quinta-feira, 10 de julho de 2014

Setor de rochas ornamentais no Brasil pode crescer 10% em 2014

Setor de rochas ornamentais no Brasil pode crescer 10% em 2014




O aumento da demanda por equipamentos para os processos de beneficiamento e a maior variedade de materiais expostos no mercado brasileiro podem levar o setor de rochas ornamentais a um crescimento de 10% em 2014. O Brasil produziu, em 2012, 9,3 milhões de toneladas, o equivalente a 7,5% da produção mundial, segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
A produção brasileira foi estimada pela Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas) e publicada no Sumário Mineral 2013 do DNPM. Em 2012, as 9,3 milhões de toneladas representaram um crescimento de 3,3% em relação a 2011. O aumento ocorreu em função do crescimento do mercado interno e do mercado externo quase na mesma proporção.

A participação dos granitos e similares correspondeu a cerca de 49,5% da produção nacional, com redução para ardósia e quartzito foliado. A região Sudeste deteve 64,5% da produção nacional e a Nordeste, 24,7%. As regiões Sul, Centro-Oeste e Norte representaram, juntas, 10,8%.

Cerca de 90% da produção nacional está presente nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e Paraíba. O Estado de Minas Gerais teve queda da produção de quartzitos foliados e de ardósias devido à redução das compras do mercado europeu. As transações comerciais referentes a 2012 foram estimadas em cerca de US$ 4,6 bilhões na cadeia produtiva de rochas ornamentais.

Um dos eventos de importância para o setor é a Cachoeiro Stone Fair 2014, Feira Internacional do Mármore e Granito. O evento será realizado de 26 a 29 de agosto, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.

Segundo dados da Milanez & Milaneze, do Sindicato das Indústrias de Rochas, Cal e Calcário do Estado do Espírito Santo (Sindirochas) e do Centro Tecnológico do Mármore e do Granito (Cetemag), que são os organizadores do evento, 80% das áreas expositivas já foram reservadas.

As principais atrações da feira serão equipamentos e maquinários com tecnologia que auxilia em todas as fases do processo produtivo do setor de rochas, insumos e mármores, granitos, ardósias e quartzitos. “As empresas se modernizaram, novos processos foram adotados, houve ampliação da mão de obra e, com certeza, a feira é responsável por esse desenvolvimento”, disse Samuel Mendonça, presidente do Sindirochas.

A última edição contou com 220 expositores, em uma área de 32 mil metros quadrados, e com um público de mais de 25 mil visitantes entre nacionais e internacionais.
A Cachoeiro Stone Fair 2013 recebeu mais de 25 mil visitantes. Crédito: Cachoeiro Stone Fair

Geologia, estratigrafia e depósitos minerais do Projeto Vila Nova, Escudo das Guinas, Amapá, Brasil

Geologia, estratigrafia e depósitos minerais do Projeto Vila Nova, Escudo das Guinas, Amapá, Brasil

O Projeto Vila Nova compreende uma área de 170 km2 localizada no centro- sudeste do Estado do Amapá, Brasil, onde ocorrem terrenos granítico-gnáissicos, rochas máfico-ultramáficas, associação vulcano-sedimentar e rochas graníticas e básicas intrusivas. Metamorfismo de fácies anfibolito superior afeta tanto as rochas máfico-ultramáficas quanto a associação vulcano-sedimentar. Minas de cromo e ouro, depósitos de ferro e ouro, além de ocorrências de tantalita e diamante definem a concentração anômala de depósitos minerais na região. As rochas máficoultramáficas, denominadas de Complexo Máfico-Ultramáfico Bacuri, são intrusivas nos terrenos granítico-gnáissicos e mais antigas do que a associação vulcano-sedimentar. O Complexo Bacuri hospeda 11 depósitos de cromita estratiforme com reservas superiores a 9 Mt de cromitito, indicando a existência de importante magmatismo mantélico. A associação vulcano-sedimentar é correlacionada ao Grupo Vila Nova e consiste de rochas metassedimentares elásticas grossas a finas e rochas metassedimentares químicas com metavulcânicas intercaladas. Esta associação hospeda depósitos de ouro e ferro e corresponderia à uma sequência do tipo greenstone belt, de idade Paleoproterozóica, genericamente comparável aos greenstone belts do noroeste do Escudo das Guianas.

