quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Garimpeiro amador acha pepita de ouro gigante no valor de R$ 645 mil

Garimpeiro amador acha pepita de ouro gigante no valor de R$ 645 mil

Foi desenterrado em cidade onde corrida do ouro já dura 162 anos

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Dimensão da pepita aumentou seu valor no mercado
Dimensão da pepita aumentou seu valor no mercado
Um garimpeiro amador no Estado australiano de Victoria surpreendeu especialistas ao encontrar uma pepita de ouro de 5,5 quilos.
homem não identificado, que usava um detector de metais portátil, encontrou a pepita na quarta-feira, enterrada da cidade de Ballarat.
valor foi estimado em mais de 300 mil dólares australianos (cerca de R$ 645 mil).
Especialistas locais afirmam que a prospecção de ouro na região é comum há décadas, mas que, até então, nenhuma descoberta semelhante havia sido feita.
'Sou um prospector e negociador há duas décadas e não me lembro da última vez que uma pepita de mais de 100 onças (cerca de três quilos) foi encontrada localmente'', afirma Cordell Kent, proprietário da loja especializada Ballarat Mining Exchange Gold Shop.
Corrida do ouro
'É extremamente significativo como um espécime mineral', acrescentou Kent. 'A corrida do ouro por aqui já dura 162 anos, e Ballarat continua produzindo pepitas. É sem precedentes.'
Um vídeo exibindo a pepita que tem um formato de ''Y'' foi postado no YouTube na quarta-feira pelo usuário TroyAurum.
O dono da loja especializada afirma que a pepita estava enterrada, mas que o garimpeiro usou um detector de metais ultramoderno, o que possibilitou que ele a encontrasse a uma profundidade considerável, em uma área em que prospecções já foram realizadas várias vezes no passado.
O ouro atualmente é comercializado na Austrália a cerca de 1,6 mil dólares australianos (cerca de R$ 3,4 mil) por onça, o que significa que a descoberta valeria cerca 283,2 mil dólares australianos (cerca de R$ 600 mil), mas a sua raridade e o fato de que a pepita pesa bem mais do que um quilo encarece o valor.
Antes de encontrar a pepita gigante, o garimpeiro amador só havia feito pequenas descobertas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Brejinho, capital das ametistas

Brejinho, capital das ametistas



Um lugar do sertão onde não há desemprego, onde os moradores respiram prosperidade. A riqueza vem da terra. Não a de plantar, mas a terra que esconde uma preciosidade. O povoado de Brejinho é a capital nordestina das ametistas. Para extrair o minério, o homem desmancha montanhas, rasga rochedos, arrisca a vida. Em um garimpo a céu aberto, a ametista está sendo encontrada no fim de uma ribanceira com mais de 70 metros.Só quando se chega perto do local de extração é que se percebe que essa é uma aventura um tanto perigosa. O problema não é a profundidade – o trabalho é a 70, 80 metros da superfície. O risco está na fragilidade da descida. A impressão que se tem é de que a madeira dos degraus pode quebrar em uma pisada.Nem o calor sufocante de 38 graus tira a disposição dos homens. São oito horas, às vezes dez, trabalhando sem parar, no rastro da pedra lilás.
O garimpeiro Fiel Macedo Ribeiro começou a trabalhar quando era garoto. Hoje, aos 71 anos, ainda tem força para perseguir a sorte. É o garimpeiro mais experiente da área. "A cor escura e a pedra lisa indicam boa qualidade. Quando não é de boa qualidade, ela não dá espelho. A boa pedra brilha mais", explica o garimpeiro.Uma caçamba sobre trilhos transporta tudo o que garimpeiros extraem da rocha. O cascalho é jogado no riacho. É o que eles chamam de rejeito. Mas o que é lixo para uns é dinheiro para outros.
Erlan da Conceição Batista é jogador profissional de futebol, atacante da Catuense, time que disputa o Campeonato Baiano. "Quando o campeonato fica parado seis meses, dou um jeitinho de ganhar o pão de cada dia. São seis meses jogando futebol e seis meses pegando ametista. O futebol dá mais dinheiro", diz Erlan.Sem contrato para este ano, Erlan vai se virando na beira do riacho, catando pedra. “Com um saco, faço R$ 80”, conta ele.
Aventura arriscada é descer na mina subterrânea. Os dormentes dos trilhos servem de escada. Uma escorregada pode ser fatal. Os garimpeiros trabalham a 80 metros de profundidade. Com picaretas, eles vão descobrindo o minério. As ametistas aparecem nas camadas de terra entre as rochas."Tem pedra de até um metro", revela o garimpeiro Tibério Lima Gondim.
Tibério não pode se queixar da sorte. Ele descobriu o rumo das pedras. As ametistas saem do garimpo separadas em lotes, prontas para o mercado. São vendidas na região mesmo, em sacos de 30 a 35 quilos. É um negócio no escuro, como dizem os garimpeiros. O comprador não pode escolher.
"Porque tem pouca pedra e muito comprador”, explica Tibério. “Tudo o que se produz é vendido."
Para vender a produção, os garimpeiros criaram uma cooperativa. O lucro é dividido entre eles, em partes iguais. “Um saco é vendido por R$ 3 mil”, conta Tibério.Para o comprador, o negócio é também vantajoso. Um homem, que não quis ser identificado, com medo de assalto, comprou um saco lacrado.
"Neste lote tem seis quilos de ametista. Eu vendo por R$ 1 mil o quilo”, revela o comprador. “A boa pedra é escura e limpa”, avalia ele.
Pelos telhados novos das casas, se percebe que o dinheiro dos garimpos está sendo investido também em reformas, construções. Quem estava fora da terra voltou. O povoado dobrou de tamanho nos últimos três anos. Em Brejinho, a ametista fez a vida melhorar.

