.
Eu sou uma dessas pessoas que têm um sonho que se repete. Infelizmente, não com a freqüência que eu gostaria, pois é um sonho emocionante. Nele, eu me vejo descobrindo enorme quantidade de minerais lindos, grandes, brilhantes. São tão bonitos que aí vem o lado chato do sonho: eu não consigo me convencer de que estão sendo vistos pela primeira vez. Não é possível, digo para mim mesmo, isso tem que ter dono ! Tantas coisas bonitas num mesmo lugar têm que ser de alguém !
Mas, mesmo assim, mesmo com essa dúvida atroz que me faz hesitar se levo comigo ou não aquelas maravilhas, são sonhos que me fazem feliz e que gosto de ter.
Bem, contei tudo isso para dizer que há sim, na natureza, lugares onde podem ser encontradas pedras preciosas em abundância, fáceis de achar, fáceis de pegar, sem problemas para carregar e, sim, que são de graça ! Mas... – tinha que ter um mas... – são muito pequenininhas...
Falo de areias de praia. As areias de praia são formadas praticamente só de grãos de quartzo incolor. Mas, há alguns locais onde elas mostram manchas escuras, e esses pontos de areias negras são concentrações de minerais mais pesados que o quartzo. A onda traz com ela a areia e, à medida que vai perdendo velocidade, essa areia vai se depositando. Os minerais pesados depositam-se primeiro, e o quartzo que é leve, depois.
Formam-se, assim, concentrações onde podem ser encontrados minerais pretos ou cinza-escuros, como magnetita, ilmenita e schorlita (turmalina preta), junto a outros bem coloridos, como granadas, monazita, epídoto, zircão, espinélio, etc.
Há um desses lugares que eu conheço bem porque colhi amostra da areia negra e mandei analisá-la. É a Praia Vermelha, no Rio de Janeiro (foto da Wikipédia ao lado), ali juntinho ao ponto onde a gente embarca no bondinho que leva ao Pão de Açúcar.
Aquela areia contém várias gemas, como granadas (vermelha e rosa) e turmalina preta.
Como fazer para admirar essas pedras preciosas se são tão pequenas ? A primeira coisa a fazer é coletar a amostra, como eu disse, num ponto onde se concentram minerais escuros. O passo seguinte é lavar essa areia com cuidado para remover o sal da água. Feito isso, deixar a areia secar, ao sol ou num forno. Os grãos ficarão bem soltinhos, facilitando a observação.
Eles podem ser observados a olho nu. As imagens abaixo foram obtidas fotografando a areia sem nenhum equipamento ótico de ampliação. Mas, o ideal é observar com uma lupa binocular. É um aparelho semelhante a um microscópio, mas que aumenta menos e dá uma imagem direta, e não invertida como o microscópio. A imagem aparece bem iluminada e a observação é muito confortável.
Se não conseguir uma lupa dessas, o jeito é usar uma lupa de 10 aumentos, como a usada por geólogos, joalheiros e em laboratórios gemológicos. Aí, a areia terá que estar local bem iluminado e ser mantida bem perto do olho.
Uma coisa é ver os minerais, outra é identificá-los. Como fazer isso ?
A magnetita é fácil. Qualquer ímã comum atrai os grãos do mineral, pois ele é fortemente magnético (do seu nome vem a palavra magnetismo). A primeira coisa a fazer então, após secar a areia lavada, é retirar a magnetita (se houver, claro) com um ímã comum.
Se você não for geólogo ou laboratorista experiente na identificação de minerais em grãos, a separação dos demais é feita em um laboratório de Sedimentologia. Nele, a areia é submetida à ação de um separador eletromagnético.
Muitos minerais são atraídos por um íma, embora não com a mesma facilidade que a magnetita. Então, o que o separador eletromagnético faz é atrair primeiro aqueles mais magnéticos. Depois, aumentando a intensidade da corrente elétrica, ou seja a capacidade de atração do eletroímã, passa-se a amostra de novo e aí ele atrai aqueles um pouco menos magnéticos. Fazem-se novas passagens, sempre aumentando a intensidade da corrente, e outros minerais vão sendo separados, até restar aqueles sem magnetismo.
A areia da Praia Vermelha de que falei mostrou o seguinte comportamento quando submetida a esse processo (e após a separação da magnetita):
a) Minerais atraídos com corrente de 0,3 ampère: ilmenita e granada vermelha.
b) Minerais atraídos com corrente de 0,5 ampère: ilmenita, epídoto e granada rosa;
c) Minerais atraídos com corrente de 0,75 ampère: schorlita.
d) Minerais não atraídos com corrente de 0,75 ampère: estaurolita, monazita, sillimanita, andaluzita, zircão e espinélio.

