quarta-feira, 19 de abril de 2017

Minério de ferro a US$ 63,20 por tonelada

Minério de ferro a US$ 63,20 por tonelada


Os contratos futuros do minério de ferro caíram mais de 6 por cento nesta terça-feira na China, para o menor valor desde janeiro, pressionados por uma continuada queda nos preços do aço em meio a preocupações com o excesso de oferta. O vergalhão de aço caiu para uma mínima de dez semanas, após a produção da China, principal produtor e consumidor, não mostrar nenhum sinal de desaceleração apesar da demanda fraca e meio a esforços do governo de reduzir capacidade.
O contrato mais negociado de minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em queda de 6,5 por cento, para 468 iuanes (68 dólares) por tonelada, ligeiramente acima da mínima da sessão de 463,5 iuanes, menor patamar desde 9 de janeiro. No mercado físico, o minério com entrega imediata no porto de Qingdao recuou 4,6 por cento nesta terça, para 63,20 dólares por tonelada, segundo o Metal Bulletin.
Já o contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai caiu 3,7 por cento, fechando a 2.824 iuanes por tonelada, depois de atingir uma mínima da sessão de 2.815 iuanes, valor mais baixo desde 7 de fevereiro. A produção de aço bruto na China atingiu um recorde de 72 milhões de toneladas em março, com siderúrgicas aumentando as atividades na expectativa de uma retomada de demanda que não tem sido verificada, segundo dados divulgados pelo governo na segunda-feira.
Fonte: Reuters

CVM absolve Eike Batista por falha no acordo entre LLX e EIG

CVM absolve Eike Batista por falha no acordo entre LLX e EIG


 Preso em janeiro na Operação Eficiência, o empresário Eike Batista foi absolvido hoje por unanimidade na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) da acusação de não ter agido para divulgar fato relevante sobre as negociações para a venda de controle da LLX, atual Prumo, ao Grupo EIG.
De acordo com a acusação, houve oscilação atípica dos papéis da companhia nos dias 13 e 14 de agosto de 2013, véspera e data da divulgação do acordo entre os dois grupos ao mercado. A CVM condenou o diretor de Relações com Investidores (DRI) da LLX à época, Marcos Berto, a pagar multa de R$ 200 mil. O advogado Marcelo Trindade afirmou que vai recorrer da decisão ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, o Conselhinho. O DRI é o responsável primário por determinar a divulgação do fato relevante.
Além de Eike – então acionista controlador e presidente do conselho da LLX -, foram absolvidos os ex-conselheiros Eliezer Batista (pai do empresário), Flávio Godinho, Luiz do Amaral França Pereira, Carlos Alberto de Paiva Nascimento, Samir Zraick, Roberto Senna e Aziz Bem Ammar.
Braço direito do empresário, Godinho também estava preso até a semana passada, mas teve a prisão preventiva suspensa pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Lei das S.A., os administradores de companhias abertas têm a obrigação de divulgar imediatamente ao mercado informações relevantes mantidas em sigilo, caso a informação escape ao controle ou haja negociações dos papéis fora do padrão. As áreas técnicas da CVM identificaram altas excessivas das ações da LLX, de seu volume de negociação e financeiro naquelas datas.
A LLX divulgou em 25 de junho de 2013 um primeiro fato relevante no qual informava que havia contratado assessores financeiros para avaliar eventuais oportunidades de negócios e operações societárias envolvendo os ativos e ações da empresa. Na época, o Grupo X já enfrentava uma crise detonada pela declaração de inviabilidade econômica dos campos da petroleira OGX. De acordo com o processo, as tratativas com a EIG começaram em 18 de julho daquele ano, com conhecimento do diretor de Relações com Investidores da LLX, Marcus Berto.
No dia 23, Eike Batista, controlador e presidente do conselho da companhia, e o conselheiro Roberto Senna souberam da negociação. Às 22h50 do dia 13 de agosto os demais membros do conselho de administração foram convocados para uma reunião na manhã seguinte, quando a operação foi aprovada. A LLX divulgou um fato relevante comunicando o negócio no mesmo dia 14, às 17h56, após o fechamento do pregão da BM&FBovespa.
A defesa dos acusados frisou que após a divulgação de que buscava oportunidades, a LLX foi alvo de uma série de reportagens, rumores e especulações sobre a venda de ativos e outras possíveis transações.
A ação da LLX na época valia menos de R$ 1 e sofria fortes flutuações a qualquer movimentação. As publicações, entretanto, em nenhum momento mencionaram a EIG e, portanto, não havia indícios de vazamento de informação. A CVM, entretanto, destacou que às 8h04 do dia 14 de agosto o perfil do Twitter Bovespa Brokers publicou que a EIG havia comprado a LLX. O diretor relator do caso na CVM, Pablo Renteria, afirmou que os conselheiros devem agir como um “segunda linha de defesa” da companhia em caso de omissão do DRI.
Nesse caso, entretanto, considerou que não seria razoável exigir que em apenas dois dias – 13 e 14 de agosto – eles concluíssem que havia omissão, detectassem a ocorrência de movimentação atípica dos papéis e determinassem a divulgação do fato relevante. Já Berto vinha acompanhando as negociações com a EIG desde o início, assim como a negociação das ações.
O presidente da CVM, Leonardo Pereira, afirmou que a posição do DRI é desafiadora, porque em determinadas situações a disseminação de uma informação pode pôr em risco uma negociação. No entanto, Pereira entende que como principal responsável pelas companhias abertas, o diretor de RI não poderia ter ficado inerte e que um comportamento ativo de sua parte teria sido determinante para eliminar assimetrias informacionais no mercado.
Fonte: Exame

