quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A safira era conhecida na antiguidade, pelos egípcios, como “a pedra das estrelas”.

Safira
a pureza da natureza e símbolo da honestidade
A safira era conhecida na antiguidade, pelos egípcios, como “a pedra das estrelas”. Eles acreditavam que a safira estimulava a honestidade, a verdade e a justiça. Independente das suas propriedades e “poderes”, a cor e a pureza dessa pedra, tão cobiçada e apreciada quanto o diamante, despertam o desejo e o interesse dos amantes das joias.
O nome safira é derivado do termo grego sappheiros que significa “a coisa mais bela” e do latim saphirus que significa “azul”.
Era muito utilizada por reis, rainhas e grandes homens da Igreja. Cravadas em anéis, tiaras e coroas, representavam o alto grau social das pessoas que as possuíam. Ainda hoje, a Corte Inglesa exibe suas peças excepcionais cravadas com essa pedra preciosa.
A safira pertence ao grupo mineral coríndon com qualidades gemológicas. É composto, basicamente, de óxido de alumínio, com a fórmula química Al2O3. No estado natural, esse composto químico é incolor. No caso da safira, a cor azul característica se deve à presença de titânio e ferro em sua composição. Apesar do nome safira estar relacionado à essa cor, a pedra preciosa que conhecemos tem uma grande variedade de cores, devido à presença de “impurezas metálicas” em sua composição.
A safira pode ser confundida com outras pedras. Em algumas das peças utilizadas na antiguidade foram cravadas gemas como lápis-lazuli ou topázio, achando que era safira. Só por volta de 1800 que descobriu-se que a safira pertencia ao grupo dos coríndons.

De acordo com a presença de alguns elementos, as safiras podem se apresentar em diversas cores como: amarela (com baixo teor de ferro), verde (pela presença de titânio), rosa, roxa, marrom, laranja (com a presença de ferro e cromo) e a safira Padparadscha, alaranjada tendendo para o rosa salmão (com a presença
de ferro e cromo).
Quando denominada safira (sem adjetivo) se refere sempre à azul. No caso das outras cores seu nome leva sempre a cor como complemento, também são conhecidas como fancy. O coríndon vermelho se refere ao rubi, sempre.
A safira (azul) é muito utilizada, na joalheria, em anéis de noivado e em peças com designer diferenciado, principalmente por sua cor intensa e luminosa. Entretanto, nos últimos anos, a popularidade das safiras coloridas, principalmente a amarela, vem crescendo. A possibilidade de substituir o diamante, raro e caro, foi “abraçada” por inúmeras celebridades. E, como não podia deixar de ser, caiu no gosto do povo.
Nós, da Revista Joias & Design temos que concordar, são lindas! E ainda com grande potencial de vendas!
Características gemológicas
As safiras tem um elevado grau de dureza o que, consequentemente, aumenta o seu valor e a dificuldade da lapidação. Dureza - 9 Mohs. Densidade relativa - 4,0. Fratura - concoide. Transparência - pode variar de transparente a opaco e apresenta brilho (lustre) vítreo a sub-adamantino translúcido. A safira apresenta um hábito piramidal cristalizando em bipirâmides hexagonais com estriações transversais nas suas faces.
Sua composição principal é de óxido de alumínio e traços de outros elementos como cobalto, ferro, titânio e cromo, que dão as cores à gema. Além das cores já citadas ainda podem ser encontradas em cinza e preta.
As melhores safiras são da Caxemira, na Índia, mas essas minas estão esgotadas. De lá, vinham as azuis, tão procuradas. Na Tailândia, em Chanthaburi, as safiras vão do azul escuro até o verde água. Safiras australianas não são de alta qualidade, apresentam uma cor azul-água, e às vezes negra. No Sri Lanka (região de Ratnapura), há uma pedra azul clara com uma pitada de roxo. São encontradas, também, safiras coloridas e a safira Padparadscha, alaranjada tendendo para o rosa salmão.
As mais belas pedras têm preços elevados, encontradas no Sri Lanka, Vietnã e Tanzânia. Os principais países produtores são a Birmânia, Tailândia, Sri Lanka, Austrália e Madagascar. É rara no Brasil, existindo no Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Minas Gerais. O maior centro de lapidação é a Índia.

Safira branca ou leucossafira
As safiras brancas são, na verdade, incolores. Não tem a presença de elementos que podem alterar a cor. Atualmente, são muito utilizadas na joalheria, por serem uma ótima opção de substituição do diamante em anéis de noivado. Só perdem no brilho. São mais baratas que as amarelas, rosas e azuis e com ótima durabilidade. Apesar de serem raras, a demanda não é tão alta, o que dá maior acessibilidade no preço.

Safira amarela
As safiras amarelas estão em crescente popularidade e demanda. São ótimas na substituição de diamantes, como as brancas. Entretanto, sua cor especial dá um toque alegre e jovial. A cor se dá devido à presença de um baixo teor de ferro no coríndon.
Há quem diga que esta gema estimula a energia criativa e traz prosperidade. Ativa o intelecto e a ação.
Safira rosa

A cor dessa safira é devido à baixa quantidade de cromo. Se a quantidade for grande a cor seria vermelho e, então, um rubi.
Essa linha que divide a safira rosa do rubi é sempre atestada por testes gemológicos e análise da quantidade da presença de cromo.A cor rosa também está com alta demanda no mercado. Elas foram encontradas recentemente, mais ou menos 15 anos, na ilha de Madagascar, tornando-se mais abundante. Antes disso, só eram encontradas na Birmânia e Sri Lanka.
Se apresentam desde o rosa claro, intenso, até o rosa chiclete. Este último muito procurado na joalheria.
Safira violeta ou roxa

