Os diamantes do Tapajós
O Tapajós é conhecido mundialmente por abrigar a maior
província aurífera do Brasil. Foi o ouro que atraiu milhões de
garimpeiros nos últimos 46 anos que, como formigas, criaram milhares de
garimpos no meio da selva. Foi o ouro que atraiu as empresas de
mineração que descobriram as principais jazidas da região. E foi o ouro
que desenvolveu os importantes centros regionais como Itaituba.
No entanto é o diamante que está adicionando uma nova dimensão aos garimpos do Tapajós.
O diamante não é uma raridade na história da Amazônia. Importantes
ocorrências de diamantes foram lavradas ao longo do tempo nos Rios
Tocantins, a sul e norte de Marabá, no Xingu a leste de Altamira, e em
Cachoeira Porteira as margens do Rio Mapuera.
Grandes empresas como a Rio Tinto e a De Beers investiram elevadas somas atrás das fontes primárias desse diamante.
Na década de 90 a Rio Tinto cobriu uma boa parte do Tapajós com
levantamentos aerogeofísicos e com follow-ups de sedimentos de correntes
visando a identificação de diamantes e dos minerais satélites de
kimberlitos e lamproitos. Os trabalhos da Rio Tinto mostraram algumas
interessantes ocorrências de diamantes e a descoberta de alguns corpos
kimberlíticos e lamproíticos.
Os minerais indicadores, que foram formados em grandes profundidades,
dentro do campo de estabilidade do diamante, praticamente não foram
descobertos. São esses indicadores juntamente com o próprio diamante
que realmente interessam ao geólogo de exploração.
Na época a Rio Tinto considerava o fato do Tapajós estar em uma região
afetada por um forte magmatismo Proterozóico, o Uatumã, como um ponto
negativo. Afinal o magmatismo poderia ter aquecido aquela região
crustal inviabilizando o desenvolvimento de jazidas primárias de
diamantes.
O Tapajos foi colocado em segunda prioridade e a empresa nunca mais
voltou, fechando todos os principais projetos de prospecção, alguns anos
depois.
Ainda na década de 90 os garimpeiros descobriram diamantes em um garimpo
de ouro na Cachoeira Porteira e, mais tarde, nos sedimentos a sudeste
de Itaituba. Foi quando foi explorado o primeiro garimpo de diamantes do
Tapajós, o estopim das descobertas que vieram a seguir.
O que ninguém sabia é que uma boa parte dos aluviões que já estavam
sendo lavrados para ouro continham, também, milhares de quilates de
diamantes de altíssima qualidade.
Aos poucos alguns garimpeiros mais espertos começaram a adaptar suas
obsoletas caixas (sluice boxes) para a recuperação, também, de diamantes
(detalhe foto abaixo).
A experiência foi bem sucedida e as descobertas começaram a aparecer, principalmente no interflúvio do Jamanxim e do Tapajós.
As notícias atraíram os garimpeiros do Mato Grosso, acostumados a lavras
de grande volume, com equipamentos bem mais pesados do que os usados no
Tapajós. Esta nova invasão trouxe, também, os experientes garimpeiros
da região diamantífera de Juína, que já haviam passado por um ciclo de
garimpagem de diamantes.
Não demorou para que mineradores estrangeiros, vindos de Israel, também
começassem a investir na pesquisa e prospecção dos diamantes do Tapajós.
Está formado o quadro atual.
Com esse contingente o Tapajós passou a produzir, além do ouro, milhares
de quilates de diamantes (oficiais) por semana que aguçam a cobiça de
muitos atraindo um grande número de garimpeiros e mais mineradores
estrangeiros.
Estima-se que existam, hoje, mais de 2.000 PCs, retroescavadeiras de
grande porte, que fazem o trabalho de dúzias de garimpeiros em poucos
minutos. A remoção de terra e escavações, geralmente manuais, passaram a
ser feitas por equipamentos cada vez maiores.
Os grandes rios como o Tapajós estão sendo invadidos por gigantescas
balsas de sucção, de 18 polegadas, verdadeiros monstros que sugam
milhões de metros cúbicos de sedimentos ricos em ouro e diamantes do
fundo dos rios.