terça-feira, 18 de abril de 2017

Fique por dentro da turmalina Paraíba

Fique por dentro da turmalina Paraíba

Fique por dentro da turmalina Paraíba
A TURMALINA PARAÍBA

A novela Flor do Caribe tornou conhecida uma gema da qual pouca gente ouvira falar até então, a turmalina Paraíba, que é muito rara, informa o geólogo Pércio de Moraes Branco (www.perciombranco.blogspot.com). A cor mais valiosa é a azul da foto. Gemas com boa cor, boa lapidação e boa pureza, dependendo do tamanho, valem entre US$ 700 e US$ 35 mil por quilate (1 quilate = 200 mg). Mesmo as de baixa qualidade têm valor entre US$ 40 e US$ 3,5 mil por quilate.

Cooperativas fortalecem mineração e setor cresce

Cooperativas fortalecem mineração e setor cresce

Cooperativas fortalecem mineração e setor cresce
 Há seis anos os garimpeiros paraibanos começaram a se unir para fugir da mão dos atravessadores, legalizar a atividade, trabalhar com segurança e agregar valor aos produtos. Com a ajuda do Sebrae Paraíba e do Governo do Estado, já foram criadas sete cooperativas que reúnem 600 trabalhadores. Juntos, eles ganharam força e crédito para dar um novo rumo aos negócios. Duas unidades de beneficiamento e um centro de lapidação estão em fase de conclusão em Pedra Lavrada e Nova Palmeira, dois dos 17 municípios que formam o Arranjo Produtivo de Minério da Paraíba.

Em Nova Palmeira, a Coogarimpo está investindo R$ 446 mil do Programa Empreender Paraíba na construção de uma unidade de beneficiamento de pegmatitos, materiais utilizados na indústria cerâmica. A tonelada bruta de minerais como feldspato, albita e mica, que hoje custa R$ 20, passará para R$ 125, depois do processo de melhoramento, realizado em equipamentos de última geração. Nas indústrias de construção, esse minerais se transformam em pisos, louças sanitárias, tintas e porcelanato.

Entusiasmados com as novas possibilidades de negócios, os garimpeiros do município também decidiram criar um centro de lapidação para fabricação de bijuterias finas, utilizando pedras como quartzo, turmalina, safira, rubi, água marinha, granada, citrino e outros minerais extraídos na região. O centro, construído com recursos do Banco Mundial e Projeto Cooperar, deverá ser inaugurado este ano. Cinquenta mulheres e dez jovens aprendizes trabalharão na confecção das peças, que já têm destino certo.

“No centro, trabalharão mulheres, irmãs, filhas e primas dos garimpeiros, além de dez jovens aprendizes. A nossa ideia é montar uma linha inovadora, com peças exclusivas. Já temos duas empresas de Minas Gerais interessadas nos produtos. Faremos a venda direta, sem precisar do intermediário dos atravessadores. Esse é apenas um dos benefícios do cooperativismo”, disse Rhutinéa Dilenna, gestora da cooperativa. A unidade de beneficiamento de Pedra Lavrada também deverá ficar pronta ainda este ano.

