Cuidado! Essas lâmpadas contém mercúrio!
Você sabia que as lâmpadas fluorescentes, que são as mais usadas nas
residências, contém mercúrio? O vapor de mercúrio, ao ser atravessado
pela corrente elétrica produz luz ultravioleta que faz a película de
fósforo, que cobre a superfície interna da lâmpada, brilhar.
Essas lâmpadas são muitas vezes mais eficientes e duradouras do que as
antigas lâmpadas incandescentes. Mas o seu conteúdo rico em mercúrio
implica em um possível dano ambiental e até à saúde do usuário.
O mercúrio é um metal pesado, líquido na temperatura ambiente, que pode
causar sérios danos ambientais, doenças e até a morte das pessoas
contaminadas. A história recente está repleta de grandes acidentes
envolvendo a contaminação de mercúrio. O maior dos acidentes com
mercúrio ocorreu em Minamata no Japão, e matou mais de 900 pessoas,
contaminando milhares.
Neste momento você deve estar se perguntando como uma simples lâmpada
fluorescente pode apresentar algum risco para os seres humanos? Afinal, o
desastre de Minamata foi causado por toneladas de líquidos,
contaminados por mercúrio, jogados ao mar.
Cada lâmpada compacta, que temos nas nossas casas, contém em torno de 5
miligramas de mercúrio. É uma pequena quantidade, mas se considerarmos o
pequeno volume de gás contido nas lâmpadas compactas veremos que a
concentração é altíssima.
O problema começa no momento em que essa lâmpada é quebrada. O gás de
mercúrio contamina, imediatamente, o ar e pode ser inalado
involuntariamente por alguém. Este é o pior cenário e deve ser evitado.
Aja rápido! Tire todas as pessoas e animais do ambiente, abra as
janelas, ventile por tempo suficiente. Se o local tiver um condicionador
de ar coloque na exaustão.
Assim que a área for bem ventilada limpe os resíduos e fragmentos da
lâmpada quebrada. Você verá um pó cinza que não deve ser tocado sem
proteção, pois contém mercúrio. Limpe bem a área evitando tocar nos
fragmentos. Use luvas se tiver. Coloque tudo em um plástico que deve ser
selado antes de ser encaminhado para um posto de reciclagem.
Newmont entra em arbitragem contra o Governo da Indonésia
A mineradora americana Newmont cansou de negociar com o Governo
Indonésio sobre os impostos e restrições às exportações de concentrados
de cobre e apela para uma arbitragem internacional.
No caso do cobre praticamente todas as mineradoras foram forçadas a
paralisar a produção de concentrados. A Newmont está tendo prejuízos
enormes e teve que declarar force majeure, não mais atendendo as
demandas de seus clientes.
O que as mineradoras alegam é que o Governo de Jakarta simplesmente
mudou as regras do jogo, desconsiderando os contratos assinados. A
paralisação causa uma escassez artificial do produto que fez o cobre
atingir mais de US$7.000/t.
A situação criada pelo governo penaliza a todos, inclusive o próprio
país. As duas mineradoras americanas Freeport e Newmont são responsáveis
por 97% de toda a exportação de cobre da Indonésia, que agora está
paralisada.
Foto da terceira maior jazida de cobre do mundo, Grasberg, na
Indonésia, propriedade da Freeport MacMoran. Por Alfindra Primaldhi
Extraindo o gás do folhelho de Utica
Até poucos anos atrás o folhelho de Utica, em Ohio,
era simplesmente desprezado pelos pesquisadores. Nos últimos três anos
tudo mudou e esta rocha tornou-se um dos mais valiosos alvos para óleo e
gás em toda a América do Norte.
O folhelho de Utica é um sedimento, de idade Ordoviciana, fino, escuro,
com materiais orgânicos e calcários intercalados (foto).
Assim que os geólogos perceberam a sua importância começou a sondagem.
Na primeira etapa centenas de furos verticais foram realizados (mapa 1) ao longo de uma malha cuidadosamente planejada.
O que não se percebe na superfície é que para cada furo vertical existem
até 8 furos horizontais de 3.000m de comprimento que são perfurados a
partir do vertical (mapa 2, da projeção horizontal). É através dos furos
horizontais, que estão inseridos no folhelho alvo (ou xisto como essas
rochas são chamadas erroneamente no Brasil), que é feito o processo de
faturamento hidráulico que permite a extração do gás e óleo dessas
rochas: o fracking. Os furos horizontais são perfurados em um padrão que
permite a extração, praticamente total, do gás e óleo contido no
folhelho.
O processo de extração, o fracking é razoavelmente simples. Ele consiste
na injeção de água com areia em altíssima pressão de forma a causar
fraturamentos e espaços abertos no folhelho que são preenchidos pela
areia. Esse processo causa uma maior porosidade e permeabilidade da
rocha por onde o gás é extraído juntamente com os demais
hidrocarbonetos.
