terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Auto-estima

Auto-estima


Auto-estima é a avaliação que a pessoa faz de si mesma, envolvendo crenças, emoções e comportamento. É a capacidade que a pessoa tem de respeitar, confiar e gostar de si.

A auto-estima é formada na infância, a partir do tratamento recebido, das relações estabelecidas com os pais, uma vez que esses servem de espelho para os filhos, quanto às identificações e sentimento de afeto. É através dessa interação afetiva que os sentimentos positivos ou negativos são desenvolvidos e a auto-imagem é construída.

Sendo assim, as experiências do passado influenciam significativamente na auto-estima durante a fase adulta.

Situações de perda, bem como frustrações, decepções e o não reconhecimento por parte dos outros e de si próprio podem abalar a auto-estima.

A auto-estima baixa pode ocasionar problemas psicológicos, como depressão, ansiedade, uma vez que interfere na maneira de ver o mundo e conseqüentemente no comportamento, provocando um sentimento de incapacidade, inadequação e insegurança.

A pessoa que vivencia uma auto-estima baixa pode investir em relações de dependência, que não são produtivas, já que sente necessidade de sempre ter alguém ao seu lado.

A auto-estima influencia em tudo que se faz, na escolha de relacionamentos, na vida profissional.

A confiança em si mesmo, o respeito dos próprios limites, o reconhecimento dos valores, o sentimento de capacidade e a expressão de sentimentos aumentam a auto-estima.

Pessoas que estão com a auto-estima elevada encaram a vida de frente e superam dificuldades.

Árvore Genealógica

Árvore Genealógica

Árvore Genealógica 
Os nomes dos ancestrais mais antigos são colocados no topo e sua descendência abaixo.
A árvore genealógica é uma representação das pessoas que tiveram participação na existência de uma pessoa ou família, ou seja, é o histórico que levanta dados sobre os ancestrais dos mesmos de forma que fiquem conhecidas as conexões estabelecidas entre esses. Normalmente coloca-se o nome do ancestral mais antigo de que se conseguiu dados e, a partir desse, seus descendentes até chegar ao membro mais novo da família ou então até na pessoa que se tem interesse. 

Para montar a árvore genealógica é preciso primeiramente descobrir de onde vieram os ancestrais de uma família, o que pode ser feito buscando a origem dos sobrenomes do pai e da mãe de um indivíduo. Posteriormente devem ser anotados os seguintes dados: 

Nome completo de todas as pessoas pesquisadas; 
Data e local do nascimento das mesmas; 
Certidão de casamento, constando data e local; 
Certidão de óbito, constando data e local; 
Informações gerais sobre cada indivíduo, como profissão, escolaridade, títulos especiais, história da família no Brasil, origem do nome, do sobrenome e mais. 

É importante separar a pesquisa de cada pessoa, por exemplo, do pai, da mãe, do avô paterno, do avô materno, da avó paterna, da avó materna, dos tios, das tias, primos, primas e sucessivamente. É importante saber distinguir o que é fato e o que é fofoca familiar, pois existem pessoas que transmitem informações deturpadas sobre outras pessoas, dificultando assim o real conhecimento. 

A árvore genealógica é muito importante para as pessoas, pois através delas pode-se conhecer a origem familiar e ainda descobrir a origem de problemas, anomalias e doenças genética

Viagens no tempo são possíveis?

Viagens no tempo são possíveis?

As teorias da Física não impedem a possibilidade de viagens no tempo, mas dizer que um evento é possível não significa que ele seja executável.



Viagens no tempo são possíveis?
As teorias da Física não impedem a possibilidade de viagens no tempo.

possibilidade de viajar no tempo e reviver o passado ou conhecer o futuro sempre intrigou as pessoas e foi tema de muitos filmes e histórias em quadrinhos. Alguns filmes marcaram a história apresentando a possibilidade de viagens temporais. São exemplos os longas De volta para o futuro (1985), A máquina do tempo (2002), Camisa de força (2005), Casa do lago (2006), O homem do futuro (2011) e Interestelar (2014).
As teorias da Física não excluem a possibilidade de viagens no tempo, mas existe uma grande diferença entre a possibilidade natural e ter condições de executar um evento. Ser possível não significa ser executável.

