quinta-feira, 17 de julho de 2014

AngloGold utiliza software para reduzir custos em mina de ouro em Minas Gerais

AngloGold utiliza software para reduzir custos em mina de ouro em Minas Gerais
A AngloGold Ashanti pretende diminuir em 7%, até o final deste ano, os custos operacionais da mina de ouro Lamego, em Sabará (MG), através de um software de gestão e controle de operações, chamado Smart Mine Underground. A mineradora investirá, até 2016, R$ 16 milhões no levantamento de dados e extração de amostras de minério para estender a vida útil da mina até 2027.

O Smart Mine Underground foi criado em parceria com a empresa Devex e permite que toda a operação da mina seja acompanhada da superfície, por meio de uma espécie de painel de controle. “Por ele, sabemos onde estão todas as máquinas e funcionários. Se uma máquina precisa de outra, se elas estão posicionadas corretamente”, explica Luiz Fernando Zanotti, responsável pela implantação do programa em Lamego.

O sistema é capaz de habilitar e desabilitar à distância cada um dos 23 ventiladores instalados na mina. O controle individual dos equipamentos foi capaz de economizar R$ 40 mil mensais, desde maio do ano passado, o equivalente a R$ 560 mil até junho deste ano.

A AngloGold Ashanti investiu na geração da própria energia para reduzir os custos. A empresa gera, anualmente, 60 mil megawatts/hora, por meio do Sistema Hidrelétrico de Rio de Peixe. O complexo é formado por sete Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e quatro barragens artificiais, construídas na década de 30.

Entre o dia 5 de setembro de 2011 e o último dia 13 de junho, houve uma queda de 33% na cotação do ouro, que passou de US$ 1.895 para US$ 1.277,08 a onça troy."Quando isso acontece, há uma verdadeira reviravolta nas empresas do setor. E é isso que tentamos evitar”, afirma Alexandre Heberle, gerente da mina de Lamego.

As operações em Lamego, que tiveram início em 2004, representam 12% da exploração da AngloGold Ashanti, em Minas Gerais. Atualmente, é possível extrair 420 mil t/ano de minério, com 1,5 t de ouro.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Codelco necessita de US$22 bilhões ou poderá fechar grandes minas como Chuquicamata

Codelco necessita de US$22 bilhões ou poderá fechar grandes minas como Chuquicamata
Um relatório elaborado pelo Ministério da Fazenda do Chile informa dados preocupantes. A estatal Codelco, a maior produtora de cobre do mundo e a maior empresa do Chile, precisa, urgentemente, de fundos para manter as suas operações.

Segundo o relatório a Codelco necessitará de US$22,3 bilhões até 2018. Caso esses fundos não se disponibilizem, a produção irá diminuir em 40% em menos de dez anos e, aos poucos, a empresa terá que fechar grandes minas como Chuquicamata, Salvador, Andina e Gabriela Mistral.

Aos investimentos são necessários para a manutenção e desenvolvimento de novos projetos e expansões como Chuquicamata subterrânea, Radomiro Tomic fase 2, Rayo Inca de El Salvador.



Minério de ferro: você conhece o IOCJ65% ?

Minério de ferro: você conhece o IOCJ65% ?
Quando se fala de preço do minério de ferro a principal referência é o 62% que é determinado pelo Iodex, o índice da Platts. Trata-se de um índice para os finos com teor médio de 62% de ferro. Caso o seu minério de ferro tenha teores superiores, a Platts usa um fator multiplicador por percentual acima de 62% Fe.

Como já antecipado aqui no Portal do Geólogo, o minério de ferro de Carajás é de altíssima qualidade e deveria ter uma certificação especial, já que ele não se enquadra no índice da Platts.

Por ser de teor muito elevado o minério de Carajás é usado para viabilizar os minérios de teor mais baixo. Por décadas a fio, os importadores misturaram o minério de Carajás de 64 a 67% com seus minérios pobres fazendo um mix 62% que é o mais aceito no mercado.

O momento chegou, e a Vale está criando o IOCJ65% que é o minério 65% Fe de Carajás, um verdadeiro brand, que vai conquistar o mercado assim que lançado.

Na situação atual, onde os minérios australianos de alto teor estão acabando em pouco mais de 10 anos, e o mercado mundial começa a ficar infestado com os minérios pobres, o novo índice da Vale vai dar o devido valor, e preço, ao 65% Fe de Carajás.

Trata-se de um minério menos poluente que deixa um volume menor de rejeitos e que tem um custo muito menor de energia, processamento e metalurgia.

Até 2018 o IOCJ65% já terá decolado, alavancado com o minério da Serra Sul e adicionando bilhões de dólares aos cofres da Vale.

Ouro: vendedor misterioso coloca mais de US$2,6 bilhões à venda e faz ouro cair

Ouro: vendedor misterioso coloca mais de US$2,6 bilhões à venda e faz ouro cair
Grandes vendas de ouro fizeram a onça do metal despencar de US$1345 para US$1298.

Somente ontem a ordem de venda foi superior a 1,3 bilhões de dólares o que assustou, mais ainda, o mercado que já anda sobressaltado...

Para piorar as coisas, a ordem de venda a futuro, colocada hoje, foi de 2,3 bilhões de dólares.

Ninguém ainda sabe quem é o misterioso vendedor, mas acredita-se que seja somente um. Talvez um banco europeu tentando salvar o Banco Espírito Santo de Portugal que está correndo sérios riscos de quebra? Talvez um grande investidor realizando lucros...

Não se sabe o que vai acontecer amanhã...,mas se novas vendas de grande volume ocorrerem talvez o ouro perca a “gordura” acumulada no período e volte aos US$1250/Oz.

terça-feira, 15 de julho de 2014

BHP vende níquel, manganês e alumínio e concentra no ferro

BHP vende níquel, manganês e alumínio e concentra no ferro
A BHP está literalmente fechando uma página de sua história. Ela se prepara para vender quase todos os ativos que foram trazidos pela Billiton na fusão que ocorreu em 2001. São  operações de níquel alumínio e manganês que já não fazem mais sentido econômico na estrutura da megamineradora. Esses ativos correspondem a menos de 10% da BHP-Billiton atual.

A BHP vem vendendo ativos “non-core” há bastante tempo. No entanto o que está havendo parece ser uma volta às raízes que pode implicar na saída da bolsa de Londres com uma concentração estratégica nos ativos de minério de ferro, energia e cobre, e até uma mudança de nome.

O processo de venda vai ser longo e difícil. A venda dos ativos Nickel West, por exemplo, onde a BHP pensava obter US$800 milhões está se mostrando bem mais difícil do que imaginado. Hoje a Glencore, uma das possíveis compradoras se retirou do processo deixando a Trafigura a Sherrit e a chinesa MMG ainda na contenda. Com a saída da Glencore Xtrata acredita-se que a venda seja depreciada e o valor fique em torno de US$500 milhões...