segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Cunha e o Código de Mineração

Cunha e o Código de Mineração



 
O mundo mineral brasileiro já cansou de tanto esperar pelo abominável “novo” Código de Mineração. A mineração e a pesquisa mineral brasileira nunca estiveram tão esquecidas por um governo. Por anos o código tramita e NUNCA é votado penalizando a sociedade, os municípios e o País.

Quando todos imaginavam que a votação iria ocorrer e que a versão de Leonardo Quintão já estava enxuta e aprovada pela maioria, ficamos sabendo, com profundo aborrecimento, que existe mais um entrave à aprovação do código: o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Cunha, ainda no ano passado, resolveu criar mais uma comissão.

Como sabemos já existiram dúzias de comissões e de reuniões que levaram ao texto final de Quintão. Por que mais uma comissão?

Alguns acreditam que se trata de mais uma forma de se locupletar, de extrair dinheiro dos mineradores interessados e de exercer poder dentro da Câmara.

Sendo essas hipóteses verdadeiras ou falsas o fato é que o notório Cunha, já nos seus estertores, conseguiu paralisar a mineração brasileira mais uma vez. Da mesma forma como ele atrasa o País com sua estratégia egoísta.

O desrespeito com o setor e com a sociedade brasileira é a marca registrada desses políticos e deste governo.

Segundo Quintão “ não há mais nada a debater”, mas Cunha se manteve irredutível.

Infelizmente o rompimento das barragens da Samarco veio, indiretamente, fortalecer a posição do já infame Presidente da Câmara.

Era tudo o que Cunha e seus pares queriam: uma nova brecha para rever o hiper-remendado Código de Mineração.

A desgraça de uns em Mariana é a alegria dos deputados que irão se beneficiar de mais uma lucrativa comissão especial.

E a sociedade brasileira? Para os excelentíssimos políticos que a representam...o povo pode continuar esperando. Afinal, esses “ senhores” não conseguem olhar além do próprio bolso.

Descoberta em Juína a maior mina de diamantes do Brasil

Descoberta em Juína a maior mina de diamantes do Brasil


O Estado de Mato Grosso deve manter o título de maior produtor de diamante do País. Isso porque foi descoberta no município de Juína, localizado a 724 quilômetros de Cuiabá, a maior mina do mineral no Brasil. A cidade mato-grossense, líder na produção do mineral, vai aumentar ainda mais sua capacidade no setor.

A reserva está avaliada em US$ 350 milhões, e concentra um total de 14 milhões de toneladas de minério de diamante industrial com teor de 0,5 quilate por tonelada, o que representa um depósito de 7 milhões de quilates. A pesquisa na região de Juína e a descoberta da jazida foram feitas pelo grupo canadense Diagem Internacional Resource Corp. Segundo informações do gerente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Amóss de Melo Oliveira, a produção de diamante em Mato Grosso foi de aproximadamente 500 mil quilates em 2001. Em todo o País a produção chegou a 700 mil quilates.

Segundo ele, a reserva descoberta em Juína se destaca de várias outras no Estado por ter diamante encravado na rocha-mãe, o qual deve ser explorado por indústrias especializadas e com máquinas apropriadas. Apesar de ser de difícil exploração a jazida é realmente viável, prossegue ele. "Existem centenas de corpos kimberlíticos (rochas que dão origem aos diamantes) descobertos em Mato Grosso, em Minas Gerais, em Rondônia e no Maranhão, mas nenhum até agora havia apresentado viabilidade técnico-econômica", informa o especialista em diamantes do DNPM.

O especialista explica que a produção de diamante no País está em baixa devido à sua vocação original. Ou seja, o mineral é proveniente, na sua maioria, de atividade garimpeira. "Houve a diminuição com o fortalecimento das ações dos ecologistas, que impediu um pouco a forma de exploração garimpeira", complementou. Justamente por esse motivo a exploração da jazida de Juína vale a pena, pois a atividade que deve ser instalada no local é diferente da tradicional.

A reserva descoberta em Mato Grosso pode revitalizar também o valor de comercialização da pedra regional. Segundo Oliveira, apesar do Estado ser o maior produtor do mineral, o preço do diamante mato-grossense ainda é inferior ao de outros mercados, devido à qualidade do produto. Enquanto o diamante de Juína é vendido a US$ 25,00 o quilate, em outras regiões o preço pode atingir até US$ 120 o quilate. Essa realidade pode mudar.