Mineração: Goiás é terceiro

Mineração: Goiás é terceiro  
A influência da mineração é fundamental à economia da região onde ela ocorre. É assim em todos os países onde a mineração é importante, mesmo os desenvolvidos como o Canadá e a Austrália. No Brasil não é diferente. Estados como o Pará e Minas Gerais, onde se encontram as grandes minas do país conhecem muito bem a influência benéfica da mineração na economia.
A novidade no setor é que o terceiro maior produtor mineral do país é o Estado de Goiás. Em Goiás a influência da mineração na vida das pessoas é enorme. A pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD),  mostra que as cidades que sediam mineradoras no Estado de Goiás são aquelas que apresentaram o maior crescimento no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Nestes locais a mineração é a mola propulsora da economia e do desenvolvimento socioeconômico. A melhora no IDH de alguns municípios é marcante, graças a extração dos bens minerais pelas mineradoras. É o caso de Alto Horizonte,  Campinorte e Nova Iguaçu de Goiás que tiveram um aumento do IDH de 27%. Alto Horizonte teve um crescimento extraordinário saindo da posição 136 para a 55. Pilar de Goiás viu o seu IDH crescer 42% atingindo o nível de desenvolvimento humano de médio a alto, graças à mineração.
Já Catalão, cidade progressista de 100.000 habitantes, alimentada por uma mineração forte, tem o terceiro IDH de todo o Goiás e um dos mais altos do Brasil. Catalão é a terceira maior economia de Goiás  com um PIB de mais de 5 bilhões de reais.
Tudo o que foi visto até agora em Goiás será ampliado com o recolhimento da nova CFEM que vai multiplicar por mais de 5 vezes a arrecadação vinda das mineradoras. Isso, naturalmente, quando o Código Mineral for aprovado.

Glencore e Vedanta lutam por mina de zinco na Namíbia

Glencore e Vedanta lutam por mina de zinco na Namíbia
No mundo corporativo um contrato tem valor. Certo?

Essa frase parece não retratar muito bem o que a Vedanta acredita sobre o assunto.

As duas gigantes da mineração a Vedanta e a Glencore estão em batalha judicial pelo depósito de sulfeto de zinco Gergarub na Namíbia. As duas mineradoras já tem jazimentos de zinco e chumbo na região assim como as refinarias para o processamento do minério.

A briga das mineradoras é pelo controle de Gergarub. Uma arbitragem deste ano deu à Vedanta 51% de Gergarub o que a Glencore acredita ser seu, recorrendo desta decisão e continuando a briga judicial que pode se alongar.

Tudo começou em 2004 quando as duas empresas assinaram um MOU para um projeto conjunto de exploração mineral. Segundo esse memorando a Vedanta deveria pesquisar óxidos de zinco que é o minério existente em sua mina Skorpion, que é processado em sua planta. Segundo o MOU a Glencore pesquisaria esfalerita o sulfeto de zinco que é o minério de sua mina Rosh Pinah.

A empresa que achasse o minério especificado pelo documento poderia lavrá-lo e processá-lo.

O plano, que era bom no papel, deu errado.

A Vedanta descobriu um jazimento de sulfeto de zinco dentro de área da Glencore: Gergarub. Pelo acordo essa jazida deveria ser da Glencore, mas a Vedanta esqueceu o MOU e se apoderou da jazida.

Desde então as empresas brigam na justiça por aquilo que deveria estar perfeitamente entendido e sacramentado.

O CEO da Vedanta, Tom Albanese (ex-CEO da Rio Tinto e considerado o pior CEO da história da RIO) já informou em Londres que pensa desenvolver um projeto integrado de chumbo e zinco nas suas minas da Namíbia e África do Sul. Ou seja, Albanese não vai devolver à Glencore o que deveria ser dela.

Essa atitude da indiana Vedanta mostra que no mundo dos negócios internacionais até mesmo os contratos sólidos podem não ser respeitados quando o assunto é muito dinheiro...

Vamos ver quais serão os próximos passos...

MINERALIZAÇÕES AURÍFERAS FILONEANAS DO TERRENO GRANITO-GREENSTONE

MINERALIZAÇÕES AURÍFERAS FILONEANAS DO TERRENO GRANITO-GREENSTONE DO TOCANTINS

O terreno granito-greenstone do Tocantins faz parte do embasamento da zona externa da Faixa Brasília, no setor central da Província Tocantins. Esse terreno é constituído por amplos complexos granito-gnáissicos intrusivos em estreitos greenstone belts. O greenstone belt, denominado de Grupo Riachão do Ouro, compreende os metabasaltos de alto-Fe e alto-Mg da Formação Córrego Paiol, unidade basal, e uma sequência monótona de filitos sericíticos com camadas ricas em matéria carbonosa e intercalações de formações ferríferas, quartzitos, meíacherts, rochas vulcânicas ácidas e metaconglomerados, agrupados na Formação Morro do Carneiro, unidade de topo. Os complexos granito-gnáissicos são constituídos por granitóides do tipo TTG de alto e baixo Al. O primeiro evento deformacional (Dn) foi acompanhado da intrusão dos complexos granito-gnáissicos e de metamorfismo de alta razão T/P variando do fácies xisto verde ao anfibolito. O segundo evento deformacional (Dn+i) é caracterizado por zonas de cisalhamento destrais de direção N20-30°E, NO-10°E e N10-20°W. As zonas de cisalhamento N40-65°E (destrais) e N35-50°W (sinistrais) formam um par conjugado cuja idade relativa é ainda incerta. As mineralizações de ouro filoneanas, encaixadas em zonas de cisalhamento Dn+i, são hospedadas em metabasaltos, formações ferríferas e complexos granito-gnáissicos. Os halos de alteração hidrotermal são marcados por cloritização, carbonatação, sericitização e sulfetação, principalmente pirita. As paragêneses de alteração são típicas do fácies xisto verde. O fluido mineralizante foi provavelmente rico em CO2 e S. Idades Sm-Nd em torno de 2,5Ga representam as idades máximas para dos complexos granito-gnáissicos e mineralizações de ouro.