quinta-feira, 14 de julho de 2016

Feira de Pedras, parte II.

Feira de Pedras, parte II.

Foram mais de 220 expositores vindos dos 4 cantos do Brasil, bem como Chile, Uruguai, Argentina, na esperança de colocarem no mercado suas preciosidades...


O Anel do dedo mindinho deste comerciante de pedrras , turmalina Paraiba de mais ou menos 2 Kilates, a cinco mil dolares o kilate, vale mais do que o Diamante do seu anel no dedão mais grosso. Estas turmalinas brutas que ele me aponta, em busca de quebra-liso, uma espécie de turmalina preta, que há 10 anos valiam 20 dolares o Kilo e hoje valem 1000 (mil)o kilate. . Toda vez que pergunto ao suisso que as compras, em que elas estão sendo usadas ele desconversa...Tudo que nos resta então é especular...uns acreditam que vai na turbina de avião, outros para proteger de radiação e outros ainda como mnc, acreditam tratar-se de super-condutores ou coisa que valha. Só sei que a macaca (turmalina preta quebra-liso) , foram a salvação da lavoura ....

Unanimidade entre os compradores de Stands, falta divulgação, os expositores investem e não tem o retorno que mereciam ter. Ao longo dos próximos posts, refletiremos sobre o por que da falta de interesse dos organizadores da FIPP em atrairem clientes compraodres.

Os pequenos canudos laranjas ao fundo em estado bruto são Topázios Imperiais de Ouro Preto, único lugar do mundo que tem ainda garimpo produzindo, um canudinho deste é vendido a 2 000 dolares a grama. O canudão azul céu é de água marinha e pode chegar a custar 100.000 dolares. Ao lado direito da imagem um pequeno pacotinho de 4 esmeraldas de 15 mil dolares, lote fechado ou seja as 4.
O comércio de pedras preciosas que até pouco tempo era um "Clube do Bolinha", proibido para mulheres, coisa do passado, hoje no trading para valer, colocando muitos marmanjos no bolso, como estas designers de Jóias, que são atendidas também por uma mulher.
Aqui já são as lapidadas, de preços mais em conta para montagem de Jóias, um pouco sem nitidez a foto...trata-se de: Azul clara Topázio Bombardeado, na caixa preta peridotos. Ao fundo, lilás ametistas e amarelas Topázio Rio Grande, as verdinhas olivas nos saquinhos a esquerda, crisoberilos.


Ana Paula que é vidrada em Turmalina , todas estas são. As do centro lapidadas em forma de cabochão, vermelho (Rubelita) e azul (Indicolita) e a rara de encontrar de cor laranja, apresentam um fenômeno raro em turmalinas, que chamamos pleocroismo (olho de gato), esta lista de luz branca bem no meio delas. Na caixnha branca a direita estão as preferidas da Aninha, fino gosto né minha flor? Este tom de azul único em turmalinas custam na faixa de cinco mil dolares o Kilate. O Garimpo esgotou o caldeirão e hoje tudo que se extrai, são Paraibas em formação (como frutos verdes), canudos sem cristalização. 

A Feira de Pedras Preciosas já é uma tradição em Teófilo Otoni, MG.

A Feira de Pedras Preciosas já é uma tradição em Teófilo Otoni, MG.
Expositores e compradores de todo o mundo se encontram por toda a cidade. Hotéis, praças, escritórios… todo lugar é invadido por negociantes com todo tipo de pedras. Garimpeiros que trazem pedras de coleção, maravilhosas e únicas, direto do garimpo.
Na Praça Tiradentes ficam concentrados os garimpeiros e pequenos comerciantes locais, os “cambalacheiros”, que expõem mercadorias em bancas, carros, caminhonetes e até mesmo nas mesas e bancos da praça.
Muitos estrangeiros vivem disso, chegam no Brasil, e vão para Teófilo Otoni e compram pedras raras, geralmente para coleção em museus, e revender por fortunas. Mas exportam tudo dentro da lei, " Aqui tem pedras preciosas para todo mundo e a região é calma" disse um comerciante de gemas.
Para quem gosta de pedras de Coleção, ou quer comprar pedra bruta para lapidar, é uma excelente chance de fazer ótimos negócios, comprando direto da fonte, sem atravessadores.
Pedras Lapidadas, de todos os tipos e cores, produzidas por pequenas lapidações.
Turmalina da Paraíba em Matriz de Cristal… Canudo cristalino, bicolor, tamanho grande… uma raridade!
Lote de Água-Marinha bruta
Mica com Berilo Verde , inclusão natural.

Ladrões roubam pedras preciosas de garimpeiro em Araçuai

Ladrões roubam pedras preciosas de garimpeiro em Araçuai

O garimpeiro foi rendido pelos bandidos e obrigado a entregar as pedras

Foto: divulgaçãoLadrões roubam pedras preciosas de garimpeiro em Araçuai
A policia não informou o valor das pedras, mas, segundo pessoas ligadas ao garimpeiro, elas estão avaliadas entre 30 a 40 mil

Três bandidos armados, sendo dois encapuzados e um usando boné, roubaram cerca de R$ 40 mil em pedras semi-preciosas de um garimpeiro  em Araçuai (MG), no Vale do Jequitinhonha.