As cores violeta e roxo geralmente são confundidas mas, na verdade, são tonalidades diferentes de uma mesma cor. O roxo é uma mistura de vermelho com azul e o violeta é do roxo com branco. Essas cores são raras. Não raramente são confundidas com a ametista. As safiras violetas tem uma característica singular, pois podem mostrar mudanças na cor sob diferentes tipos de iluminação.
Safira cinza e preta
A safira preta é extraída em grande quantidade, a pedra é quase opaca. São baratas e consideradas de baixa qualidade. Pode, perfeitamente, substituir o ônix. Ás vezes podem ser de tom cinza bem escuro.
Safira laranja
Safiras laranjas também são raras, porém como sua cor não é das mais populares, seu preço também não acompanhou. Ainda no caso delas, o laranja que se compõe da mistura de cromo e ferro não é dos mais bonitos e agradáveis de se ver.
Safira verde
A cor verde das safiras é rara. É possível de encontrá-las quando as azuis e amarelas se encontram na mesma mina. A demanda dessa cor é pequena, portanto, os preços não são altos, até porque esmeraldas e turmalinas são mais fáceis de encontrar. As safiras verdes tem um tom mais escuro ou bem claros, porém com brilho intenso. Não raro, podem ser vistos traços de amarelo e azul, sob ampliação e, algumas vezes, até a olho nu.
Safira Padparadscha
Padparadscha são safiras pouco conhecidas do grande público, mas muito apreciadas por gemologistas, colecionadores e conhecedores do ramo. Esse nome veio do termo Sangalês que significa “flor de lótus”. A sua característica de cor é definida como um rosa alaranjado que pende para o salmão. Apesar de laboratórios renomados como AGTA e GIA divergirem sobre a certificação destas safiras, a maior parte delas tem esse tom e advém do Sri Lanka e, sob controvérsias, de Madagascar. São muito raras e caras, a “queridinha” das safiras.
Safira
A safira é a pedra azul mais preciosa e valiosa.
Ela se destaca dentre as outras por sua cor e brilho inigualáveis.Quando denominamos somente “safira” estamos nos referindo sempre à de cor azul. Uma das mais famosas é a “Logan Sapphire”, com uma cor azul profunda e clareza excepcional, especialmente para uma pedra de seu tamanho. Ela foi examinada pelo Instituto Gemológico da América, em 1997, que a considerou uma safira natural de cor natural, sem evidência de tratamento térmico. Recentemente foi encontrada no Sri Lanka a maior safira do mundo com 42Kg. A empresa, Guruge Gems, proprietária da pedra dividiu-a em vários pedaços e lapidou a gema de que você vê na figura, ela vale incríveis 800 milhões de dólares. Essa cor sempre foi a preferida de homens da Igreja, reis e rainhas, pois é carregada de significados espirituais e de prosperidade. 
O que é asterismo
Na gemologia, asterismo é a propriedade de alguns minerais (p.ex., a safira, a esmeralda, a granada) de apresentarem, por efeito da reflexão ou da refração da luz, a imagem de uma estrela, na safira causado por inclusões de agulha do mineral rutilo. Quando a presença desse mineral é pequena se dá um aspecto sedoso, quando é maior provoca o asterismo. Há alguns estudiosos que defendem que o rutilo não provoca o asterismo e, sim, a presença de canais ocos cruzados seguindo três direções.
As safiras que apresentam esse efeito são chamadas de safira estrela ou astéricas e seu valor depende não só do quilate da pedra, mas também de sua cor e da visibilidade e intensidade do asterismo. Recentemente, esse fenômeno está sendo provocado em safiras sintéticas o que diminuiu consideravelmente o valor das pedras naturais que o apresentam.
Para que o efeito de estrela seja perfeito, a gema deve ser lapidada em forma de cabochão ou esfera. Em alguns casos a estrela parece se mover ao girar-mos a gema. As estrelas podem ser de 4, 6 ou 12 pontas. 
Safira sintética
As safiras sintéticas, como outras gemas, não são artificiais. Essa confusão pode ser provocada por inexperiência ou traduções errôneas. As gemas artificiais não tem nenhum tipo de traço ou origem da gema natural, ou seja, ela não existe na natureza.
As gemas sintéticas, produzidas em laboratório, tem como matéria prima as gemas naturais pulverizadas, que passam por um processo de fundição e recristalização, de forma que suas propriedades são muito semelhantes às naturais e, em alguns casos, idênticas. Essa síntese só pode ser identificada por microscópios gemológicos.
Por passar por processos rigorosos e caros, as gemas sintéticas também tem valor alto, porém mais acessíveis comparadas às naturais.
Os métodos mais utilizados na síntese de safiras sintéticas são: o primeiro que é o de fusão à chama o processo de Verneuil, criado em 1902 pelo francês Auguste Verneuil, até hoje continua sendo o mais utilizado e um dos mais baratos. Neste processo utiliza-se o pó de óxido de alumínio, que é colocado em um aparelho, após a colocação, é injetado oxigênio empurrando a mistura para baixo para que encontre com o hidrogênio injetado na parte inferior do aparelho. Isso provoca uma combustão com uma chama que atinge 2000°C. O pó de óxido de alumínio sofre fusão forma gotas, que vão caindo num suporte, se resfriam e cristalizam em coríndon. Ao incluir neste processo sais de crômio, titânio, ferro, etc. obtém-se safiras, safiras coloridas e rubis.
Já o processo de fluxo baseia-se em dissolver a alumina (no caso das safiras e rubis) em um composto fundido que atua como solvente. Essa mistura é colocada em um cadinho de platina e, após, é colocado em um forno com temperatura próxima a 1.300 oC.
Já o processo hidrotermal, envolve várias técnicas de cristalização de substâncias em soluções aquosas submetidas à altas temperaturas e pressões de vapor.
Outros processos como o Czochralski e Float-zone também são utilizados. Muitas safiras sintéticas são produzidas para aplicações industriais, comerciais e tecnológicas.
Para identificar a origem natural ou sintética da gema, é imprescindível o exame das inclusões à lupa e ao microscópio. Algumas outras características como natureza e conteúdo de seus elementos-traços podem fornecer indícios dessa origem, entretanto, não são diagnósticas.
As safiras naturais costumam apresentar inclusões minerais e líquidas, bem como zoneamento retilíneo de cor. 
