domingo, 20 de dezembro de 2015

Quais as pedras preciosas mais caras

Quais as pedras preciosas mais caras

Quais as pedras preciosas mais caras
As pedras preciosas, ou gemas, são desde o início dos tempos um dos minerais mais apreciados e desejados, pelas suasbonitas cores e efeitos óticos que as tornam verdadeiros tesouros. É impossível ficar indiferente a uma pedra preciosa bem lapidada, dá vontade de a ter nem que seja para colocar na estante e ficar a admirá-la por longos períodos. No que se refere ao valor comercial das pedras preciosas, este está susceptível a oscilações, no entanto há uma seleção de gemas que se têm mantido no topo por muito tempo, sendo consideradas objeto de desejo de muitas pessoas, sobretudo por mulheres e joalheiros. 
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  • 1. Diamante vermelho


    O Diamante vermelho é a gema mais rara do mundo, uma das razões pelas quais, além do seu brilho e cor impressionantes, é também considerada a mais cara. Especula-se que existam apenas cerca de 25 verdadeiras gemas destas, cujo valor ronda os 5 milhões de reais por quilate, podendo diminuir caso o seu tom de vermelho arroxeado não seja tão intenso. A sua extração localiza-se na Austrália, no entanto são encontrados pouquíssimos exemplares por ano e a maioria deles não ultrapassa os dois quilates. O mais caro alguma vez vendido foi o Argyle Phoenix (o da imagem), de 1,56 quilates, com o valor de 4,5 milhões de reais.
    Imagem: brecorder.com
    1. Diamante vermelho
  • 2. Serendibite


    Originária do Sri Lanka e da Birmânia, esta gema de coloração azul esverdeada escura é extremamente rara, existindo apenas 3 exemplares lapidados a nível mundial, todos rondando os 0,50 quilates. As duas primeiras foram encontradas por D.P. Gunasekera, um especialista em pedras raras, e compradas a um professor suíço. Atualmente as gemas de serendibite são vendidas a cerca de 4 milhões de reais por quilate. Da sua composição invulgar e complexa fazem parte o alumínio, cálcio, magnésio, oxigênio e silicone.
    Imagem: jewelsdujour.com
    2. Serendibite
  • 3. Garnet azul


    A gema garnet surge em várias cores tais como púrpura, laranja, amarelo, verde, castanho ou até mesmo sem cor. No entanto a mais rara de todas é a azul, encontrada durante o ano de 1990 em Madagascar, o que faz dela a garnet mais cara, atualmente valendo cerca de 3 milhões de reais por quilate. Depois disso também já foi descoberta na Rússia, Turquia e Estados Unidos. Devido aos altos níveis de vanádio na sua composição, a cor da garnet azul, que na verdade é um azul esverdeado, muda para roxo na presença de luz incandescente, o que a torna ainda mais especial e cativante.
    Imagem: sedagems.com
    3. Garnet azul
  • 4. Grandidierite


    Descoberta pela primeira vez nas montanhas do Sri Lanka, pelo explorador francêsAlfred Grandidier que lhe deu o nome, esta gema foi confundida com uma Serendibite. Atualmente é encontrada em Madagascar e vale cerca de 226 mil reais por quilate. A Grandidierite apresenta uma composição de magnésio, alumínio, borossilicato e ferro, sendo que este último elemento é o responsável pela sua cor verde azulada, que também se pode revelar esbranquiçada sob a luz.
    Imagem: howtobeads.com
    4. Grandidierite
  • 5. Painite


    Até ao ano de 2005 só se conheciam apenas 18 exemplares lapidados desta pedra preciosa, fato que a manteve durante alguns anos no Guiness Book of World Records como a gema mais rara do mundo. No entanto, mais recentemente, várias Painites foram encontradas na Birmânia, o que fez com que ela abandonasse essa posição. Esta pedra foi descoberta em 1950 por Arthur C.D. Pain, mineralogista e negociante de pedras preciosas, e caracteriza-se pela sua cor vermelho amarronzado, que apresenta várias matizes consoante o ângulo em que é observada. Atualmente está a valer entre 115 mil e 135 mil reais por quilate.
    Imagem: jewelsdujour.com
    5. Painite
  • 6. Musgravite


