sábado, 30 de janeiro de 2016

Na luta pela sobrevivência as mineradoras de ouro......




 
Na luta pela sobrevivência as mineradoras de ouro estão tendo que enfrentar os seus custos de frente.

É isso ou simplesmente fechar as portas.

Até pouco tempo atrás a maioria das mineradoras apresentavam os seus AISC (all-in sustaining costs- o somatório de todos os custos, impostos, manutenções até o fechamento de mina necessários para a produção de uma onça de ouro) bem acima de US$1.200.

Com a queda dos preços do ouro desde setembro de 2011 quando o metal ultrapassou a barreira dos US$1.900 por onça a maioria destas empresas viram os seus lucros evaporar e, algumas, aquelas com AISC muito elevado, entraram no vermelho.

Desde então um dos principais focos é o da redução de custos.

O mais interessante é que quase todas as grandes estão conseguindo milagres.

A gigante Barrick, a maior produtora de ouro do mundo perdeu 40% do seu valor, somente em 2015. Este derretimento da mineradora se deve a queda dos preços do ouro e, principalmente, ao seu débito de US$3 bilhões.

A Barrick não está inerte em frente a crise. Ela está fazendo o dever de casa e vende ativos de porte, ao mesmo tempo em que faz joint ventures, reduz o débito em US$750 milhões em 2015 e, fundamentalmente diminui o seu AISC.

A Barrick está combatendo os custos religiosamente, conseguindo um AISC relativamente baixo, de US$860/oz, que a deixa bem mais competitiva.

Os acionistas estão começando a ficar satisfeitos com as medidas adotadas e os preços estão, de novo em ascendência.

Já a Kinross Gold não apresenta o mesmo colchão de proteção. A mineradora teve um prejuízo líquido de US$83,2 milhões no segundo trimestre de 2015 e viu as suas entradas serem reduzidas em 17,2% na comparação anual.

A sua redução do AISC não é tão substancial como a da Barrick.

A Kinross está tentando baixar o seu AISC médio de $1,000-$1,100 para $975-$1,025.

Entretanto, no último trimestre, o AISC ficou em US$1.011/onça. Uma redução modesta que está ameaçando os lucros futuros da empresa em um cenário de baixas.

Do outro lado mineradoras como a NovaGold Resources apresentam performances acima da média, mostrando que é possível exceder as expectativas. O AISC de sua principal mina de ouro, a Donlin , atingiu US$735/onça o que deixa a mineradora sem grandes ameaças mesmo a preços deprimidos de US$1.130/oz.

Mas nem só de custo vive uma estratégia de guerra.

Algumas mineradoras, as mais competentes, estão criando novos cenários onde irão lavrar minérios de mais alto teor, aumentando assim o valor da tonelada lavrada e contornando, mais uma vez, um cenário de preço do ouro deprimido que ninguém sabe quanto tempo irá durar...

Standard & Poor´s rebaixa a nota da Vale para BBB-

Standard & Poor´s rebaixa a nota da Vale para BBB-




A Vale foi rebaixada, mais uma vez pela S&P. Agora a mineradora está com BBB- que equivale ao último degrau antes do selo de mau pagador.

Se houver mais um rebaixamento pela S&P os papéis da Vale serão considerados junk pelo mercado.

Uma outra grande agência de ratings, a Moody´s, está estudando se rebaixa a Vale. Neste caso, pelo fato de já estar no nível inferior da Moody´s a Vale terá um rating de má pagadora...

As notícias são desanimadoras e a Vale adicionou mais uma hoje: ela não irá distribuir dividendos para economizar fundos.

Esta notícia, se aprovada na assembleia geral, atingirá a todos os acionistas que vivem dos dividendos da empresa...