O assalto foi realizado na comunidade  rural do Piaui, a cerca de 25 km do centro de Araçuai.


De acordo com informações da Polícia Militar, os ladrões chegaram pelos fundos da casa e arrombaram a porta a pontapés.

Um deles, armado com um revólver calibre 32 imobilizou o garimpeiro com uma “ gravata” .

O bando exigiu que ele entregasse todas as pedras extraídas há pouco mais de uma semana. “ Eram pedras semi-preciosas, cascalhos de turmalina”, disse um policial.


O garimpeiro, identificado como Francisco Luiz, o Chicão,  estava acompanhado da esposa que nada sofreu.A região de Araçuaí é rica em Turmalinas, Alexandritas, crisoberilos e topázios.


Após o assalto, os bandidos fugiram usando possivelmente um carro e uma moto. Uma testemunha garante ter ouvido o barulho de um veículo nas proximidades.

A moto- uma Titan Honda CG-150, placa  HDU-3348- que havia sido roubada na tarde de terça-feira, no povoado da Baixa-Quente, zona rural de Araçuai, foi encontrada na manhã de hoje ( 13/3) abandonada na altura do Km 258, da BR-367,  próximo ao local do assalto.



A Policia acredita que ela tenha sido utilizada no roubo das pedras.


Trata-se do sexto assalto em Araçuai em menos de 3 dias.

Até o momento ninguém foi preso.

MAIS VALIOSA QUE O DIAMANTE: GARIMPEIROS DE SÃO JOSÉ DA BATALHA

MAIS VALIOSA QUE O DIAMANTE: GARIMPEIROS DE SÃO JOSÉ DA BATALHA DENUNCIAM A PRESENÇA DE TRAFICANTES EM BUSCA DE TURMALINA PARAÍBA

(Turmalina Paraíba: Exclusividade nossa, mas contrabandeada)
Garimpeiros de São José da Batalha, na zona rural de Salgadinho, no Sertão do Estado, denunciam que contrabandistas de turmalina Paraíba voltaram a agir na região. Eles alegam que os ‘traficantes’ do mineral, que é considerada a pedra preciosa mais valiosa do mundo, estariam extraindo em minas clandestinas, e vendendo para estrangeiros. 
(Pedra lapidada: o grama chega a 100 mil reais)
A região é um dos recantos mais cobiçados do mundo por mineradores, grandes exploradoras e contrabandistas, atraídos pela turmalina Paraíba, que chega a custar até “100 mil reais” por grama, sendo mais cara que diamante.
A pedra, que é utilizada em joias de grifes como Amsterdam Sauer, H.Stern, Dior e Tiffany, que comercializam peças únicas por até “um milhão e meio de reais”, nunca representou desenvolvimento para a região de Salgadinho, onde a população sobrevive em maior parte, de programas sociais, como o Bolsa Família.

(Salgadinho: Pouco usufrui da riqueza do seu solo?)

Em meio ao risco de acidentes dentro das minas que possuem até 100 metros de profundidade e 40 de extensão, os garimpeiros alegam que a única coisa que sobra para eles é o rejeito (espécie de material descartado nas minas). 

(Mina: "Se arriscar é preciso")
Eles se aventuram na retirada do produto em busca de encontrar pequenos fragmentos de turmalina.
“Arriscamos nossas vidas em busca de turmalina, mas não temos sequer o prazer de contemplar uma pedra que é do nosso lugar. Trabalhamos de empregado de outras pessoas que pagam um salário mínimo para que possamos nos arriscar em busca da pedra que depois desaparece, ninguém sabe pra onde. Quem pelo menos esconder uma pedrinha, é capaz de morrer”, disse um minerador que não quis se identificar com medo de sofrer represálias.
Os garimpeiros denunciam que para mandar as gemas para fora do país os contrabandistas utilizam várias formas de escondê-las, colocando as turmalinas na língua e até em partes do corpo.
A turmalina Paraíba, considerada uma das cinco pedras preciosas mais caras do mundo, possui este nome por ter sido encontrada no distrito de São José da Batalha em 1982.

(Tão bela, tão rara e cobiçada)
De 1989 até hoje, estima-se que a exploração da pedra já tenha rendido aos contrabandistas aproximadamente 100 milhões de dólares. Os maiores compradores de turmalina Paraíba, são os japoneses, americanos e alemães.
A área possui apenas três garimpos legais.
Para que possam explorar a turmalina Paraíba, os garimpeiros precisam solicitar junto à autarquia federal, uma autorização e se responsabilizar pelo pagamento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CEFM).

(Turmalina: usar é privilégio de poucos)
Após recolher o CEFM, a União divide o valor arrecadado junto aos garimpeiros. São 65% destinados ao município, 23% ao Estado e 12% para União. No entanto, nem a Prefeitura e nem órgãos como o DNPM estariam recebendo os tributos. Apesar das denúncias de que a exploração está acontecendo, as empresas insistem em alegar que o mineral se esgotou.