À esquerda, magnetita separada com íma de mão. À direita, minerais pesados antes da separação, mas já sem a magnetita

Ilmenita e granada vermelha, à esquerda. Ilmenita, epídoto e granada rosa, à direia.

À esquerda, schorlita (turmalina preta). À direita, minerais não atraídos pelo ímã: estaurolita, monazita, sillimanita, andaluzita, zircão e espinélio
Os interessados em fazer uma análise dessas podem procurar, por exemplo, o laboratório do Serviço Geológico do Brasil, em Porto Alegre. A análise custa R$ 180,00.
A ação constante das ondas do mar deixa os grãos de areia tão polidos e tão arredondados que mesmo aqueles de quartzo incolor são muito bonitos quando vistos com dez aumentos ou mais. Quem tiver acesso a uma lupa binocular procure observá-los. Garanto que ficarão surpresos. Aliás, até mesmo prosaicos cristais de sal e de açúcar já surpreendem quando vistos assim.
Nas praias muito abertas, como as do Rio Grande do Sul, onde a ação das ondas é mais enérgica, os grãos costumam ser menores e mais arredondados, pois o desgaste é maior.
O polimento do grão de areia surge em decorrência do atrito dele contra os outros grãos, na presença de água. Nos desertos, esse atrito também existe, mas, por faltar água, os grãos ficam foscos.
Por fim um esclarecimento: a Praia Vermelha tem este nome porque sua areia se mostra avermelhada, mas não pela presença das granadas, e sim pela luz do Sol, no fim do dia.
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UMA HISTÓRIA QUE NOS ENVERGONHA