Diamante 'perfeito' é leiloado por US$ 22 milhões em Nova York

Diamante 'perfeito' é leiloado por 
US$ 22 milhões em Nova York

Peça foi aperfeiçoada por mais de um ano; leilão durou três minutos.
Diamante é a definição de perfeição, segundo chefe de joalheria.

Modelo apresenta anéis com diamantes de 100 quilates e 25,59 quilates que serão leiloados pela Sotheby's nesta terça-feira (Foto: Tyrone Siu/Reuters)
Um diamante "perfeito" de 100 quilates, originalmente extraído na África do Sul, foi leiloado nesta terça-feira (21) por US$ 22,1 milhões em um leilão que durou apenas três minutos em Nova York, anunciou a casa Sotheby's.
A casa de leilões tinha avaliado a gema, que pesa 100,20 quilates, em entre US$ 19 mi e US$ 25 mi e chamou a pedra de "o maior diamante perfeito, com um corte clássico de esmeralda, nunca antes leiloado".
Descoberto nas minas da De Beers na, África do Sul, o diamante foi cortado, polido e aperfeiçoado por mais de um ano para se tornar a estrela do leilão de 370 lotes de joias promovido pela Sotheby's.
O comprador participou do leilão por telefone, mas quis manter o anonimato, segundo a Sotheby's.
A casa de leilões exibiu a joia no Oriente Médio em duas ocasiões - em Doha e em Dubai -, alem de em Los Angeles, Hong Kong, Londres e Nova York, numa tentativa de atrair o interesse do mercado antes da venda.
A Sotheby's disse que apenas cinco diamantes de qualidade comparável e de mais de 100 quilates foram vendidos em leilão. O mais caro foi arrematado por US$ 30,6 milhões em Hong Kong, em 2013, em um leilão organizado pela mesma casa.
Gary Schuler, diretor de joias da Sotheby's em Nova York, se referiu à pedra como "a definição de perfeição".
"A cor é mais branca que o branco, livre de qualquer imperfeição interna e é tão transparente que só pode ser comparada a uma lagoa de água congelada", descreveu, antes da venda.

O fim da mineração?

O fim da mineração?






Se existe um fato que todos da área mineral muito bem sabem é que a mineração mundial precisa, urgentemente, se reinventar.

As notícias que vemos na mídia global são alarmantes.

Muitas minas estão produzindo no prejuízo e não poderão continuar por mais tempo.

Grandes empresas amargam prejuízos imensos que se acumulam nos últimos anos. Somente neste primeiro semestre de 2015 os lucros da Rio Tinto, Glencore e Anglo caíram mais de 30%. Já os da BHP superam os 50%. Os produtores menores, por serem menos diversificados, sofrem bem mais.

Projetos, minas e mineradoras estão começando a fechar as portas em todos os cantos do planeta. Eles já não mais conseguem atuar com a qualidade esperada e de mocinhos passaram a ser considerados pela sociedade como vilões.

A quebradeira é geral e a herança deixada pelas massas falidas não se resume somente ao desemprego, mas ao abandono das operações mineiras sem a devida reabilitação ambiental.

As comunidades que antes vicejavam com a mineração colhem uma contrapartida de ambientes poluídos e cicatrizes abertas de cavas abandonadas.

Com a quebra das mineradoras as comunidades e o Estado se deparam com o pior: o desemprego e a falta de renda. E, para piorar, os preços dos metais e das commodities continuam caindo, reduzindo ou simplesmente extirpando o lucro dos mineradores.