Essas balsas (foto) são fabricadas em Rondônia e usam motores de 400HP,
chegando a custar R$1.200.000 cada. Algumas já foram adaptadas com
caixas para a retenção dos diamantes (foto). Estes gigantescos
equipamentos só podem ser utilizados em áreas realmente ricas, pois tem
um custo operacional muito elevado, acima de 50 gramas de ouro
equivalente por dia.
A invasão dos grandes equipamentos demonstra, na prática, a riqueza dos aluviões que estão sendo lavrados.
Será que agora serão descobertas as primeiras jazidas primárias de diamantes no Tapajós?
Segundo o conhecimento geológico atual a região não tem grande potencial
para jazimentos primários. Ainda falta um cráton antigo, estável e frio
como os que existem em praticamente todas as regiões onde os
kimberlitos ricos são encontrados.
Um outro ponto que endossa essa hipótese negativa é a quase ausência de diamantes de baixa qualidade.
A grande maioria dos diamantes do Tapajós é de qualidade gema: uma boa notícia para os mineradores.
Isso indica que os diamantes foram transportados por grandes
distâncias. Ao longo deste transporte as pedras de qualidade inferiores,
mais frágeis, se quebram e praticamente, desaparecem. É essa a
explicação para a excelente qualidade dos diamantes da costa da Namíbia,
que foram transportados pelo rio Orange por centenas a milhares de
quilômetros. Talvez seja por isso que não são encontrados os frágeis
minerais satélites tão comuns nas proximidades de kimberlitos.
Com ou sem fontes primárias próximas os diamantes do Tapajós já fazem
parte da história da região. Eles deverão mudar, mais ainda, o perfil
dos mineradores e até da própria comunidade.
Em breve veremos a instalação de grandes washing plants equipadas com
equipamentos de alta recuperação como os sortex. Esse será o momento em
que o profissionalismo tomará conta e que o diamante começará, realmente , a ser recuperado no Tapajós.
Enquanto isso, em Itaituba, motivado pela produção de diamantes, um
vereador local já prega que todos os diamantes devem ser lapidados
localmente antes de saírem do Tapajós...Realmente, o diamante veio para
mudar.
Com exceção do minério de ferro e cobre a Rio Tinto teve queda na produção dos seus produtos minerais no último trimestre
A tabela ao lado mostra que dos treze produtos
produzidos nas operações mundiais da Rio Tinto apenas o minério de ferro
(11%) e o cobre (14,7%) tiveram uma produção mais alta que em 2013. Os
demais produtos tiveram uma produção inferior aquela do mesmo período em
2013.
Em especial o urânio que desabou 61,2%, seguido pelo carvão com queda de 15,4%.
A Rio é uma das grandes produtoras mundiais de urânio que é produzido na
mina Ranger pela sua subsidiária Energy Resources of Australia e na
mina de Rossing na Namíbia.
Apesar da queda na produção espera-se que a Rio Tinto tenha uma maior
demanda para o seu urânio, agora que os japoneses decidiram reabrir as
suas usinas nucleares, fechadas em 2011 após o desastre de Fukushima.
Vale, barata, pode ser a bola da vez
No mundo capitalista de hoje só existem dois tipos de animais: as presas e os predadores.
Para sobreviver neste mar turbulento, infestado de gigantes vorazes, é
necessário ser criativo e ter uma forte blindagem. Nesta guerra
incessante o objetivo é ser grande o suficiente para não ser comido
pelos concorrentes e digerir a todos que o ameaçam ou que podem
contribuir para a sua sobrevivência futura.
Empresas apetitosas, com ativos sólidos e com baixo custo operacional
são olhadas pelos grandes predadores, com cobiça, como o próximo “prato”
a ser consumido.
É assim que ocorrem as grandes aquisições e fusões que resultam em
empresas cada vez maiores e mais vorazes. Foi neste cenário que a Vale
engoliu a Caemi e depois a Inco, em um dos grandes negócios da mineração
mundial que envolveu a soma de US$19 bilhões.
