quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Produção da areia Frac nos Estados Unidos acelera

Produção da areia Frac nos Estados Unidos acelera



O novo boom da mineração americana, é o do frac-sand ou areia frac.

Areia frac é a areia especial utilizada no processo de fracking que permite a extração de gás e óleo dos folhelhos sem porosidade e permeabilidade das bacias sedimentares. A produção desta areia, que é vendida por mais de US$100/t, é simplesmente exponencial e continua a expandir, assim como os preços.

A mineração da areia frac começou no Estado de Wisconsin e, agora, já atinge mais de uma dúzia de estados americanos chegando ao norte do país (mapa ao lado).

As expectativas do mercado é que o processo de fracking americano use em torno de 50 milhões de toneladas de areia frac, 30% a mais do que em 2013.

Os experimentos com a areia frac mostram que a produção de um poço pode aumentar em até 30% nos poços onde um maior volume de areia é injetado: daí a imensa procura.

Frac sand é dinheiro!

Os efeitos colaterais desta mineração já se fazem sentir e os legisladores se apressam na criação de regras que minimizem impactos e regulamentem o setor.

Fazendeiros e agências de turismo também se preocupam com as mudanças na topografia onde elevações começam a desaparecer.

Justiça indefere pedidos de pesquisa em terras indígenas

Justiça indefere pedidos de pesquisa em terras indígenas



Todos os pedidos de pesquisa feitos em terras indígenas, no Estado de Roraima, foram indeferidos pelo Ministério Público (MPF/RR).

A partir de agora não existem mais direitos de preferência ou mineração legal nestas áreas, cabendo ao DNPM indeferir.

Segundo a pesquisa feita existiam mais de 1.200 pedidos para a extração mineral pendentes de manifesto de lavra.

A exploração em terras indígenas poderá vir a ocorrer uma vez que seja criado um marco legal que legisle sobre o assunto.

Guerra do minério de ferro: Vale em desvantagem

Guerra do minério de ferro: Vale em desvantagem




Quando nós pensamos no futuro desta colossal guerra pelo controle do minério de ferro que as grandes mineradoras estão travando, sempre tivemos uma visão otimista da Vale e seu futuro.

Afinal, ela produz com custos baixos um minério de maior qualidade  em maior quantidade... o que deve, inevitavelmente, colocá-la  no topo da lista dos ganhadores. Não é?

Mas as coisas não são tão simples assim.

Nestes últimos tempos a Vale amargou vários prejuízos gigantescos como a perda de bilhões investidos em Simandou na Guiné, ou os pagamentos de mais de 10 bilhões de dólares ao Refis, prejuízos de mais de seis bilhões de dólares no último trimestre de 2013 e, agora as perdas de duas grandes jazidas de carvão na Austrália, a Isaac Plains e a Integra Coal. Isso tudo sem entrar em detalhes sobre outros prejuízos em outras divisões da empresa.

A lista de problemas é grande e pode engrossar mais ainda com a paralisação de outras minas de carvão e de minério de ferro.

De bilhão em bilhão a Vale já acumula, ao longo de 31 meses, uma perda assustadora do seu valor de mercado de 70,95%.

Em janeiro de 2012 a mineradora valia US$196,42 bilhões e hoje este valor foi reduzido a míseros US$57,05 bilhões. A Vale teve o pior desempenho entre as empresas públicas não estatais da América Latina.

É claro que o preço do minério de ferro, que já caiu mais de 40% neste ano, influencia no resultado. Mas, quando comparamos o desempenho da Vale com a Rio e a BHP nos últimos 5 anos, vemos que a Vale  é quem teve o pior resultado.

Enquanto que a Rio apresenta um resultado positivo de quase 20% a Vale teve um prejuízo de 50%.

Como explicar que uma empresa com excelentes fundamentos possa ser literalmente triturada pelas suas competidoras?

Mau gerenciamento?

Efeito Brasil?

Está na hora da Vale vir a público e começar a explicar, em detalhes, como ela pretende sobreviver essa guerra de preços e o que ela fará para reverter esse desempenho muito abaixo da média destes últimos anos.

Mesmo com a crise, Brasil exporta mais minério de ferro

Mesmo com a crise, Brasil exporta mais minério de ferro




Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) o Brasil exportou em setembro 33,1 milhões de toneladas de minério de ferro, 14% a mais do que o exportado em 2013. Trata-se do maior volume em três anos.

O preço médio do minério brasileiro foi de US$64,3/t FOB, uma queda de 30% em relação a 2013. Em setembro os chineses importaram mais minério de ferro para fazer estoque e enfrentar o longo feriado oficial que inicia em primeiro de outubro.

China: preços altos do alumínio fazem siderúrgicas investir na produção

China: preços altos do alumínio fazem siderúrgicas investir na produção




A alta de 27% em sete meses, nos preços do alumínio da bolsa de Londres juntamente com uma expectativa de déficit futuro, acabou por convencer as metalúrgicas chinesas que é mais interessante apostar na alta e investir em novas plantas e projetos.

É uma reviravolta na indústria do alumínio que aparentava ter o seu primeiro ano de procura maior do que a oferta após anos de superprodução.

Segundo a Reuters e a Rusal o ano de 2015 deverá ter um déficit de mais de 1,3 milhões de toneladas de alumínio. Esta possibilidade de déficits futuros aliada aos altos preços reativou a esperança dos empresários chineses que já começam a investir em novas plantas siderúrgicas e expansões.