Resistência - Segundo o Sebrae Paraíba, cerca de 35 mil pessoas sobrevivem da exploração de minérios nas regiões do Curimatau, Seridó e Sabugi. Mas apenas 10% dos garimpeiros se renderam às cooperativas. “Ainda há uma resistência muito forte. Passamos quatro anos para criar as cooperativas que temos hoje, mas continuamos fazendo um trabalho de conscientização para que outros garimpeiros saíam da ilegalidade e possam exercer a atividade de forma mais segura e sem exploração da mão de obra barata”, disse Marcos Magalhães, gestor do projeto de Minerais do Sebrae.

Marcos lembra que a legislação atual não permite o trabalho informal e que os garimpeiros que não se juntarem às cooperativas, serão excluídos do mercado. “O Ministério Público do Trabalho vai começar a fiscalizar de forma mais rigorosa e aqueles que não estiverem dentro das normas estabelecidas, ficarão de fora do processo num médio prazo”, disse.

Recursos garantidos - Há seis anos, o principal problema dos garimpeiros era o acesso a recursos financeiros, o que foi resolvido com ações do Projeto Cooperar e do Programa Empreender Paraíba, ambos do Governo do Estado. “Hoje, o grande gargalo é a rejeição dos garimpeiros ao cooperativismo porque ainda é muito forte no setor a cultura individualista, passada de geração para geração. Mas a CDRM, o Sebrae e demais parceiros no âmbito federal e estadual, estão trabalhando para mudar essa mentalidade e fazê-los entender que a formalização da atividade é o único caminho para a sustentabilidade na pequena mineração”, disse Marcelo Falcão, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM).

Além de Pedra Lavrada e Nova Palmeira, a atividade é exercida nos seguintes municípios: Juazeirinho, Junco do Seridó, Várzea, Assunção, Tenório, Soledade, Seridó, Picuí, Frei Martinho, Cubati, Salgadinho, São Mamede, São José do Sabugi, Santa Luzia e Damião.

Nesses municípios, são encontrados vários tipos de minérios. Os mais comuns são: feldspato, albita, mica, quartzo, citrino, água marinha, berilo e gemas (pedras semipreciosas). “A indústria da mineração é boa porque não depende de chuvas, pode ser explorada o ano inteiro. Temos três regiões ricas em minerais no Estado e o setor está começando a crescer com o cooperativismo. Estamos no rumo certo”, disse Marcos Magalhães.

Parceiros - O Sebrae e a CDRM trabalham em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), prefeituras municipais e Organização das Cooperativas do Estado da Paraíba (OCB – Sescoop).

ARTISTA OU PROFESSOR PARDAL?

ARTISTA OU PROFESSOR PARDAL?

Pergunta difícil de responder.
Somos tantos e com enormes talentos criativos, reconhecidos e admirados pelos cinco continentes. Temos dezenas de faculdades, devidamente oficializadas pelo MEC, espalhadas por todo o país. Algumas formando profissionais há 40 anos. Mas quando o assunto se refere à nossa profissão surgem certas dificuldades de semântica.
Em nosso país, alguns, com um apurado senso estético, se definem como artistas plásticos, e se prendem na forma, na estética. Outros, apaixonados pelos avanços tecnológicos, procuram reinventar a roda, e só pensam na função, no uso.
E para complicar um pouco mais, temos o mercado empregador, que espera desses profissionais o milagre de aumentar as vendas de seus produtos e arrasar seus concorrentes.
Somos cobrados, intensamente pelo nosso desempenho, pelos outros e por nós mesmos. Mas cobrados do quê? Com certeza todos nós já nos fizemos essa pergunta.
Há cerca de 30 anos, ninguém sabia o que era a profissão Designer ou desenhista industrial. Na letra D dos classificados dos melhores jornais, essa palavra não existia. Hoje todos se intitulam Designers, este termo aparece constantemente na mídia, quer antes de algum nome emergente ou de algum produto, sempre usado para agregar algum valor.
Paradoxalmente, o mercado inflou-se, feito uma bolha, pela semântica. Se hoje temos esta enorme oferta de Designers não é, na maioria das vezes, por mérito mas, por puro requinte da palavra.
Este fato gera um sério problema de segmentação. Pois, como dito anteriormente, as funções do designer se mesclam numa infinita variedade. E já não se pode comparar aquele que desenha para criar – o designer - com quem cria para desenhar – o artista.
Não quero, com isso, dizer que o designer não seja fundamentalmente um artista. Mas que sua tarefa primeira no mercado é usar esse talento criativo com uma finalidade comercial e funcional, marcando através desses objetos a sua época, com seus hábitos e costumes, enfim, a cultura do seu país.