    O nome desta gema deve-se ao local onde foi encontrada: Musgrave, na Austrália, em 1967. Mais tarde outros exemplares foram encontrados na Gronelândia e Madagascar, no entanto não com a mesma qualidade dos dois encontrados no Sri Lanka em 1993. Esta gema surge em algumas cores, das quais as mais predominantes são o verde e violeta e os seus principais elementos são o magnésio, berílio e alumínio. É facilmente confundida com uma Taaffeite e apenas o espectroscópio Micro-Raman as pode distinguir com exatidão. A Musgravite chega a tingir os 79 mil reais por quilate.
    Imagem: pinterest.com
    6. Musgravite
  • 7. Jadeíta


    Esta aparente simples pedra verde e opaca está atualmente a valer cerca de 45 mil reais por quilate. Existem algumas fontes que referem erroneamente que ela rende mais de 3 milhões de dólares por quilate, mas esse dado baseia-se na venda em leilão em 1997 do colar Doubly Fortunate do qual fazem parte várias jadeítas. Esta gema apresenta-se em diferentes tons de verde e quanto mais intensa for a cor, mais cara ela se tornará. É considerada mística por muitos, é originária da Guatemala e também já foram encontrados alguns exemplares na Califórnia.

    7. Jadeíta
  • 8. Rubi


    Esta gema toda a gente conhece, mas provavelmente poucos sabem que, na verdade, ela se trata de uma safira vermelha. É uma pedra preciosa extremamente cara devido à sua popularidade e raridade de bons exemplares, valendo cerca de 33 mil reais por quilate. O rubi mais valioso encontrado até hoje tem o nome dePigeon-Blood e caracteriza-se pela particularidade de ter uma ligeira tonalidade de violeta. Atualmente são produzidos rubis artificiais que se vendem por valores mais baixos que os verdadeiros.

    8. Rubi
  • 9. Diamante


    Conhecido por ser a gema mais dura à face da terra, o diamante partilha o mesmo valor comercial que o rubi: aproximadamente 33 mil reais por quilate. Esta pedra preciosa não é tão rara quanto a maioria presente neste artigo, mas é sem dúvida a mais popular ao longo de toda a história. É conhecida por ser incolor e transparente, no entanto por vezes surge também noutras tonalidades, sendo essas sim raras, sobretudo se forem vermelhas - o maior diamante vermelho tem o nome de Moussaieff, pesa 5.11 quilates e foi encontrado em Alto Paranaíba, no Brasil, em 1990 por um fazendeiro.

    9. Diamante
  • 10. Turmalina Paraíba


    Também em Paraíba, no Brasil, foi encontrada pela primeira vez uma gema muito valiosa, que ficou conhecida como Turmalina Paraíba. As Turmalinas são encontradas um pouco por todo o mundo, no entanto esta, também chamada de Neon Turmaline devido ao seu azul vívido, alcançou o preço mais alto, sendo avaliada em 27 mil reais por quilate. A nível mundial existem apenas 5 minas onde se pode encontrar esta gema, sendo que três delas se situam em Paraíba.

    10. Turmalina Paraíba
  • 11. Berilo Vermelho


    Também chamada de Bixbite ou Esmeralda Vermelha, esta gema que agora vale aproximadamente 22 mil reais por quilate, foi descoberta por acidente em 1904 pelo mineralogista Maynard Bixby, quando este procurava por urânio. Existem poucas minas de onde ela é extraída, mas a mais conhecida situa-se em Utah, nos Estados Unidos, onde ocorreu um fenômeno vulcânico que a originou. À semelhança do que acontece com as Esmeraldas, quando o Berilo Vermelho é lapidado revela veios no seu interior que tornam cada exemplar único.
    Imagem: johndyergems.com
    11. Berilo Vermelho
  • 12. Alexandrita


    Esta gema mineral muda de cor consoante a luz que incide nela, o que a torna numa das mais fascinantes e caras em todo o mundo, valendo aproximadamente22 mil reais por quilate. Foi encontrada pela primeira vez na Rússia pelo filandês Gustaf Nordenskiold e o seu nome surge em homenagem ao Czar Alexandre II desse país. É especialmente popular na China e o Japão e atualmente é encontrada nos Montes Urais na Rússia e no estado brasileiro de Minas Gerais, mais concretamente no município de Antônio Dias.