É um cenário sombrio sentido por aqueles que veem desaparecer a sua principal fonte de renda. É o caso do Prefeito de Mariana, que tem que lidar com o desaparecimento de 80% dos recursos do seu município que vinham de uma única mineradora.

Os exemplos são muitos e repetitivos.

Segundo a Standard Chartered PLc 70% da produção de níquel mundial já sai da mina no prejuízo. O mesmo ocorre com o alumínio onde 60% de toda a produção que chega ao mercado chega no vermelho, ou com o zinco, (25%) e o cobre (15%).

No caso do minério de ferro o número de empresas afetadas pode ser muito maior.

A quantidade de empreendimentos mineiros que já não mais conseguem lucrar aumenta a cada dia. Os efeitos colaterais deste megadesastre econômico são muitos. A falta de lucratividade leva aos cortes de custos que induzem a maioria das empresas a baixar a qualidade e, até mesmo demitir os funcionários mais bem pagos.

É um processo que se espirala.

Sem qualidade, sem investimentos ou manutenções, com equipes mais baratas surgem os erros que frequentemente podem finalizar a própria empresa.

É o caso da Samarco que vinha acelerando a produção ao mesmo tempo em que reduzia seus custos para poder enfrentar um mercado em recessão.

Será que o rompimento da barragem do Fundão não é um efeito colateral desta difícil situação que as mineradoras enfrentam?

O fato é que com menos investimentos e a consequente queda da qualidade aumentam as possibilidades de desastres como o da Samarco. Não somente no Brasil, mas no mundo inteiro.

Este é o momento que atravessamos: commodities em queda, empresas em crise.

Quem irá sobreviver a esta crise global?

Se você acredita que a mineração está desaparecendo pode começar a repensar.

O que move a mineração mundial é a necessidade que o homem tem de matérias-primas para poder crescer e desenvolver. Neste cenário, onde o mundo todo está crescendo (com exceção de poucos países como o Brasil) não há como extinguir a mineração.

Enquanto existir crescimento populacional a humanidade vai continuar a construir, consumir e se alimentar e, por trás de TUDO que consumimos (literalmente) existe o dedo de um geólogo e um produto originado na mineração.

O que a mineração vai fazer é se reinventar.

Veremos um gigantesco processo de falências a nível mundial. Mas veremos, também, o fortalecimento daquelas mineradoras mais eficientes, aquelas que, apesar de toda a crise, conseguem produzir com qualidade a custos competitivos.

Será o renascimento de uma mineração forte, autossustentável, com compromisso, não só com o lucro, mas com o meio ambiente e com a sociedade.

Atingir o equilíbrio entre a produção e a preservação do meio ambiente será o maior desafio futuro de todos os mineradores. Aqueles que não conseguirem se enquadrar serão declarados obsoletos e extintos.

Para os céticos que não acreditam nessas mudanças é bom lembrar a velocidade com que as coisas mudam neste mundo de comunicação global.

Esta revolução já começou. Adapte-se!!! 

Justiça congela ativos da BHP e Vale no Brasil

Justiça congela ativos da BHP e Vale no Brasil



Publicado em: 22/12/2015 


As mineradoras Vale e BHP, que tiveram seus ativos e licenças de mineração congelados, planejam recorrer.

O juiz Marcelo Aguiar Machado da 12ª Vara Federal de BH considerou que ambas são corresponsáveis pela Samarco e, consequentemente, colocou em indisponibilidade as suas licenças de mineração. Marcelo determinou, também, que as empresas devam fazer um depósito judicial inicial de R$2 bilhões, em 30 dias, para o início da recuperação dos danos causados pela joint venture Samarco.

O total deve superar R$28 bilhões.

Enquanto isso o MP continua investigando as causas do rompimento da barragem do Fundão.

Mesmo sem o término das averiguações os promotores já adiantam que houve “falhas graves” no licenciamento ambiental.

Na raiz do problema, a Samarco ainda não divulgou quais foram as reais causas do rompimento desta barragem, que ocorreu há 47 dias.

A queda de braço entre a Justiça e os causadores do maior desastre ambiental da mineração brasileira atinge um impasse. As mineradoras, ariscas, se escondem em uma cortina de fumaça. Elas tentam recorrer e emperrar o processo.

Já o Ministério Público, em sua liminar, demonstra acreditar que a Vale e a BHP estejam, realmente, tentando fugir de suas responsabilidades.

O cenário econômico futuro mostra que o pior ainda está para ocorrer.

A maioria dos analistas acredita que os prejuízos financeiros, das duas gigantes em 2016, serão simplesmente avassaladores.

Enquanto isso a população atingida, que tudo perdeu, clama por reparações que não vem.