Tratamentos
Tratamento térmico - é utilizado para intensificar a cor natural da gema ou até modificá-la, a safira pode ficar tanto mais clara quanto mais escura. Também é usado para melhorar a clareza da pedra. São utilizadas altas temperaturas que vão de 1.500 a 1.800oC, em fornos elétricos com aplicação de oxigênio ou não. A cor final é permanente e muito estável, desde que a pedra não seja exposta novamente à altas temperaturas. 
Esse tratamento é considerado o mais natural e aceitável pela GIA e outros laboratórios de certificação, pois não há adição de nenhum componente. Esse processo “termina” a reação química das impurezas minerais que ocorrem naturalmente dentro da pedra. 
Difusão - esse processo consiste em introduzir impurezas na gema por difusão de óxidos a altas temperaturas (em torno de 1.900 oC).
Agemaéco
locada em um cadinho, misturada à óxido de titânio ou outro agente colorante em pó e aquecida à alta temperatura. A atmosfera e o tempo são variáveis. O resultado é uma fina camada muito colorida de cor estável.
Clareamento - é o uso de produtos químicos para clarear a gema ou para remover cores indesejáveis. 
Outros tratamentos como: preenchimento das cavidades, aquecimento seguido de resfriamento e tingidura, também são utilizados, porém muitos são temporários e inaceitáveis. 
Avaliação
Como nas outras gemas coradas, a avaliação das safiras é baseada na saturação e intensidade da cor, transparência, lapidação e o tamanho. Os mesmos 4C ́s do diamante que já falamos na edição no 4 da revista.
COR/COLOR - As safiras pos- suem uma ampla gama de cores e cada cor tem suas próprias variações de qualidade. Em geral, quanto mais intensa a cor e menor a quantidade zonas de distração (inclusões), mais valiosa é a gema. Para as safiras azuis a avaliação da cor é mais importante para determinar seu valor. As mais valorizadas são azuis aveludadas para azul violeta (chamado de violetish blue), em meio a tons escuros médios. A saturação deve ser tão forte quanto possível, sem escurecer a cor e comprometer o brilho.
A graduação da cor das safiras é dividida em três categorias quantificáveis: intensidade (saturação), matiz (cor) e tom (claro/escuro) especificadas pela GIA. Termos como “azul”, “azul ligeiramente esverdeado”, “azul muito ligeiramente esverdeado” são usados para descrever as tendências de cores. A nomenclatura de gradação de cor também especifica seis níveis de saturação que variam de “acinzentado” para “moderadamente forte” para “cores vivas” e, nove níveis de tom, variando de “muito muito leve” para “muito muito escuro”.
TRANSPARÊNCIA/CLARITY - O grau de visibilidade através de uma safira é conhecido como transparência, que varia de transparente a opaca, sendo a transparente a ideal, conforme classificadas abaixo:
Transparente - visualização clara e distinta de objetos através da pedra. Estes safiras geralmente tem excelente brilho apesar de eventuais inclusões.
Semitransparentes - visualização ligeiramente turva ou borrada através da pedra.
Translúcido - visualização difícil através da safira. A luz é um pouco difusa.
Semi-translúcida ou semi-opaca - uma pequena fração da luz passa através da pedra.
Opaca - quase nenhuma luz passa através da pedra.
As safiras azuis tendem a ter mais inclusões que a maioria das safiras coloridas. O termo “inclusão” é utilizado para definir características encontradas dentro de uma gema e são, frequentemente, usados para indicar que a pedra é de origem natural. As inclusões, geralmente, diminuem o valor da gema, principalmente se elas ameaçarem a durabilidade. Elas podem se apresentar de diversas formas como cristais (inclusões sólidas como pequenos grãos), seda (fibras finas de rutilo) esta, apesar de ser uma imperfeição é a preferida pois, algumas vezes proporciona um aspecto aveludado à gema, aumentando seu valor, rachaduras, impressões digitais (inclusões que tem o aspecto
CARAT/PESO - o efeito do quilate sobre o valor de uma safira varia pela cor. As safiras amarelas são relativamente abundantes em tamanhos acima de cinco quilates, porém cinco quilates de safiras Padparadscha são extremamente difíceis de encontrar. Safiras azuis, rosa, laranja ou Padparadscha que excedam quinze quilates são especialmente valiosas. Como as safiras tem uma alta densidade, uma safira de um quilate parece menor que um diamante do mesmo peso.
A safira azul do centro do anel abaixo tem 18.79 carats.
CORTE/CUT - Comparável aos diamantes, os melhores cortes ou lapidações de safiras oferecem uma relação maior de profundidade/largura.
As pedras mais profundas parecem menores,mas mostram mais cor do que se fossem cortadas em proporções normais. Elas também preservam o peso e, consequentemente, o valor da gema. Quando o corte é raso parecem de cor mais clara do que os profundos. Safiras de qualidade têm boa simetria quando vistas de perfil - refletindo a luz de forma uniforme. Como a forma ori- ginal do cristal é em forma de pirâmide hexagonal, o corte profundo proporciona melhor obtenção da cor e proporções. Os cortes são orientados de acordo com o zoneamento de cores (cores diferentes em determinadas áreas), com o pleocroísmo (diferentes cores em diferentes direções) e a claridade da gema.
A safira estrela é sempre cortada em cabochão, para exibir o asterismo. A maioria das safiras são lapidadas em formato oval, esmeralda, corte redondo e cortes de almofada. Nas lapidações mistas, o pavilhão é lapidado em degraus paralelos e a parte superior é do tipo brilhante, como no corte esmeralda, que permitem um melhor aproveitamento da gema. Atu
almente, na Tailândia, Índia ou Sri Lanka a grande maioria das safiras apresentam lapidações mistas.
Na figura abaixo você pode ver os tipos mais comuns de cortes de safiras.
Cuidados 
Devido à sua dureza, a safira não requer muitos cuidados e pode ser limpa com apenas água morna e sabão, também pode ser utilizada uma porção de amônia para seis partes de água. Use uma escova de dente para esfregar atrás da pedra, onde pode juntar poeira. Como a maioria das pedras preciosas, evite realizar trabalho pesado ou entrar em contato com produtos químicos, pois isto pode danificá-la.

