sábado, 31 de outubro de 2015

Água-marinha … aquamarine…..the Brazil’s most famous gem !

Água-marinha … aquamarine…..the Brazil’s most famous gem !


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Quando falamos em gemas logo lembramos do Brasil, um dos países mais ricos em gemas coloridas e dentre todas acho que a gema brasileira mais famosa e conhecida mundo a fora é sem dúvidas a água marinha, é também uma das mais caras.
De um tom azul cristalino, é facilmente diferenciada das demais como o Topázio azul por exemplo.
Aquamarine é uma das nossas mais populares e mais conhecidos gemas, e distingue-se por muitas e boas qualidades. É quase tão popular como os clássicos: rubi, safira e esmeralda.
j182325Na verdade, está relacionado com a esmeralda, ambos pertencentes à família beryl. A cor da água-marinha, no entanto, é normalmente mais uniforme do que a da esmeralda. Muito mais frequentemente do que sua famosa prima verde, a água-marinha é quase inteiramente livre de inclusões. Aquamarine tem boa dureza (7,5 a 8 na escala de Mohs) e um brilho maravilhoso.
Essa dureza a protege de arranhões. O ferro é a substância que dá a sua cor verde azulado, uma cor que varia de um azul pálido quase indiscernível de um mar azul-forte. Quanto mais intensa a cor de uma água-marinha, maior o valor.
Algumas aquamarines tem uma luz, um brilho esverdeado; que também é uma característica típica. No entanto, é um puro, azul claro que continua ser o melhor exemplo de uma boa aquamarine, porque traz de formaperfeita a imaculada transparência e brilho desta magnífica gema.
j307880O azul brilhante desta nobre beryl está fazendo mais e mais amigos. As diversas nuances de cor da aquamarine têm diferentes nomes: o raro, azul intenso aquamarines da  Santa Maria de Itabira mina no Brasil.
O que faz com que o coração do amante de gemas bata mais rápido no entanto, são as chamadas de “Santa Maria”. Uma gema similar de excelente qualidade também é encontrada em algumas minas na África, particularmente Moçambique, para ajudar a distingui-las das brasileiras, estas aquamarines recebem o nome de “Santa Maria Africana”.
A cor “Espírito Santo” do estado brasileiro do mesmo nome  é de um azul que não é tão intensa. Ainda outras qualidades são incorporados às pedras de Fortaleza e Marambaia. Uma linda cor de aquamarine foi nomeado após a rainha de beleza brasileira de 1954, e tem o nome de “Marta Rocha”.
A partir de nomes de cores das água-marinhas nós podemos ver o quão importante o Brasil está entre os países onde aquamarine são encontradas.
j182180Sua luz azul desperta sentimentos de simpatia, confiança, harmonia e amizade. Bons sentimentos. Sentimentos que são baseados na reciprocidade e que provam seu valor em relações duradouras.
O azul da água-marinha é divino,  porque é a cor do céu. No entanto, aquamarine azul também é a cor da água com a sua vida, dando força.
Aquamarine realmente parece ter captado a lúcida azul dos oceanos. Não admira, se pensarmos que, de acordo com a saga que originou o tesouro de sereias,  que, desde tempos imemoriais, a aquamarine é considerada como pedra da sorte dos marinheiros. Seu nome é derivado do latim “aqua” (água) e “Mare” (mar).
Diz-se que seus pontos fortes são desenvolvidos para a sua melhor vantagem quando é colocada em água, que é banhada pela luz solar. No entanto, é ainda melhor usar a aquamarine, uma vez que, de acordo com as antigas tradições esta promete um casamento feliz e é conhecida por trazer a mulher que usá-la alegria e riqueza.

Opala: preciosidade do Sertão ganha o mundo

Opala: preciosidade do Sertão ganha o mundo

Pedra brasileira alcança prestígio internacional e amplia os negócios de ourives em Pedro II, no Piauí


Ernesto de Souza
Sobre a pedra bruta de onde são extraídas, estãos expostas gemas de opala (esq.) e peças já lapidadas que serão usadas em joias (dir.)
A paisagem árida do interior do Piauí esconde a riqueza que a região oferece. Em Pedro II, no norte do estado, no entanto, ela está estampada já no portal da cidade, onde se lê que o lugar é a “terra da opala”. 