Essa é a essência da guerra pelo controle mundial da commodity mais
importante da atualidade: o minério de ferro. A mineradora que controlar
o minério de ferro será, quase que irreversivelmente, a maior
mineradora do planeta.
É em busca desse título que as três gigantes, a BHP, a Rio e a Vale
estão engajadas em uma luta de vida ou morte. Elas estão aumentando
dramaticamente a produção e inundando o mercado com um produto de alta
qualidade e baixo custo.
Esta estratégia está enfraquecendo e asfixiando os competidores até a morte.
Hoje o número de mineradoras que fecharam as portas é assustador. É na
China onde ocorrem as maiores baixas. A cada semana uma nova mineradora
de minério de ferro fecha as portas. Esse era um resultado previsível,
já que os chineses desenvolveram minas obsoletas com custos operacionais
acima dos US$100/t acreditando que os preços iriam se manter na casa
dos US$120/t.
Neste cenário de guerra até gigantes como a australiana Fortescue
balançam e podem vir a fechar ou reduzir drasticamente no próximo ano.
É o dia do juízo final, quando só as grandes corporações, com ativos de
baixo custo operacional e alta qualidade serão as eleitas.
O que não foi previsto é que essa guerra estaria causando uma série de
efeitos colaterais que enfraquecem a todos, inclusive as três principais
competidoras.
Todos acreditavam que o desgaste mataria só as menores e menos eficientes.
Mas o que se vê é bem diferente...
As grandes mineradoras, membros do triunvirato que controla o minério de
ferro, estão sendo afetadas, também, pela queda dos seus valores de
mercado e suas rentabilidades.
Os gráficos ao lado, mostram que as três megamineradoras estão em queda livre nos últimos quatro meses.
Nesta situação quem são os maiores perdedores? Os acionistas é claro!
São esses acionistas, que amargam um sério prejuízo, que irão definir os
rumos do conflito. Apesar de ainda serem lucrativas, as grandes
mineradoras estão afugentando uma grande parte dos seus investidores,
que preferem sair da mineração e receber retornos e dividendos maiores
em outros segmentos não afetados por essa guerra absurda.
O que se vê hoje é a fuga dos investidores e a consequente queda das
ações. Com esse enfraquecimento significativo, sem data para terminar,
algumas mineradoras vão passar de caçador à caça.
Foi esse fenômeno que levou à fusão da Xstrata com a Glencore criando um
grupo maior e muito mais agressivo, tão voraz que tentou, poucos dias
atrás, abocanhar a segunda maior mineradora do mundo a Rio Tinto. Uma
estratégia surpreendente que mostra uma tendência. A última vez que a
Rio Tinto sofreu um assédio desses foi quando a chinesa Chinalco tentou
controla-la, em 2009
Ser engolido é um dos efeitos colaterais das guerras pela supremacia mundial na mineração.
A tentativa atual da Glencore de engolir a Rio assustou a australiana
que tenta se proteger desta aquisição hostil que deverá ocorrer após
abril de 2015. Para se blindar contra a Glencore a Rio Tinto deve tentar
vender as suas ações aos próprios acionistas em uma estratégia chamada
buyback. Essa estratégia, estará sendo decidida no dia 28 de novembro,
quando o CEO da Rio, Sam Walsh, vai explicar aos acionistas os detalhes
da linha defensiva a ser adotada.
A Rio Tinto, que já foi menor do que a Vale poucos anos atrás, vale hoje
US$103,4 bilhões e está sendo ameaçada por uma empresa que vale 43,3
bilhões de libras.
O que dizer da nossa Vale?
Hoje a Vale tem um valor de mercado de apenas 49 bilhões de dólares. No
dia 11 de janeiro de 2011 o valor de mercado da Vale era de US$199
bilhões e o da Rio Tinto de US$137 bilhões.
Nestes últimos quatro anos a Vale caiu significativamente em relação a
Rio Tinto chegando ao estado lastimável onde se encontra hoje. O mau
desempenho da Vale, obviamente, tem várias explicações, mas uma é o mau
gerenciamento.