    12. Alexandrita
  • 13. Esmeralda


    Famosa pela sua cativante cor verde, esta gema foi encontrada durante anos com relativa frequência, no entanto a maioria delas surge com inclusões, o que faz com que apenas raros exemplares sejam realmente valiosos. Atualmente um bom exemplar de Esmeralda translúcida ronda os 18 mil reais por quilate. É uma das pedras preciosas com maior dureza, situando-se entre 7.5 e 8.0 na escala da Mohs eé principalmente explorada na Colômbia, podendo também ser encontrada no Brasil, Rússia e Zimbábue.

    13. Esmeralda
  • Outras pedras preciosas caras


    A lista de gemas raras e caras prolonga-se, no entanto neste artigo preferimos dar destaque apenas às treze primeiras. Além dessas sucedem-se as seguintes, de valores abaixo dos 10 mil reais:
    • Benitoite: de cor violeta e encontrada sobretudo na Califórnia, EUA, o seu preço ronda os 7 mil reais por quilate.
    • Poudretteite: descoberta pela primeira vez no Canadá, esta gema de tom rosa ronda também os 7 mil reais por quilate.
    • Demantoide: variedade em cor verde da pedra Garnet vale cerca de 4.500 reais por quilate.
    • Opala preta: com um espectro de cores fascinante, esta gema é encontrada sobretudo na Austrália e vale aproximadamente 5 mil reais por quilate.
    • Taaffeite: semelhante à Musgravite mas menos valiosa, o seu preço ronda os 4 mil reais.
    • Jeremejevita: uma bonita gema de tom azul translúcido descoberta em 1883 na Rússia. Vale cerca de 4 mil reais por quilate.
Conselhos
  • Neste artigo as gemas estão apresentadas segundo o seu valor no mercado, da mais cara para a menos cara. No entanto esses valores todos os dias estão sujeitos a oscilações, o que significa que ao longo do tempo elas poderão tornar-se mais ou menos valiosas em relação umas às outras.


Novo relógio de US$ 18 mi da Jacob & Co. tem 260 k de diamantes

Novo relógio de US$ 18 mi da Jacob & Co. tem 260 k de diamantes






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Este nem foi o relógio mais caro apresentado no Baselworld deste ano, mas o chamado “Billionaire” (“bilionário”, em tradução livre) gerou tanto interesse quanto com seu preço de US$ 18 milhões. Não é a toa o novo relógio da Jacob & Co. resplandece com 260 quilates de diamantes.

O que faz esse relógio tão especial são os mínimos detalhes que dão a magnitude da peça. “Foi um projeto de dois anos em que nós tivemos de cortar e combinar cada pedra, não foi apenas um trabalho de atenção, mas também de forma, profundidade e polimento”, explica Jacob Arabo, joalheiro dono da marca. “Foi preciso muito esforço para alcançar a uniformidade. É um desafio. É preciso graduar a pedra perfeitamente, tudo tem que combinar.”

A fixação especial das pedras no espaço de 58 mm x 47,5 mm merece menção especial. Cada pedra com a forma de uma pirâmide invertida é colocada em uma corrente de ouro branco 18 quilates para garantir a invisibilidade da junção das pedras.

O Billionaire foi apresentado com o empresário Flavio Briatore, dono da Billionaire Couture. Arabo afirma que a marca de roupas masculinas foi uma inspiração para o relógio. “Desde o primeiro momento que a ideia surgiu na minha mente eu sabia que iria nomeá-lo de Billionaire. Meu amigo Flavio ficou encantado com a ideia de fazer parte do projeto e dar o nome do relógio.”

Como convém a um relógio para um bilionário, há apenas uma peça feita. No entanto, Arabo afirma que não existirá apenas um, mas cada relógio será uma peça única.