Continuum espaço-tempo
A Física analisa o tempo como sendo uma quarta dimensão. Assim, observamos e interagimos com altura, largura, profundidade e tempo. As dimensões temporais e espaciais estão diretamente conectadas. O espaço e o tempo estão entrelaçados e englobam todo o universo, formando o chamado continuum espaço-tempo.

O tempo não é absoluto
Adota-se a ideia de que o tempo é algo absoluto, que sempre progride da mesma maneira para todos os pontos no universo. A teoria da relatividade, proposta por Einstein em 1905, mostra a relatividade do tempo para observadores em condições distintas. Assim como um objeto é percebido de forma distinta por observadores em diferentes posições, o tempo pode ser analisado em diferentes perspectivas. Um minuto marcado na Terra não é equivalente a um minuto em todos os lugares no universo.

Teoricamente existem algumas maneiras de alterar o continuum espaço-tempo e fazer com que o tempo seja percebido de forma diferente por diferentes observadores.

I. Acelerar a velocidades próximas à da luz
Ao acelerar um corpo em velocidades próximas à da luz (3,0 x 10 8 m/s), o tempo transcorrerá de forma mais lenta. A dilatação do tempo propõe que um observador em movimento com velocidade próxima à da luz sempre marcará intervalos de tempo inferiores a um observador em repouso.

II. Posicionar-se nas proximidades de um buraco negro
A gravidade pode deformar o continuum espaço-tempo e gerar alterações nas percepções temporais de um possível observador. Se fosse possível posicionar um observador próximo a um buraco negro sem que ele fosse engolido, a intensa gravidade geraria distorções no espaço-tempo de forma que o observador poderia enxergar toda a eternidade. 

A gravidade modifica o espaço-tempo.
Quanto maior a gravidade, menor será a percepção do tempo em virtude das distorções geradas no espaço-tempo.

III. Utilizar um buraco de minhoca
Os buracos de minhoca são uma espécie de funil entre dois pontos muito distantes no espaço-tempo. Ao entrar em um desses buracos, o viajante seria levado para um lugar no espaço e no tempo muito distantes. Os buracos de minhoca são possibilidades teóricas. Não existem comprovações experimentais profundas de sua existência.

Representação de buraco de minhoca.
Viajar no tempo
As viagens no tempo não ocorreriam como nos filmes, em que um portal é aberto e, como em um passe de mágica, viaja-se pelo espaço-tempo. O que realmente aconteceria seria a percepção temporal diferente para dois observadores distintos.
Imagine um astronauta que vagou pelo espaço em uma nave com velocidade próxima à da luz por um ano. Ao voltar para a Terra, referencial parado, setenta anos de sua partida teriam se passado. Assim, podemos considerar o astronauta como um viajante do tempo.
Se as viagens temporais fossem realmente possíveis, deveriam existir leis naturais que impedissem que um viajante alterasse a sua história ou que garantissem que as alterações feitas pelo viajante sempre resultassem no mundo deixado por ele.
Frente a todas as implicações, podemos entender que uma viagem no tempo é algo extremamente improvável.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Em Bangu, Eike dividirá unidade superlotada com policiais presos

Empresário ficará em cela com mais cinco detentos

O empresário Eike Batista teve a cabeça raspada antes de ser transferido para Bangu 9 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Preso na manhã desta segunda-feira no Galeão, Eike Batista foi levado para a triagem no presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte, do Rio, onde teve a cabeça raspada e vestiu o uniforme dos detentos, e no começo da tarde para a Penintenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo de Gericinó. Segundo agentes da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), após um rearranjameto promovido pela secretaria recentemente, esta unidade recebe atualmente, em sua maioria, policiais presos. Boa parte cumpre pena por crime ligados ao envolvimento com milícias.


