quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Diamantes: a revolução da indústria

Diamantes: a revolução da indústria




A queda do crédito que afeta a indústria do diamante está mudando completamente o cenário mundial.

A indústria do diamante sempre foi fechada e conservadora. Entretanto as rápidas mudanças na moda e até na forma como os diamantes estão sendo utilizados, obriga aos lapidadores e joalheiros do mundo a se adaptar rapidamente, o que nunca havia acontecido antes.

Com pouco crédito a indústria do diamante sofre para se reinventar principalmente agora que a China está comprando bem menos.

É uma revolução.

A pressão para acompanhar as novas tendências exige novos investimentos, mas apenas poucas empresas são suficientemente transparentes para ter acesso aos parcos recursos.

A situação se agrava com a queda nas vendas.

A mineradora Petra Diamonds, listada na Bolsa de Londres teve uma queda de 41% nas vendas dos seus diamantes neste primeiro trimestre. Esta queda é decorrente da falta de dinheiro dos compradores, lapidadores e joalheiros.

A De Beers, que perdeu o monopólio do diamante mundial, mas ainda controla 30% da produção, está endurecendo o crédito e introduzindo um novo contrato às 85 empresas autorizadas a comprar seus diamantes.

Muitas empresas não irão sobreviver.

A boa notícia para essas empresas é que a produção mundial está atingindo o seu máximo o que implicará em um aumento do preço do diamante bruto, já que a procura continua em alta.

A má notícia, que pode contrabalançar a anterior, é que os jovens nos Estados Unidos, que é responsável por 40% das vendas globais, estão preferindo presentes modernos como Smart Phones, Ipads e outros artigos de luxo ao invés do tradicional anel de diamantes...

Será que a frase “diamonds are forever” continuará verdadeira no futuro próximo?

Anglo vende a maior mina de platina do mundo

Anglo vende a maior mina de platina do mundo



 
A jazida de platina de Rustenburg está encravada no Complexo Ígneo do Bushveld. Trata-se de um depósito com geologia única, de grande porte, associado a um nível de norito pegmatoide de apenas 45cm de espessura média: o Merenski Reef.

Este nível é rico em metais do grupo da platina, cobre, níquel, cobalto, cromo e ouro.

O interessante é que o Merenski é contínuo por centenas de quilômetros tanto lateralmente como em profundidade. Esta excepcional continuidade o tornou no mais importante jazimento de platina do mundo.

A Jazida, que era lavrada pela Amplats, controlada pela Anglo American, vinha perdendo dinheiro nos últimos anos.

Os prejuízos ocorriam graças aos preços menores da platina e aos incessantes problemas entre a empresa, os sindicatos e os mineiros.

Depois de anos de negociações a Anglo percebeu que Rustenburg era um problema que ela não estava em condições de resolver.

É aí que entrou a Sibanye Gold.

Para quem não sabe a Sibanye é a maior produtora de ouro da África do Sul e uma das dez maiores do mundo. A mineradora emprega mais de 44.000 funcionários, a vastíssima maioria da África do Sul e 29% de países vizinhos.

A Sibanye, uma derivada da Gold Fields, conseguiu o improvável. A empresa transformou as minas de baixa performance da Gold Fields em minas lucrativas em apenas dois anos. O segredo foi baixar os custos mantendo 35.000 mineiros empregados.

É este retrospecto que pode fazer a Sibanye Gold conseguir o que a Anglo não mais conseguia: tornar a mina de Rustenburg em uma unidade lucrativa.

Rustenburg Platinum Mines ainda tem uma reserva de 88 milhões de onças de metais do grupo da platina o que tornará a Sibanye em uma líder mundial multi-commodity com foco nos metais preciosos.

O valor do negócio é de US$330 milhões sendo US$110 milhões à vista.

As ações da Sinbanye subiram mais de 10% no anúncio.