Essa pedra preciosa, ainda pouco valorizada no país, movimenta a economia local e chega a render para os ourives até R$ 70 mil por mês. O município tem a única reserva de gemas nobres de opala no Brasil, que é a segunda maior do mundo – a primeira está na Austrália, que explorou minas brasileiras na década de 1970. 

Afastada a desorganização e a mineração desenfreada, a cidade tomou as rédeas do negócio e foram criadas associações ligadas ao garimpo e à lapidação, estruturando o mercado da pedra.
Ernesto de Souza
Juscelino Souza, há 24 anos como lapidário em Pedro II, no Piauí
O lapidário Juscelino Araújo Souza, pioneiro no segmento de joalherias, conta que quando começou, há quase 24 anos, o setor não estava organizado. “Tinha a pedra, mas não tinha quem fizesse o trabalho”, diz. A falta de mão de obra especializada o estimulou a abandonar as feiras livres, onde era ambulante, e procurar um curso de lapidação promovido pelo governo na época. Em 1992, Juscelino inaugurou a primeira empresa de lapidação de Pedro II e, em 2000, implantou ali uma área dedicada à joalheria.
Exportação e mercado interno 
Assim como a empresa de Juscelino, outras 30 se estabeleceram na região. Atualmente, elas são responsáveis pelo beneficiamento de 5 quilos de pedra bruta por mês, que resultam em 30 quilos de joias, já com valor agregado da prata ou do ouro utilizados na confecção das peças.

Cerca de 30% das opalas garimpadas são de alta qualidade e seguem para exportação, movimento que chega a render até R$ 500 mil anuais para lapidários do município. Os principais compradores são os Estados Unidos e a Alemanha, além de França e Suíça, que também valorizam o produto. Os 70% restantesficam na região de Pedro II e são utilizados na produção de joias artesanais comercializadas no próprio Nordeste e em alguns estados brasileiros. 

Para reconhecer uma gema de valor é preciso estar atento à intensidade de cores que ela apresenta. Quanto maior o jogo de cores, mais valiosa é a pedra. A opala pode ser classificada, em ordem decrescente, como extramédiafraca ou leitosa. Os garimpeiros chegam a vender as mais preciosas por até R$ 200 o grama, enquanto o grama da opala comum vale cerca de R$ 5.
Indicação Geográfica
Segundo estimativas dos garimpeiros, ainda há jazidas inexploradas na região. Hoje existem cerca de 30 minas locais, e estudos sugerem que apenas 10% da reserva foi explorada. Com a organização do setor, as associações receberam o suporte que faltava para se desenvolverem. Em 2005, foi criado o Arranjo Produtivo da Opala, projeto que ajudou a reestruturar o mercado das pedras de Pedro II.
Ernesto de Souza
Peças feitas em mosaico utilizando resíduos da lapidação de opala

O garimpo acabou no norte de Minas Gerais. Diamante agora é água”

O garimpo acabou no norte de Minas Gerais. Diamante agora é água”


TOTÔCA E SEU velho escafandro enfim aposentado: “O garimpo acabou no norte de Minas Gerais. Diamante agora é água”
Para Belmiro, a PLG é relativamente simples de se obter. As exigências, porém, são impraticáveis: o garimpeiro, mesmo o tradicional, é obrigado a descrever o tipo de minério procurado e indicar o local exato onde pretende lavrar. A descrição e o plano de trabalho devem ser detalhados em documento e assinados por um geólogo. Para complicar a coisa, a permissão legal autoriza lavra de 50 hectares, no máximo (no caso das cooperativas, 200), área pequena demais para quem sempre trabalhou solto no mundo, sozinho ou com algum companheiro. Segundo ele, garimpeiro não tem cultura associativa. Muitos desistiram, outros conseguiram alvarás, mas acabaram vendendo-os. “Diamantina já não tem TOTÔCA E SEU velho escafandro enfim aposentado: “O garimpo acabou no norte de Minas Gerais. Diamante agora é água” mais o mesmo brilho”, lamenta Toninho, ourives da Joalheria Pádua, a mais antiga do país, instalada no centro histórico desde 1883. Além da produção própria de diamantes e cristais, a joalheria recebia pedras de todos os cantos do país. “Nós lapidávamos quatro mil gemas por mês. Agora, trabalho sozinho, nem todo o dia sento na banca e não faço quatro mil nem num ano”, compara. Ele calcula que por volta de 1970 havia três mil bombas em pleno funcionamento no município. “Hoje, não têm quase nenhuma.” Em sua opinião, a cidade empobreceu. Depende agora do funcionalismo público, do turismo e de serviços.