Em entrevista concedida a um jornal de circulação nacional, o gerente-delegado da Diagem no Brasil, José Aldo Duarte Ferraz, disse que o estudo de viabilidade da jazida está pronto e o plano de aproveitamento da lavra deve ser concluído até janeiro do ano que vem. "O DMPN só poderá comentar sobre o período que a jazida vai começar a gerar lucro depois que receber o plano de aproveitamento econômico da empresa, que tem o prazo até o ano que vem para entregar o documento", finalizou Oliveira.

A Diagem anunciou que vai investir US$ 8 milhões para explorar a jazida de Juína. Inicialmente, a usina de beneficiamento vai processar 20 mil toneladas de minério de diamante por hora.
 

Novas jazidas de diamantes no Brasil

Novas jazidas de diamantes no Brasil

Oito especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia, mapearam e identificaram dezenas de novas áreas potencialmente ricas em diamantes no País, especialmente no Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará.
Essa iniciativa faz parte do projeto Diamante Brasil, cujas pesquisas de campo começaram em 2010. Desde então, os geólogos visitaram cerca de 800 localidades em diversos estados, recolheram amostras de rochas e efetuaram perfurações para descobrir mais informações sobre as gemas de cada um dos pontos.
O ponto de partida para as expedições foi uma lista deixada ao governo pela empresa De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes que prestava serviços para o Brasil na área de mineração. Neste documento, constavam as coordenadas geográficas de 1.250 pontos, entre os quais muitos kimberlitos*. Apesar das informações sobre as possíveis localidades dessas jazidas, não havia detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras, impulsionando o trabalho de campo dos geólogos.
O objetivo principal dos pesquisadores era fazer uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no território brasileiro, visando atrair investimentos de mineradoras e eventualmente ajudar a mobilizar garimpeiros em cooperativas. Essas medidas podem trazer um aumento na produção de diamantes em território nacional e coibir as práticas ilegais relacionadas a essas pedras preciosas.
Atualmente, o Brasil conta principalmente com reservas dos chamados diamantes industriais e de gemas (para uso em jóias). Os de gemas são os que fazem girar mais dinheiro, considerando que um diamante desses pode ser vendido em um garimpo do Brasil por R$ 2 milhões. Já o valor da pedra lapidada pode chegar à R$ 20 milhões.
Os detalhes dos achados ainda são mantidos em sigilo. Com o fim do trabalho de campo, os geólogos do Diamante Brasil darão início à descrição dos minerais encontrados e as análises das perfurações feitas pelas sondas. A intenção dos pesquisadores é divulgar todos os dados em 2014.
*O que é um Kimberlito?
De acordo com Mario Luiz Chaves, doutor em geologia pela Universidade de São Paulo e professor adjunto da UFMG, kimberlitos são rochas hibridas, ígneas ultrampaficas, potássicas e ricas em voláteis, com origem a mais de 150km de profundidade e que chegam a superfície por meio de pequenas chaminés vulcânicas ou diques. Normalmente, os diamantes são encontrados neste tipo de rocha. Confira uma foto:

Os cinco maiores diamantes lapidados do mundo

A obra Diamante: a pedra, a gema, a lenda, de autoria do professor doutor Mario Luiz Chaves e do doutor em engenharia de minas Luís Chambel, aborda aspectos geológicos e de mineração relacionados aos famosos minerais e traz diversas curiosidades para os leitores. Abaixo separamos uma lista baseada no livro com dados sobre os maiores diamantes do mundo e fotos incríveis de cada um deles.
1)    Cullinan I
Essa pedra foi encontrada em 1905 na África e recebeu o nome de Cullinan em homenagem ao dono da mina, Thomas Cullinan. É considerado o maior diamante já encontrado e pesa 3.106 quilates. Atualmente, adorna o Cetro do Soberano, propriedade real da Inglaterra.
2)    Incomparable
O Incomparable, ou Imcomparável, tem uma história curiosa: foi encontrado em 1984 por uma garota em uma pilha de cascalho próxima à mina MIBA Diamond, no Congo. Considerado inútil pela administração da mina, o cascalho foi descartado com a pedra, e a menina acabou descobrindo o segundo maior diamante bruto do mundo, com 890 quilates. O corte do diamante gerou 14 gemas menores e o Incomparável, um diamante dourado com 407,48 quilates.
3)    Cullinan II
O Cullinan II, conhecido como Pequena Estrela da África, foi encontrado no mesmo ano e local que o Cullinan I. Com 317.4 quilates (63.48 g) é o terceiro maior diamante lapidado do mundo, e foi colocado na coroa imperial, também pertencente à realeza da Inglaterra.
4)    Grão Mogol
Encontrado na Índia em 1550, pesa 793 quilates. A pedra deu nome a um município em Minas Gerais. O paradeiro atual desta preciosidade é desconhecido.
5)    Nizam
O Nizam é o diamante mais antigo desta lista e foi descoberto na Índia em 1830. A pedra tem 227 quilates e já adornou coroas e joias reais (Elizabeth). Atualmente ninguém sabe ao certo qual foi o seu último destino.

