Fortescue bate recorde de produção em junho
A Fortescue a terceira mineradora de ferro da Austrália teve uma
produção recorde de minério de ferro em junho. O grupo embarcou 38,7
milhões de toneladas, 54% acima do mesmo período de 2013. Nos 12 meses
até junho a mineradora já produziu 160M de toneladas, um outro recorde,
fruto de um investimento de 9,2 bilhões de dólares.
O CEO da Fortescue acredita que a empresa deve se beneficiar do momento e
que os preços caminham, gradativamente, para os US$100/t.
Mesmo assim a empresa não está tão segura quanto as suas três grandes
concorrentes, já que ela produz a um preço médio de US$70/t, que no
nosso entender é muito alto e torna o produto da Fortescue pouco
competitivo.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Minerio de ferro a US$97/t. Mas, nem todos choram...
Minerio de ferro a US$97/t. Mas, nem todos choram...
Como na fábula de La Fontaine, as formigas, que se prepararam para o inverno, começam a colher frutos...
O preço do minério de ferro 62% Fe subiu ligeiramente no mercado spot chinês estabilizando-se próximo dos US$97/t.
Estes preços reduzidos do minério estão criando uma reviravolta na mineração, fortalecendo as três grandes mineradoras que produzem com custos baixos e quebrando as demais.
Mas nem todos estão sendo penalizados pela crise. Algumas empresas se prepararam para ela, reduzindo custos, otimizando e vendendo ativos de baixa qualidade. Várias siderúrgicas compraram as suas próprias minas de minério de ferro e até minas de carvão, reduzindo exponencialmente a sua dependência e exposição.
Como na fábula de La Fontaine eles se prepararam para o inverno que , com certeza, viria.
Estes grupos estarão navegando em águas mais calmas deixando de lado a turbulência da crise e, muito provavelmente, irão sobreviver e prosperar.
Como na fábula de La Fontaine, as formigas, que se prepararam para o inverno, começam a colher frutos...
O preço do minério de ferro 62% Fe subiu ligeiramente no mercado spot chinês estabilizando-se próximo dos US$97/t.
Estes preços reduzidos do minério estão criando uma reviravolta na mineração, fortalecendo as três grandes mineradoras que produzem com custos baixos e quebrando as demais.
Mas nem todos estão sendo penalizados pela crise. Algumas empresas se prepararam para ela, reduzindo custos, otimizando e vendendo ativos de baixa qualidade. Várias siderúrgicas compraram as suas próprias minas de minério de ferro e até minas de carvão, reduzindo exponencialmente a sua dependência e exposição.
Como na fábula de La Fontaine eles se prepararam para o inverno que , com certeza, viria.
Estes grupos estarão navegando em águas mais calmas deixando de lado a turbulência da crise e, muito provavelmente, irão sobreviver e prosperar.
A Maldição da Mineração
A Maldição da Mineração

A
Espanha sofreu nas mãos da Holanda, mas uma coisa que a nação ibérica
não tem é a doença holandesa, como é conhecida a maldição da mineração.
Mas o pior mesmo é a versão política dessa praga, para a qual o Brasil
serve de (mau) exemplo.
A moléstia holandesa, em inglês, Dutch Disease,
foi um termo cunhado pela revista The Economist, lá nos fins da década
de setenta, para descrever um período em que a indústria holandesa
minguou por causa da fartura de divisas, atraída pelos campos de gás
natural descobertos quase 20 anos antes.
Demorou cinco anos até que alguns economistas teorizassem um pouco mais
sobre o assunto. Eles chegaram à conclusão que qualquer país em que há
um súbito e rápido fluxo de entrada de divisas (moeda estrangeira) pode
sofrer desse distúrbio. Não faz muita diferença no que motivou o fluxo,
seja investimento externo direto ou, como no caso da Holanda, a
descoberta de hidrocarbonetos.
Como uma coisa tão boa pode ser tão ruim? Segundo os economistas, o
motivo está no desequilíbrio cambial. A entrada em massa de moeda
estrangeira torna a moeda local mais forte e aumenta os preços relativos
nesse país. Isso faz com que as demais exportações fiquem mais caras.
Assim a produção local é desestimulada.
Alguns teóricos relacionam a doença holandesa com economias
subdesenvolvidas, ou emergentes, contudo, os exemplos mais notáveis são
no lado desenvolvido do mundo. Canadá e Austrália protagonizaram alguns
dos mais surpreendentes casos, todos nos últimos dez anos.