Gema - olho de tigre

Gema - olho de tigre

Olho de tigre
místico e versátil
Os árabes e gregos antigos acreditavam que o olho de tigre dava
clareza de pensamento, ativava o poder pessoal e integrava o espírito com a
energia da terra. Essa gema de beleza única, ainda hoje, é muito utilizada com intuito de promover benefícios espirituais e místicos. Na joalheria,
além da beleza e mistério que a envolve, ela se destaca por sua
versatilidade de aplicação e custo acessível.
O olho do tigre é uma gema amplamente utilizada na joalheria, por sua beleza, misticismo e versatilidade. Além disso, o preço é muito acessível. Tradicionalmente, costuma ser usado em joias para comemorar o aniversário de nono ano de casamento como brincos, colares, anéis, etc. O olho de tigre associado à outras pedras em uma joia, promove rara beleza e originalidade. Pode ser usado em diferentes estilo de design, desde bijuterias, design inovadores até em joias clássicas.
 Isso mostra a versatilidade de uma gema com coloração e efeitos únicos.
O olho de tigre é da família do quartzo, formado a partir do olho de falcão, um exemplo clássico de pseudomorfismo (que é a alteração interna do mineral, porém a aparência externa se mantém como a de outro mineral).
A crocidolita, que é muito densa e com estrutura fibrosa em forma de faixas paralelas onduladas, passa por um processo de substituição por quartzo. Durante esse processo o ferro, presente na crocidolita, dissolve e mancha o quartzo, proporcionando à gema as cores que vão do amarelo ao marrom avermelhado em faixas, com brilho e aspecto sedoso. Quando o nível de ferro na crocidolita é bastante alto, a cor amarela torna-se visível ao corpo do olho de tigre, onde minúsculas partículas de limonita se espalham entre as fibras do quartzo.

Recebeu esse nome devido ao efeito Chatoyanty ou chatoiance (em português). Esse efeito óptico é causado pelas inclusões fibrosas no corpo do mineral que, quando são estruturadas em uma única direção produzem uma faixa luminosa sobre a gema, dando o aspecto do brilho de um olho de gato. Em francês chat é gato.
O olho de tigre é composto por silicato, dióxido de ferro, enxofre, manganês e traços de cromo. Suas fontes de origem são: América do Sul, Austrália, EUA, Canadá, Namíbia, Índia e Mianmar. Os tons mais quentes são mais comuns, algumas pedras raras podem se apresentar azuis (chamadas de olho de falcão), isso acontece quando o pseudomorfismo não é completo. As vermelhas são obtidas através de tratamento térmico. Algumas pedras em tons verdes são encontradas raramente. Os tratamentos não são muito utilizados. A lapidação é feita, principalmente, em cabochões, que permitem a melhor visualização do efeito chatoiance. Apresentam um brilho de seda e a superfície é suave ao toque. Este corte dá à pedra o visual do olho de um grande animal.
O olho do tigre é muito usado com ouro porque o metal destaca as belas cores da pedra.
Marra mamba

O olho de tigre marra mamba é mais um dos maiores tesouros em pedras preciosas da Austrália. É encontrado em um pequeno depósito em Ranges Hamersley, localizada no noroeste da Austrália. O depósito é a única fonte no mundo, até agora conhecida, para esta pedra ricamente colorida. O olho de tigre marra mamba ocorre em bolsões isolados em costuras de crocidolita azul, eles normalmente apresentam lindos padrões intrínsecos de hematita metálica brilhante.
Marra Mamba está relacionado ao ferro de tigre, uma rocha alterada composta de olho-de-tigre, jaspe vermelho e hematita negra.
O marra mamba tende a ter mais de uma coloração acobreada do que a maioria dos olhos de tigre, tem mais hematita. As melhores peças têm uma cor avermelhada geral.
O marra mamba é único, difícil de encontrar e muito caro quando encontrado.
Ele recebe o nome da área onde se formou, há milhões de anos, na grande formação geológica rica em ferro, da região de Pilbara. O olho de tigre marra mamba não é vendido no atacado. O proprietário da mina na Austrália vende apenas pequenas quantidades de cada vez, por um preço elevado.
Tipos de lapidação

Como já dissemos, a lapidação mais usada para o olho de tigre é o cabochão, em diversas formas como
quadrada, redonda, oval, etc., conforme você vê na figura abaixo. As formas facetadas são mais raras e utilizadas para dar um toque especial ao design das peças. As formas redondas (esferas) e os cascalhos de olho de tigre são muito utilizados em colares e brincos.