UMA HISTÓRIA QUE NOS ENVERGONHA

Vou lhes contar uma história feia. Uma história muito feia. História daquelas capazes de deixar qualquer brasileiro sério muito indignado.
Aqui no Rio Grande do Sul, usamos um superlativo muito nosso, o tri-. Ele significa muito ou muitíssimo. Ficar tri-indignado, então, é ficar muito indignado ou muitíssimo indignado. Esse tri- vem lá da Copa do Mundo de 1970, no México, quando ganhamos o Campeonato Mundial de Futebol pela terceira vez. Ele significa então, etimologicamente, três vezes. Pois a história que lhe vou contra me deixa não tri-indignado, mas dodecaindignado. - Dodecaindignado ? Já explico.
Dodeca- é um prefixo grego que significa doze. Quem estudou Mineralogia, ou pelo menos Cristalografia, ou mesmo os colecionadores de minerais mais experientes devem lembrar que as granadas formam belos cristais de doze faces, chamados dodecaedros (edro significa plano ou face plana).
Por que então eu fico dodecaindignado ? Porque a barbaridade que vou contar me deixa tri-indignado como brasileiro; tri-indignado como geólogo; tri-indignado como colecionador de minerais e ainda tri-indignado como dirigente de museu - que não sou mais, mas fui por treze anos. Então, tenho quatro motivos para ficar triplamente indignado, e 4 x 3 ainda são 12, apesar do que se vê em alguns livros de Aritmética editados pelo MEC.
Mas, chega de suspense. Vamos à história.
Quem já ouviu falar em Ilia Deleff provavelmente saberá do que vou falar. Quem nunca ouviu falar nele, que se sente e se prepare para receber uma dose cavalar de indignação.
Ilia Deleff é um búlgaro que, em 1957, aos 36 anos, mudou-se para o Brasil. Desde aquela época, ele começou a andar pelos garimpos brasileiros e, apaixonado pelos belíssimos minerais que neles via, começou a colecioná-los, mas reunindo apenas cristais muito grandes, gigantescos mesmo.
Na década de 1970, Deleff radicou-se em Minas Gerais e em 1982, após 25 anos reunindo cristais enormes que encontrava, tinha uma coleção de 78 cristais fabulosos, variando de 200 kg a 4 toneladas. Era um acervo sem igual no mundo, não só pelo tamanho das peças, mas também por sua beleza. Dessa coleção faziam parte o maior citrino, a maior amazonita azul, a maior morganita e o maior topázio azul conhecidos no mundo. (Abaixo, cristais de quartzo e amazonita da coleção de Deleff.)
Naquele ano, Deleff decidiu vender sua coleção. Ele era búlgaro, já dissemos, mas como os minerais eram brasileiros, quis que a coleção permanecesse no Brasil. Assim, ofereceu o acervo a diversas instituições brasileiras.
Sua proposta era simplesmente irrecusável: ele queria que o pagamento fosse feito apenas com a renda obtida com a exposição da sua coleção. Simples assim. Negócio de pai pra filho.
Pois bem. Ninguém neste vasto Brasil quis comprar uma coleção sem igual no mundo ! Pior: sua proposta foi considerada exótica e recebida com desinteresse, quando não com desprezo !!!
Diante disso, é claro, Deleff ofereceu-a a museus estrangeiros. Aí, naturalmente, a coisa mudou de figura. Surgiram muitos interessados, da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e Japão. A coleção acabou vendida ao Museu de História Natural da França, e hoje quem quiser conhecê-la precisa ir a Paris. (Abaixo, Deleff com parte de sua coleção.)
Agora me digam: é ou não é para ficar tri-indignado ?
Mas, isso não é tudo. A coleção de Deleff saiu do Brasil – legalmente, é claro ! – sabem como ? Como simples matéria-prima destinada à indústria, como cristais comuns de quartzo !!!
Não entendo muito de comércio exterior, mas uma pergunta me martela a cabeça sempre que lembro disso: Como é que pode ?!!!
E agora ? Ficaram um pouco mais indignados ?
Pois tem um mais um detalhe para aumentar essa dose de indignação. Deleff, já foi dito, vendeu sua coleção. Ela não foi doada, foi vendida. A França não informa quanto paga por acervos museológicos que seus museus públicos adquirem, mas dá para imaginar que não foi por pouco que a compraram. Pois bem. Por ter feito essa venda, Deleff foi condecorado pelo presidente francês François Mitterrand, em 14.07.1983, com a Ordem Nacional das Palmas Acadêmicas, criada por Napoleão Bonaparte em 1808. Palmas para ele ! Uma vaia para o Brasil !
Quando a coleção foi exposta no Museu Nacional de História Natural, em Paris, a embaixada brasileira recebeu convite para a inauguração da mostra, mas não mandou nenhum representante. Prefiro acreditar que nosso embaixador, pelo menos, sentiu-se envergonhado com o que o Brasil fizera.
Acho que deixei bem claro que Deleff não era nenhum mercenário. Muito pelo contrário. Pois querem mais uma prova ? Em 1985, ele doou – aí, sim, doou - outra coleção de cristais gigantescos, à sua terra natal, a Bulgária. Esta segunda coleção é hoje a maior atração do Museu Nacional Terra e Homem, de Sofia, capital daquele país (vejam em http://omm-online.org/eng/iliadeleff.htm). Entre os minerais brasileiros desse museu, estão três geodos de ametista de 525 kg, 638 kg e 700 kg e um cristal de quartzo enfumaçado de 575 kg (vejam em http://www.earthandman.org/en/guideonenglish.pdf).
Tenho ou não tenho razão para ficar dodecaindignado ? Isso foi ou não foi um atentado contra a cultura brasileira ?
Eu já contei essa história muitas vezes. Contei-a aos muitos alunos que passaram por meus cursos de Gemologia. Contei-a num dos 44 artigos de divulgação científica que escrevi para o Canal Escola (www.cprm.gov.br) e contei-a, sempre com a mesma indignação, na minha coluna de Gemologia no Portal das Joias (www.portaldasjoias.com.br). E continuarei a contá-la pelo resto da minha vida, sempre que tiver oportunidade de fazer isso porque uma história dessas pode ter acontecido só uma vez, mas JÁ FOI DEMAIS ! ISSO NÃO PODE ACONTECER DE NOVO !!!
Fiquei sabendo da coleção de Deleff e de sua venda para França em 1983, em reportagem da revista Veja (edição de 23 de março, p. 54-55). Na semana seguinte, a mesma revista noticiou (p. 81) a condecoração de Deleff. Desde então, tenho procurado conhecer mais detalhes sobre o assunto e cada nova informação que obtenho só confirma a barbaridade que se cometeu.
Por isso, peço uma coisa: se alguém souber de algum detalhe dessa história que eu não mencionei e que possa diminuir um pouco a indignação que sinto, por favor me conte. Se a coleção não era lá essas coisas (duvido muito !), se a proposta de Deleff não era assim tão vantajosa, se a recusa das instituições brasileiras foi baseada em bons motivos, se souberem enfim de qualquer atenuante para o papel tão feio que o Brasil fez nessa história, por favor me contem. Me ajudem a dormir mais tranquilo.
Agora, se souberem de alguma coisa que torne essa história feia mais feia ainda, peço que me poupem. Não vou aguentar saber que tudo aconteceu de um modo ainda pior do que contei aqui !
PERCIO M. BRANCO