A empresa está montada em ativos de imensa qualidade, mas mesmo assim
não conseguiu sequer se manter na posição em que estava em 2011.
Ao invés de investir em metalurgia tornando o seu minério de US$70 por
tonelada em um produto de milhares de dólares a tonelada a Vale reluta
em adicionar valor ao seu principal produto.
A mineradora age com um complexo de inferioridade terceiro mundista, e
prefere permanecer uma simples produtora de matéria prima sem valor
agregado, deixando todo o lucro da cadeia produtiva para os
importadores.
Essa estratégia usada pela Vale, dilapida as reservas de minério de alta
qualidade do Brasil que são vendidas a preços baixíssimos deixando
muito pouco no nosso país. No pior momento da história ela se prepara
para enviar 420 milhões de toneladas de minério por ano sem nenhum valor
agregado.
Este é um assunto de grande relevância, que nos atinge como um todo, e que deveria ser melhor discutido.
O que se pode esperar de uma empresa que não consegue adicionar valor,
maximizar e verticalizar os seus ativos e cuja única estratégia é
reduzir custos e aumentar a produção?
A Vale teve a sua oportunidade e falhou fragorosamente.
Ela perdeu o momento histórico: entre 2009 a 2014, quando os preços do
minério de ferro ultrapassaram a barreira dos US$100/t, atingindo o pico
de US$187/t, mesmo tendo uma margem obscena, a Vale não conseguiu
crescer e manter a sua lucratividade.
Pelo contrário: a empresa encolheu e foi reduzida aos US$49 bilhões de hoje.
A megamineradora, orgulho do Brasil, de caçadora passou a caça, tornando-se, tristemente, em um alvo para aquisição.
A Vale é, possivelmente, a melhor aquisição que existe hoje no mercado. Barata e com excelentes ativos...
Talvez ela não seja tão diversificada quanto a Rio Tinto ou talvez os
seus ativos de carvão não valham tanto quanto ela queira, mas a Vale tem
os minérios de altíssima qualidade e baixo custo de S11D e Carajás, o
passaporte para o futuro.
Não devemos nos surpreender se amanhã lermos nas manchetes mundiais que a
nossa querida Vale está sendo engolida por uma mineradora estrangeira.
Será o fim de uma era.
O pedido de pesquisa não é mina
O título, desta matéria, para nós da geologia e
mineração pode parecer meio estapafúrdio. Afinal nós sabemos muito bem
as diferenças entre uma mina e um pedido de pesquisa.
Mas, é simplesmente assustador ver a mídia nacional e internacional
repetindo frases de efeito criadas por neófitos que nada entendem de
mineração. A mais recente é de um grupo de ingleses e brasileiros que
propagam, mundo afora, que o novo código mineral brasileiro coloca em
risco a posição do Brasil como “líder ambiental”.
O Código de Mineração pode ser acusado de muitas coisas, como ser mal
redigido e de ter sido criado de forma unilateral por quem pouco entende
do assunto, sem a concordância da grande maioria dos mineradores e da
sociedade.
Mas, dizer que o código coloca em risco o meio ambiente e as áreas
protegidas incluindo as reservas indígenas é um exagero grosseiro.
Na realidade, tanto a mineração moderna como o novo Código Mineral estão
alinhados na defesa do meio ambiente e das comunidades.
O que o pessoal não entende é que a área ocupada por um requerimento de pesquisa não é o mesmo que a área ocupada pela lavra. O pedido de pesquisa não é a mina...
Uma área coberta por um pedido de pesquisa ou alvará é, na realidade, uma área estrategicamente requerida, com potencial de abrigar uma jazida.
É a área que será pesquisada e, em raríssimos casos, lavrada.
Esta é a verdade!
A taxa de sucesso da pesquisa mineral é baixíssima, o que faz alguns
mineradores requerer áreas maiores para maximizar a sua chance de
sucesso. Existem dezenas de milhares de pedidos de pesquisa e de alvarás
no Brasil. O que poucos sabem é que mais de 99% deles não terão, dentro
de seu perímetro, uma jazida econômica.