O Negócio Joalheiro e a Ética como Diferencial Competitivo

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O Negócio Joalheiro e a Ética como Diferencial Competitivo


Há quem defina o conceito de ética como sendo a faculdade de abrir mão de interesses próprios em prol dos alheios.  A definição faz sentido quando pensamos que, ao longo do processo civilizatório, o ser humano progressivamente migrou de uma ética particularista, marcada pelo respeito aos laços familiares, para uma ética universalista, de respeito às normas impessoais e universais que viabilizam a vida em sociedade.
Ao contrário da lei posta, cujo cumprimento é suscetível de ser exigido pela autoridade de plantão, o comportamento ético tem uma dimensão que extrapola o código civil. Ao omitir informações relevantes sobre um determinado produto, um corretor de imóveis ou um vendedor de automóvel, por exemplo, pode não estar, necessariamente, descumprindo a lei, mas estará infringindo o código de ética da profissão, estará burlando a essência daqueles valores que dignificam uma sociedade moderna e civilizada.
O comportamento ético vem ganhando evidência no mundo moderno onde o direito e os interesses difusos da sociedade se tornam cada dia mais relevante. Questões como sustentabilidade ambiental, responsabilidade intergerações -como a previdência social, a superação da desigualdade social e o repúdio à corrupção estão na agenda das pessoas comuns. Alinhada com esses novos desafios está a conduta ética que mira o bem comum, as relações estáveis e não o imediatismo do ganho fácil.
No nosso negócio da joalheria, os princípios abstratos da ética e da moral são colocados à prova diariamente. Na garantia do teor do ouro, na autenticidade e origem da gema, na qualidade do produto e na idoneidade da operação comercial o aspecto ético está presente o tempo todo.
O empresário preocupado com a sustentabilidade do seu negócio deve buscar no compromisso ético, na transparência de suas operações e na orientação do seu cliente o seu diferencial competitivo. Com esta conduta ele irá fidelizar e conquistar a confiança do consumidor.
A conduta de respeito às normas legais e de combate às transgressões requer ações tanto do Estado quanto da sociedade civil. A globalização, o avanço da economia digital e a crescente colaboração entre os órgãos de controle praticamente acabaram com a privacidade e com o sigilo das operações comerciais (vide as novas medidas da Receita Federal do Brasil nesta edição). O Estado, para o bem ou para o mal, está se defendendo. E a sua empresa? Você está refletindo sobre a sustentabilidade do seu negócio a longo prazo? Está preocupado com sua imagem no mercado? Tem procurado fidelizar o seu cliente agindo com relação a ele de uma forma ética e transparente?