TAPAJÓS POLUÍDO DE NOVO? NOTÍCIA DE ONTEM, NOTÍCIA DE HOJE

TAPAJÓS POLUÍDO DE NOVO? NOTÍCIA DE ONTEM, NOTÍCIA DE HOJE

Este rio continuará assim, limpo e bonito, se a agressão dos garimpos semimecanizados repetir o que fez há 30 anos, quando até as praias de Alter do Chão perderam o branco, tornando-se amareladas? E o possível efeito das hidrelétricas projetadas? É ameaça de todo lado...
Foto: MD

Algumas notícias começam a aflorar dando conta de que o rio Tapajós volta a ser atacado maciçamente pelo desvario da garimpagem semimecanizada. Como ocorreu há 30 anos, incontáveis toneladas de barrancos são desmanchadas pelos fortes jatos d'água na zona garimpeira dos municípios de Itaituba, Jacareacanga e Tarirão, despejando a lama grossa e avermelhada nos rios e igarapés tributários do Tapajós. Se tamanha agressão se repetir agora, como parece já estar, com a chegada de ondas de migrantes para a região, a tragédia se somará aos prováveis efeitos danosos que poderão vir das cinco usinas hidrelétricas projetadas para a bacia do Tapajós. 
Garimpeiros desmanchando barrancos que viram lama e caem nos rios
 (Foto: Oldair Lamarque)
No dia 20 de dezembro de 1987 o jornal O Liberal publicou reportagem minha, da qual republico aqui um trecho. Naquele momento, o rio Tapajós chegou a mudar de cor, com a lama infestando o seu curso de quase 2 mil km, desde as proximidades de suas nascentes até a foz, diante de Santarém, passando por Alter do Chão cujas prias ficaram tingidas de lama, assim como todas as praias belíssimas do grande rio.

Naquela fase, eu fiz dezenas de reportagens e centenas de notícias sobre tamanha agressão que era produzida não somente pela lama, mas também pelo despejo maciço de mercúrio em toda a bacia do Tapajós, causando gravíssimas doenças, pois o mercúrio, usado para amalgamar o ouro, é o mais venenoso dos metais pesados existentes na natureza.
A situação começou a se reverter a partir do governo Collor, com a retenção da poupança, coincidindo com uma forte retração dos preços do ouro no mercado internacional. E o Tapajós foi, ao longo de 15 anos, retomando a sua coloração natural, mista de tons azulados e esverdeados, dependendo da época do ano e da claridade do sol.
Potentes dragas reviram os leitos de rios e igarapés
Tudo aquilo pode se repetir? Informações ainda por confirmar indicam que o rio, nas imediações da cidade de Itaituba, já estaria mudando de cor, tornando-se amarelado. Se comprovado, o desastre recomeça, e desta vez pode ser fatal.

A seguir, trecho da reportagem de 1987, na verdade a primeira de uma série que teve como título geral "Poluição, tristeza e morte nos descaminhos do ouro", com a qual ganhei o meu primeiro Prêmio Esso, cobiçada premiação a jornalistas brasileiros. Leia a seguir:

Mercúrio - o desastre já começou 

“... Produzam as águas répteis animados e viventes (...) Deus criou os grandes peixes e todos os animais que têm vida e movimento, os quais foram produzidos pelas águas segundo a sua espécie. E Deus viu que isto era bom” (Gênesis).

“... A terça parte das águas converteu-se em absinto e muitos homens morreram por causa daquelas águas, porque se tornaram amargosas” (Apocalipse).

O homem se confunde com a lama enquanto usa a beteia para recolher as fagulhas de ouro, com a ajuda do mercúrio que se impregna no corpo dele (fatimamissionaria.pt) 

O interior da Amazônia está sujo. A poluição chegou ao âmago das fontes de vida do “pulmão do mundo”. Ao longo das grandes veredas Transamazônica e Santarém-Cuiabá o volume de poeira é tamanho, que em certos trechos é quase impossível imaginar que ali possa existir vida humana. Há quatro meses sem chuvas, logo mais todo aquele pó penetrante se transformará em intermináveis lamaçais só comparáveis às cenas do filme que mostra a escravidão dos hebreus no Egito. Como na época dos faraós, a tristeza e o desânimo estão estampados no rosto das pessoas, cujas roupas e os corpos estão tão sujos quanto o chão que pisam e o ar que respiram.

Nos núcleos populacionais as águas servidas misturam-se à poeira fina. Os igarapés vão minguando e muitos já desapareceram. Das queimadas vem o forte cheiro da mata em chama e a fumaça traça no horizonte a mancha cinzenta da falta de perspectivas que redunda no abandono dos lotes e no prosseguimento de uma marcha sem destino que fatalmente levará aos garimpos da região ou às periferias não menos imundas das cidades mais próximas. Embora nem sempre miseráveis, no sentido da pobreza absoluta, milhares e milhares de brasileiros atraídos pelas falsas promessas de uma colonização “à la diable” e pela ilusão do ouro nos garimpos de Itaituba, estão chafurdando na imundície de uma fronteira que não mostra sinais de futuro e dias melhores.

