domingo, 15 de março de 2015

Vale mais uma vez depreciada continua em queda

Vale mais uma vez depreciada continua em queda 




Quando parecia que as ações da Vale voltariam a recuperar os imensos prejuízos elas voltaram a cair impulsionadas por mais avaliações negativas.

Desta vez foram o Jefferies Group e o Cowen and Company que rebaixaram a ação da mineradora de $8 para $5.

Outros analistas também colocaram a Vale, recentemente, em “underperform” como o caso do Itaú e do Credit Suisse.

Com isso as ações atingem o pior preço nas últimas 52 semanas.  Enquanto isso o Presidente Murilo Ferreira parece estar se preparando para abandonar o navio, mudando para a Petrobras...

Será isso um prenúncio de mais quedas?

Alderon bye bye: o melhor projeto de minério de ferro do Canadá em vias de fechamento

Alderon bye bye: o melhor projeto de minério de ferro do Canadá em vias de fechamento 




A empresa junior canadense Alderon, dona do Projeto de minério de ferro Kami, foi a empresa canadense mais celebrada nos últimos anos recebendo prêmios pela sua qualidade, inclusive o do Desenvolvedor do Ano de 2014.

No entanto, enquanto os canadenses se deixavam levar pelo marketing do projeto e por notícias de vendas de minério a mercado futuro, os problemas afloravam a medida que o preço do minério despencava no mercado internacional.

O que poucos viam é que Kami é um projeto de baixa qualidade, com baixíssimo teor, elevado work index, repleto de problemas e custos operacionais elevados que só eram aceitáveis aos preços de minério de ferro nas alturas.

Apesar de nunca divulgado o all-in cost de Kami deve superar os US$60-US$70/t o que torna o projeto um natimorto.

Os principais motivos servem de exemplo àqueles que querem promover as suas jazidas acima dos fundamentos técnico-econômicos.

Kami tem reservas de 668Mt @ 29% . 

Teores baixos, quando o mineral de minério é a magnetita, nem sempre são problemas intransponíveis.

No entanto, no caso de Kami o minério está contido em uma formação ferrífera a base de magnetita, mas com hematita, carbonatos e silicatos de ferro que afetam o teor de ferro total e podem causar problemas metalúrgicos se não forem separados.

Para complicar as rochas são bastante duras (elevado WI) e, para que o minério seja liberado, as moagens deverão atingir níveis abaixo de 200# . Tudo isso se traduz um custo elevadíssimo.

Pit Kami
Como se vê no gráfico do pit, o minério de Kami está subverticalizado. Isto obriga a mineradora a fazer uma lavra a céu aberto com 400m de profundidade e uma relação de estéril-minério proibitiva.

Mais custos.

A lavra a céu aberto só irá lavrar (se um dia for iniciada) 50% do corpo. O restante deverá ser lavrado com custos de mina subterrânea.

Ou seja: o restante do corpo nunca será lavrado.

Mas os investidores de hoje não estavam muito preocupados com o amanhã, afinal, para a maioria isso tudo não passa de uma jogada de bolsa onde o objetivo é o lucro no curto prazo.

Foi essa visão que enlouqueceu e cegou a muitos que desprezaram os fundamentos.

Para cegar mais ainda os investidores a Alderon conseguiu injetar centenas de milhões de dólares através de acordos de offtake, onde o comprador (chinês) paga hoje para garantir o fornecimento amanhã.

Estes acordos fizeram a ação da Alderon (que está $0,27 hoje) subir acima de $1,70 (veja o gráfico) o que levou os “ experts” e analistas a transformarem a empresa na melhor coisa “depois da invenção do pão quente...”

Apesar disso o Portal do Geólogo não se iludia e divulgava matéria explicando que os all-in costs do projeto eram proibitivos...


Hoje a situação da empresa é desesperadora. A única saída seria a lavra de teores mais elevados, que não existem.

Kami e Alderon é mais um caso onde uma empresa está mais interessada em promover os seus ativos esquecendo-se de “pequenos” pontos básicos que fazem um projeto ser bem sucedido no futuro.

Para a maioria dos investidores de primeira hora, o seed money, a Alderon já deu lucros gigantescos, pois as ações desses foram adquiridas por poucos centavos...

Os demais investidores, que chegaram após o IPO e que foram atraídos pelo “canto da sereia”...bem esses terão que carregar o mico preto...