Isso foi resultado da alta histórica do preço das commodities. A
Austrália, por exemplo, não terá uma montadora de carros sequer no país a
partir de 2017. A Toyota seguiu a decisão de outras montadoras que
reclamam da taxa de câmbio e custo da mão de obra local.
O Chile também chegou a ser diagnosticado com a tal doença por conta da
alta do preço do cobre. Outros países que sofreram ou sofrem com isso
são a Nigéria, por conta da abundância de petróleo; o mesmo caso da
Venezuela e da Rússia nos anos 2000.
Duas décadas depois de a doença holandesa ter sido diagnosticada, uma
outra moléstia relacionada ao mesmo assunto apareceu. As enormes
receitas geradas por recursos naturais, além de bagunçar câmbio e
economia, levam turbulência às instituições políticas da região que
deveria se beneficiar de tanta riqueza.
O fato é que países ou regiões beneficiadas com a entrada de divisas
padecem com a piora da qualidade dos candidatos a eleições (de olho no
orçamento futuro) e na capacidade das instituições políticas em lidar
com esse novo cenário. Como mero observador, posso dizer que isso não é
lá grande novidade. Arrebatar a prefeitura de uma cidade que tem milhões
em receitas de royalties garantido, é um investimento e não um risco
político.
O assunto foi tratado pelos pesquisadores Fernanda Brollo, Tommaso
Nannicini, Roberto Perotti, e Guido Tabellini, em 2010, no artigo The
Political Resource Curse: A maldição política da mineração.
Esses italianos, da Universidade de Bocconi, estudaram o que aconteceu
em alguns municípios do litoral fluminense, subitamente enriquecidos com
o petróleo do pré-sal, para explicar que há três motivos para o novo
fluxo de riqueza minar os pilares da democracia.
O primeiro é a corrupção. O efeito do risco moral vem com o irreprimível
desejo do governante que está no poder em se manter lá a qualquer
custo, contando que não saia do bolso dele. Isso faz com que usem a
máquina estatal a serviço da eleição ou reeleição.
O segundo, chamado de efeito seletivo, mostra que o aumento do gabarito
publicitário para ganhar algumas prefeituras endinheiradas sobe tanto
que restringe a entrada de novos candidatos. Em outras palavras, tem
tanto dinheiro em jogo que os grupos interessados investem pesado para
não ter o risco de perder o imenso orçamento da prefeitura.
O terceiro efeito é uma combinação dos dois anteriores. Com oponentes
menos hábeis, candidatos corruptos são capazes se apropriar de
dividendos políticos e de se perpetuar por meio de reeleição e
indicações futuras. É claro que conhecemos muitos casos desse tipo que
nada tem a ver com royalties.
A conclusão dos estudiosos é numérica. Com alguns dados e muita
econometria eles afirmam que, para cada aumento de 10% nas
transferências do governo federal para governos locais, a corrupção sobe
no mínimo 17%. Se for isso mesmo, é fácil debelar a corrupção, basta
cortar os repasses do governo federal em 50%.
Além dessa má notícia, o artigo corrobora as conclusões de trabalhos
anteriores de que serviços públicos, como educação, saneamento e saúde,
não melhoram proporcionalmente em relação ao volume de aumento das
receitas. A equação final é desanimadora: mais royalties > corrupção
> mandato de maus políticos > deterioração dos serviços.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Poços de Caldas
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de
Poços de Caldas, Ademir Angelino, afirmou que paralisação nas três
linhas de alumínio primário na unidade da Alcoa em Poços de Caldas (MG)
pode ser definitiva. Essa foi a primeira paralisação das linhas de
produção desde que a instalação foi inaugurada, em 1970, e já perdura
por quatro meses. Segundo a Alcoa trata-se de uma parada temporária, mas
sem prazo para retomar a produção.
A
demissão de cerca de 300 funcionários da unidade é um dos motivos que
leva o presidente a acreditar que a Alcoa não voltará a produzir
alumínio primário em Poços de Caldas. “Nós não entendemos que essa
paralisação seja temporária. A empresa usou esse argumento para
facilitar a vida dela na cidade.” disse Angelino, em entrevista ao NMB.
Segundo o sindicalista, a companhia não soube aproveitar o apoio que recebeu do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e do governo estadual para garantir os empregos na unidade. “O Governo de Minas Gerais apoiou a empresa com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no ano de 2013 e mesmo assim a Alcoa não conseguiu manter as operações e evitar as demissões”.
A usina de alumínio primário de Poços de Caldas é uma das de capacidade produtiva no Brasil. A unidade de Poços de Caldas tem capacidade de produção instalada de 97 mil toneladas por ano. A de menor capacidade é a da Novelis em Ouro Preto (MG), com 51 mil toneladas por ano. Em 2010, a Novelis fechou a planta de Aratu (BA) devido ao elevado custo de energia.