A garimpagem, a grande e tortuosa oportunidade para homens e mulheres desesperados e sem alternativas na atividade agrícola, é hoje a mais aterrorizante fonte de uma poluição ainda mais perversa e devastadora. Toneladas incontáveis de barrancos já rolaram para dentro dos rios e igarapés cujos leitos já foram revirados pelas dragas. O rastro da destruição já mudou a cor de muitos cursos d’água, matou-lhes a vida, contaminou seus peixes, afetando rios maiores como o médio Tapajós, cujas águas estão hoje totalmente descaracterizadas, turvas. Um grande esgoto em formação.

Ao lado da poluição física dos rios, desce a avalanche mortífera resultante do derrame e da vaporização de toneladas de mercúrio, o mais venenoso dos metais pesados, empregado na garimpagem como meio para juntar as fagulhas do ouro no fundo das bateias e que depois será queimado, na separação dos dois metais. Estima-se que, nos últimos dez anos, com o empobrecimento de antigos veios aluvionares, mais mercúrio vem sendo empregado, chegando a superar, em volume, o ouro extraído. “Por cima”, como se diz na região, a média pode estar entre um quilo e um quilo e 200 gramas de mercúrio para um quilo de ouro.

A serem aceitáveis as estimativas sobre o volume de ouro extraído anualmente dos quase 300 centros maiores de garimpagem de Itaituba, infere-se que, de 1983, até agora, algo em torno de 250 toneladas de mercúrio foram disseminadas nas águas e no solo (no mundo, são empregadas 10 mil toneladas de mercúrio na mineração, na indústria e nas atividades agrícolas). No vale do Tapajós a mineração vem de 1958. Na verdade, não existem dados sobre a contaminação no interior da Amazônia. Mas já se sabe que a contaminação existe, que é grave, volumosa e seus efeitos começam a ser detectados cientificamente.

É certo que hoje uma parte da população dos municípios de Itaituba, Aveiro e Santarém está comendo peixe contaminado pelo metilmercúrio, o veneno decorrente das transformações químicas que o metal sofre após a manipulação, embora a fauna, como um todo, não esteja ainda afetada em níveis superiores ao que suporta o organismo humano. Contradizendo a opinião de muitos que ainda teimam em afirmar que “esse negócio de poluição é coisa da cabeça de ecologista”, um exame laboratorial realizado na semana passada revelou que um tucunaré, capturado no Tapajós, perto de Santarém, apresentava contaminação mercurial, embora em níveis aceitáveis, segundo parâmetros estabelecidos em alguns países desenvolvidos.

Há menos de um mês, outro exame efetuado em cinco amostras de peixes capturados um pouco acima de Itaituba, revelou que a carne de um pirarucu apresentava 1.088 ppb (partes por bilhão) de mercúrio, isto é, mais que o dobro do aceitável para consumo humano, que é de 500 ppb, conforme a literatura a respeito do assunto, existente em outros países. O problema ainda é muito pouco pesquisado no Brasil, mas é aceito o princípio segundo o qual nos peixes contaminados é encontrada uma variação que pode ir de 10% a 80% de metilmercúrio, a forma mais perigosa do mercúrio, capaz de devastar o organismo humano .