Minério de ferro: Fortescue faz milagre e corta custos de produção em 73%

Minério de ferro: Fortescue faz milagre e corta custos de produção em 73%



 
A quarta maior produtora de minério de ferro do mundo a australiana Fortescue operou um milagre. Em pouco menos de um ano, pressionada pela queda dos preços e pela forte competição, ela conseguiu reduzir os seus custos por tonelada de minério de ferro para US$15,80. Apenas um ano atrás a Fortescue era, entre as quatro maiores, quem tinha os custos mais elevados: US$60/t.

Hoje a australiana consegue se equilibrar e ter lucro em um momento em que os preços da tonelada do minério de ferro voltaram a subir acima dos US$40/t.

Motivos para celebrar!

Com a notícia as ações da mineradora sobem, hoje, mais de 4% enquanto as ações da Vale caem 1,25%.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ações das grandes petroleiras em alta. Aqui no Brasil a Petrobras, uma penny stock, cai mais de 5%

Ações das grandes petroleiras em alta. Aqui no Brasil a Petrobras, uma penny stock, cai mais de 5%



 
Penny stock, por definição (SEC) são aquelas pequenas empresas negociadas na bolsa americana cujas ações têm valores abaixo de US$5.

A Petrobras, quem diria, rebaixada a má pagadora, junk, virou uma penny stock que pode valer nos próximos dias, menos do que um dólar.

É o desastre!

A ex-top 10 entre as petroleiras é uma penny stock...

Essa transição, de grande para pequena ocorreu em poucos anos quando a estatal perdeu mais de 90% do seu valor de mercado.

E a queda continua, incessante.

Somente em 2016 a empresa já perdeu mais de 30% do seu valor aproximando-se do patamar de US$1.

Hoje, pressionada pela queda das bolsas asiáticas e do barril do petróleo, a ação despenca mais de 5%, rumo aos mais baixos níveis das penny stock.

Enquanto isso as grandes petroleiras sobem: a Shell sobe mais de 5% e a Exxon Mobil mais de 2%.

É interessante observar que a Shell subiu nos últimos cinco dias 15,27%. Já a Exxon Mobil subiu 33,64% nos últimos 12 meses demonstrando que é possível crescer mesmo em momentos de crise e queda dos preços.

Brasil e Austrália supriram 84% do minério de ferro importado pela China em 2015 e se preparam para dominar em 2016

Brasil e Austrália supriram 84% do minério de ferro importado pela China em 2015 e se preparam para dominar em 2016



 
Mesmo em crise a venda do minério de ferro ainda é um dos mais importantes negócios do comércio mundial. A China está importando mais do que nos anos anteriores, beneficiando, quase que exclusivamente, as três gigantes da mineração mundial.

É a constatação do momento: os chineses compram muito, mas de poucos.

Este cenário é o resultado final da guerra do minério de ferro. As três grandes mineradoras, Vale, Rio Tinto e BHP aumentaram a produção e são os maiores beneficiários deste gigantesco mercado.

Em 2015 o trio quase quebrou no processo, mas conseguiu inviabilizar ou afastar a maioria dos competidores.

Neste ano os australianos venderam para a China 11% a mais do que em 2014 e os brasileiros tiveram um crescimento de sua exportação de minério de ferro de 12%.

Motivo para celebrar?

Nem tanto...já que este crescimento não foi suficiente para aumentar os lucros, pois a tonelada do minério de ferro, já barata em 2014, caiu 40% em 2015. Entretanto a retirada dos competidores da equação era o que essas três grandes mineradoras buscavam para se consolidar como únicos fornecedores de minério de ferro para a China.

Desta forma entramos 2016 com um verdadeiro cartel controlando o minério de ferro mundial.

Os poucos e minguados competidores sobreviventes terão que batalhar por uma fatia menor do que 20% que será, também, conquistada pelos membros do triunvirato ao longo do tempo.

Nos próximos anos a China deverá aumentar, gradativamente, as suas importações de minério de ferro enquanto as grandes mineradoras reduzem custos e aumentam a qualidade dos seus produtos.

Em breve, com a consolidação do cartel, veremos a inflexão da curva e, mais uma vez, o aumento dos preços da tonelada do minério de ferro.

Será o início de um novo ciclo.