O REPOUSO DO GUERREIRO

O REPOUSO DO GUERREIRO

          Jogador de futebol quando se aposenta pendura as chuteiras. Por isso, para mim, geólogo aposentado é aquele que pendurou o martelo.
Coerente com isso, decidi que, quando me aposentasse, penduraria meu valente companheiro numa parede de casa, em lugar de destaque.
Estou aposentado há quatro anos, mas apenas do ponto de vista legal. Embora raramente use meu precioso instrumento de trabalho, me considero um geólogo na ativa e, por isso, nunca quis pendurar meu martelo. Só que, na mudança de minhas coisas do meu local de trabalho para casa, ele acabou ficando junto com outras ferramentas, ao lado de um simples martelo de carpinteiro.
Isso me incomodava e me deixava com remorso. Aquilo não era lugar para martelo de geólogo, um símbolo da nossa profissão, muito menos para um martelo que me acompanhou em tantas jornadas, algumas épicas e memoráveis. Mas, eu não encontrava um lugar adequado para ele e o coitado continuava lá, em indigno local para um merecido repouso.
Um espaço para ele, bem à altura de sua importância, seria a estante onde está a minha coleção de minerais. Mas, ela já estava muito cheia, e eu relutava em colocá-lo ali.
          Este mês, porém, o remorso falou mais alto e, incentivado também pela Jane, companheira de longa caminhada que também admira os minerais e a Geologia, resolvi finalmente dar-lhe um lugar à altura do seu valor e dignidade. Primeiro, removi a ferrugem que nele havia, fruto não do desuso ou do descaso, mas das intempéries que por tanto tempo enfrentamos juntos. Depois, limpei seu cabo de nylon, removendo até as impurezas de cada reentrância das palavras nele gravadas, a começar pela marca famosa (Estwing). E, por fim, coloquei-o entre os minerais e fósseis da minha coleção, em lugar sempre bem iluminado, seja de dia ou de noite.
         Lá está ele agora, valente e garboso como sempre. Deitado, sim, mas não pendurado.

A CRATERA DO METEORO

A CRATERA DO METEORO



            Uma das atrações naturais mais interessantes do estado do Arizona (EUA) é a Cratera do Meteoro (Meteor Crater).

            Existe na Terra um número significativo de crateras formadas pela queda de meteoritos, algumas delas no Brasil (São Paulo e Santa Catarina, por exemplo). Mas, essa do Arizona é a mais famosa de todas e por várias razões.

    Antes de tudo porque, por estar em um deserto, onde a erosão é mínima, está extremamente bem preservada, como mostra a foto abaixo, apesar de ter se formada há 50.000 anos. As crateras brasileiras, por exemplo, sob ação de clima tropical, sofreram profunda erosão, o que, junto com a vegetação, ajuda a mascará-las, só sendo percebidas em imagens de satélite, de radar ou fotografias aéreas.




Outra razão que torna a Cratera do Meteoro famosa é que foi a primeira a ter uma origem comprovadamente relacionada à queda de um meteorito, o que explica seu nome prosaico. Graças ao empenho de Daniel Barringer, que, a partir de 1903, ali investiu muito tempo e dinheiro, pôde-se provar que ela havia sido formada pelo impacto de um grande meteorito. Ele dedicou os últimos 26 anos de sua vida a provar isso e a tentar recuperar o grande volume de metal que ele imaginava estar no subsolo da cratera. Surgiu assim uma nova ciência, chamada Meteorítica. E é por isso que a cratera é também conhecida como Cratera de Barringer.
Os descendentes de Barringer honraram seu legado de luta e a Cratera do Meteoro é ainda uma propriedade particular administrada pela sua família, aí incluídas todas as instalações do local. 
O meteorito que caiu no local tinha aproximadamente 50 m de diâmetro e deslocava-se com a velocidade de 40.000 km/h. Era do tipo siderito, isso é, formado por ferro e níquel Estima-se que o volume de metal nele contido daria para fabricar 42.000 automóveis. Na foto abaixo, vê-se o maior dos fragmentos recuperados do meteorito.






