Produção da areia Frac nos Estados Unidos acelera
O novo boom da mineração americana, é o do frac-sand ou areia frac.
Areia frac é a areia especial utilizada no processo de fracking que
permite a extração de gás e óleo dos folhelhos sem porosidade e
permeabilidade das bacias sedimentares. A produção desta areia, que é
vendida por mais de US$100/t, é simplesmente exponencial e continua a
expandir, assim como os preços.
A mineração da areia frac começou no Estado de Wisconsin e, agora, já
atinge mais de uma dúzia de estados americanos chegando ao norte do país
(mapa ao lado).
As expectativas do mercado é que o processo de fracking americano use em
torno de 50 milhões de toneladas de areia frac, 30% a mais do que em
2013.
Os experimentos com a areia frac mostram que a produção de um poço pode
aumentar em até 30% nos poços onde um maior volume de areia é injetado:
daí a imensa procura.
Frac sand é dinheiro!
Os efeitos colaterais desta mineração já se fazem sentir e os
legisladores se apressam na criação de regras que minimizem impactos e
regulamentem o setor.
Fazendeiros e agências de turismo também se preocupam com as mudanças na topografia onde elevações começam a desaparecer.
Justiça indefere pedidos de pesquisa em terras indígenas
Todos os pedidos de pesquisa feitos em terras indígenas, no Estado de
Roraima, foram indeferidos pelo Ministério Público (MPF/RR).
A partir de agora não existem mais direitos de preferência ou mineração legal nestas áreas, cabendo ao DNPM indeferir.
Segundo a pesquisa feita existiam mais de 1.200 pedidos para a extração mineral pendentes de manifesto de lavra.
A exploração em terras indígenas poderá vir a ocorrer uma vez que seja criado um marco legal que legisle sobre o assunto.
Guerra do minério de ferro: Vale em desvantagem
Quando nós pensamos no futuro desta colossal guerra
pelo controle do minério de ferro que as grandes mineradoras estão
travando, sempre tivemos uma visão otimista da Vale e seu futuro.
Afinal, ela produz com custos baixos um minério de maior qualidade em
maior quantidade... o que deve, inevitavelmente, colocá-la no topo da
lista dos ganhadores. Não é?
Mas as coisas não são tão simples assim.
Nestes últimos tempos a Vale amargou vários prejuízos gigantescos como a
perda de bilhões investidos em Simandou na Guiné, ou os pagamentos de
mais de 10 bilhões de dólares ao Refis, prejuízos de mais de seis
bilhões de dólares no último trimestre de 2013 e, agora as perdas de
duas grandes jazidas de carvão na Austrália, a Isaac Plains e a Integra
Coal. Isso tudo sem entrar em detalhes sobre outros prejuízos em outras
divisões da empresa.
A lista de problemas é grande e pode engrossar mais ainda com a paralisação de outras minas de carvão e de minério de ferro.
De bilhão em bilhão a Vale já acumula, ao longo de 31 meses, uma perda assustadora do seu valor de mercado de 70,95%.
Em janeiro de 2012 a mineradora valia US$196,42 bilhões e hoje este
valor foi reduzido a míseros US$57,05 bilhões. A Vale teve o pior
desempenho entre as empresas públicas não estatais da América Latina.
É claro que o preço do minério de ferro, que já caiu mais de 40% neste
ano, influencia no resultado. Mas, quando comparamos o desempenho da
Vale com a Rio e a BHP nos últimos 5 anos, vemos que a Vale é quem teve
o pior resultado.
Enquanto que a Rio apresenta um resultado positivo de quase 20% a Vale teve um prejuízo de 50%.
Como explicar que uma empresa com excelentes fundamentos possa ser literalmente triturada pelas suas competidoras?
Mau gerenciamento?
Efeito Brasil?
Está na hora da Vale vir a público e começar a explicar, em detalhes,
como ela pretende sobreviver essa guerra de preços e o que ela fará para
reverter esse desempenho muito abaixo da média destes últimos anos.
Mesmo com a crise, Brasil exporta mais minério de ferro
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) o Brasil exportou em
setembro 33,1 milhões de toneladas de minério de ferro, 14% a mais do
que o exportado em 2013. Trata-se do maior volume em três anos.
O preço médio do minério brasileiro foi de US$64,3/t FOB, uma queda de
30% em relação a 2013.
Em setembro os chineses importaram mais minério de ferro para fazer
estoque e enfrentar o longo feriado oficial que inicia em primeiro de
outubro.
China: preços altos do alumínio fazem siderúrgicas investir na produção
A alta de 27% em sete meses, nos preços do alumínio da bolsa de Londres
juntamente com uma expectativa de déficit futuro, acabou por convencer
as metalúrgicas chinesas que é mais interessante apostar na alta e
investir em novas plantas e projetos.
É uma reviravolta na indústria do alumínio que aparentava ter o seu
primeiro ano de procura maior do que a oferta após anos de
superprodução.
Segundo a Reuters e a Rusal o ano de 2015 deverá ter um déficit de mais
de 1,3 milhões de toneladas de alumínio. Esta possibilidade de déficits
futuros aliada aos altos preços reativou a esperança dos empresários
chineses que já começam a investir em novas plantas siderúrgicas e
expansões.