A maior usina de alumínio primário no Brasil é da Votorantim Metais, em Alumínio (SP), com capacidade de 454,9 mil t de alumínio primário, segundo dados de 2012 da Associação Brasileira de Alumínio (Abal).
Procurada pelo NMB, a Abal não quis se pronunciar sobre a possibilidade de fechamento permanente da planta da Alcoa.
A Alcoa anunciou no final de março a redução da capacidade da empresa no país em 270 mil toneladas por ano, incluindo a fábrica de São Luís (MA). Em 2013, a companhia já havia reduzido 34 mil toneladas em Poços de Caldas e 97 mil toneladas em São Luis. Na época, a empresa afirmou que a medida era temporária, devido ao aumento dos custos de operação e às condições do mercado.
Na unidade de Poços de Caldas, como resultado da redução de capacidade do smelter, a refinaria sofreu com ajustes de produção. A mina, a fábrica de pó de alumínio e a fundição operam normalmente.
O Brasil produziu 81,4 toneladas de alumínio primário no mês de maio, uma queda de 26,4% em relação ao mesmo mês de 2013, quando foram produzidas 110,6 mil toneladas. De janeiro a maio, a queda foi de 16% em comparação ao cinco primeiros meses de 2013.
Segundo dados divulgados pela Abal o país produziu, em 2013, 1,3 milhão toneladas das 45,3 milhões toneladas de alumínio primário produzidas no mundo.
Segundo o sindicalista, a companhia não soube aproveitar o apoio que recebeu do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e do governo estadual para garantir os empregos na unidade. “O Governo de Minas Gerais apoiou a empresa com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no ano de 2013 e mesmo assim a Alcoa não conseguiu manter as operações e evitar as demissões”.
A usina de alumínio primário de Poços de Caldas é uma das de capacidade produtiva no Brasil. A unidade de Poços de Caldas tem capacidade de produção instalada de 97 mil toneladas por ano. A de menor capacidade é a da Novelis em Ouro Preto (MG), com 51 mil toneladas por ano. Em 2010, a Novelis fechou a planta de Aratu (BA) devido ao elevado custo de energia.
A maior usina de alumínio primário no Brasil é da Votorantim Metais, em Alumínio (SP), com capacidade de 454,9 mil t de alumínio primário, segundo dados de 2012 da Associação Brasileira de Alumínio (Abal).
Procurada pelo NMB, a Abal não quis se pronunciar sobre a possibilidade de fechamento permanente da planta da Alcoa.
A Alcoa anunciou no final de março a redução da capacidade da empresa no país em 270 mil toneladas por ano, incluindo a fábrica de São Luís (MA). Em 2013, a companhia já havia reduzido 34 mil toneladas em Poços de Caldas e 97 mil toneladas em São Luis. Na época, a empresa afirmou que a medida era temporária, devido ao aumento dos custos de operação e às condições do mercado.
Na unidade de Poços de Caldas, como resultado da redução de capacidade do smelter, a refinaria sofreu com ajustes de produção. A mina, a fábrica de pó de alumínio e a fundição operam normalmente.
O Brasil produziu 81,4 toneladas de alumínio primário no mês de maio, uma queda de 26,4% em relação ao mesmo mês de 2013, quando foram produzidas 110,6 mil toneladas. De janeiro a maio, a queda foi de 16% em comparação ao cinco primeiros meses de 2013.
Segundo dados divulgados pela Abal o país produziu, em 2013, 1,3 milhão toneladas das 45,3 milhões toneladas de alumínio primário produzidas no mundo.
Carpathian produz 10 mil onças de ouro na retomada do ramp-up
Carpathian produz 10 mil onças de ouro na retomada do ramp-up

Projeto Riacho dos Machados da Carpathian Gold
A
Carpathian Gold afirmou ontem (8) que processou 364.052 toneladas de
minério, com teor médio de 1,32 g/t Au, e produziu 10.671 onças de ouro e
3.441 onças de prata no projeto de ouro Riacho dos Machados, em Minas
Gerais. Os números correspondem ao período de reinício do ramp-up, em março deste ano, com a retomada da Autorização Provisória de Operação (APO), até o último dia 30 de junho.
A
planta de processamento, um circuito convencional de lixiviação a
carbono (CIL) com capacidade de produção prevista em 7,1 mil toneladas
por dia, está em fase de ramp-up, e os componentes da planta estão sendo testados com previsão de ajustes técnicos, caso seja necessário.