O Valor da menor parte de ouro no Brasil

O Valor da menor parte de ouro no Brasil

Preço Do Grama Do Ouro
Em 1971, o presidente Richard Nixon acabou dólares conversibilidade ao ouro, pondo fim ao papel central do ouro em sistemas monetários do mundo. Três anos depois, o Congresso legalizou a posse de ouro por cidadãos norte-americanos. Livre do preço do grama do ouro estipulado pelo governo de US $ 35 por onça, o dólar e o ouro flutuou. Em 1979 e 1980, a falta de confiança na capacidade do governo para restringir a expansão da oferta de dinheiro dos investidores resultou em pânico a compra de metais preciosos como um hedge contra a inflação. Os preços do ouro subiram, e em janeiro de 1980 o preço do ouro atingiu um recorde de US $ 850 por onça. Durante o período de quatro anos 1976-1980, o preço do ouro subiu mais de 750%.
No início de 1980 a Reserva Federal aumentou as taxas de juros para restringir o crescimento da oferta de dinheiro. Esta política atingiu seu propósito e em 1982 as taxas de juros estavam em declínio eo medo da inflação havia diminuído. O capital de investimento respondeu movendo em ativos financeiros de commodities, incluindo ouro, eo mercado subiu. Depois dos máximos históricos de janeiro de 1980, o preço do ouro serpenteava em R $ 300 400 dólares faixa até atingir um mínimo de $ 256 em Fevereiro de 2001, então o mercado de touro de ouro voltou, e em novembro de 2009, o preço tinha empurrado até 1,140 dólares – um aumento de 445%. Para alguns investidores, isto sugere que a história se repete e ouro está indo além de US $ 2.000 por onça. Para retornar à 1980 alta, quando ajustado pela inflação, o preço teria que ser mais de 2.000 dólares agora.
Mercado de Ouro de hoje
O preço do grama do ouro é definido pela fixação de Ouro, que também é conhecido como o Fix ouro ou Londres Ouro Fixação. Duas vezes por dia, por telefone, às 10:30 GMT e 15:00 GMT, cinco membros do Ouro Piscina Londres se encontram para resolver os contratos entre os membros do mercado do ouro em Londres. Esses assentamentos intermediadas pela fixação de Ouro são amplamente reconhecida como referência utilizado para produtos de ouro e preço do ouro em todo o mundo.
Vamos examinar alguns dos fatores que influenciam o preço do grama do ouro.
Ouro Abastecimento
Não é uma agência que controla de todo o ouro do mundo. Gold Fields Mineral Services Ltd (GFMS) é uma, com sede em Londres consultoria e empresa de pesquisa independente, dedicada ao estudo dos mercados de ouro e prata internacionais. GFMS publica a Pesquisa de ouro anual, que apresenta uma análise abrangente e estatísticas sobre a oferta de ouro ea procura de mais de sessenta países. GFMS estima que os estoques de ouro acima do solo representam um volume total de aproximadamente 160 mil toneladas, das quais mais de 60% foi minado desde 1950 GFMS estima que todo o ouro já extraído formariam um cubo medindo 20 metros (19 metros) de cada lado .

Confira o Preço Do Grama Do Ouro Hoje


A produção de ouro novo geralmente não acompanhar a inflação. O estoque de ouro na superfície aumenta a uma taxa relativamente constante de cerca de 1,7% ao ano. Durante os últimos 50 anos, o maior aumento anual foi de 2,1% e o menor aumento foi de 1,4%. Isto é menos do que a taxa de histórico de longo prazo de inflação, que é de 4%.
O único maior detentor de ouro do mundo é o governo dos Estados Unidos, com 8,133.5 toneladas. Em novembro de 2009, esta oferta ouro valia cerca de 330.000 milhões dólares. Outros principais detentores de ouro incluem a Alemanha, o Fundo Monetário Internacional (FMI), Itália, França, SPDR Gold Shares, China, Suíça, Japão e Holanda.
O dólar
O preço do ouro é amplamente entendida como inversamente acompanhar o dólar. Quando o dólar cai o preço do ouro tende a subir. Mas tem havido muitos casos, quando o preço do ouro não acompanhar as mudanças no valor do dólar, ou mesmo ia contra ele.
Por exemplo, quando o ouro atingiu o pico em 1980, refletiu um medo prevalente de inflação, na esteira da crise do petróleo de 1979 a uma política monetária norte-americana que não tinha credibilidade. O caso para o ouro como um hedge contra a inflação era persuasivo. Mas hoje, o preço do petróleo é significativamente em outras moedas que não o dólar. Mesmo medido em euros, ele voltou a ser o fevereiro pico salvar-refúgio. A fraqueza do dólar por si só não pode explicar o aumento do preço.
No início de novembro, com o objetivo de apoiar a recuperação dos Estados Unidos da recessão, a Reserva Federal dos EUA decidiu manter as medidas de estímulo maciço e mantenha as taxas de juros nos Estados Unidos por um “período prolongado”. Com a manter as taxas do Federal Reserve baixo, um recorde déficit orçamentário dos EUA continua a aumentar, e os bancos centrais em todo o mundo diversificar longe do dólar, o ouro pode continuar a ser uma opção muito atraente. Afinal de contas, o custo de tomar dinheiro emprestado para investir em ouro é quase nada.

