sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Certificado Kimberley e sua importância para a joia


Certificado Kimberley e sua importância para a joia

Certificado Kimberley e sua importância para a joia

Você já ouviu falar no Certificado de Kimberley? Ele foi criado por uma grande empresa de venda e exploração de diamantes, juntamente a outros órgãos internacionais, visando certificar a origem de diamantes, a fim de evitar a compra de pedras originárias de áreas de conflito.
Diamante certificado.
Diamante certificado.
Diversos países aceitaram o acordo, comprometendo-se a apenas adquirir diamantes brutos certificados, com procedência confirmada por certificado oficial, e a recusar importações vindas de áreas de conflito. Com isso, há uma tentativa importante de romper o vínculo entre o estímulo às guerras civis, pois o acordo também visa evitar o financiamento de armas em países africanos que em guerra, e a comercialização de recursos naturais valiosos. Grande parte das exportações mundiais foi paralisada até que a lei fosse regularizada em todos os países produtores.
A importância de tal lei para a joia é a certificação de qualidade e segurança que ela traz para o comprador, já que haverá um certificado que mostra o país de origem do diamante, o qual teve sua exportação totalmente regularizada e oficializada. Além disso, as exportações são um pouco mais burocráticas, deixando ir para outros países apenas as pedras de verdadeira qualidade.
Certificado de Kimberley recusa importações vindas de áreas de conflito.
Certificado de Kimberley recusa importações vindas de áreas de conflito.
No Brasil, o certificado repercutiu de forma polêmica. Com o “processo de Kimberley”, apenas exportadores com empresas e senha no Siscomex podiam até fevereiro de 2006 realizar exportações. Para conseguir-se esse certificado, a empresa necessitava de nota do produtor dos diamantes e, então, iniciava-se uma consulta ao DNPM, o Departamento Nacional de Produção Mineral. Caso a empresa produtora estivesse regularizada, o órgão enviava a Brasília a documentação e, de lá, havia o pedido ao Banco Central para que se fosse emitido o Kimberley.
Tudo isso demorava em torno de 15 a 30 dias. Quando o Certificado chegava em Belo Horizonte, os diamantes a serem exportados acabavam sendo lacrados pelos próprios agentes do DNPM. Após isso, os diamantes eram, mais uma vez, checados e lacrados pela Receita Federal, a fim de garantir e certificar totalmente a qualidade e segurança do produto.
Entretanto, diz-se que houve um problema: o dono da maior empresa de exportação mineral do Brasil acabou que monopolizando o processo, fazendo com que outros exportadores tivessem seus pertences levados e suas empresas fechadas, garimpeiros perdessem seus empregos, entre outros.

Entenda a classificação dos diamantes por fluorescência

Entenda a classificação dos diamantes por fluorescência

Os diamantes são gemas preciosas formadas quimicamente pelo carbono.  São encontrados nas profundezas da Terra e possuem diversas características próprias que atribuem ao diamante muito valor agregado, seja financeiro ou passional.
Classificação dos diamantes por fluorescência

O que é fluorescência?
Fluorescência é a luz visível que alguns diamantes emitem quando expostos à invisível radiação ultravioleta (UV). Segundo um relatório de classificação da GIA, a fluorescência do diamante diz respeito à força, intensidade ou reação do diamante ao raio UV, que é um elemento essencial da luz do dia. A luz emitida dura enquanto o diamante é exposto à fonte de ultravioleta.
Fluorescência é comum?
Sim. Dos diamantes estudados pela GIA na última década, cerca de 25% a 35% apresentaram algum grau de fluorescência. No entanto, apenas 10% deles possuem fluorescência suficientemente forte para impactar a aparência do diamante (a fluorescência dos diamantes foram que foram classificadas como média, forte ou muito forte).
Em mais de 95% dos diamantes que exibem fluorescência, a cor vista é o azul. Em casos raros, a luz emitida pelo diamante é amarela, branca ou de outra cor.
Qual o impacto da fluorescência sobre a aparência de um diamante?
Estudos da GIA mostram que, para a esmagadora maioria dos diamantes, a força da fluorescência não tem efeito amplamente perceptível na aparência. Em muitos casos, observadores preferem a aparência dos diamantes que têm fluorescência média aos diamantes que possuem fluorescência forte.
Alguns casos raros mostram diamantes com fluorescência extremamente forte, nesses casos o diamante pode parecer nublado ou oleoso; menos de 0,2% dos diamantes fluorescentes submetidos à GIA apresentam esse efeito sobre fluorescência.
A fluorescência estrutural pode comprometer a integridade dos diamantes?
Não. Um diamante que fluoresce tem a mesma integridade de um diamante que não reage ao raio UV. Submicroscópicas substituições e ou mudanças na estrutura do diamante podem causar fluorescência, bem como impedi-la de aparecer. Nada em qualquer instância inerentemente enfraquece ou é ruim para o diamante.
"Jóia com diamantes, rubis, granadas e topázio vista em UV LW. Note-se a reacção diferenciada dos diamantes (com maior prevalência do azul), o vermelho no rubi e a ausência de reacção nas granadas e no topázio (ao centro)"

