quinta-feira, 28 de maio de 2015

Maior diamante cor-de-rosa descoberto na Austrália

Maior diamante cor-de-rosa descoberto na Austrália


Maior diamante cor-de-rosa descoberto na Austrália
Uma empresa de extração mineira anunciou a descoberta do maior diamante cor-de-rosa até agora encontrado na Austrália.
A empresa Rio Tinto revelou ter sido encontrado na mina de Argyle, na região ocidental da Austrália, um diamante cor-de-rosa de 12.76 carates, cujo valor comercial se estima possa ultrapassar os 7,5 milhões de euros.
O diamante está a ser trabalhado, isto é cortado e polido em Perth, prevendo-se que seja comercializado mais perto do final do ano e mostrado antes em Nova Iorque e Hong Kong.
O processo de polimento deverá estar completo na próxima semana. Será então avaliado por especialistas, que determinarão um valor de referência.
Mais de 90% dos diamantes rosa existentes no mundo têm sido encontrados na mina de Argyle.
Um responsável da empresa considerou "sem precedentes" a descoberta de uma diamante com estas características.

Profecia: terremoto de 9.8 vai destruir Los Angeles e S. Francisco amanhã


Profecia: terremoto de 9.8 vai destruir Los Angeles e S. Francisco amanhã


Um vídeo postado por Frank, um Holandês, está criando um alvoroço na internet.

Segundo Frank amanhã vai ocorrer um alinhamento de planetas com a Terra que vai criar um gigantesco processo geológico. Esse alinhamento vai, segundo o “profeta” holandês que diz ter previsto o terremoto do Nepal, reativar a Falha de S. Andreas e causar um megaterremoto.

O que Frank conseguiu com essa notícia foi atrair centenas de milhares de internautas ao seu site e a ira dos cientistas.

Segundo astrônomos consultados não existe nenhum alinhamento planetário amanhã, o que desmistifica completamente a profecia de Frank.

O que vai ocorrer, de verdade, é o lançamento do filme San Andreas na sexta. San Andreas é mais um “cinema catástrofe” onde um terremoto acima da Escala Richter destrói a região afetada pela Falha de mesmo nome.

A onda chinesa: Baosteel quer comprar a quarta maior produtora de ferro

A onda chinesa: Baosteel quer comprar a quarta maior produtora de ferro do

mundo


Os chineses estão colocando suas peças no tabuleiro. É um jogo agressivo cujo resultado final é a dominação.

Na semana passada eles injetaram bilhões na Vale em troca de minério de alta qualidade e baixo preço. Foi uma comoção geral entre os australianos.

Agora é da Austrália que vem a mais nova jogada estratégica chinesa. A Baosteel a maior siderúrgica da China está de olho na Fortescue, a quarta maior produtora de minério de ferro do planeta.

Isso mesmo!

A Fortescue, a mesma empresa que ontem tentava torpedear a aliança China-Vale.

A notícia estremeceu o mundo mineral, mais uma vez.

As ações da Fortescue já subiram 16% após o vazamento da informação.

A Fortescue, por sua vez, se faz de morta e diz nada saber.

A empresa tem uma dívida de US$2.5 bilhões e dois meses atrás o seu CEO estava em Xangai com o chapéu na mão, em busca de ajuda financeira para rolar a dívida... a conta fecha.

O interessante é que a Fortescue produz um minério de mais baixa qualidade (57% Fe) com um custo bastante elevado (US$39/t), que não consegue competir com o minério da Vale, Rio e BHP.

Qual seria o motivo do interesse da Baosteel em comprar um minério pior e mais caro?

Talvez, por trás desta compra possa existir uma gigantesca novidade: a Baosteel pode estar querendo implantar uma indústria siderúrgica na Austrália.

Se pensarmos bem, até que não seria uma estratégia tão inusitada, pois faz sentido econômico e político. Os australianos querem adicionar valor ao seu minério e a Baosteel pode começar a virada da mesa que irá repercutir no mundo mineral.

O mesmo quase aconteceu aqui no Brasil quando a Vale e a mesma Baosteel assinaram acordos para a construção de megasiderurgicas no Maranhão e no Espírito Santo com capacidade de mais de 8 milhões de toneladas de aço.

A jogada era explêndida.

A parceria da Vale com a Baosteel foi até aprovada pelo Cade por unanimidade, mas o negócio não prosperou por problemas ambientais.

Hoje a Vale continua vendendo minério bruto moído sem valor agregado e, talvez os australianos, nesta nova perspectiva, comecem a lucrar em cima da venda de aço e de produtos acabados...