Informe-se a respeito dos valores do grama do ouro

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Nos mercados globais há uma persistente falta de confiança nas moedas em papel. O enfraquecimento do dólar norte-americano teve um efeito amplo que reduz a confiança em outras moedas. E, com os bancos centrais e formuladores de políticas do governo ainda enredados em suas intervenções fiscais e monetárias sem precedentes, isso pode continuar por muito mais tempo.
A força atual do preço do grama do ouro pode ser um não de reflexão uma resposta específica para o valor do dólar dos Estados Unidos, mas sim a expressão do mesmo mal-estar subjacente com os efeitos prolongados da crise financeira global.

As 10 maiores reservas de ouro do mundo

Os donos do ouro

São Paulo – Embora o primeiro lugar no ranking das maiores reservas de ouro do mundo seja dos Estados Unidos, a Europa emplacou o maior número de países no Top 10 da lista. Os dados foram copilados pelo World Gold Council, que divulgou nesse mês sua atualização anual das reservas do metal pelo mundo.
O Brasil aparece apenas no 51º lugar do ranking, atrás inclusive de outros países da América Latina. O primeiro representante da região a aparecer na lista é a Venezuela, no 15º lugar, com reservas de 365 toneladas.

1º) Estados Unidos

A reserva de ouro estimada dos Estados Unidos é de 8,133 mil toneladas. O metal corresponde a 75,1% das reservas internacionais do país. Nesse segundo quesito, alguns países superam os Estados Unidos. Portugal, por exemplo, tem uma reserva de ouro bem menor, de 382 toneladas, mas que correspondem a 89,9% das reservas internacionais. Na Grécia, o metal corresponde a 82,3% das reservas internacionais do país.

2º) Alemanha

Com um estoque bem menor que o dos Estados Unidos, a Alemanha tem a segunda maior reserva de ouro do mundo, estimada em 3,395 mil toneladas. Esse montante equivale a 71,9% do total das reservas internacionais do país.

3º) FMI

O terceiro lugar quebra o padrão e não é ocupado por um país. A terceira maior reserva de ouro do mundo está nos cofres do Fundo Monetário Internacional (FMI), que guarda 2,814 mil toneladas do metal. Outro dono de ouro bem posicionado que não é país é o Banco Central Europeu, que fica em 12º lugar do ranking.

4º) Itália

Com 2,451 mil toneladas de ouro guardadas, a Itália tem a quarta maior reserva do mundo. O metal também tem um papel relevante nos cofres do país e corresponde a 71,3% das reservas internacionais.

5º) França

Encostada na Itália, a França tem a quinta posição, com 2,435 mil toneladas de ouro guardadas. O estoque, em valor financeiro, corresponde a 71,6% das reservas internacionais do país.

6º) China

O primeiro representante asiático a aparecer na lista é a China, que com suas 1,054 mil toneladas de ouro, ocupa o sexto lugar do ranking. A representatividade total nos cofres, porém, é pequena. O valor guardado em ouro responde por apenas 1,6% das reservas internacionais chinesas.

7º) Suíça

Com pouca diferença para as reservas da China, a Suíça fica na sétima colocação, com estoques de 1,040 mil toneladas. Esse montante equivale a 14,2% das reservas internacionais do país.

8º) Rússia

O segundo BRIC a aparecer no Top 10 é a Rússia, em oitavo lugar, com reservas de 918 toneladas, equivalente a 9,2% das reservas internacionais do país.

9º) Japão

Mais um representante asiático aparece na lista. O Japão é o nono colocado, com 765 toneladas de ouro guardadas. Esse volume, quando convertido para dólares, equivale a 3,1% das reservas internacionais do país.

10º) Países Baixos

As reservas de ouro dos Países Baixos somam 612 toneladas, 60,2% das reservas internacionais.


Maior Mina de ouro do Brasil está em Paracatu

Maior Mina de ouro do Brasil está em Paracatu


Embora os estrangeiros dominem a mineração do metal no país, nas cidades crescem os empregos, a renda e a arrecadação de impostos

A maior mina em operação no Brasil está em Paracatu e não tem bandeira verde e amarela. É canadense, nacionalidade da multinacional Kinross, que a controla. Tudo o que produz é exportado. Somente nos quatro primeiros meses deste ano saíram da mina da Kinross US$ 163,9 milhões em ouro para o mercado internacional, volume 82,2% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 90 milhões).

