quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Estrutura Geológica do Brasil

Estrutura Geológica do Brasil



Estrutura Geológica do Brasil
Serra do Mar, estrutura geológica dos Escudos Cristalinos
As rochas da crosta terrestre estão em constante processo de transformação, sendo modificadas pela ação erosiva de agentes externos (chuvas, ventos etc.) e agentes internos (erupções vulcânicas e tectonismo). Esse processo ocorre há bilhões de anos e o conhecimento da estrutura geológica de um determinado local é de fundamental importância na análise do relevo e dos possíveis recursos minerais existentes.

O Brasil, por apresentar uma grande extensão territorial (8.514.876 quilômetros quadrados), possui estrutura geológica composta por três tipos distintos: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos.

Escudos cristalinos 

Responsável por aproximadamente 36% do território nacional, essa formação ocorreu no período pré-cambriano. Ela apresenta composição diferente conforme os terrenos arqueozoicos (32% do território nacional) e proterozoicos (4% do território). No primeiro é possível encontrar rochas como o granito, gnaisses, grafita e elevações como a serra do Mar. Sua formação é a mais antiga, apresentando pequena riqueza mineral. Já nos terrenos proterozoicos, há rochas metamórficas que formam jazidas minerais (ferro, níquel, chumbo, ouro, prata, diamantes e manganês). A serra dos Carajás, no estado do Pará, é um terreno proterozoico.

Bacias sedimentares 

Essa formação recobre cerca de 60% do território brasileiro. São constituídas de espessas camadas de rochas sedimentares, consequência da intensa deposição de sedimentos de origem marinha, glacial e continental nas partes mais baixas do relevo. Nesses terrenos é possível encontrar petróleo e carvão mineral, além de minerais radioativos (urânio e tório), xisto betuminoso, areia, cascalho e calcário.

Terrenos vulcânicos 

São áreas que sofreram a ação de derrames vulcânicos. Esse processo originou a formação de rochas como o basalto e o diabásio. A decomposição do basalto é responsável por fertilizar o solo, no Brasil essas áreas são denominadas de “terra roxa”.

Indústria mineira voltou a fechar no vermelho em 2016

Indústria mineira voltou a fechar no vermelho em 2016

Depois do recorde negativo, com queda de 15,9% no faturamento em 2015, a indústria mineira voltou a fechar no vermelho em 2016. Dessa vez, o recuo foi de 11,6%, conforme dados divulgados nessa quarta-feira (1) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A última vez que a atividade industrial computou resultado positivo no faturamento foi em 2011, com alta de 2,6%, conforme a economista da entidade Annelise Fonseca. “Em 2012 e 2013, o resultado ficou praticamente estável, já que a variação foi de 0,1%”, diz. Em 2014, o resultado foi de queda (-6,3%).
Annelise observa que, apesar de o faturamento ter sido negativo no ano passado, o percentual ficou abaixo da expectativa da Fiemg, que estimava recuo de 12,97%. “O problema é que foi uma queda em cima de uma base de comparação fraca, também de retração de 2015”, frisa.
Em 2016, todos os indicadores da indústria mineira analisados pela entidade foram negativos no acumulado do ano. As horas trabalhadas na produção tiveram recuo de 5%. E, com menos produção, o emprego foi reduzido em 7,1%. E diante do cenário de recessão, o rendimento médio real teve retração de 3% no ano passado.
Na divisão por setores, dos 16 pesquisados pela Fiemg, a maior parte, 11 fecharam 2016 com recuo no faturamento, sendo a maior queda registrada pelo setor de veículos automotores (-40,7%). A alta mais expressiva foi do segmento de máquinas e material elétrico (9%).
Preço do minério. O extrativo também foi uma dos poucos segmentos que conseguiram ter aumento no faturamento real (2,2%). O motivo, conforme a economista da Fiemg, foi a melhora no preço internacional do minério de ferro.
Apesar do aumento nas receitas de vendas, a produção registrou queda no ano passado. O acidente da barragem de Fundão, em Mariana, na região central do Estado, no final de 2015, explicou o recuo de 6,1% nas horas trabalhadas e de 2,4 pontos percentuais no nível de utilização da capacidade instalada da indústria extrativa do Estado.
No ano passado, a utilização da capacidade instalada (78,2%) da indústria mineira foi a mais baixa da série histórica da Fiemg, iniciada em 2003. Em 2015, a variável ficou com 82,5%. Segundo a economista da entidade, o resultado de 2016 superou o desempenho ruim de 2003 (80,6%).
Para 2017, a perspectiva da Fiemg é de crescimento de 0,96% no faturamento e 0,88% da produção da indústria do Estado.