Diamantes: Entenda a classificação dos diamantes por cor


Diamantes: Entenda a classificação dos diamantes por cor

Diamantes: Entenda a classificação dos diamantes por cor

Os diamantes são pedras preciosas subdivididas em quatro categorias conhecidas como os 4cs: o carat (quilates), a cor, o corte e a claridade, conforme explicamos no post “Diamantes: Entenda a classificação dos diamantes por claridade“. No post de hoje iremos detalhar a classificação por cor.
Um diamante é mais valioso a medida em que sua cor é mais próxima ao incolor, ou seja, quanto menos cor, mais valor. Os diamantes coloridos são a exceção dessa regra, esses são valorizados pela intensidade de sua cor, já que sua beleza está no colorido natural de sua pedra.

Classificação dos diamantes por cor. (Fonte Imagem: GIA)


Para classificar a cor do diamante, a escala de gradação de cor da GIA é a mais utilizada no mercado. A organização é feita  em ordem crescente e tem seu início na letra D e término na letra Z, sendo assim, a letra D representa o diamante maisincolor.

Diamante Incolor Bruto (Fonte Imagem: Pisarro)

A distinção de  cores dos diamantes pode ser muito sutil e até mesmo profissionais treinados utilizam-se de artifícios para identificar a cor de um diamante. Para saber qual é a cor da nova pedra, os profissionais submetem  o diamante novo e uma pedra de cor já conhecida a uma iluminação controlada e a condições de visualização precisa, para assim classificar a cor da nova pedra.

Diamantes

Curiosidade

O sistema de gradação de cores da GIA, conhecido como DZ, inicia-se na letra D porque antes de sua criação, diversos outros sistemas foram criados utilizando escalas A, B, C ou 0, 1, 2, 3 ou ainda I, II, II, sem qualquer definição clara, gerando assim interpretações errôneas. Por isso, os criadores da escala de cor da GIA, quiseram iniciar a escala do zero para evitar qualquer associação com os sistemas anteriores, começando a partir da letra  D.
A escala da GIA é a que tem maior aceitação universal.

Gemstones: onde encontrar e como se classificam as pedras preciosas ?


Gemstones: onde encontrar e como se classificam as pedras preciosas ?

Gemstones: onde encontrar e como se classificam as pedras preciosas ?

Assim como nós, humanos, os animais e as plantas, as pedras preciosas, ouGemstones, também são matérias regidas pelas leis da natureza. As ações do vento, temperatura, pressão, águas subterrâneas e movimentações da superfície ajudam a formar as pedras preciosas que tanto admiramos. São necessários milhões de anos para que partes da superfície terrestre formem essa variedade de minerais e de cristais.
Existem três tipos de formação de pedras preciosas:
1. Formação magmática: são as pedras formadas pela consolidação do magma. A lava no interior da Terra sofre pressões tão grandes que se solidificam, moldando-se em cristais valiosos.
Formação das rochas magmáticas
Exemplos: diamante, esmeralda e água-marinha.
Diamante
Esmeralda
Água-marinha bruta
2. Formação sedimentar: são as pedras formadas pela sedimentação de outras rochas. Os minerais dissolvidos pela erosão dessas pedras, com a ajuda do vento e da água, formam camadas que ao evaporarem se cristalizam.
Formação das rochas sedimentares.
Exemplos: arenito, argilito e calcário.
Arenito
Argilito
Calcário
3. Formação metamórfica: são as pedras formadas pela transformação, química e física, de outras rochas. Mudanças bruscas de temperatura, pressão, deslizamentos, são alguns dos fatores que provocam a cristalização desse tipo de rocha.
Formação de rochas metamórficas e seus tipos
Exemplos: granito, quartzo e mármore.
Granito
Quartzo
Mármore

Existem também dois tipos de depósito, o primário e o secundário que são assim chamados devido à ordem que as pedras preciosas são encontradas.
1. Depósito Primário: As pedras desse tipo de depósito se encontram no seu local de origem, o que torna a retirada muito mais difícil.
2. Depósito Secundário: Já o depósito secundário é formado por pedras que foram transportadas do seu local de origem. No caso do depósito secundário, a pedra já foi transportada e, devido a isso, as pedras possuem formato mais arredondado. Existem três tipos de depósitos secundários: os depósitos em vias fluviais, os depósitos marinhos e, por último e menos comum, o depósito eólico.

Gemstones

Chama-se de  gema um mineral, rocha ou material petrificado que, quando lapidado ou polido, é colecionável ou usável para adorno pessoal em joalheria.
A distribuição das pedras preciosas pela Terra são muito irregulares. As regiões onde podemos encontrar mais pedras são a África do Sul, o sudeste da Ásia, o Brasil, a Austrália e as zonas montanhosas nos Estados Unidos.
Diamante Hope, um dos mais famosos do mundo
Pulseira de Esmeralda da Bvlgari
Água-marinha após lapidação