Tratamentos e imitações

As pedras olho de tigre normalmente não são tratadas ou reforçadas. Em situações específicas, o tingimento e o aquecimento podem ser usados para obter pedras mais avermelhadas ou de vários tons de marrom. Em alguns casos raros, o ácido nítrico pode ser utilizado para clarear cores muito escuras.
Quando olho de tigre é cortado e aparece um pouco de sua rocha hospedeira intacta é comercializado como “ matriz de olho de tigre”.
As imitações de olho de tigre também pode ser encontradas e, em geral, são compostas de resina, vidro ou cerâmica plástica.
Propriedades terapêuticas
Os místicos acreditam que essa gema é doadora de coragem, autoconfiança e determinação. Dizem que a pedra possui em si uma força espiritual muito grande. Auxilia quem a usa a entrar numa faixa vibracional, onde a força pessoal se alia à força divina e, com isso, a pessoa realiza e cumpre todos seus propósitos. Fortalece o aspecto mental positivamente, fazendo com que a pessoa acredite em sua força e em seu poder realizador. Acreditam que o poder da pedra está no mental e não no físico. O terço masculino, conhecido no Tibet como Japa Mala, no Oriente como Masbaha e na Grécia como Comboloi, é usado por todas as religiões para meditação, orações e pedidos de auxílio.



Jade a pedra dos deuses

Jade
a pedra dos deuses
Jade é um material usado desde os tempos pré-históricos, devido à sua dureza, era apreciado para confecção de armas e instrumentos.
Na China, seu uso fazia parte da fabricação de figuras e símbolos religiosos utilizados em cultos aos deuses. Na América Central pré-colombiana, a jade era mais valorizada que o ouro. Na joalheria, por volta do século XVII, descobriu-se que a jade era perfeita para compor adornos e acessórios.

O termo jade origina-se do espanhol “piedra de ijada”, que significa “pedra para dor do lado”. Recebeu esse nome quando os espanhóis, exploradores da América Central, viram que os nativos usavam a pedra para curar os rins. Os chineses se referem à jade como “yu”, que significa “celestial” ou “imperial”, e a tem como “pedra dos deuses”.
Na China, a jade é considerado tão preciosa que há um ditado chinês que diz: “o ouro é valioso; jade é inestimável”. Eles acreditam que ela tenha propriedades de fortalecimento da saúde e da longevidade. Os chineses frequentemente esculpem a jade em figuras tradicionais que trazem ainda mais significado, tais como dragões, que são símbolos de poder e prosperidade.

Na Nova Zelândia, a jade também tem um papel importante. Foi usada por muitos anos na confecção de armas, formões e anzóis.

Em 1863, foi descoberto, na França, que a pedra conhecida como jade é composta de duas espécies de minerais, que foram denominados jadeíta e nefrita. Como a distinção das duas é difícil, o termo jade continua sendo utilizado para as duas formas.

 A jadeíta é resistente e dura, composta de silicato de sódio e alumínio, em feltro de fibras. Já a nefrita é um silicato de cálcio, magnésio e ferro, mais resistente que a jadeíta, formada em cristais fibrosos reticulados.

Sendo mais rara, a jadeíta é mais valiosa. A jade imperial é uma jadeíta de um verde impressionante, considerada a mais valiosa.
Tanto a jade como a nefrita tem uma textura bonita, tenacidade e cores, que vão dos tons pastéis a tons intensos e terrosos e o verde mais conhecido. Na joalheria é muito utilizada e apreciada.
No passado, algumas pessoas se encantaram tanto que se tornaram obcecadas por ela.
Durante os séculos, em relatos históricos, a jade aparece com uma importante participação, pois essa obsessão inflamou guerras, como a do Imperador Chinês Qianlong que era fanático pela gema e invadiu a antiga Birmânia em busca de suas jazidas. A coleção de esculturas, peças e joias da dinastia Qin, a qual faz parte o imperador, é conhecida como uma das mais maiores e mais valiosas.

O valor da jade incentivou, também, os saques dos tesouros imperiais, por franceses, britânicos e japoneses, além de aventureiros e bandidos. Ela ainda cativou os ricos e famosos que passaram a colecionar peças com a gema -, tudo isso ajudou a levar seu preço às alturas.
E todas essas histórias geraram a ideia de um livro, idealizado por dois jornalistas - Adrian Levy e Cathy Scott-Clark, que fizeram um estudo ambicioso para mostrar a história intrigante dessa gema valiosa.

Em 1997, a “Christie” vendeu o famoso colar de jade “Doubly Fortunate” por quase 10 milhões de dólares e, em 2014, esse recorde foi quebrado com a venda do colar Hutton Mdivani, com fecho de rubi da Cartier por mais de 27 milhões de dólares.
A jadeíta apresenta um característico espectro de absorção na região da luz visível, observado através das bordas nas gemas mais opacas. Apresenta um brilho mate nas superfícies de fratura que, quando polido, se torna um brilho gorduroso.
A nefrita é uma variedade agregada fibrosa da série do mineral actinolita-tremolita, por isso sua estrutura é mais forte que a da jadeíta. A maioria delas apresenta manchas e bandas, entretanto, podem ser encontrados exemplares com cores homogêneas.
Os principais depósitos de jadeíta são encontrados em Myanmar (Birmânia), também é a única fonte da jadeíta imperial - falaremos mais sobre ela mais adiante. Há, também, minas no Japão, Canadá, Guatemala, Cazaquistão, Rússia, Turquia, Cuba e na Califórnia.
Os depósitos de nefrita são encontrados na Nova Zelândia, com muitos exemplares verdes. E, também, na China, Birmânia, Austrália, Brasil, Canadá, Zimbábue, Rússia, Taiwan e Alaska.

Variedades de jadeíta e nefrita
A jadeíta pura é branca. Tanto a jadeíta como a nefrita, devido à presença de impurezas como por exemplo, ferro e manganês, podem se apresentar em diversas cores como já citamos. As cores tendem a ser pastéis e opacas, com exceção da jade imperial, que tem um brilho especial e é translúcida ou semi transparente. As jadeítas com cores uniformes são mais valorizadas. No Ocidente, verde esmeralda, espinafre e maçã verde são consideradas particularmente valiosas. No Extremo Oriente, por outro lado, o branco puro e o amarelo com um fundo rosa claro, são muito apreciados.