O método transformou a indústria e permitiu aos Estados Unidos uma
verdadeira revolução energética extraindo gás e óleo em rochas antes
inacessíveis e consideradas estéreis. A revolução do fracking é tão
grande que está tornando os Estados Unidos, que era o maior importador
de óleo e gás do mundo, em um grande exportador.
Tudo isso em pouco mais de uma década.
Apesar do fracking ter reduzido os custos do gás, empregado centenas de
milhares de pessoas e revolucionado a indústria da maior economia do
mundo ele tem forte oposição.
Vários grupos ambientalistas combatem o fracking dizendo que o método
usa imensas quantidades de água (mais de 5 milhões de litros por furo)
onde são misturados produtos químicos que podem contaminar a água dos
aquíferos superficiais. Vários estudos foram feitos nos Estados Unidos
onde existem dezenas de milhares de sondagens com o uso de fracking e
está sendo comprovado que a poluição pode ser evitada e quando ocorre é
por erros humanos e não do método.
No momento está sendo finalizado um estudo contratado pelo Congresso
Americano, a quatro anos atrás, para determinar o real impacto do
fracking sobre os recursos de água.
Mas o que mais assusta os ambientalistas é o enorme sucesso do fracking.
Ele está viabilizando a extração de gás e óleo em um momento em que
essas fontes de energia deveriam estar sendo substituídas por outras
mais limpas.
É que os ambientalistas querem simplesmente acabar com os combustíveis
fósseis e o fracking é a grande barreira que está revitalizando a
indústria do gás e óleo.
Trata-se de um impasse interessante e cruel.
De um lado alguns países ricos que podem realmente investir em fontes
alternativas de energia, mais caras e menos eficientes e, do outro, os
países pobres onde as necessidades são tão básicas quanto um prato de
comida.
Como negar a esses a revolução energética que irá criar milhões de empregos e mudar a economia de suas nações enfraquecidas?
Por mais que queiramos o mundo ainda é composto por regiões ricas e
outras, a maioria, onde impera a miséria, o genocídio e o descaso ao ser
humano. Essas regiões pobres precisam urgentemente de uma verdadeira
revolução econômica e social que permita o fortalecimento de suas
economias com a criação de novos empregos. Em todas essas regiões
existem grandes recursos inexplorados de folhelhos que poderiam estar
gerando energia e alimentando a economia local.
Enquanto isso nos Estados Unidos o fracking adicionou 100 anos de
recursos de gás e óleo às reservas do país ao mesmo tempo em que
substitui as emissões vindas da queima do carvão.
Megasiderúrgica chinesa começará produção em 2015
Apesar dos problemas do mercado atual e do
desequilíbrio entre a oferta e a procura a Baosteel, a maior siderúrgica
chinesa, mantém o projeto Zhanjiang como planejado. Trata-se de uma
gigantesca planta metalúrgica com capacidade para 10 milhões de
toneladas de aço por ano. O projeto foi aprovado pela Comissão Nacional
de Desenvolvimento e Reforma chinesa e irá começar a produzir no final
de 2015. Esta planta suprirá a necessidade das indústrias de ponta que
usam aços de alta qualidade, raros na China.
O novo aço de Zhanjiang irá substituir o aço das siderúrgicas obsoletas
e caras que estão sendo fechadas em toda a China. Até o momento o país
deixou de produzir 11,65 milhões de toneladas de aço cru vindo dessas
plantas. Ao todo a China deverá eliminar 17 milhões de toneladas de aço
produzido em siderúrgicas antiquadas.
Lulo a mais nova mina de Angola promete eclipsar Catoca
A mina de diamante sobre o kimberlito de Catoca é uma
das grandes geradoras de renda em Angola. Mas, segundo notícias
recentes, Catoca estará sendo deslocada para o segundo lugar.
O novo nome a ser lembrado é Lulo. Lulo é um projeto cuja produção de
diamantes é esperada para 2016. Segundo o relatório publicado
recentemente, Lulo será o maior produtor de diamantes do país e seus
diamantes irão valer mais de dez vezes o valor médio de Catoca...
Se isso for verdade Angola passará em breve a ser uma das maiores produtoras de diamantes do mundo.
A concessão que engloba os alvos tipo Lulo, de 3.000km2, pertence a
Lucapa Diamonds Company ltd e cobre uma região onde ocorrem os maiores
depósitos aluvionares de diamante da Angola: a bacia do Rio Cuango.
Lulo é um kimberlito descoberto pelo levantamento aerogeofísico feito em
2008. O kimberlito está localizado no Graben de Lucapa onde a maioria
dos kimberlitos angolanos ocorrem. Esses pipes foram preservados pelas
areias do Deserto do Kalahari e, consequentemente, não estão muito
erodidos.
Os aluviões da área já produziram grandes pedras, de até 131,4 quilates,
e as vendas dos diamantes de Lulo foram realizadas com preços
superiores a US$6.000/quilate, uma verdadeira anomalia. Em Catoca o
preço médio do quilate é de US$100,00.