CIRCUITO DOS DIAMANTES

CIRCUITO DOS DIAMANTES



Caminho dos Escravos - Foto: acervo SETURIgreja do Serro - Foto: Prefeitura MunicipalCom a descoberta do primeiro diamante nas lavras de ouro no Arraial do Tijuco (atual Diamantina), em 1714, essa região cresceu significativamente, a ponto de ser considerada um Estado dentro de outro Estado. Tamanha riqueza gerou fabuloso patrimônio histórico-cultural. Hoje, o roteiro reúne belezas arquitetônicas, arte e passeios ecológicos. Tudo isso embalado ao som de clássicos barrocos, serestas e 'vesperatas'.
A magia da escrava Chica da Silva e a musicalidade de JK dotaram não só Diamantina, Patrimônio Mundial da Humanidade, como todo o Circuito de encantamento sem igual. A contemplação das obras do homem e da natureza leva ao equilíbrio.
Compõem este percurso os municípios de Couto de Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Gouveia, Presidente Kubitschek, Santo Antônio do Itambé, São Gonçalo do Rio Preto, Senador Modestino Gonçalves e Serro.
DIAMANTINA
Lisboa está em festa, os sinos tocam, Te-Deums são celebrados, congratulações chegam dos vários reinos europeus, incluindo os cumprimentos do Santo Padre. Qual a razão para tanto júbilo? São  as pequenas pedras de carbono puro que foram encontradas na distante colônia. Diamantes! Extremamente valorizados na Europa, eram de suma importância para  aumentar a riqueza do Reinado de  D.João V. 
Vista parcial da Cidade - Foto: Haroldo CarneiroTendo como referência  o Pico do Itambé, diversas bandeiras cortam a região do Jequitinhonha em busca dos metais preciosos. Entre as serras de Santo Antônio e São Francisco havia um local  formado pelo pequeno afluente do Rio Grande, o  Vale do Tijuco, que revelou-se como um excelente local para mineração do ouro. O pequeno arraial  que acabou  surgindo, por volta de 1713, com a bandeira de Jerônimo Gouvêa, no local  conhecido como Burgalhau, não se diferenciava  das centenas de povoados que surgiram no início do século XVIII, na Capitania das Minas. A população se dedicava à mineração do ouro.
Os primeiros diamantes que transformariam radicalmente a vida do arraial somente foram encontrados no período de 1719 a 1722. Autoridades locais não  noticiaram de imediato a fabulosa descoberta  à Coroa Portuguesa. Quase 10 anos haviam se passado e, só após a insistência de alguns mineradores de participarem  os achados, é que o Governador D.Lourenço de Almeida fez o comunicado de que as preciosas pedrinhas tinham sido encontradas. Diamantes! 
Passadas as celebrações, a resposta  de Lisboa veio de imediato: a Coroa impôs as primeiras medidas de controle sobre a região dos diamantes, através de Regimento datado de 26 de junho de 1730, com a instituição da cobrança do quinto, o lançamento da capitação sobre cada escravo empregado na mineração diamantífera, a anulação das concessões de datas e a proibição  da exploração do ouro da região, precauções essas que visavam garantir o poder real sobre a nova riqueza. (Barroco 16). Esse era o começo de uma administração totalmente inédita  na colônia. Em 1734, foi criada a Intendência dos Diamantes que, com um regime próprio, altamente fiscalizador, rígido, arbitrário e r epressivo,  isolou  a área do restante da capitania.
Na década de 40 inicia-se o Sistema de Contratos que vigorou até 1771. Foi o período de maior produtividade do Distrito. Em 31 anos, os números oficiais atingem a soma de 1.666.569 quilates. Em 1771 o Marquês de Pombal  designa  para o distrito um novo tipo de administração: a Real Extração. O diamante, a partir de então, seria explorado pela própria  Coroa Portuguesa. Para isso, foi criada uma junta administrativa  com poderes absolutos  que tinha seus atos respaldados por  um  instrumento legal - o Livro da Capa Verde. Esse nome é devido ao regulamento ter sua encadernação em couro marroquino verde. O Livro era tão  abominado pela população Tijucana que, quando fundou a Real Extração, já no Segundo Império, o documento foi queimado em praça pública.
Passadiço - Foto: Prefeitura de DiamantinaEnquanto os arraiais da Capitania ganhavam título de Vila já na década de 10, do setecentos, o  Distrito Diamantino manteve-se como arraial só conseguindo o título de Vila em 1831, passando a chamar-se Diamantina. Nesse período, os intendentes já não eram tão poderosos e as lavras foram franqueadas. Mas, com a descoberta dos diamantes na África do Sul, em 1867, a decadência na mineração  foi inevitável.
A segunda metade do século XIX trouxe novos desafios e novos rumos para Diamantina. A agricultura se torna importante e o comércio, que já se mostrava desenvolvido no século XVIII devido ao isolamento do Arraial,  teve um expressivo crescimento comparado até mesmo ao do Rio de Janeiro. Diamantina passa a ser pólo comercial e centro de referência para todo o Jequitinhonha. Já havia, então, obtido o título de cidade em 1838.
Dessa trajetória, nasceu um extraordinário patrimônio cultural que, merecidamente, hoje é  Patrimônio Cultural da Humanidade. Autêntica e  excepcional,  tanto nos atrativos histórico-culturais e naturais, quanto pelo seu povo.