Jade imperial
Tem uma cor verde esmeralda de translúcida a transparente. É a variedade mais apreciada e procurada, consequentemente, a mais cara. Essa cor vívida se dá devido à presença de cromo.É uma jadeíta encontrada na Birmânia, em Myanmar (foto lado esquerdo).
Alguns exemplares podem apresentar pequenas inclusões negras. Em relação ao tamanho, são menores, porém perfeitas.
Jade yünan
Esse é o nome chinês dado à jadeíta, devido ao nome da província chinesa pela qual a jade era importada da Birmânia (foto lado direito). São jadeítas de menor qualidade quando comparadas à jade imperial.
São encontradas no norte da Birmânia em depósitos secundários como conglomerados ou seixos rolados. Apresentam-se, também, em camadas intercaladas com serpentina.

Jade albita
Duas variedades recebem esse nome. Uma é a mescla de jadeíta com albita, é verde com manchas negras, vem da Birmânia. A outra é uma cloromelanita.
Composta de kosmoklor, uma material relacionado à jadeíta, combinada com albita, jadeíta e outros minerais. A presença de clorita, dá à ela uma cor verde profunda, com veios e pontos verdes escuros.
Também é encontrada na Birmânia.
Jade nefrita

A nefrita é constantemente chamada somente de jade. As cores são menos delicadas e puras que da jadeíta. Vão de verde escuro (com presença de óxido de ferro) aos tons pastéis (ricos em magnésio). Podem apresentar manchas, bandas ou serem homogêneas.
O tom típico da nefrita é o verde sálvia ou espinafre. O verde muito escuro aparenta ser preto.
Se as fibras da nefrita estiverem alinhadas paralelamente é possível conseguir um efeito “chatoyance” (efeito olho de gato, brilho), que não se consegue na jadeíta por sua composição granular.


Cor e Tingimento
A jade é, frequentemente, submetida à tratamentos. Pode ser branqueada com ácido para remover os pigmentos ou manchas. Esse tratamento faz com que a gema se torne mais porosa e mais propensa à ruptura, então, geralmente é feito um preenchimento das fraturas com um polímero, que melhora a sua aparência. Esse tratamento ou até um tingimento pode ser verificado com um “filtro de Chelsea” (é um filtro que foi desenvolvido para distinguir esmeraldas puras de imitações, porém é muito usado para outras gemas). Apesar de uma grande quantidade de jade ser tratada, não é difícil encontrar jades naturais.
Classificação
A indústria de jade chinesa utiliza um sistema de classificação para classificá-las, de acordo com a quantidade de melhorias que recebeu. Esse sistema é descrito em graus - de A a D:
Grau A - a jadeíta não é tingida nem preenchida, mas pode ter recebido um revestimento, é considerada estável.
Grau B - pode ter sido preenchida e branqueada mas não é tingida.
Grau C - tingida e preenchida.
Drau D - não é uma jade natural.
Lapidação e Aplicação
A jade é extremamente versátil e pode ser tanto lapidada como esculpida, até mesmo em formas intrincadas. É esculpida em uma variedade de figuras tradicionais chinesas, como Budas, cães, dragões, morcegos e borboletas mas também em formas arredondadas, geométricas, enfim, ela tem muitas possibilidades que variam de acordo com o design da peça que a utilizará. Outras opções, esculpidas a partir de seixos e cascalhos, são as miçangas, em forma de pérolas para anéis, broches e pingentes. Pulseiras inteiras também são feitas de jade. A maioria das jades são cortadas em Taiwan, China e Hong Kong.
O cabochão é uma das escolhas preferidas para jade, para os anéis, ou em esferas ou discos, para colares. Jade é ideal para homens e mulheres. Pode ser misturado com outras pedras preciosas, com ouro ou prata. Sua versatilidade é tão grande que pode ser utilizada em peças com preços acessíveis ou em peças sofisticadas e caras.
Para os homens, os itens mais populares são anéis robustos, prendedores de gravata, abotoaduras e pingentes. Para as mulheres, a jade pode ser usada como pingentes, colares de contas ou braceletes, pulseiras, anéis, brincos e, até, enfeites de cabelo. No Oriente, os pais costumam dar pulseiras de jade para as crianças.

Cuidados
A jade é um material resistente, porém, deve ser tratada com cuidado para manter seu brilho. Pode ser lavada com água e sabão neutro, deve ser bem enxaguada e seca com um pano macio. Produtos de limpeza e abrasivos não devem ser utilizados. Não deve ser usada ao fazer exercícios. E, como outras pedras preciosas, deve ser armazenada em caixas de veludo ou cobertas por um pano macio para evitar riscos.
Mitos e lendas
No período pré-colombiano, os maias, astecas e olmecas davam à jade importância maior que ao ouro. Os Maoris da Nova Zelândia entalhavam armas e instrumentos de culto acreditando no poder da gema. No antigo Egito, jade era considerada a pedra do amor, da paz interior, da harmonia e do equilíbrio. Por volta de 3000 aC, a jade era conhecida na China como “yu”, a “verdadeira jóia”. Além de usada em objetos e figuras de culto, as joias de jade eram usadas pelos altos membros da família imperial.
Hoje, a jade também é considerada como um símbolo do bem, do belo e do encantador. Na Antiguidade e na Idade Média, as pessoas acreditavam que o cosmos é refletido em pedras preciosas, atribuindo à jade as energias de Júpiter e Plutão.
No esoterismo são atribuídos à ela, poderes de cura para doenças renais, que já eram mencionados durante séculos por curandeiros e pajés.