Policia Federal
O delegado da Polícia Federal, Leonardo Paiva, da delegacia de combate a crimes contra o meio ambiente, diz haver procedimentos instaurados que investigam denúncias na região de São José da Batalha, mas que nunca foi possível comprovar o ‘tráfico’ de pedras preciosas.

“Não chegam até nós denúncias que ofereçam dados concretos, com os quais possamos trabalhar e comprovar o contrabando. Já foram feitos trabalhos investigativos, mas é muito difícil obter informações sobre isso. Temos procedimentos instaurados que apuram denúncias ambientais. É preciso que as pessoas que querem denunciar procurem a polícia e façam uma denúncia formal”.

Raridade


(Turmalina azul neon: "a gema das gemas")
Exclusividade da Paraíba, a turmalina de cor azul neon, a mais cara no mercado de gemas, só foi encontrada em jazidas de São José da Batalha. A raridade é explicada pela gemologia por conta da coloração incandescente de uma combinação de traços de cobre e manganês dentro da pedra.          
Nós últimos meses, os mineradores do Seridó passaram a encontrar novos indícios da existência de turmalina bicolor, com mais destaque para jazidas das cidades de Nova Palmeira, Picuí e Salgadinho.

Grupo ia multiplicar por seis investimento em diamantes, afirma PF

Grupo ia multiplicar por seis investimento em diamantes, afirma PF

O cruzamento de informações permitiu aos investigadores chegar pela primeira vez nos financiadores do garimpo

Foto de arquivo do Garimpo de Roosevelt, que fica em Rondônia, na reserva indígena Parque do Aripuanã, dos índios cinta larga (Foto: Reprodução/Facebook)
Aoperação Crátons da Polícia Federal, primeira oriunda de compartilhamento de informações da Lava Jato, desvendou umarede de financiamento da extração ilegal de diamantes no chamado "garimpo Lage" (antigo Roosevelt) que planejava investir R$ 1 milhão e estimava faturar R$ 6 milhões a cada 90 dias. O garimpo fica em Rondônia, na reserva indígena Parque do Aripuanã, dos índios cinta larga.

O delegado Bernardo Guidali Amaral, que atuou na operação, disse que o grupo tinha como planejamento investir R$ 1 milhão em troca de ter um retorno de R$ 6 milhões num prazo de 90 dias. Não há informações sobre o quanto a quadrilha faturou. As investigações, contudo, confirmam que houve a extração dos diamantes.A reserva já estava no foco da PF em Rondônia a partir de denúncias da Fundação Nacional do Índio (Funai). O cruzamento de informações permitiu aos investigadores chegar pela primeira vez nos financiadores do garimpo, uma atividade extremamente lucrativa.
Os dois nomes que ligam a Lava Jato ao esquema de extração ilegal de diamantes são o do doleiro Carlos Habib Chater, preso desde março de 2014 acusado de lavar dinheiro desviado da Petrobras; e o do advogado Raul Canal, chefe do Raul Canal & Advogados Associados, com sede em Brasília e representação em vários Estados, que teve o nome mencionado no início da investigação. Chater terá que prestar depoimento a respeito da nova denúncia.
A PF também identificou a participação de uma cooperativa e uma associação indígena na extração ilegal das pedras preciosas. Caciques cinta larga foram presos pela Operação deflagrada nesta terça-feira. Segundo o delegado Amaral, a exploração tinha três ramificações: os financiadores, os indígenas e os empresários locais.
Chater e Raul Canal estão nesse primeiro grupo. "Duas pessoas monitoradas pela Lava Jato tiveram interceptações de telefone e e-mail que mostraram estarem envolvidas com exploração de garimpo ilegal. A partir de então, se tomou conhecimento desse grupo e foi possível identificar quem estava disposto a financiar o garimpo", afirmou o delegado.Segundo ele, já se sabe que os diamantes foram retirados e levados para o grupo. "Não sabemos, contudo, o destino dos diamantes", afirmou. Investigadores disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que a relação com a Lava Jato deve-se apenas à presença de personagens em comum. Não há indícios de que os envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras tenham lavado dinheiro por meio das pedras preciosas.A Operação Crátons envolveu cerca de 220 policiais federais que cumprem 90 mandados, sendo 11 de prisão preventiva, 41 de busca e apreensão, 35 de condução coercitiva, além de três intimações para depor. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal, Rondônia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso e Pará.A Justiça Federal determinou o sequestro de um imóvel e de dinheiro encontrado nas contas de investigados para ressarcir os danos ambientais. Os investigados vão responder pelos crimes de exploração ilegal de recursos naturais, dano a unidade de conservação, usurpação de bem da União, receptação, organização criminosa, associação criminosa e lavagem de dinheiro.O doleiro Carlos Habib Chater era o dono do Posto da Torre, em Brasília, utilizado para lavagem de dinheiro, evasão de divisas e pagamentos de propinas que deu origem ao nome da operação Lava Jato.Alvo de três ações penais da Lava Jato, Chater já foi condenado em duas ações a 10 anos e três meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro. Ele ainda aguarda a sentença em uma das ações.O Estado entrou em contato com a defesa de Chater, mas o advogado disse estar em reunião e que depois retornaria. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Raul Canal.