Petrobras, um filme de horror. Acionista prepare-se para mais sustos
Corrompida por uma quadrilha que a fez sangrar
incessantemente nas últimas décadas a nossa Petrobras não poderia estar
em pior forma.
Infelizmente o calvário da empresa ainda não terminou e a mais nova notícia de horror vem, agora, do exterior.
O Morgan Stanley informa que a Petrobras poderá ser desvalorizada em
US$8,1 bilhões em função do esquema de corrupção e superfaturamento que
ela vem sofrendo.
Caso isso ocorra os acionistas terão um impacto imediato no valor das ações e, também nos dividendos.
A situação da empresa, que tem a maior dívida entre as petroleiras, pode deteriorar se ela tiver restrições, menor acesso a financiamentos e redução no grau de investimento.
Some-se a isso uma margem em queda derivada do elevado custo de produção
do petróleo do pré-sal em um cenário com o preço do petróleo abaixo de
US$100/barril e veremos uma hecatombe.
Missão Rosetta: robô Philae deverá “saltar” para poder carregar baterias
O robô Philae, pousado no cometa 67P, não está conseguindo carregar as
baterias. Ele caiu em um buraco onde a luz do sol só o atinge uma hora e
meia a cada 12 horas.
O pior é que somente duas de suas pernas estão em contato com o cometa. A
terceira está solta no espaço. Sem energia a Philae será desativada
após entrar em hibernação e a missão fracassará.
Para salvar a missão os cientistas planejam enviar uma ordem, ainda
hoje, para que ele dê um salto e aterrisse em um local mais ensolarado.
As “patas” do Philae tem molas que podem permitir o salto.
No entanto o fato de que somente duas pernas estão em contato com o solo
deverá dificultar, se não inviabilizar totalmente a tentativa...
Chile continua atraindo investimentos: US$1.6 bilhões estão indo para as minas do Atacama
As perspectivas de investimento nas minas do Atacama, no Chile, são
excelentes. Investimentos superiores a US$1.5 bilhões estão sendo feitos
em algumas das mineradoras da região.
A Lumina Copper informa que US$500 milhões já estão comprometidos para a
primeira fase da mina Caserones. Na segunda fase serão investidos mais
US$600 milhões neste jazimento de cobre de teor baixo. Caserones tem 1
bilhão de toneladas a 0,34% de cobre e 126ppm de molibdênio. O jazimento
só é viável, pois os custos da operação de lixiviação da zona oxidada
são muito baixos.
A mina de Candelária está recebendo US$100 milhões para manutenção e
melhorias. A mina foi comprada recentemente pela canadense Lundin por
US$1,8 bilhões. Candelaria produziu 168.000 toneladas de cobre em 2013.
E, finalmente, a Empresa Nacional de Minería (Enami) está investindo
US$400 milhões na modernização de sua planta metalúrgica Fundición
Hernán Videla Lira.
Minério de ferro: Gerdau e Usiminas pisam no freio e Vale desconversa
Os baixos preços do minério de ferro começam a fazer
vítimas no Brasil. A Gerdau, que planejava produzir 18 milhões de
toneladas de minério de ferro em 2016, ampliando a capacidade para 20
milhões de toneladas em 2020, já revê os planos e, em breve, publicará a
sua nova estratégia.
A empresa deverá ser bem mais conservadora, reduzindo sua produção, enquanto o mercado acenar com preços abaixo de US$80/t.
O mesmo ocorre com a Usiminas e a CSN, outras mineradoras a puxar o freio da produção.
Se ao menos essas empresas publicassem o seu all-in sustaining cost para
os seus produtos poderíamos, então, entender o tamanho do problema.
Mas, ao contrário do que ocorre no resto do mundo, elas mantêm essa
informação a portas fechadas.
Poucos dias atrás, quando solicitamos o all-in cost do megaprojeto da
Vale, o S11D, recebemos a seguinte resposta do Relações com Investidor
da Vale Marcelo Lobato: “Infelizmente não poderemos abrir essa
informação sobre o all-in sustaining cost do S11D pelo motivo dela não
ser pública”.
Não é a toa que a empresa perde investidores aos milhares.
Mesmo sendo uma empresa pública a Vale se recusa a fornecer um dado
fundamental, para que nós, acionistas e investidores, possamos entender a
economicidade do seu maior projeto o S11D, que irá produzir 90 milhões
de toneladas de minério de ferro por ano...
Como vencer essa crise de confiança, criada pela própria Vale, se a
empresa não nos fornece subsídios para nos motivar a investir?
É hora das empresas públicas como a Vale respeitar o seu maior
patrimônio: o acionista. Nós queremos saber em quem estamos investindo e
quais as nossas chances reais de retorno.
Depreciada pelas agências, com um valor de mercado cada vez menor a Vale tenta reagir e troca sua principal diretoria
As recomendações de venda, por baixa performance, de várias agências e
bancos não ajudaram a Vale. A mineradora enfrenta uma de suas piores
crises históricas, com as ações batendo recordes negativos, sem
crescimento e com uma acentuada falta de confiança do seu investidor
causada, segundo muitos, por mau gerenciamento.
Enquanto o mundo mineral desaba e inúmeras mineradoras são obrigadas a
fechar as suas minas de minério de ferro e a própria Vale tem o pior
desempenho em décadas o seu Presidente, Murilo Ferreira, vem a público e
faz uma das entrevistas mais estapafúrdias dizendo que “não há crise na
mineração”.
Talvez Murilo deva explicar melhor aos seus acionistas, o que ocasionou
as perdas de mais de 75% no valor de mercado da Vale em apenas 4 anos.
De qualquer forma, acossada pela “crise” que segundo Murilo não existe,
por bancos que teimam em depreciá-la e por uma crise de confiança que
afugenta o seu bem mais precioso, os seus acionistas, a Vale tenta
reagir e troca a sua diretoria mais importante. Entra o geólogo Peter
Poppinga na Diretoria de Ferrosos, no lugar de José Carlos Martins.