terça-feira, 18 de abril de 2017

Mina gera centenas de milhões de dólares

Mina gera centenas de milhões de dólares


A mina, um pequeno kimberlito situado a cinco quilómetros de Catoca, tem o plano de produzir a partir de Junho 4,5 milhões de quilates ao longo do seus quatro anos de vida útil, ocupa uma extensão de 60 hectares e emprega 150 trabalhadores. O projecto mineiro será explorado a até 150 metros de profundidade e conta com uma produtividade anual de mais de um milhão de quilates e reservas na ordem de 5,5 milhões de toneladas de minério.
CAT-E42 tem três significados, sendo CAT Catoca, E o método de prospecção utilizado (electromagnético) e 42 a ordem numérica das anomalias que foram estudadas. A mina, surge na sequência de uma estratégia liderada pela Endiama, com vista ao aumento da reserva nacional de diamantes. Na inauguração, o ministro enalteceu a facto da mina ter sido descoberta por engenheiros angolanos, enquanto o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes (Endiama), Carlos Sumbula, recordou o inicio da prospecção na CAT-E42 em 2004, por técnicos nacionais formados no país e no estrangeiro.
O presidente do Conselho de Administração da Endiama declarou que o grupo intervém em quase toda a cadeia de produção de diamantes, mas desafiou as empresas do sector a investirem no sector da lapidação de gemas. Carlos Sumbula lembrou a evolução do projecto, como uma mostragem feita em 2015 para confirmação da qualidade da chaminé, onde foram explorados 605 mil metros cúbicos e extraídas mais de 20 toneladas de minério. A Sociedade Mineira de Catoca é uma sociedade angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes constituída pela Endiama, Alrosa, LLV e Odebrecht.
Catoca é o maior projecto diamantífero em operação em Angola, sendo responsável pela extracção de mais de 75 por cento dos diamantes angolanos. Além do kimberlito de Catoca, a sociedade tem participação maioritária em concessões como a do Luemba, Gango, Quitúbia, Luangue, Vulege, Tcháfua e Luaxe.  A cooperativa de exploração semi-industrial de diamantes CJCK, criada há seis meses no município do Cuango, província da Lunda Norte, conta agora com uma força de trabalho de 300 colaboradores jovens.

Luciano Siani: “Vale pode gerar margem operacional maior do que concorrentes

Luciano Siani: “Vale pode gerar margem operacional maior do que concorrentes


O diretor-executivo de Finanças e de Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, destacou que a Vale possui atualmente condições suficientes para gerar uma margem operacional maior do que a de seus concorrentes. O anúncio foi feito durante sua apresentação no evento Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI, nos dias 4 e 5 de abril. Para Siani, a tendência do gasto de capital (ou capex, como é chamado em inglês) da Vale é cair nos próximos anos, uma vez que atualmente já está em número inferior ao de seus concorrentes.
“Nos próximos anos, abriremos uma única mina, a de Capanema, que será um diferencial em comparação com as de nossos concorrentes”, disse o nosso CFO. Outro ponto a favor da Vale, segundo Siani, foi a transformação de seu portfólio para ativos de maior qualidade, frente a desinvestimentos dos que não eram estratégicos para a empresa e de outros de menor porte. Para ele, os bons resultados são fruto de uma empresa com alta produtividade, baixa necessidade de investimentos e alta geração de caixa.
Siani ainda afirmou que, mais adiante, a Vale seguirá com foco na redução da alavancagem. A ideia é manter a dívida líquida da empresa ainda este ano entre US$ 15 bilhões e US$ 17 bilhões. “Ano que vem teremos uma empresa com grande potencial de distribuição de fluxo de caixa adicional em qualquer cenário de preço de minério de ferro”, afirmou.
Fonte: Vale

