domingo, 16 de agosto de 2015

Descoberta planta que só cresce perto de diamantes, podendo ajudar a encontrar exemplares da pedra

Descoberta planta que só cresce perto de diamantes, podendo ajudar a encontrar exemplares da pedra


Uma planta espinhosa da África Ocidental poderá, em breve, tornar-se a melhor amiga de um caçador de diamantes.
Isso porque, segundo uma nova descoberta, a planta parece crescer apenas sobre a rocha que pode conter as pedras preciosas.
Conhecida como Pandanus candelabrum, a planta nasce em um solo rico em kimberlito, um tipo de rocha ígnea associada aos diamantes.
P. candelabrum é encontrada, especificamente, na Libéria, e poderia tornar-se uma ferramenta fundamental para a descoberta de diamantes. Steven Shirey, um geólogo e especialista em diamantes da Instituição Carnegie de Ciência, em Washington, EUA, disse que garimpeiros ‘a procuram como loucos’.
Outras plantas têm sido conhecidas por apontar elementos, em uma área da ciência conhecida como geobotânico. Mas acredita-se que essa seja a primeira espécie de planta conhecida por crescer ao longo de minas de diamantes em potencial.
Diamantes, presentes em centenas de quilômetros no subsolo, são trazidos à superfície por tubos de kimberlito. Stephen Haggerty, da Universidade Internacional da Flórida, em Miami, foi o primeiro a identificar que a planta P. candelabrum parecia crescer nestes “dutos” raros.
Apesar de longos, os tubos são escassos, e só dez por cento deles realmente contêm diamantes, sendo que apenas dez por cento têm diamantes de boa qualidade suficientes para valerem a pena.
A planta parece prosperar no magnésio, potássio e fósforo, nos quais o kimberlito é rico, razão pela qual ele cresce nessas áreas. A planta foi flagrada em vários locais de kimberlito, mas não foi encontrada em outro lugar, sugerindo que ela apenas apareça nestas áreas, podendo indicar potenciais fontes de diamante.
"Isso poderia mudar radicalmente a dinâmica de exploração de diamantes na África Ocidental, já que o mapeamento geobotânico e amostragem tem um custo-benefício melhor em terrenos sólidos", escreveu o Dr. Haggerty em seu estudo.
Os diamantes podem ter até três bilhões de anos, e eles são considerados pedras valiosas e caras, com preços enormes no mercado. Eles também têm valor científico, por ser um mineral que carrega pistas sobre as condições presentes nas profundezas da Terra.

Conheça a planta que cresce apenas em solo rico em diamante

Conheça a planta que cresce apenas em solo rico em diamante

O geólogo Stephen E. Haggerty, da Universidade Internacional da Flórida, percebeu que a Pandanus candelabrum, uma planta espinhosa, tem uma característica que com certeza chama muita atenção: ela só cresce em solo contendo diamantes. O artigo que descreve essa intrigante descoberta foi publicado no “Economic Geology”.
Essa planta “exigente” é encontrada apenas no topo de tubos de kimberlito: formações geológicas ricas em mineiras que trazem materiais como diamantes desde o manto da Terra. Estas estruturas subterrâneas férteis são cicatrizes que ficaram de antigas erupções vulcânicas. Elas têm a forma de uma taça de champanhe, e são preenchidas com um “coquetel” de minerais como potássio, magnésio e fósforo.
planta diamante
Haggerty ligou a Pandanus candelabrum com diamantes quando ele estava procurando por esses tubos de kimberlito na Libéria. Ele estava fazendo a dragagem de um solo pantanoso em busca de minerais que indicassem a presença de um tubo de kimberlito. Durante a dragagem, ele não só descobriu um novo tubo, de 50 metros de diâmetro e 500 de comprimento, ele também notou que uma planta particular foi encontrada crescendo acima desses tubos: a Pandanus candelabrum.
“É uma brilhante observação, particularmente em uma área densamente arborizada, que é difícil de ser explorada”, disse Karin Olson Hoal, geólogo de diamantes na Colorado School of Mines. Não é surpreendente que a correlação tenha sido feita somente agora.
Haggerty continuará a avaliar o solo na África Ocidental, em um esforço para diagnosticar quais tubos de kimberlito valem mineração de diamantes, entre outros minerais. Ele também quer entender como a planta utiliza os nutrientes do solo exuberante. A densidade das florestas faz com que encontrar essa planta seja uma tarefa difícil, por isso esforços serão feitos no intuito de mapear essa planta a partir de imagens aéreas e de satélite. Isso poderia ajudar países da África Ocidental a localizar depósitos de diamante. Um bônus adicional vem do fato de que a mineração de tubos de kimberlito é menos destrutiva para o ambiente que, por exemplo, a mineração a céu aberto do cobre.
Além disso, o solo das minas de kimberlito vão ajudar os geólogos a descobrir como as condições de calor e pressão do manto da Terra se apresentavam 150 milhões de anos atrás. Os próprios diamantes são janelas do passado: alguns possuem cerca de 3 bilhões de anos. Os minerais aprisionados no interior dos diamantes pode conter pistas para as condições que os diamantes experienciam dentro da Terra.