Após percorrer a África, caçador de diamantes chega ao Brasil

Após percorrer a África, caçador de diamantes chega ao Brasil


RESUMO – Após mais de duas décadas procurando diamantes em países africanos, o geólogo canadense Kenneth Wesley Johnson, 57 anos, está prestes a começar a extrair a pedra preciosa no sertão da Bahia. Sobrevivente de duas guerras civis e malárias na África, Johnson investe R$ 137 milhões numa mina em Nordestina, a cinco horas de Salvador.
O meu pai era cardiologista e queria que eu seguisse seus passos. Cheguei a cursar um ano de medicina, mas gostava mesmo de atividades ao ar livre. Fiz uma aula de geologia e gostei. Sonhava viver aventuras.
Nasci em Windsor, no Canadá, fronteira com os EUA. Quando me formei em geologia, era 1982 e comecei a trabalhar explorando ouro, cobre e metais básicos no Canadá. Uma década depois, houve grandes descobertas de diamantes no mundo.
Eles são encontrados em lugares como África Central, Rússia e Brasil. É preciso uma formação rochosa bem específica. A empresa em que eu trabalhava decidiu me enviar para a África.
Desembarquei na República Centro-Africana em 1994. Fui explorar diamantes numa montanha 300 km ao norte de Bangui, a capital. De carro levava um dia e meio para percorrer essa distância. É o lugar mais pobre da Terra.
Vivi dez meses em uma casa de palha no meio da floresta. Dormia no chão. Para comer, além de pescar, caçava porco do mato com um velho rifle. Eu sabia usá-lo porque no Canadá você precisa se defender dos ursos. Para beber, era água e vinho barato.
Trabalhava de domingo a domingo. Depois de meses comecei a sentir febre, dores. Demorei dias para entender que tinha malária. Anos mais tarde, tive de novo. Tenho malária no sangue até hoje.
Durante um voo, em 1995, vi garimpeiros num rio entre duas montanhas. Pedi a localização ao piloto e comecei a estudar a geologia da região.
Quando chove, o ouro se solta das montanhas e desce o rio. Segui o caminho contrário: subi as montanhas.
Descobri lá um depósito de 1,5 milhão de onças de ouro, chamado Passendro. Vendi para a empresa canadense Axmin, mas não foi para a frente por causa das guerras.
No Zaire [atual Congo], estávamos explorando uma mina no rio Tshikapa quando o ditador Mobutu Sese Seko morreu em decorrência de um câncer. Cruzamos o rio sob fogo cruzado até Brazzaville, onde nos instalamos no hotel Hilton e ficamos em relativo conforto ouvindo a guerra do outro lado do rio.
O filme "Diamante de Sangue" é bem preciso. Vi coisa parecida na República Centro-Africana. Jovens e pobres eram colocados para procurar diamantes. Os compradores ofereciam comida, rádio de pilha, o que criava uma dívida. Passavam a trabalhar como escravos para pagá-la.
A minha experiência no continente africano durou duas décadas e não foi bem-sucedida. Não desenvolvi uma mina de classe mundial.
Segui então para a Venezuela, mas em dez dias entendi que eles não respeitam a propriedade privada. Decidi buscar um novo lugar.
Onde mais tem diamantes? No Brasil. Primeiro, fui para Rondônia. Fizemos descobertas, mas a quantidade e a qualidade dos diamantes eram baixas e fomos obrigados a procurar outro lugar.
Seis anos atrás conheci minha mulher aqui. Fazia a contabilidade de contratos para mim. A personalidade dela me atraiu. Estou há três anos e meio no Brasil. Temos uma filha de três anos e moramos em Lauro de Freitas, próximo de Salvador.
Meu projeto agora fica em Nordestina, sertão da Bahia. A área havia sido explorada no passado pela De Beers, que desistiu. Comprei o direito em 2005. Estou investindo R$ 137 milhões com sócios canadenses e europeus.
Na região muitas pessoas vivem de Bolsa Família. São pobres para os padrões brasileiros, mas, comparados ao que vi na África, têm vida de rei. Há muita dificuldade, mas têm água e energia.
A jazida não é grande, mas há um diamante de qualidade top 5 do mundo e tem potencial para aumentar em sete vezes a produção anual de diamantes do Brasil. Vamos começar a produção em escala em janeiro do ano que vem.
Sou o único gringo da Lipari, graças a Deus, porque é bem difícil entender a legislação e a burocracia.
Gosto de trabalhar aqui, mas o Brasil não é barato.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Negócios da China com a Vale preocupam Roy Hill


Negócios da China com a Vale preocupam Roy Hill


Roy Hill é um dos mega projetos de minério de ferro na Austrália que deverá entrar em produção ainda em 2015.

Até agora já foram investidos mais de US$10 bilhões na mina, cuja produção estimada é de 55 milhões ao ano.

O impacto das notícias sobre o novo produto da Vale, o Brazilian Blend 63 e da injeção de dinheiro chinês na Vale, que irá viabilizar o S11D, assustou Barry Fitzgerald o responsável pela mina de Roy Hill.

O Brazilian Blend 63 é um produto de alta qualidade que vai competir diretamente com o melhor minério australiano, o que não é o caso de Roy Hill. A mina está sendo edificada sobre uma reserva de 2,3 bilhões de toneladas de minério tipo Marra Mamba. Ou seja, minério a base de hematita e goethita, de baixo teor médio, com 55% de ferro, que nunca fará sombra para os minérios de Carajás.

Mesmo sem dizer exatamente qual será o seu custo total por tonelada, Fitzgerald deixa antever que a mina irá produzir no quartil inferior da curva de custos.

Essa mensagem do big boss de Roy Hill é preocupante, pois ficar no quartil inferior, com um minério 55% de Fe já não é o suficiente.

A Vale vai mudar o mundo da mineração e extrapolar as estatísticas de custos se realmente produzir um minério a US$11/t em S11D, onde o teor médio é de 67% de Fe.

Essas ameaças, vindas do Brasil e da China, com certeza estão afetando o sono de quem investiu US$10 bilhões em um projeto que se vê ameaçado antes do nascimento.

Não está nada fácil para Roy Hill...