Anglo American vai investir R$ 1 bilhão em Minas Gerais

Anglo American vai investir R$ 1 bilhão em Minas Gerais


No comando da Anglo American Brasil há menos de um ano, o engenheiro Ruben Fernandes prepara-se para fazer um novo investimento da companhia em Minas Gerais. Fernandes aguarda somente a aprovação da licença de instalação da fase 3 do Projeto Minas-Rio para aplicar R$ 1 bilhão no Estado. “A partir de julho deste ano, a licença ambiental sai, e aí disparamos esse investimento ao longo de um ano, de julho deste ano até julho do ano que vem”, disse Fernandes, depois de fazer palestra para empresários mineiros durante o Conexão Empresarial, da VB Comunicação, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
As obras serão realizadas em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, na região Central. Assim, a capacidade da Anglo American em julho de 2018 será de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro. Ao ser questionado se tem mercado para justificar essa produção, Fernandes disse que sim, pois o produto da Anglo American é diferenciado e com agregação de valor. “Tem um segmento de mercado importante e que é carente, o de ‘pellet feet’ (minério fino para pelotização)”, explicou o executivo, que está no grupo desde 2012.
Com a produção concentrada em Minas Gerais, a companhia tem no Estado seu principal ponto no Brasil, segundo Fernandes. “O maior investimento da Anglo American no mundo foi feito em Minas Gerais”, afirmou o engenheiro.
Contratações. Com 2.000 empregados próprios e mais 3.000 terceirizados nas operações de minério de ferro, Fernandes contou que novas contratações vão acontecer com a autorização da área ambiental do Estado para aumentar a produção em Minas Gerais. “Existe uma perspectiva de ajustar o quadro de trabalho”, confirmou o executivo.
Sobre o volume de novos empregados, o presidente disse que a companhia ainda está dimensionando esse número necessário. “Depende da licença (ambiental). Assim que tiver a garantia da licença, começaremos, se Deus quiser, mas vai haver as contratações”, garantiu. Atualmente, o minério de ferro da Anglo American Brasil é destinado a países da Ásia e do Oriente Médio. “É vendido para quem fabrica pelota, para a produção de aço, no mercado siderúrgico, no mercado internacional”, informou.
Produção e preço. A produção da mineradora em Minas Gerais, em 2016, foi de 16,1 milhões de toneladas de minério. “Estamos vendendo normalmente”, comemorou Fernandes, apesar das oscilações de preço no mercado da commodity.
Com momentos de exuberância na cotação, como o próprio Fernandes se referiu ao valor de US$ 215 por tonelada em 2008, a cifra atingiu o fundo do poço no início do ano passado, quando bateu nos US$ 50. Agora, o patamar é de US$ 90 a tonelada. “Mas vai reverter ao longo do ano, vai abaixar, acho que chegamos a uma média de US$ 60 no ano de 2017. Nos próximos dois anos a tendência é que fique nesse patamar médio. Claro que tem uma oscilação de chegar a US$ 80 e voltar para US$ 60”, analisou.
Mesmo assim, Fernandes disse que vale a pena fazer uma nova rodada de investimento para produzir e vender mais minério. “Somos competitivos no mercado, temos um custo de produção abaixo disso”, disse Fernandes, sem revelar números.
Níquel
Permanência. Com a produção de 44,5 mil toneladas de níquel distribuídas em Barro Alto e Niquelândia, em Goiás, Ruben Fernandes garantiu que esse negócio continuará no Brasil.

GRANDES NÚMEROS

26,5 mi toneladas é a previsão da Anglo a partir de 2018.
16,1 mi toneladas de minério foia produção em 2016 da Anglo.

ESTRUTURAS

– Para a fase 3 do Projeto Minas-Rio da Anglo American serão feitas obras para ampliação da capacidade das estruturas de escritórios, da frente de lavra, da usina de beneficiamento e da contenção de rejeitos.
– Serão implantadas outras estruturas, como diques de contenção de sedimentos e uma nova flotação na planta de beneficiamento de minério de ferro.
“A partir de julho deste ano, a licença ambiental sai, e aí disparamos esse investimento (de R$ 1 bilhão na fase 3 do Projeto Minas-Rio) ao longo de um ano, de julho deste ano até julho do ano que vem.” Ruben Fernandes, presidente da Anglo American Brasil
Fonte: O TEMPO

Preços do minério de ferro atingem mínima desde janeiro

Preços do minério de ferro atingem mínima desde janeiro


Os contratos futuros do minério de ferro caíram mais de 6 por cento nesta terça-feira na China, para o menor valor desde janeiro, pressionados por uma continuada queda nos preços do aço em meio a preocupações com o excesso de oferta. O vergalhão de aço caiu para uma mínima de dez semanas, após a produção da China, principal produtor e consumidor, não mostrar nenhum sinal de desaceleração apesar da demanda fraca e meio a esforços do governo de reduzir capacidade. O contrato mais negociado de minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em queda de 6,5 por cento, para 468 iuanes (68 dólares) por tonelada, ligeiramente acima da mínima da sessão de 463,5 iuanes, menor patamar desde 9 de janeiro.
No mercado físico, o minério com entrega imediata no porto de Qingdao recuou 4,6 por cento nesta terça, para 63,20 dólares por tonelada, segundo o Metal Bulletin. Já o contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai caiu 3,7 por cento, fechando a 2.824 iuanes por tonelada, depois de atingir uma mínima da sessão de 2.815 iuanes, valor mais baixo desde 7 de fevereiro. A produção de aço bruto na China atingiu um recorde de 72 milhões de toneladas em março, com siderúrgicas aumentando as atividades na expectativa de uma retomada de demanda que não tem sido verificada, segundo dados divulgados pelo governo na segunda-feira.
Fonte: Reuters