Ex-garimpeiro relembra exploração do ouro

Ex-garimpeiro relembra exploração do ouro


Pedro Muniz durante a extração de ouro no leito do Rio Madeira

As lembranças da “época do ouro” permanecem vivas na mente de centenas de ex-garimpeiros que seguiram do Nordeste para o Norte do país nos anos 80. Foi às margens do Rio Madeira, na região de fronteira com a Bolívia, que muitos acreditaram e empreenderam seus esforços na busca por metais preciosos. Apesar desse ciclo ter sido praticamente extinto na região, o retorno da extração em Serra Pelada traz de volta a discussão sobre a vida nos garimpos e o que restou do que foi conquistado nessa época.
Pedro Muniz, hoje com 75 anos, faz a principal descrição sobre o garimpo. “Eu vi dinheiro e muito sofrimento”, relata. A data exata de ingresso na atividade não foi esquecida: 28 de junho de 1986. O ex-garimpeiro, que até então mantinha uma atividade comercial em Iracema, interior do Ceará, saiu sem a família em busca do ouro daquela região. Sem instrução e orientação adequada sobre o manejo da atividade, ele é mais um dos que se lançavam e disputavam espaço com centenas de homens e mulheres que tinham a mesma finalidade: acumular riquezas.
O ouro foi descoberto no leito do Rio Madeira em meados dos anos 80, e junto com a cassiterita, eram os principais produtos de Rondônia, atraindo garimpeiros de todo o Brasil. Estima-se que em 1987 haviam cerca de 600 dragas e 450 balsas extraindo ouro no local. Eram processos extrativos rudimentares, admitindo-se perdas em torno de 50%. A estimativa é no ano de 1987 a produção na região fosse da ordem de 8.000 toneladas. Mas já no início dos anos 90 essa produção entrou em declínio, estando hoje praticamente interrompida.
A criminalidade, a prostituição, a malária e as condições subumanas das moradias no local são algumas das lembranças de Pedro Muniz do garimpo. “Muitos andavam armados, às vezes durante a noite eu ouvia tiros, pessoas morriam”, cita. E a sua esposa complementa. “A ganância dos garimpeiros era muito grande”, diz. As lembranças dos sintomas da malária também não foram esquecidas. “Não lembro quantas vezes a malária voltou. Com aquelas condições, a gente não se tratava direito”, lembra.  Há relatos de que em 1988 foram registrados 278.408 casos de malária, a maior já ocorrida na região Norte e provocada pelo desequilíbrio ecológico e social com a extração.
A história de Pedro Muniz se confunde com a de muitos outros ex-garimpeiros que hoje veem como quase nulo o legado daquela experiência. “Eu conheci um amigo paraibano que conseguiu tirar 22 kg de ouro em uma semana e hoje vive na miséria”, relata. Perguntado sobre o que restou do ouro que ele extraiu da região, Pedro brinca. “Não sei para onde foi, não sei o que eu fiz, só sei que acabou”.
A exploração do ouro em Rondônia, a exemplo de outras regiões do país, ocorreu de forma predatória e com alto impacto ambiental. As maiores heranças são: erosão do leito e das margens do rio, contaminação das águas e da cadeia alimentar pelo mercúrio, p

Pedras Preciosas no Brasil


O Brasil é um país muito rico em pedras preciosas. As mais presentes nessa região são o diamante, opala, água-marinha, esmeralda, alexandrita, ametista, ágata, citrino, topázio e turmalina.
Os garimpos são muito conhecidos e numerosos por aqui, o que faz de nosso país um dos maiores produtores de pedras preciosas do mundo, em se tratando de quantidade, variedade e qualidade.
O que faz com que nossas regiões sejam ricas dessas gemas é o fato do território brasileiro ser repleto de superfícies de rochas pré-cambrianas, com vários cortes de pegmatitos e rochas metamórficas.  
Durante 141 anos, o Brasil liderou a produção mundial de diamantes. Atualmente, encontra-se em 5º lugar no ranking de produção mundial de diamante bruto, segundo pesquisa do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).
A opala é bastante encontrada no Piauí, principalmente na região da Serra dos Matões. A água-marinha pode ser encontrada em diversas regiões, fazendo com que o Brasil seja o maior produtor mundial dessa espécie de gema.
A esmeralda, desde a década de 80, também tem sido bastante encontrada, o que fez com que o Brasil se tornasse, desde essa época, um dos maiores fornecedores dessa pedra. A maior região de garimpo da esmeralda está no município de Carnaíba, na Bahia.
A alexandrita, uma das pedras preciosas mais valiosas, foi descoberta em Minas Gerais, no município de Malacacheta. A partir dos anos 70, o Brasil se tornou um dos maiores produtores dessa gema.
A ametista, bastante encontrada na região sul do país, também faz com que o Brasil leve o título de maior produtor da espécie de gema. Uma cidade do Rio Grande do Sul, Ametista do Sul, foi até batizada com o nome da pedra.
A ágata foi descoberta em jazidas na Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Minas Gerais. O citrino, topázio e a turmalina também são gemas encontradas em em bastante quantidade no Brasil.