sábado, 26 de julho de 2014

Woomera a zona proibida australiana, será aberta para a mineração

Woomera a zona proibida australiana, será aberta para a mineração
Desde 1947, quando foi criada a área proibida de Woomera, as suas 49.000 milhas quadradas foram utilizadas somente para fins militares. Woomera era desértica e totalmente inacessível para todos menos, para os militares. A região foi palco de inúmeros testes inclusive os nucleares.

Somente agora o Governo Australiano determinou que a região de Woomera poderá ser pesquisada pelos mineradores, o que pode revigorar a economia australiana. Acredita-se que em Woomera exista mais de 1 trilhão de dólares em minérios de ferro, ouro e metais básicos. Algumas partes da zona proibida, inclusive aquelas usadas para testes nucleares Ingleses entre 1955 e 1963 serão, também, aberta para turistas.


woomera


Foto de Stephen West: vila de Woomera com o Parque dos Misseis em primeiro plano

Rinorea: prepare-se para uma revolução na mineração

Rinorea: prepare-se para uma revolução na mineração
Cientista filipino descobre planta que absorve altíssimas quantidades de níquel sem se envenenar ou morrer. Trata-se da Rinorea Niccolifera, um nome que nós ainda ouviremos falar muitas vezes.
O professor Edwino Fernando informa algo, que no meu ver, poderá mudar drasticamente a mineração mundial: a rinorea pode ter concentrações de níquel, em suas folhas, de até 18.000ppm. Esse nível de concentração é extraordinariamente elevado: 1,8% de Ni é um teor superior a muito minério econômico sendo explorado pelos mineradores.

Cuidado Vale, cuidado Norilsk, vem aí a rinorea!!

A princípio o professor Fernando está pensando em usar essas plantas para despoluírem ambientes: a fitoremediação.
Na minha visão, de um geólogo de exploração, uma planta com essas propriedades poderá substituir, com imensas vantagens, muitas minas de minérios metálicos.
Neste futuro talvez não tão fictício o “minerador” (ou será “agricultor?) irá desenvolver imensas plantações de rinorea sobre um substrato a base de rochas ultramáficas, que já tem concentrações naturais médias de níquel muito elevadas, > 0,5% Ni. Em pouco tempo ele estará colhendo uma safra de milhares de toneladas de folhas com teores de 1,5% de níquel... Ou seja, a rinorea irá permitir a extração do níquel destes solos a custos baixíssimos, quando comparados à mineração tradicional.
A rinorea não extrai exclusivamente o níquel e poderá ser usada para a extração, também, de outros metais pesados: uma verdadeira revolução se aproxima.

Prepare-se!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dilma cai nas pesquisas e Petrobras é recomendada por bancos

Dilma cai nas pesquisas e Petrobras é recomendada por bancos
O mercado já consegue antever um Brasil sem Dilma, e isso faz as ações da Petrobras se tornarem mais atraentes aos investidores. Eles acreditam que um novo governo terá uma ingerência menor na empresa que voltará a ter lucros.

Não há como negar: os últimos meses de escândalos na Petrobras afetaram a imagem da Presidente Dilma. A metralhadora da mídia apontada ao coração do governo fez um sério estrago na reputação de gerente de Dilma.

Dilma foi inocentada na sua participação no escândalo de Pasadena.

No entanto o mercado, profundo conhecedor das entranhas das empresas públicas, não comprou esta inocência toda...

Todos nós, que já sentamos nos conselhos de administração de empresas públicas, sabemos como a coisa realmente funciona. Os conselhos tem regras e deveres muito rígidos, ditados não só pela empresa como também, pela bolsa onde essa empresa vende as suas ações.

 Quem não ouviu falar de compliance ou de governança corporativa?  As regras são muitas e são intensas.

Empresas públicas devem aderir às normas legais e melhores procedimentos de formas a sempre proteger o interesse de seus acionistas. Cabe, em última análise, ao Conselho de Acionistas a responsabilidade para que isso ocorra. O Conselho deve identificar e evitar qualquer falha no processo de gerenciamento que possa prejudicar a empresa e seus acionistas.

É simples: como dizem os americanos é no conselho de acionistas que o “ bucket stops”.

Tentar se isentar da responsabilidade inerente a uma decisão fundamental, como o investimento de centenas de milhões de dólares na compra de um ativo importante, a Refinaria de Pasadena, é, no mínimo, uma tremenda desfaçatez. É negar o inegável.