Segundo a Carpathian, um ramp-up em uma planta do tamanho de Riacho dos Machados pode variar de três até seis meses ou mais, caso falhas na engenharia ou em equipamentos sejam constatadas. A mineradora afirmou que tem enfrentado dificuldades durante essa fase, sendo a principal delas com a geração de energia, devido a uma falha na sincronização dos geradores que resultou em várias paralisações e, consequentemente, no atraso do cronograma previsto.
Em junho, foram processadas 119.560 toneladas de minério, com um teor médio de 1,30 g/t de ouro, atingindo aproximadamente 56% da capacidade de projeto. No mês de maio, 3.279 onças de ouro foram produzidas, o que representa 66% do ouro contido no minério. A recuperação metalúrgica foi de 86%.
Também em junho, foram extraídas 101.745 toneladas de minério bruto (ROM), com teor médio de 1,14 g/t Au, sendo 48% da produção diária de 7, 1 mil toneladas e os restantes 52% provenientes do estoque. O teor de corte do ROM é de 0,63 g/t de ouro.
No acumulado dos cerca de três meses desde a retomada do ramp-up, o ROM chegou a 547.131 toneladas, com teor médio de 1,09 g/t de ouro. No mesmo período, os estoques acumularam 862.808 toneladas de ROM, com um teor médio de 0,88 g/t de ouro.
Riacho dos Machados está em operação graças à APO, que foi revalidada em fevereiro deste ano. A Carpathian anunciou, em 8 de janeiro, que a Mineração Riacho dos Machados (MRDM), subsidiária da empresa no Brasil e operadora do projeto, tinha recebido da Supram a suspensão temporária da APO.
O custo com os reparos realizados na mina, após as fortes chuvas que atingiram a região nos meses de dezembro e janeiro do ano passado, foram estimados em cerca de US$ 500 mil a US$ 700 mil. A APO permite que a Carpathian produza e venda o ouro produzido durante o ramp-up do projeto antes de receber a Licença de Operação (LO).
A mineradora afirmou que segue trabalhando com as condicionantes estabelecidas pelos órgãos reguladores para receber a LO. A previsão é que licença seja concedida dentro de dois a três meses.
O projeto de ouro no Brasil é o principal da Carpathian, que também é proprietária da operação de cobre e ouro RVP, na Romênia.
Segundo a Carpathian, um ramp-up em uma planta do tamanho de Riacho dos Machados pode variar de três até seis meses ou mais, caso falhas na engenharia ou em equipamentos sejam constatadas. A mineradora afirmou que tem enfrentado dificuldades durante essa fase, sendo a principal delas com a geração de energia, devido a uma falha na sincronização dos geradores que resultou em várias paralisações e, consequentemente, no atraso do cronograma previsto.
Em junho, foram processadas 119.560 toneladas de minério, com um teor médio de 1,30 g/t de ouro, atingindo aproximadamente 56% da capacidade de projeto. No mês de maio, 3.279 onças de ouro foram produzidas, o que representa 66% do ouro contido no minério. A recuperação metalúrgica foi de 86%.
Também em junho, foram extraídas 101.745 toneladas de minério bruto (ROM), com teor médio de 1,14 g/t Au, sendo 48% da produção diária de 7, 1 mil toneladas e os restantes 52% provenientes do estoque. O teor de corte do ROM é de 0,63 g/t de ouro.
No acumulado dos cerca de três meses desde a retomada do ramp-up, o ROM chegou a 547.131 toneladas, com teor médio de 1,09 g/t de ouro. No mesmo período, os estoques acumularam 862.808 toneladas de ROM, com um teor médio de 0,88 g/t de ouro.
Riacho dos Machados está em operação graças à APO, que foi revalidada em fevereiro deste ano. A Carpathian anunciou, em 8 de janeiro, que a Mineração Riacho dos Machados (MRDM), subsidiária da empresa no Brasil e operadora do projeto, tinha recebido da Supram a suspensão temporária da APO.
O custo com os reparos realizados na mina, após as fortes chuvas que atingiram a região nos meses de dezembro e janeiro do ano passado, foram estimados em cerca de US$ 500 mil a US$ 700 mil. A APO permite que a Carpathian produza e venda o ouro produzido durante o ramp-up do projeto antes de receber a Licença de Operação (LO).
A mineradora afirmou que segue trabalhando com as condicionantes estabelecidas pelos órgãos reguladores para receber a LO. A previsão é que licença seja concedida dentro de dois a três meses.
O projeto de ouro no Brasil é o principal da Carpathian, que também é proprietária da operação de cobre e ouro RVP, na Romênia.
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