IBGE

Produção tem queda em 23 dos 26 setores pesquisados

RIO DE JANEIRO. Apesar da melhora na produção registrada no último bimestre de 2016, a indústria registrou perdas em 23 dos 26 ramos pesquisados no fechamento do ano. A produção industrial caiu 6,6% em 2016, o terceiro ano consecutivo de retração, segundo os dados divulgados nessa quarta-feira (1) pelo IBGE. Dos 805 produtos investigados, 72,8% tiveram redução na produção. Entre as atividades, as maiores influências sobre o total nacional foram das indústrias extrativas (-9,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-11,4%).
Na direção contrária, os destaques positivos entre as três atividades que ampliaram a produção em 2016 foram os setores de produtos alimentícios (0,6%) e celulose, papel e produtos de papel (2,5%). “Tivemos o açúcar explicando o crescimento no fechamento do ano para os produtos alimentícios, e a fabricação de celulose explicando o avanço no setor de papel”, contou André Macedo, gerente da coordenação de indústria do IBGE. A produção subiu 2,3% em dezembro ante novembro de 2016.

NA FÁBRICA

Evolução da produção nacional em 2016 (em %): 
  • Bens de Capital: -11,1
  • Bens Intermediários:-6,3
  • Bens de Consumo: -5,9
  • Duráveis: -14,7
  • Semiduráveis e não Duráveis: -3,7
  • Indústria Geral: -6,6
  • Em Minas Gerais: -6,95


Fonte: OTEMPO

As empresas que mais ganharam valor de mercado em janeiro

As empresas que mais ganharam valor de mercado em janeiro

 Em termos simples, o valor de mercado de uma empresa é obtido ao multiplicar o número de ações que ela tem na bolsa pelo valor dos papéis. Em janeiro, os papéis preferenciais da Vale tiveram alta acumulada de quase 31%, enquanto os ordinários registraram ganhos de pouco mais de 25%.
A companhia foi beneficiada pela melhora das expectativas no setor, assim como o aumento do preço do minério de ferro no cenário internacional. Veja na tabela abaixo as 15 companhias que se tornaram ainda mais valiosas no último mês. Os números são de um levantamento produzido pela consultoria Economatica, a pedido de EXAME.com.


Vale - Valorizando Feb 2017

Autoriza Arpad Szuecs a comprar pedras preciosas

Senado Federal
Subsecretaria de Informações
Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial.

decreto nº 37.352, de 17 de maio de 1955.
Autoriza Arpad Szuecs a comprar pedras preciosas.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 87, número I, da Constituição, e tendo em vista o Decreto-lei nº 466, de 4 de junho de 1938,
Decreta:
Artigo único. Fica autorizado Arpad Szuecs, de nacionalidade Húngara e residente em Belo Horizonte, Capital do Estado de Minas Gerais, a comprar pedras preciosas nos têrmos do Decreto-lei nº 466, de 4 de junho de 1938, constituindo título desta autorização uma via autêntica do presente decreto.
Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1955; 134º da Independência e 67º da República.
João Café Filho
J.M. Whitaker

4 comentários:

  1. http://www.jusbrasil.com.br/diarios/3525447/pg-40-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-07-12-1983
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  2. Espetacular. O seu pai merece uma biografia. Ele viveu em grandes momentos da história da humanidade na era moderna. No Brasil, apesar dos poucos contatos que mantive com ele, me contou fatos homéricos.
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Eike Batista construiu um império ‘X’ que ruiu

