sábado, 23 de agosto de 2014

Vale recebe licença para ampliar a produção em Carajás Norte

Vale recebe licença para ampliar a produção em Carajás Norte
O Ibama concedeu uma licença ambiental que permite à mineradora Vale ampliar a produção de minério de ferro no Carajás Norte.

Esta licença é fundamental aos planos de expansão das cavas N4WS, N5S, Morro II e Morro I que totalizam quase 2 bilhões de toneladas de minério de ferro.

A licença permitirá a Vale atingir a sua meta de 312 milhões de toneladas em 2014.

Ações da Petra Diamonds despencam

Ações da Petra Diamonds despencam
A Petra Diamonds era a queridinha dos investidores na mineração de diamante. Suas ações, poucas semanas atrás, atingiram o pico histórico.

No entanto, os custos em ascensão da sua principal mina, Cullinan, associados a baixos teores prenunciam um período de baixa produção e lucros menores, o que afugentou os investidores fazendo as ações caírem.

O kimberlito de Premier é conhecido por ter grandes blocos (xenólitos) de teor zero, que devem ser retirados para que a produção continue. O resultado dessa geologia mais complexa se traduz em quedas de teores ocasionais como o que ocorre hoje. 

O que está ocorrendo com a Terra? Temperaturas da superfície não estão mais subindo como em 1990, apesar do aumento dos gases de efeito estufa

O que está ocorrendo com a Terra? Temperaturas da superfície não estão mais subindo como em 1990, apesar do aumento dos gases de efeito estufa
Um estranho fenômeno está sendo constatado e medido pelos cientistas: um hiato, onde o aquecimento global está diminuindo consideravelmente.

Até os mais ferrenhos defensores do aquecimento global começam a esboçar uma explicação plausível, afinal os gases de efeito estufa estão aumentando e as temperaturas caindo...

A mais nova teoria para explicar o “sequestro” da temperatura superficial é o “sink”: o calor superficial está literalmente afundando com as águas salinas, mais densas no Oceano Atlântico.

Dois cientistas da atmosfera, Tung e Chen, estão estudando as temperaturas e salinidades do Atlântico em profundidades que atingem até 1.500m. Eles observaram que as temperaturas mais elevadas penetraram profundamente no Atlântico e nas águas que circundam a Antártica, reduzindo, consequentemente, as temperaturas superficiais.

O fenômeno não tem a mesma intensidade no Pacífico.

Tung e Chen confirmam que as águas abaixo de 300m armazenam as temperaturas mais elevadas provenientes da superfície. Essas águas estão em movimento, formando verdadeiros “rios” ou correntes submarinas que transportam imensas quantidades de calor e mudam o clima da região onde afloram.

Quando as correntes atingem o Atlântico Norte, ao norte da Islândia, a água se torna mais fria e salgada afundando novamente e fluindo, desta vez, para o Sul.  Este fenômeno explica as mudanças climáticas do El Niño e El Niña.

Eles afirmam que o processo está aumentando desde 1990, sem, no entanto, explicar os motivos.

A redução da temperatura global está sendo interpretada por muitos cientistas como o fim do processo de aquecimento global e o início de uma nova era glacial.

A mudança climática já está sendo medida há mais de 15 anos, mas a grande maioria dos estudiosos, agarrados às suas teorias de efeito estufa, se recusa a considerar uma hipótese que não seja a sua.

Segundo Tung e Chen, é este sequestro de calor que está reduzindo as temperaturas globais. Eles discordam que esse seja o início de uma nova era do gelo, acreditando que o hiato vai terminar em 15 anos...

A realidade continua a mesma: nós não sabemos quase nada sobre as macro mudanças climáticas da Terra.

Não conseguimos prever o clima com precisão de semanas, quanto mais de décadas...

A cada dia que passa um fato novo, como esse de Tung e Chen, é adicionado à equação climática quebrando muitos paradigmas. Some-se a este cenário de desconhecimento científico o lado emocional dos cientistas envolvidos, que até hoje não conseguem dizer se a Terra está aquecendo ou esfriando e veremos com maior precisão o caos e a escuridão onde nos encontramos.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O carvão será banido de Pequim até 2020: mineradoras terão grandes prejuízos

O carvão será banido de Pequim até 2020: mineradoras terão grandes prejuízos 
O governo chinês, em pleno combate à poluição, decidiu banir o uso de carvão em termoelétricas de Pequim e outras grandes cidades chinesas até 2020. No processo várias plantas serão fechadas.

Os impactos na qualidade do ar destas cidades serão imediatos já que a maior fonte de poluição do insuportável ar da China é o carvão.

As ondas desta decisão atravessaram os mares e foram bater nas praias australianas. A Austrália é a maior fornecedora de carvão da China e deverá fechar várias minas, com custos elevados, à medida que as suas exportações se reduzem.

No momento as exportações australianas de carvão coque já atingem o nível mais baixo dos últimos cinco anos. Mesmo assim as exportações australianas atingiram em torno de US$40 bilhões no último ano fiscal.

 Este número demonstra o tamanho do desastre iminente.

O preço do carvão, que já está 66% mais baixo do que em 2008, deverá cair muito mais ainda afetando, por tabela, os grandes projetos africanos como Moatize onde a Vale está investindo bilhões de dólares. Só em 2014 o preço do carvão caiu 15%.

Os chineses irão substituir o carvão com outras fontes de energia mais limpa como o gás dos xistos, o gás importado da Rússia, energia solar, eólica e nuclear.

Uma das soluções possíveis para os grandes mineradores de carvão é de transformar a lavra de carvão em produção de gás e exportar LNG feito a partir da liquefação do carvão. Uma solução cara mas possível.

O encontro com o Cometa 67-P

O encontro com o Cometa 67-P
A nave Rosetta é a primeira nave espacial a orbitar em volta de um cometa. Depois de dez anos de viagem espacial a Rosetta finalmente alcançou o seu alvo o Cometa 67-P.

Este cometa tem mais de 4 km de comprimento e se mostra incrivelmente complexo do ponto de vista geológico. Na foto, tirada a uma distância de 104km, é possível ver uma superfície muito irregular de um corpo que pode ser o resultado da amalgamação de mais de um objeto estelar. A topografia do cometa é radical e no principal vale são vistos blocos que podem ter escorregado pelas encostas. As texturas superficiais e as cores parecem implicar em composições e idades diferentes. Uma porção está crivada de crateras e a outra nem tanto.

Em breve, provavelmente em novembro,  a nave irá pousar na superfície do planeta, assim que os geólogos descobrirem o melhor lugar de pouso. Uma vez na superfície a Rosetta iniciará uma nova fase onde serão coletadas amostras que serão analisadas pelos instrumentos de bordo. Esta fase terá a duração de quase 1 ano. A partir daí a Rosetta abandonará o cometa mergulhando no espaço sideral mais uma vez.