Ametista original e sedutora

Ametista
original e sedutora
Considerada a representante mais marcante dos quartzos, a ametista sempre foi cobiçada.
A rainha Catarina, a Grande, tinha verdadeira adoração por esta gema.
Foi considerada, por muito tempo, uma pedra tão preciosa como a safira, o diamante e a esmeralda.
Hoje, pela descoberta de jazidas abundantes já não tem tanto valor.
Seu valor diminuiu - mas sua beleza sedutora continua intacta.

A variedade violeta ou púrpura do quartzo, a ametista, além de ser muito usada como pedra preciosa até o século XVIII, também tem, em torno dela, uma aura de misticismo. Muitos “poderes” são atribuídos à ela, em diversos tipos de culturas. Algumas pessoas dizem que o nome ametista vem de uma antiga crença que esta pedra protegia seu dono da embriaguez. O nome vem do termo grego “amethuskein”, onde o “a” significa não e o “methuskein” significa intoxicar. Contudo, há algumas controvérsias da origem do nome.
Sua cor vem da presença de impurezas de ferro e traços de alumínio, algumas variedades apresentam as cores por exposição à radiação. As cores variam do púrpura ou roxo claro ao escuro, sendo que as escuras com maior transparência são melhor conceituadas e, consequentemente, mais caras. Algumas podem mudar totalmente de cor se submetidas à tratamento térmico, conforme você vai ver mais adiante.


A ametista não tem uma homogeneidade de distribuição da cor. Ela aparece em fragmentos, em cantos desiguais e/ou externos. Essa característica determina, muitas vezes, o tipo de lapidação para melhor aproveitamento da gema e sua valorização. As ametistas com distribuição perfeita das cores são muito raras e, quando encontradas, têm alto preço.

A ametista é composta por uma sobreposição irregular de lâminas alternadas de quartzo, dos lados esquerdo e direito. Em consequência desta formação, a ametista pode se quebrar com uma fratura ondulada ou mostrar “impressões digitais” Alguns mineralogistas aplicam o nome de ametista a todos os quartzos que exibem esta estrutura, independentemente da sua cor.
Os cristais sempre crescem sobre uma base. Quando têm formato de pirâmides, a cor mais intensa predomina nas pontas destes cristais. Existem algumas variedades de ametista que podem apresentar faixas brancas de quartzo leitoso. As ametistas são encontradas principalmente nas crostas cristalizadas de enormes rochas vulcânicas, como o basalto.
A comercialização da ametista é abundante e com preços bem acessíveis, porém, as variedades mais bonitas e valiosas se encontram em poucos locais. Estas, tem cores mais profundas, púrpuras ou violetas. As jazidas mais importantes estão no Brasil, porém, apenas em torno de 3% das ametistas brasileiras são adequadas para serem lapidadas e utilizadas em joias. As outras são utilizadas para dar origem ao citrino e, ainda, usadas em decoração ou coleções. Outras importantes jazidas estão no Uruguai, Índia, Rússia, Sri Lanka, Madagascar e Estados Unidos. Também são produtores de ametista a Argentina, Bolívia, México, Namíbia, Zâmbia, África do Sul e Canadá.
Por apresentar tonalidades e nuances diferentes, elas costumam receber o nome do país de origem, ex. ametista brasileira, boliviana, etc.

Avaliação
Já falamos, em outras edições da revista, sobre os 4C’s de avaliação de diamantes. Apesar de ser um padrão de classificação instituído pelo GIA (Gemological Institute of America) para diamantes, ele é o mais aceito no mundo e muito utilizado para outras gemas e, ainda, por diversos laboratórios, gemólogos e peritos avaliadores. Color, Carat, Clarity e Cut em português, cor, peso, grau de pureza e corte são os 4C´s que são usados para avaliar as ametistas também. Cor - As ametistas mais valiosas tem um roxo forte puxando para o avermelhado e sem zoneamento de cor, ou seja, a cor é distribuída uniformemente por toda a pedra. Ametistas muito escuras não são tão valiosas pois há uma grande redução de brilho. A presença de tons castanhos ou bronze nas ametistas também reduzem o seu valor. Para identificar, a olho nu, alguns zoneamentos de cor, os compradores costumam colocar a ametista em uma mesa com superfície branca.
Grau de pureza - as inclusões são um dos fatores que determinam o grau de pureza da ametista. Quanto menor a quantidade de inclusões maior o valor e melhor a classificação. A maior parte das ametistas facetadas à venda no mercado não tem inclusões perceptíveis a olho nu, porém, elas estão presentes na grande maioria delas. Fraturas também são normalmente encontradas.
Peso/Tamanho - O peso dessa gema é avaliado em quilates. Assim como a maioria das gemas, as ametistas são encontradas em diversos tamanhos e calibradas em milímetros. Pedras grandes centrais são extremamente usadas e vendidas na joalheria, desde que o preço final não seja alto.


Corte/Lapidação - Como já dissemos, a maioria das ametistas são facetadas, para um melhor aproveitamento da distribuição de cor e, também, de localizar o menor número de inclusões possível. Se essas inclusões forem muito visíveis são lapidadas em cabochões pequenos ou grânulos.
Ovais, pêra, cortes de esmeralda, triangulares, marquise e almofada, são cortes bastante utilizados. Alguns arranjos e combinações de corte aparecem nessa gema como os cortes de etapa e cortes mistos facetados. Há, ainda, diversificações de cortes chamados cortes fantasia que exibem determinadas facetas côncavas - normalmente são produzidos em massa para determinadas coleções. Até esculturas de animais são feitas com ametistas. Na prática, a cor e o grau de pureza sobressaem na avaliação das ametistas. Pela alta oferta, a demanda diminui, tornando-a uma gema relativamente barata e fácil de comprar. Porém, as ametistas não caem de moda e estão sempre presentes, tanto em joias caras como em peças mais baratas.