ANTONIO PÁDUA em sua banca de trabalho com uma ametista roxa encanetada (no detalhe): “O brilho da cidade não é o mesmo sem o garimpo” Totôca é taxativo. Em sua opinião, o garimpo acabou de vez no norte de Minas. “Diamante agora é água”, diz ele, referindo-se ao Alegre de Baixo e outras 46 comunidades ribeirinhas afetadas pela barragem de Irapé, maior usina do país, com 208 metros de altura e 5,9 bilhões de metros cúbicos de água de capacidade máxima, construída pela Cemig no Alto Jequitinhonha – o alagamento atingiu núcleos urbanos e áreas rurais numa extensão de 115 quilômetros do Jequitinhonha e 50 quilômetros do Itacambiraçu, um de seus afluentes. Até recentemente, Totôca caçava diamantes com seu velho escafandro de bronze – um anacronismo nesses tempos de busca desenfreada de produtividade. “Era penoso demais. Eu trabalhava agachado no fundo do rio pegando cascalho e pondo num balde enquanto um companheiro na balsa lá em cima bombeava ar por uma mangueira. Se ele quisesse se livrar de mim, era só parar que eu morria.” A idade, a dor no “espinhaço” (sem qualquer alusão à cordilheira), o cansaço e os perigos inerentes ao trabalho acabaram afastando-o da beira do Itacambiraçu, agora um lago quase dentro de casa.

Ele talvez tenha sido o derradeiro garimpeiro da região a usar escafandro. Os poucos em atividade em “bombas” trajam roupas de neoprene, de pesca submarina, e usam tubos de sucção para retirar o cascalho. Seu Marão também parou por problemas de saúde. Aos 84 anos de idade, já não tem a força de antes e a surdez avança. Ele lastima o estertor do garimpo em nome do antigo rebuliço na cidade e dos amigos de função – cadê Geraldo Mariquinha, Suetônio, Ferro Velho, Abiné, Zé Boquinha e Tonho da Marciana?

Diamantes de sangue



FAISQUEIRO do município de Datas examina o “pretume” emborcado numa banca de apuração
“É um jogo de sensação”, compara seu Ida. Há que se ter sorte, observar indícios naturais de ocorrência e respeitar as manias das pedras. Ele afirma que os diamantes têm lá suas extravagâncias: só se revelam quando querem e a quem os mereça. Para achá-los, os garimpeiros se guiam principalmente por “satélites”, pedrinhas com feitios e cores diversos denominadas cativo, ovo de pombo, palha de arroz, sericória, fava, osso de cristal, tinteiro (preto reluzente, parecendo pólvora), cabeça de macaco, agulha, etc. Dependendo do tipo e da concentração de satélites, sabem se estão perto ou não de tirar uma pedra e, eventualmente, “bamburrar” – ficar rico.

Na lida desde os 12 anos de idade, ele vem trabalhando no Ribeirão do Guinda, a nove quilômetros de Diamantina, em parceria com Belmiro Luiz do Nascimento, idealizador do Projeto Garimporeal, de resgate da cultura garimpeira. “Os velhos estão morrendo e, com eles, a tradição, o conhecimento. Os jovens não querem saber de garimpo”, justifica Belmiro, referindo-se à iniciativa, lançada em abril. O projeto é eminentemente educativo. Ele recebe turistas, muitos dos quais estrangeiros, e os leva à beira do Guinda para mostrar o que é garimpo “verdadeiro” e provar que não é nocivo ao meio ambiente. Seu Ida se encarrega das “aulas práticas” e ele, das “teóricas”

Belmiro concorda com as exigências legais como forma de coibir a clandestinidade e proteger a natureza, mas contesta a generalização. “O garimpo tradicional não desbarranca nem faz desmonte com explosivos, como é comum na mineração. Os mineradores nacionais ou internacionais não causam estragos maiores, mesmo com permissão legal?”, questiona, observando que a maioria dos garimpeiros não tem condições de arcar com os custos de licenciamento – cerca de cinco mil reais, considerando apenas a PLG – Permissão de Lavra Garimpeira, documento fornecido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão do governo federal.