Quem sabe eles vão, agora, aprender algo sobre a economia mineral antes de colocar tudo em sonhos.

Um case de como não investir em uma empresa de mineração sem antes saber o que está por trás do sucesso ou do insucesso do empreendimento...Ou por que o analista deve ser um geólogo especializado em economia mineral...

Botuobinskaya a nova mina de diamantes da Alrosa entra em produção

Botuobinskaya a nova mina de diamantes da Alrosa entra em produção 



Botuobinskaya é mais um kimberlito na região Yakutia. Esta região é famosa por seus pipes e pela enorme produção de diamantes.

O novo pipe deverá produzir um milhão de quilates em 2015, excedendo 2 milhões de quilates por ano a partir de 2016, até o final da vida útil da mina.

Botuobinskaya deverá ter um ROM de 400.000 toneladas extraídas de uma operação a céu aberto.

A Alrosa, a maior produtora de diamantes do mundo, espera compensar a produção decrescente do pipe Nyurbinskaya, que se encontra somente a três quilômetros, mantendo a produção local constante em torno de 7,5 milhões de quilates ao ano.

Botuobinskaya é o primeiro novo pipe a entrar em produção no Yakutia em dez anos.

O kimberlito tem uma reserva Jorc de 13,7 Mt @ 5,19 quilates por tonelada.

No total serão recuperados, ao redor de 93 milhões de quilates, graças a um teor altíssimo de 5,19 quilates por tonelada: uma anomalia raríssima.

Descoberta em Juína a maior mina de diamantes do Brasil





O Estado de Mato Grosso deve manter o título de maior produtor de diamante do País. Isso porque foi descoberta no município de Juína, localizado a 724 quilômetros de Cuiabá, a maior mina do mineral no Brasil. A cidade mato-grossense, líder na produção do mineral, vai aumentar ainda mais sua capacidade no setor. 

A reserva está avaliada em US$ 350 milhões, e concentra um total de 14 milhões de toneladas de minério de diamante industrial com teor de 0,5 quilate por tonelada, o que representa um depósito de 7 milhões de quilates. A pesquisa na região de Juína e a descoberta da jazida foram feitas pelo grupo canadense Diagem Internacional Resource Corp. Segundo informações do gerente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Amóss de Melo Oliveira, a produção de diamante em Mato Grosso foi de aproximadamente 500 mil quilates em 2001. Em todo o País a produção chegou a 700 mil quilates.

Segundo ele, a reserva descoberta em Juína se destaca de várias outras no Estado por ter diamante encravado na rocha-mãe, o qual deve ser explorado por indústrias especializadas e com máquinas apropriadas. Apesar de ser de difícil exploração a jazida é realmente viável, prossegue ele. "Existem centenas de corpos kimberlíticos (rochas que dão origem aos diamantes) descobertos em Mato Grosso, em Minas Gerais, em Rondônia e no Maranhão, mas nenhum até agora havia apresentado viabilidade técnico-econômica", informa o especialista em diamantes do DNPM.

O especialista explica que a produção de diamante no País está em baixa devido à sua vocação original. Ou seja, o mineral é proveniente, na sua maioria, de atividade garimpeira. "Houve a diminuição com o fortalecimento das ações dos ecologistas, que impediu um pouco a forma de exploração garimpeira", complementou. Justamente por esse motivo a exploração da jazida de Juína vale a pena, pois a atividade que deve ser instalada no local é diferente da tradicional.

A reserva descoberta em Mato Grosso pode revitalizar também o valor de comercialização da pedra regional. Segundo Oliveira, apesar do Estado ser o maior produtor do mineral, o preço do diamante mato-grossense ainda é inferior ao de outros mercados, devido à qualidade do produto. Enquanto o diamante de Juína é vendido a US$ 25,00 o quilate, em outras regiões o preço pode atingir até US$ 120 o quilate. Essa realidade pode mudar.

Em entrevista concedida a um jornal de circulação nacional, o gerente-delegado da Diagem no Brasil, José Aldo Duarte Ferraz, disse que o estudo de viabilidade da jazida está pronto e o plano de aproveitamento da lavra deve ser concluído até janeiro do ano que vem. "O DMPN só poderá comentar sobre o período que a jazida vai começar a gerar lucro depois que receber o plano de aproveitamento econômico da empresa, que tem o prazo até o ano que vem para entregar o documento", finalizou Oliveira.