Por não ter nível superior completo, o empresário não pode ir para Bangu 8, onde está o ex-governador Sérgio Cabral e outros presos durante as operações Calicute e Eficiência, os braços da Lava-Jato no Rio. Até por isso, a segurança física de Eike era uma das principais preocupações de seus advogados nesta segunda-feira. Não há, em Bangu 9, criminosos ligados às principais facções do crime organizado no Rio.Segundo dados do sistema penitenciário do Rio, relativos a dezembro, Bangu 9 tem 547 vagas, e tinha 657 internos, um excedente de 110 presos acima da capacidade. A unidade é para cumprimento do regime fechado, e cada cela comporta seis internos. No jargão dos agentes da Seap, Bangu 9 é chamado como cela “dos faxinas”, uma vez que a maioria dos presos trabalha na unidade, com serviços gerais.
Preocupação com integridade física
Bangu 9 é uma das unidades mais recentes do sistema do Rio, e portanto ainda tem melhor condições, inclusive de limpeza, que outras prisões. A defesa de Eike temia que ele passasse muito tempo no Ary Franco, conhecido pelas péssimas condições a que estão submetidos os quase dois mil detentos. Os advogados do empresário formalizaram junto à Justiça Federal a preocupação de que ele fosse encaminhado a uma unidade onde não tivesse a integridade física ameaçada.
No agravemento da crise nas penitenciárias brasileiras no último mês, o Complexo de Bangu não foi palco de motins ou rebeliões que culminaram em dezenas de mortes em estados como Rio Grande do Norte e Maranhão.
Fernando Martins, um dos que cuidam da defesa do empresário, esteve no Ary Franco, onde Eike permaneceu por pouco mais de duas horas para fazer a triagem.
"A integridade física é uma preocupação nossa, não por ser o Ary Franco ou outra unidade aonde ele vá", disse Martins, acrescentando que ainda não definiu uma linha de defesa para o cliente.
Ele citou a entrevista de Eike ao GLOBO, ainda no aeroporto de Nova York, para responder que seu cliente ainda não definiu se fará uma delação premiada.
"Todos viram a entrevista, ele falou em \'passar a limpo\'. No sentido de que quer prestar todos os esclarecimentos à polícia e à Justiça sobre o que é acusado".