Variedades de tons
As ametistas tem uma grande variedade de tons de acordo com o local de origem. As do Uruguai e do Arizona tem uma cor púrpura-azul profundo. As ametistas da Rússia são conhecidas como “siberian” e tem cores muito profundas com tons avermelhados e azulados. Originam-se de depósitos que já foram esgotados e, portanto, tem um preço mais elevado. A África produz ametistas com cores mais profundas que o Brasil e outros países sul-americanos. O termo ametista africana pode ser usado para designar ametistas com diversos tons ou mais escuras, porém nem sempre significa que esta é a sua origem. O Brasil, é considerado o maior produtor de ametistas, embora a maioria das ametistas brasileiras são tratadas e vendidas como citrino aquecido. Aqui as pedras estão disponíveis em todos os tamanhos e formas. As cores não são tão boas quanto as da África, mas atendem à demanda de mercado.
Tratamentos e sintéticos
O tratamento térmico pode ser utilizado para clarear a cor da ametista quando for muito escura, escurecer quando claras ou retirar inclusões acastanhadas. A radiação ultravioleta também é usada para melhorar ou alterar a cor das ametistas. Os tratamentos de fraturas raramente são feitos, em virtude da disponibilidade alta dos exemplares que não as apresentam a olho nu. O tratamento térmico causa uma expansão das inclusões, o que pode gerar fraturas na gema, ele aumenta também o efeito do zoneamento de cor.
Normalmente, as inclusões e expansões de zoneamento são usadas para diferenciar uma ametista tratada de uma não tratada ou sintética.


Quando a ametista é aquecida à altas temperaturas, em torno de 470ºC a 750ºC, as impurezas de ferro são reduzidas tendo, como resultado, o citrino aquecido. Embora este tratamento seja altamente utilizado, a cor obtida do citrino nem sempre é permanente. Falaremos mais sobre isso na matéria sobre citrino em uma próxima edição.
Ametistas sintéticas podem ser produzidas a partir de métodos hidrotermais, neste caso pequenos fragmentos de quartzo e uma solução de carbonato de cálcio, por exemplo, são colocados em um recipiente selado com alta pressão. Isso faz com que os cristais se fundam e recristalizem após o aquecimento.
 Alguns especialistas em gemas dizem que as ametistas sintéticas estão amplamente misturadas, no mercado, com as naturais, porém como os testes de identificação - no caso delas - não são muito utilizados, não se pode afirmar. Outros dizem que a oferta é tão alta que a produção das sintéticas se limita ao uso em rádios, relógios e outros aparelhos elétricos.
Propriedades terapêuticas
Antigamente a ametista era muito usada para proteger os indivíduos da embriaguez e intoxicação, daí o nome. Hoje, as pessoas usam ametistas para manter a fé, trazer a paz e acalmar o espírito. Dizem que fortalece a sabedoria e a religiosidade. Ela impede que a pessoa tenha pensamentos e ações malignas, dá sensibilidade nos negócios e boa saúde. Mulheres orientais a utilizam na testa e acreditam que ela dá energia positiva para o chakra Ajna, conhecido também por “terceiro olho”.

Cuidados
A ametista é uma pedra muito durável, porém deve-se tomar o cuidado de retirar a joia em atividades que a pedra possa sofrer riscos. É importante não expô-la à luz solar intensa por muito tempo, radiação ou luz negra. Pode ser facilmente limpa com água morna e sabão neutro, com pano macio ou escova de dentes. Ao armazenar deve-se ter cuidado para não colocá-la junto com outras pedras mais duras, pois riscos são inevitáveis. Não utilizar produtos químicos e abrasivos. O ideal é enrolá-la em um pano macio ou uma caixa forrada com tecido.

Petrobras pode perder bilhões em processo de investidores americanos

Petrobras pode perder bilhões em processo de investidores americanos




Os investidores que se sentiram enganados pela ação criminosa dos diretores se uniram para recuperar os seus gigantescos prejuízos. Na terça o Juiz de Manhattan Jed Rakoff unificou dois grandes grupos de investidores que estão processando a Petrobras.

Este processo, do tipo class-action, é a melhor forma dos investidores recuperarem grandes somas, o que é quase impossível para os milhares de investidores individuais espalhados pelo Globo.

Com isso o problema da Petrobras se agrava enquanto o rombo potencial aumenta exponencialmente.

Segundo a acusação a Petrobras escondeu propositalmente, por anos, um esquema de propina e de corrupção que subtraiu dos investidores bilhões de dólares. Ao não divulgar e/ou combater a corrupção os dirigentes da estatal fizeram os investidores acreditar que tudo estava bem na empresa, que vendia no mercado papéis com valor superior a US$100 bilhões.

Para piorar a situação da Petrobras existem centenas de depoimentos colhidos pela Operação Lava Jato que comprovam a corrupção e o esquema de propinas desde os idos de 1999.

Consequentemente estarão, também, na linha de fogo os principais executivos da Petrobras, inclusive Dilma Roussef, que aprovou em 2006, quando Presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a compra fraudulenta da refinaria em Pasadena que prejudicou a empresa em mais de 1,1 bilhão de dólares.

Na época um dos articuladores da corrupção da compra de Pasadena era o infame Nestor Cerveró, que foi acusado por Dilma de fornecer um relatório falho...

Cerveró , em documento de posse da PF, diz que Dilma acompanhava “de perto” todo o processo de compra, o que coloca a Presidente em uma situação altamente delicada que obviamente será focada pelo Juiz Jed Rakoff durante o processo.

De acordo com as leis brasileiras a presidente não pode responder por ilícito cometido antes de seu mandato...enquanto presidente.