 

A cratera fica próximo à cidade de Winslow, mas pode-se acessá-la a partir de Flagstaff (56 km de distância), bom ponto de partida para visitar também o Grand Canyon do Colorado, a Sunset Crater, as lindas formações rochosas de Sedona, e outras atrações naturais do Arizona.
A estrutura geológica tem quase 1.245 m de diâmetro e 165 m de profundidade. O choque do meteorito deslocou 175 milhões de toneladas de rocha. Ela pode ser visitada descendo até ao centro, andando ao longo de seu bordo ou, se o tempo não estiver bom, através de uma área envidraçada.
Um aspecto curioso é que a cratera, em vista aérea, é mais quadrada do que circular (ver foto abaixo, da Wikipedia). Isso se explica pelo sistema de juntas (fraturas) de suas rochas. É o que os geólogos chamam de controle estrutural.


 



O terreno lembra a superfície da Lua e foi usado pela Nasa para treinamento de astronautas do Projeto Apolo. Por isso existe ali um memorial aos astronautas norte-americanos (Parede da Fama do Astronauta Americano), com o nome de todos eles gravados em uma parede e exibição de uma réplica da cápsula que usaram em para treinamento de voos espaciais.

 




            Além desse memorial, o local abriga um cinema para 80 espectadores, que exibe um documentário de 10 minutos, restaurante, loja de presentes e um interessante museu.
A loja é excelente para quem deseja comprar minerais para coleção, fósseis e, é claro, variados objetos sobre meteoritos.  Uma das coisas mais interessantes é uma coleção de oito pequenos cartões que mostra como deve ter sido a queda do meteorito que formou a cratera no momento do impacto e nos 10 minutos seguintes.
Em 30 de junho de 1908, outro grande meteorito caiu em Tugunska, na Sibéria (Rússia). A queda provocou uma grande explosão, devastando uma área de milhares de quilômetros quadrados.  Apesar de ainda ser assunto de debate, segundo os estudos mais recentes a destruição provavelmente foi causada pelo deslocamento de ar subsequente a uma explosão de um meteorito ou fragmento de cometa a uma altitude de 5 - 10 km, devido ao atrito da entrada na atmosfera. Diferentes estudos concluíram que objeto media algumas dezenas de metros.
A explosão liberou uma energia equivalente a mil bombas como a lançada sobre Hiroshima e derrubou cerca de 80 milhões de árvores em uma área e 2.150 quilômetros quadrados. Os troncos da foto, expostos no museu da Cratera do Meteoro, são alguns daqueles 80 milhões.







Fortescue acredita em retorno do minério de ferro ao patamar de US$110/t

Fortescue acredita em retorno do minério de ferro ao patamar de US$110/t
O CFO da Fortescue, a terceira maior produtora de minério de ferro da Austrália, disse em entrevista que "já atingimos o fundo do poço (bear market)" para o minério de ferro. Ele baseia a sua previsão na ocorrência da última alta, que elevou o preço do minério de US$89 para US$95/t. Esse evento, segundo Stephen Pearce, é o prenúncio de um novo ciclo de altas que alçará o preço do minério de volta aos US$110/t.

Este ciclo de alta será respaldado pelos novos dados sobre o crescimento chinês e pelos baixos estoques de minério de ferro nos portos da China.

A Fortescue é uma grande produtora de minério de ferro, mas  tem um calcanhar de aquiles que a torna muito vulnerável: o seu all-in cash cost.

 No momento a Fortescue está produzindo o seu minério 62% Fe a um custo total médio de US$70/t, o que é muito alto, quando comparado com a Vale e a Rio Tinto que produzem abaixo dos US$30/t. Ela já esteve pior, em 2012, quando produzia a US$90/t. Mas, quando o assunto é mercado só se cria quem realmente produz a baixo custo, o que não parece ser o caso da Fortescue, a quarta maior produtora de minério de ferro do mundo. Não é a toa que o seu CFO reza para que os preços revertam...