Diamantes de sangue
O Protocolo Kimberley, ou KCPS – Sistema de Certificação do Processo Kimberley, é uma tentativa conjunta de 40 países de coibir o terror perpetrado por grupos rebeldes na África. Quem viu o filme Diamante de Sangue, com o ator Leonardo Di Caprio, tem noção da barbárie, financiada, em grande parte, pelo contrabando de diamantes, negócio altamente lucrativo. A indústria movimenta anualmente 6,7 trilhões de dólares, segundo a ONU.

Desde janeiro de 2003, nenhuma pedra bruta pode ser comercializada sem a certificação, emitida pelos respectivos governos assegurando sua origem legal. Em 2004, 29 garimpeiros foram mortos na reserva indígena Roosevelt, na fronteira de Mato Grosso com Rondônia. Território dos cintas-largas, a reserva abriga grandes depósitos diamantíferos ainda não totalmente mensurados. Pronto! O Brasil passou a integrar a lista dos países com “diamantes de conflito”. Paralelamente, surgiram indícios de que o país estava sendo usado como ponte para as pedras africanas, vendidas no mercado internacional como se fossem brasileiras.

A história da exploração comercial das pedras preciosas no Brasil começa no final do século XVII

A história da exploração comercial das pedras preciosas no Brasil começa no final do século XVII com a descoberta de ouro em Sabarabuçu, hoje, Sabará, e prossegue com o ouro e os diamantes encontrados no antigo Arraial do Tejuco, atual Diamantina, por volta de 1725. No período colonial, as lavras de ouro e diamantes eram feitas por escravos. Nos 170 anos seguintes, por qualquer um que se dispusesse à cata, sem qualquer controle. Preservacionismo é palavra nova no garimpo. Difundiu-se a partir da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada em 1992 no Rio de Janeiro. Desde então, ora ávida, ora indulgente, a fiscalização bateu ponto na região, intensificando- se a partir de 1989 com a lei 7.805, que acabou com a garimpagem livre ao condicionar a exploração à obtenção de permissões de lavra, numa tentativa de regulamentar a profissão. O cerco apertou ainda mais há cinco anos com a Operação Carbono, de repressão ao contrabando de diamantes em Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia – principais estados produtores.

A GOIVA DESLIZA à superfície do ribeirão: “É preciso ciência para achar diamantes porque eles têm manias” (à direita, a igreja de Grão Mogol)

“Parou tudo”, afirmam, cada um a sua vez, Idalvo de Jesus Andrade (seu Ida), Belmiro Luiz do Nascimento e Antônio Pádua Oliveira Neto (Toninho), de Diamantina; e Clarindo Francisco de Oliveira (Totôca), da comunidade do Alegre de Baixo, e Mário Batista Corrêa (seu Marão), ambos de Grão Mogol, referindo- se tanto ao garimpo tradicional, conduzido manualmente, quanto à “bomba”, sistema de dragagem a motor, mais produtivo e impactante, do ponto de vista ambiental, adotado em larga escala atualmente – os procedimentos habituais de extração e lavagem do cascalho exigem remoção de quantidades consideráveis de terra.

“A gente é bicho em extinção”, afirma seu Ida, de 55 anos, talvez o único garimpeiro do Alto Jequitinhonha a persistir com a goiva – espécie de enxada de cabo comprido com uma caixa metálica côncava no lugar da lâmina para conter o cascalho puxado do fundo do rio. Ele explica, orgulhoso, que a goiva não pode ser jogada aleatoriamente. A caixa tem de deslizar na superfície até determinado ponto, examinado anteriormente com a “vara de sondar” e só então afundar. Depois, basta puxar devagar, depositar o material recolhido no terno (conjunto de três peneiros: o grosso, o meão e o fino, de acordo com o calibre de cada um) e “bater” um a um, nessa ordem, para separar os seixos e concentrar os possíveis diamantes no meio. Então, emborca-se a peneira numa banca de apuração. Agora, é só aguçar os olhos. Mais pesados do que o cascalho e a areia, o ouro e o diamante concentram-se no “pretume”, no fundo da bateia ou da peneira, faiscando à luz do sol – por isso os garimpeiros também são chamados de faisqueiros.