Eike Batista construiu um império ‘X’ que ruiu

Sem a banca de rei Midas que manteve pelo menos durante os 10 anos em que alimentou a vaidade de poderosos e a sede de ganho de investidores, o ex-bilionário Eike Batista, hoje recluso em uma cela do complexo de Bangu, no Rio de Janeiro, retrata a imagem da ruína de um vendedor de sonhos no mercado financeiro. Uma semana depois de deflagrada a Operação Eficiência pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, que levou à prisão do dono do ex-império X, prejuízos financeiros de quem acreditou nos projetos de Eike ainda são contados.
No jargão do mercado financeiro, viraram pó as ações de 14 empresas constituídas no guarda-chuva da então EBX (iniciais do nome do fundador acrescidas do sinal da multiplicação), com mais de R$ 50 bilhões captados. Eike errou ao vender expectativas de fartas retiradas a acionistas e não entregar os bons resultados prometidos em relatórios de suas companhias, dos setores de mineração à tecnologia e petróleo. A ascensão veio num ciclo positivo da economia brasileira, a despeito da crise mundial de 2008.
No fim de 2013, a ruína estava na cara dos investidores. Não havia a terra prometida em reservas de óleo anunciadas por Eike e nem o retorno esperado de reservas de minério de ferro em Minas.
Ricardo Moraes/Reuters 26/4/12
(foto: Ricardo Moraes/Reuters 26/4/12)
•O HOMEM QUE CALCULAVA Com seu primeiro bilhão conquistado, Eike construiu seu império no início de 2000 com o grupo EBX, nome que combina as suas iniciais e o sinal da multiplicação. Eram 14 empresas, com desdobramentos em mais de 30 companhias, dos setores de mineração a petróleo e tecnologia.
•HENRY FORD TUPINIQUIM Espelhado no criador da produção automobilística em série, Eike lançou em 1993 o jipe Montez na JPX, em Pouso Alegre (MG), como versão nacional do utilitário francês de sucesso. Até o naufrágio da fábrica, em 2001, foram perdidos US$ 22 milhões investidos e 350 empregos US$ 1 trilhão Foi a estimativa anunciada pela OGX do patrimônio que a empresa detinha de petróleo em águas rasas só na bacia de Campos, no Rio de Janeiro
Ricardo Moraes/Reuters 26/4/12
(foto: Ricardo Moraes/Reuters 26/4/12)
• APOIO OFICIAL Eike fez da ex-presidente Dilma Rousseff uma espécie de avalista aos olhos dos investidores e levou ex-ministros para trabalhar como conselheiros independentes de suas empresas. Assim, passou a impressão de credibilidade e de que teria apoio e acesso facilitado a capital para investir.
• MEGARRESERVASMINEIRAS As investidas em Minas anunciaram investimentos de bilhões de reais na mineração de ferro, por meio da MMX e do chamado Sistema Minas-Rio, envolvendo superjazida na Serra do Espinhaço, mineroduto cortando Minas e o Rio e o Porto Sudeste, projetos de extração complexa e cara. “O Eike é o nosso padrão, nossa expectativa e orgulho do Brasil quando se trata de um empresário do setor privado”
• Ex-presidente Dilma Rousseff, em abril de 2012, na inauguração dos trabalhos da OGX R$ 0,15 Era o que valiam as ações da OGX no fim de novembro de 2013, quando a empresa pediu recuperação judicial. Nos bons tempos, os papéis chegaram a valer R$ 23
REGINALDO PIMENTA/ESTADÃO CONTEÚDO
(foto: REGINALDO PIMENTA/ESTADÃO CONTEÚDO)
• FIM DO SONHO Em outubro de 2013, foram requeridas as recuperações judiciais da petroleira OGX e da construtora naval OSX. Sem a confiança dos investidores, em razão de comunicados aquém dos planos prometidos, as empresas X perderam mais de R$ 30 bilhões em valor de mercado
• CORRIDA aos TRIBUNAIS Seguiram-se dezenas de ações judiciais de acionistas contra Eike. O valor de mercado da OGX despencou de US$ 22 bilhões para US$ 1 bilhão à época e os prejuízos dos pequenos investidores ficaram difíceis de calcular.
• CONTO Do vigário Com poder de persuasão, Eike vende, em 2008, à Anglo American, o Sistema Minas-Rio, uma das maiores minas de minério de ferro do mundo, e de complexa extração.
• PROMESSA DESCUMPRIDA Em novembro de 2016, foi a vez dos pedidos de recuperação judicial da MMX Mineração e Metálicos e sua subsidiária MMX Corumbá. Criada em 2005, a MMX acumulou dívidas de R$ 500 milhões e não cumpriu as promessas de manter emprego e gerar renda na Grande BH
• SEM REPASSE E ACIONISTA Preso no Complexo de Bangu (RJ), a derrota do ex-bilionário deixa outras duas marcas de sua gestão desastrosa em Minas. Ele abandonou o investimento partilhado com o governo estadual há cerca de quatro anos para a construção da primeira fábrica de semicondutores da América Latina em Ribeirão das Neves e o patrocínio do Museu das Minas e do Metal.
Eike Batista: “Se você consegue fazer o grande, pra que é que vai fazer pequeno? Se eu consigo capital para fazer acontecer, eu posso pensar grande”


Fonte: EM