A Diagem anunciou que vai investir US$ 8 milhões para explorar a jazida de Juína. Inicialmente, a usina de beneficiamento vai processar 20 mil toneladas de minério de diamante por hora. 
 

A rota do ouro e do diamante

A rota do ouro e do diamante

Programa convida o telespectador para um passeio pela história e pelas paisagens de Minas Gerais
Os repórteres Lucas Rodrigues e Mauro Zambroti percorreram a rota do ouro e dos diamantes, formada por quatro caminhos: o Velho, o Novo, o Sabarabaçu e o Caminho dos Diamantes. Conhecido como “Estrada Real”, eles foram abertos pela Coroa Portuguesa, para ligar as antigas regiões das minas e das pedras preciosas, no interior do Estado de Minas Gerais ao litoral do Rio de Janeiro, passando ainda por São Paulo.
São mais de 1600 quilômetros, sinalizados com marcos, onde é possível percorrer esse trajeto, que passa por estradas de terra, asfalto e também por dentro das cidades. Um circuito que envolve quase 200 municipios.
Partindo de Diamantina, a equipe do Caminhos da Reportagem seguiu até Ouro Preto – o primeiro trecho construido para escoar a riqueza do Brasil colônia até Portugal. A região, que já foi tão cobiçada pelas riquezas minerais, se tornou hoje o destino de mais de três milhões de turistas por ano. Um circuito que resgata o passado, preserva as tradições e está cheio de sabores e da hospitalidade mineira.
São aventuras pela natureza, com cachoeiras gigantes; o brilho das pedras preciosas que ainda desperta sonhos em muitos garimpeiros, as minas de ouro; as igrejas barrocas e seus “santos do pau oco”; o contrababando das pedras preciosas escondidas da coroa portuguesa. E a obra de dois mestres geniais: Aleijadinho e Ataíde.
O programa conta como se descobriu o diamante – pedrinhas brilhantes que, na falta de conhecimento da população, eram usadas para marcar jogos de cartas, como tentos. Só quando amostras foram levadas a Portugal, se descobriu que ali tinha diamantes puríssimos. E mostra as cidades históricas: Diamantina, cidade de Chica da Silva, a escrava que virou senhora – símbolo de luta e coragem. Terra também de Juscelino Kubistcheck, que tinha paixão pelas serestas, uma tradição mantida até hoje na cidade.
A cidade de Mariana – a primeira vila, cidade e capital do Estado de Minas Gerais. No século XVII uma das maiores produtoras de ouro para a coroa portuguesa. As igrejas barrocas dominando a arquitetura. Distante apenas 20 quilômetros de Ouro Preto, tem, no meio do caminho, a ”mina da passagem”. Foi a maior mina de ouro da região. No meio do mato, conserva o sistema antigo de cabos de aço que servia aos mineiros e que hoje leva turistas para o fundo da mina. Os túneis são iluminados e levam a uma profundidade que equivale a um prédio de trinta andares.
E finalmente a equipe chega a Ouro Preto, com o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, onde se pode entender mais o que foi o ciclo dos minérios, no Brasil Colônia. A relação da quantidade de ouro brasileiro e a revolução industrial da Inglaterra. O ouro como lastro monetário.
Ouro Preto, a cidade histórica encravada em um vale profundo das montanhas de Minas. O centro do Império, escolhida pela realeza, quando da transferência da corte para o Brasil. O maior conjunto barroco do país. A Inconfidência Mineira, movimento de revolta à política tributária de Portugal. A chamada “derrama”, com a exigência de um imposto ainda maior. A luta dos mineiros que pregavam a independência da coroa portuguesa.Tiradentes morto e os poetas amargando o exílio na África.
Hoje os tropeiros não passam mais por lá, não sobem e descem a estrada construida pelos escravos, a mando de Portugal. Os santos do pau oco estão vazios e nem os diamantes e o ouro chegam de todos os cantos na Vila Rica. Mas a cidade permanece com outras riquezas – nas festas cristãs, na religiosidade, nos becos intocados, nas igrejas de Aleijadinho e Ataíde, nos detalhes dos altares enfeitados com ouro. O caminho dos diamantes é uma pequena parte de uma grande história que continua por outros caminhos do país.
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