Tudo o que o conselho faz é se reunir, ocasionalmente, para decidir sobre os destinos da empresa que o emprega. Nessas reuniões a pauta é clara e específica. Ela visa unicamente aprovar, ou não, as decisões de grande impacto na empresa. O conselho tem a obrigação e a autoridade de pedir esclarecimentos, sempre que houver a menor dúvida. Minimizar essa responsabilidade, como se os membros do Conselho fossem meros espectadores, e deixar a culpa unicamente aos diretores da Petrobras, nos deixa, como sempre, com o sentimento de que no nosso país as leis são distorcidas e só favorecem aos mais fortes.

Infelizmente essa percepção já ultrapassa as fronteiras do nosso Brasil e nos enche de vergonha.

À medida que as pesquisas de intenção de votos mostram o enfraquecimento de Dilma até os bancos como o Barclays, já começam a acreditar em uma nova Petrobras, longe da influência do atual governo, e a recomendam aos seus clientes.

Essa nova Petrobras é também, a favorita dos investidores, pois sempre que Dilma cai as suas ações sobem...  Essa correlação é clara e deveria ser um sinal claro, ao povo brasileiro, sobre o que os empresários pensam da ingerência do governo nas empresas públicas como é o caso da Petrobras.

Até o Santander, usualmente conservador,  entrou na briga e escreveu nos extratos, baseado em critérios “exclusivamente”  técnicos, que a reeleição de Dilma é ruim para a economia do Brasil. Uma estratégia incrivelmente agressiva para um banco. Isso nos faz meditar sobre a seriedade do assunto e sobre o perigo que , segundo o banco, uma continuidade pode trazer à economia do país.

Com essas notícias as ações da Petrobras sobem, hoje, 1,3%. A ação está cotada em R$20,50: um crescimento de 64% desde março deste ano quando as pesquisas mostraram o declínio de Dilma. Há um ano a presidente tinha  mais de 70% e hoje apenas a metade...

A mineração chilena e o uso da água

A mineração chilena e o uso da água
O Chile um país com um PIB de US$268 bilhões tem como a mineração a sua principal fonte de renda. O principal produto mineral do país é o cobre cuja produção corresponde a 60% de toda a produção mineral do país.

Graças ao seu clima seco e a sua geografia ímpar o Chile tem um sério problema: a falta de água doce. São poucos e pequenos os rios que descem a cordilheira com tamanho suficiente para abastecer a população, a agricultura e as indústrias.

Como bem sabemos, a mineração não vive sem a água. Em uma mina, o volume de água necessário para operar, principalmente, as plantas metalúrgicas é enorme. Consequentemente, para lavrar os minérios chilenos são necessários bilhões de litros de água doce que, a cada dia que passa, se torna mais escarça. O uso de grandes volumes de água doce faz o Chile refém da economicidade dos projetos e dos grupos preservacionistas que querem paralisar as operações.

Poucos dias atrás, o VP da Comissão Chilena do Cobre informou que o consumo de água doce na mineração de cobre, em 2021, será algo em torno de 27.700 litros por segundo, mais do que o consumo da cidade de S. Paulo, com suas dezenas de milhões de habitantes, uma das maiores cidades do mundo...

Ou seja, o consumo chileno de água na mineração do cobre, em 2021, será simplesmente  imenso.

Como a água doce está praticamente em extinção no país andino os chilenos deverão investir, principalmente, em plantas de dessalinização da água do mar. Essa estratégia implica em elevados investimentos e custos operacionais. Serão altos os custos de bombeamento dessa água, do mar até as minas situadas, geralmente, no alto das montanhas. Entre custos e investimentos o projeto de dessalinização irá reduzir consideravelmente a competitividade e a lucratividade do cobre chileno.

Espera-se que em 2021, pelo menos 9.700 litros por segundo da água usada na mineração do cobre, sejam provenientes dos projetos de dessalinização da água do mar.

Uma tarefa extremamente difícil de ser atingida.

Em paralelo serão feitas várias modificações nos processos mineiro-metalúrgicos que visam reduzir o consumo de água: nada tão radical como a dessalinização. É na metalurgia que 87% da água utilizada é consumida, consequentemente a recuperação desta água pode mudar completamente essa situação dramática que a mineração chilena enfrenta.

Os próximos anos verão grandes mudanças na mineração chilena que se ressente da falta de água e de energia, os dois principais pontos fracos nesta equação.



Foto: planta de dessalinização na costa chilena

Minas de Diamante documentário completo.