Ações da Vale surfam na alta de preço do minério de ferro

Ações da Vale surfam na alta de preço do minério de ferro

Iniciar o ano acumulando um ganho de mais de 30% parece quase impossível. Mas foi isso que ocorreu com quem começou 2017 com ações da Vale na carteira de investimentos. O primeiro mês do ano nem acabou e esses papéis já subiram mais de 30%. Os analistas até acreditam em mais ganhos ainda a curto prazo, embora de menor intensidade, porém alertam que iniciar agora os investimentos nesses papéis embute um sério risco: uma reversão na tendência de alta do minério de ferro, principal motivo para a valorização da mineradora.
Até a última sexta-feira, as ações preferenciais da Vale tinham subido 37,5% no ano, cotadas a R$ 32,10. Isso significa que quem tinha R$ 1.000 nesse tipo de papel da mineradora no fim do ano passado já tem agora R$ 1.370 — lembrando que, ao fazer o resgate, há o recolhimento de impostos sobre os ganhos. Os estrangeiros que aplicaram nos recibos de ações na Bolsa de Nova York (ADRs, na sigla em inglês) também registram rendimentos expressivos em 2017, de 40%. Analista do setor de mineração do banco Santander, Bruno Giardino explica que a disparada de preço das ações da Vale é justificada, principalmente, pela recuperação dos preços do minério de ferro no exterior. A cotação da commodity saiu da casa de menos de US$ 40 no início do ano passado para mais de US$ 80.
— O preço do minério de ferro não para de subir, e a Vale vai junto. Há outros fatores que ajudam, como uma gestão financeira mais disciplinada da empresa, que está reduzindo seu endividamento, mas a alta do minério de ferro é o principal fator — explica.
O minério de ferro começou a subir com a sinalização de que a desaceleração na economia chinesa não seria tão brusca quanto os analistas temiam. A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) chinês foi de 6,7% no ano passado, pouco abaixo dos 6,9% de 2015. Além disso, o governo chinês sinalizou estímulos para a economia, que passam pela manutenção dos investimentos em infraestrutura, o que aumenta a demanda por aço — que é produzido a partir do minério de ferro e do carvão.
REDUÇÃO DA DÍVIDA
A interpretação é que na China há um excesso de oferta desses itens, mas, ainda assim, manteve-se a perspectiva de alta nos preços do aço, o que puxou junto os materiais básicos. No entanto, ninguém sabe ao certo até quando irá durar essa tendência, e é aí que está o risco do investimento nas ações da Vale.
— Em algum momento, haverá a reversão do preço do minério de ferro, e essa é a nossa principal preocupação. Ninguém sabe quando isso vai acontecer. Mas, enquanto não tem essa queda, o papel da Vale vai continuar indo bem — lembra Giardino, que por enquanto recomenda a manutenção do investimento no papel.
Os analistas do Citigroup concordam que a valorização do minério de ferro é causada por uma forte demanda por parte da China. Mas, enquanto a projeção para o preço da tonelada do minério foi revisada para cima para os primeiros trimestres de 2017, para o fim do ano é esperada uma queda. O valor estimado para a tonelada da commodity é de US$ 77 no primeiro trimestre, ante US$ 60 da projeção anterior. Para o período de outubro a dezembro, no entanto, a estimativa cai para US$ 53, e o preço médio para 2018 é de US$ 48.
Veja também
Apesar de esperar uma queda no preço do minério, o Citi recomenda a compra das ações da Vale, em especial por causa da gestão da empresa. Mas reconhece que há um risco nessa estratégia. “A demanda por metais continua muito dependente da China. Qualquer redução no consumo de metais por parte da China poderia estimular uma pressão de baixa nos preços e nos fluxos de caixa para a Vale”, explicaram Alexander Hacking e Thiago Ojea.
Quando se fala em gestão da Vale, o que os analistas mais destacam é o esforço que a empresa tem feito nos últimos trimestres para reduzir sua dívida líquida. Para isso, tem vendido ativos, concentrando sua operação no negócio de minério de ferro. Mas a alta dos preços do minério de ferro contribui para que a empresa não precise acelerar o seu plano de desinvestimento — e, por isso, poderá vender seus ativos a preços mais atraentes.
Ao fim do terceiro trimestre, a dívida líquida (dívida bruta menos a geração de caixa) da empresa estava em torno de US$ 26 bilhões. O objetivo é que fique entre US$ 15 bilhões e US$ 17 bilhões até o fim de 2017. Mesmo que o minério de ferro caia para o patamar de US$ 60, essa meta será atingida sem a necessidade de venda de ativos.
Na avaliação de Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset, outro fator que ajuda o cenário de alta para o minério de ferro é a economia americana. Com a posse de Donald Trump, economistas estão esperando uma aceleração dos investimentos em infraestrutura.
— Os Estados Unidos estão querendo investir muito em infraestrutura, e o apetite da China por investimentos também não arrefeceu como se esperava. Há um cenário menos negativo para a economia global, e isso favorece as commodities de uma forma geral — afirma.
IMPACTOS DA SAMARCO
Outros fatores tendem a influenciar o comportamento das ações da Vale. Um deles é o desdobramento que pode ter a catástrofe ambiental da Samarco, de junho de 2015, em Mariana (MG). A empresa é uma joint venture entre Vale e BHP Billiton.
A mineradora brasileira já fez um ajuste contábil em seu balanço relacionado ao prejuízo dessa parceria, mesmo que não esteja descartada a volta da operação da Samarco. O problema é que ainda não há um termo final de responsabilidades e indenizações, que devem resultar dos estudos dos impactos ambientais da catástrofe.
Os analistas ainda lembram que a Vale precisa renovar o seu acordo de acionistas, que vence em abril, mas que isso deve ser equacionado. Os controladores da mineradora são a Litel Participações, Bradespar, a japonesa Mitsui e o BNDES.