Embora a exploração e os lucros gerados pela mineração de ouro estejam com os estrangeiros, não se pode negar o forte impacto econômico das atividades das empresas nas regiões onde estão instaladas. Em torno das minas, a oferta de empregos é crescente, a renda está em processo ascendente e o poder público se empanturra de impostos.

Em Paracatu, a Kinross é dona de 10.942 hectares. Terras que, neste ano prometem gerar 500 mil onças-troy (unidade de medida para barras de ouro que equivale a quase US$ 1.250 cada), resultando em um faturamento aproximado de US$ 1 bilhão. Tais números garantem à pequena cidade mineira o título de dona da maior mina brasileira em área e volume de ouro no país. “Disparadamente, somos a maior. Apesar de termos um teor de ouro pequeno no minério que retiramos, movemos uma quantidade enorme de rochas para produzirmos muito”, explica o presidente da companhia no Brasil, José Roberto Mendes Freire.
Capital de sobra

Em produtividade, a mina retira 0,4 gramas de ouro por tonelada de rochas extraídas — o menor índice do país. Mas, em um único dia, movimenta 120 mil toneladas de pedras para compensar a baixa ocorrência. “Em 2004, começamos estudos para prolongar o tempo de vida da mina. A princípio, ela só duraria mais 10 anos. Em 2008, porém, começamos a expansão e criamos uma segunda planta, o que aumentou o tempo de exploração para mais 34 anos”, explica Marcos Paulo Dias Gomes, gerente de processos da Rio Paracatu Mineração, nome da mina da Kinross no município mineiro. Para ampliar a produção, até 2009 foram investidos US$ 570 milhões. Neste ano, o desembolso será de US$ 235 milhões. Para o presidente da Kinross, nunca foi tão promissor investir em mineração.

Para os executivos da Kinross, enquanto a demanda se mantiver aquecida, vale a pena investir na exploração de minas no Brasil. Portanto, a nova corrida do ouro que se vê no Brasil está muito longe do fim. Os mais otimistas acreditam que ela está apenas começando, tamanho é o potencial de consumo no país por joias e outros objetos feitos com o metal — somente nos últimos seis anos, mais de 30 milhões de pessoas ascenderam à classe média. Sendo assim, no que depender dos investidores estrangeiros, não faltará capital para a exploração de minas.

A nova febre do ouro tem garantido a renda não somente às empresas que exploram o metal. Lugarejos pequenos, com jazidas enormes, começam a ganhar características de regiões prósperas. Limpas, bem-organizadas, as cidades estão substituindo as residências pequenas e simples, comuns no interior do país, por edifícios altos, alguns funcionando como clubes exclusivos.

Paracatu, com seus 85 mil habitantes, é exemplo claro desse novo ciclo do ouro. Com a mineração, a pequena cidade mineira entrou no seleto grupo de exportadores brasileiros — 95% de tudo o que vende para o exterior saem da mina controlada pela canadense Kinross. É o metal que também sustenta as mais de 2 mil empresas instaladas na cidade, que garantem parte substancial de um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Além de prédios luxuosos, está trocando a comida tradicional pelo fast food, e as feiras, pelos hipermercados. As ruas, pequenas, estão abarrotadas de carros novos.

Para a condutora turística Christiane Pereira dos Santos, 27 anos, o município está se tornando um local melhor para viver. “A mina de ouro realmente provocou impactos fortes em Paracatu. Mas precisamos de mais coisas. Será necessário um desenvolvimento mais sustentável, de preservação ambiental de melhoria social — quase 40% da população estão na pobreza”, diz.

Kinross: Somente nos quatro primeiros meses deste ano saíram da mina US$ 163,9 milhões em ouro para o mercado internacional

A educação, pelo menos, deu um passo importante, acredita Christiane. Faculdades foram abertas na cidade e a oferta de cursos é cada vez maior. Esse movimento é impulsionado pela própria Kinross, necessitada de mão de obra qualificada. “Quanto melhor for qualificado o profissional, melhores serão os nossos resultados”, diz o presidente da mineradora, José Roberto Mendes Freire. Todo esse movimento tem atraído grandes empresas, como a rede de fast food Giraffas, do Distrito Federal, e o hipermercado da rede mineira Bretas.