O que é Gemologia?

O que é Gemologia?




A Gemologia é a ciência que estuda as "pedras preciosas", ou seja, as gemas e materiais gemológicos. Identificando se é natural, sintética, artificial, além de imitações. Estuda também características mineralógicas, os processos de tratamento e sintetização de gemas.
 

O gemólogo é o especialista em gemologia.

De onde vem o termo do 'quilate' do diamante?

De onde vem o termo do 'quilate' do diamante?

A palavra quilate (carat, em inglês) tem origem numa árvore mediterrânea chamada Alfarrobeira (Carob Tree), cujas sementes foram usadas durantes séculos como o padrão de pesagem. 

Alfarrobeira

 O quilate era o peso de uma semente de alfarroba. Era considera uma característica única da semente da alfarroba, o seu peso sempre igual. Hoje em dia, contudo, sabe-se que seu peso varia como qualquer semente.
As sementes de alfarroba em si não são comestíveis, mas foram observados para ter um tamanho muito uniforme e de peso. Isso fez-lhes muito útil para os comerciantes. As sementes foram utilizados para equilibrar uma balança ao pesar pedras preciosas, onde a menor mudança no peso faz a diferença. Um maior número de sementes indicaram uma pedra mais pesada e, portanto, mais valiosa. Diferentes países tiveram valores um pouco diferentes para o número de sementes foi equivalente ao que o valor das jóias, mas o uso das sementes foi consistente em todo o Oriente Médio e Europa. Em áreas do mundo onde a alfarroba não era tão popular, os grãos de trigo ou de arroz foram utilizados de forma semelhante para discernir o peso dos diamantes.
Em 1907, a Quarta Conferência Geral de Pesos e Medidas adotou o carat métrico como a medida oficial para pesos de pedras preciosas, hoje é universalmente aceito. Um carat métrico é um quinto de um grama, que é 0.2grams - sobre o peso de um clipe de papel!

sábado, 15 de agosto de 2015

Governo coloca Petrobras de calças curtas: estatal pagará dois bilhões de reais em impostos

Governo coloca Petrobras de calças curtas: estatal pagará dois bilhões de reais em impostos




O Governo Brasileiro, sem dinheiro, em meio à quase total rejeição do povo brasileiro e uma crise sem precedentes, literalmente força a Petrobras a negociar sua dívida bilionária em esforço para fechar as contas.

A Petrobras disputava com o Governo, nos últimos oito anos, uma dívida de impostos de seis bilhões de reais.

Em acordo firmado hoje, dentro de um programa de anistia fiscal, a Petrobras terá esta dívida reduzida em 50%. Dois bilhões sairão dos ganhos do terceiro trimestre e o restante pago através de créditos existentes e em prestações até 2017.

Para o Governo é uma forma, assim como em 2014, de tentar fechar as contas desequilibradas.

Para a Petrobras, empresa em crise e com a maior dívida do planeta este pagamento não poderia vir em pior hora. Será mais um grande sacrifício para a empresa e prejuízo para os acionistas.