É isso mesmo.
Talvez você não saiba, mas grande parte do território brasileiro está
requerida por alguma empresa de mineração ou algum investidor privado.
Se você entrar nos sites especializados e olhar o mapa do Brasil vai ver
que o nosso território está praticamente todo coberto por pedidos de
pesquisa.
Mas isso não faz do Brasil o maior país minerador do planeta faz?
Para entender a dimensão do que eu estou falando é simples: lembre-se de
todas as minas que você conhece e das áreas que elas ocupam. Depois
compare com toda a área, que você consegue lembrar, onde não existe uma
mineração.
A disparidade é simplesmente enorme. A área ocupada pelas minas é
infinitamente menor do que a área sem nenhuma lavra. Como a maioria das
áreas estão cobertas por pedidos de pesquisa fica óbvio que pedido de
pesquisa não é mina...
É uma pena que muitos ainda não consigam entender essa pequena verdade.
Mesmo no caso de sucesso, quando uma jazida é encontrada e se transforma
em uma mina, a área a ser utilizada sempre será uma fração da área
original do requerimento.
O que esses nobres e galantes protetores do meio ambiente não conseguem
entender é que as jazidas são concentrações minerais raríssimas e
ocupam, com honrosas exceções, áreas muito pequenas. Até as nossas
megajazidas como as de Carajás ocupam uma área razoavelmente pequena,
significativamente menor do que uma fazenda de porte médio.
As jazidas e minas são tão raras que, para nós geólogos de exploração, é
sempre motivo de enorme alegria e distinção participar da descoberta de
uma...
Os autores dos trabalhos e frases que penalizam a mineração deveriam
entender um pouco mais do assunto antes de caluniar a mineração como um
todo. A mineração tem um impacto ambiental muitíssimo menor do que o da
agricultura, da pecuária e até dos grandes projetos como hidroelétricas e
projetos industriais de classe mundial.
Para ilustrar o assunto eu coloco a imagem de satélite, que mostra a região de Carajás.
Nesta imagem tudo o que está em lilás é área devastada.
A simples inspeção da imagem mostra, claramente, que quem devasta são as fazendas e não a mineração.
No centro da imagem, em verde é a área de preservação da Vale, uma
floresta natural ainda virgem, no meio da qual existem alguns dos
maiores jazimentos minerais do planeta, como Carajás, Salobo, Azul,
Sossego e a imensa jazida S11D (Serra Sul).
Se não fosse pela
mineração, que proibiu a entrada dos fazendeiros, essa região teria sido
totalmente transformada em pasto. Cercando a zona verde, onde a
floresta está mantida, existe um mar lilás que são as áreas onde os
fazendeiros desmataram.
A imagem não pode ser mais explícita. A área ocupada pelas imensas
jazidas, onde houve supressão vegetal, é quase nada quando comparada com
aquela ocupada pelas fazendas.
O que vemos é, ao contrário do que muitos propagam, que a mineração
protege o meio ambiente deixando uma área mínima sem a cobertura
vegetal, que será recuperada no final do empreendimento.
O mesmo não ocorre nas áreas cobertas por fazendas onde a agricultura e a
pecuária destruíram quase que totalmente a floresta amazônica.
É muito difícil contrapor esses fatos não é?
Botswana rocks!
A produção de diamantes de Botswana não para de
aumentar. No ano o crescimento já atinge 16,7%, graças ao fim do
processo de manutenção que a Mina Orapa enfrentou.
Orapa é um kimberlito que hospeda a maior mina a céu aberto do mundo. A
descoberta de Orapa pelo geólogo Manfred Marx mudou Botswana, de forma
irreversível. Hoje, pode-se dizer, que o país foi reconstruído pelos
diamantes.
A mina, que iniciou em 1971, é operada pela Debswana, uma joint venture entre o governo e a De Beers.
Debswana é a maior empregadora do país, depois do Governo de Botswana.
Os diamantes que ela extrai foram os responsáveis pela retirada de
Botswana da lista dos países mais pobres do mundo.
Imagem: pit de Orapa