sexta-feira, 30 de junho de 2017

#MUSTREAD ou Charles Chaplin fez fortuna investindo em ações

#MUSTREAD ou Charles Chaplin fez fortuna investindo em ações

Fantástico, fabuloso, histórico e ao mesmo tempo super atual: #mustread! É assim que defino o livro recém-lançado pelo já consagrado Ivan Sant´Anna. O autor nos presenteia com um enredo sobre os bastidores da quebra da bolsa de Nova York em 1929, uma crise sem precedentes. Com riqueza de detalhes a narrativa discorre sobre como era a vida de algumas pessoas antes do mercado financeiro colapsar, e o impacto sofrido por todos.


Wall Street Investor Tries to Sell Automobile
Fantástico, fabuloso, histórico e ao mesmo tempo super atual: #mustread! É assim que defino o livro recém-lançado pelo já consagrado Ivan Sant´Anna.
O autor nos presenteia com um enredo sobre os bastidores da quebra da bolsa de Nova York em 1929, uma crise sem precedentes. Com riqueza de detalhes a narrativa discorre sobre como era a vida de algumas pessoas antes do mercado financeiro colapsar, e o impacto sofrido por cada uma delas.
A narrativa se baseia em dois sentimentos: a ganância e o medo – que são os sentimentos que movem os mercados – evidenciados através de personagens contrastantes (ricos/pobres, famosos/anônimos). Entre eles, o ator Charles Chaplin, o músico Irving Berlin, o político Winston Churchill, Adolf Hitler, o empresário Henry Ford, o professor Irving Fisher, o banqueiro John Pierpont Morgan, a multimilionária Helena Rubinstein, o empresário John D. Rockefeller, o lendário Jesse Livermore, a vidente Evangeline Adams, o carteiro Homer Dowdy, o engraxate Pat Bologna e a jovem Jolan Slezsak. A leitura é leve e divertida.
De um lado estavam os “touros”, do outro, os “ursos” – esses termos vêm da época em que touros lutavam contra ursos para diversão dos garimpeiros durante a “Corrida do Ouro” do final da década de 1840, na Califórnia. Como o touro ataca de baixo para cima com os chifres, e o urso de cima para baixo com as patas, vem daí a analogia. Os touros são os otimistas de plantão – apostam na alta do mercado – e os ursos são pessimistas – apostam na queda das cotações.
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Os crashes de 24 e de 29 de outubro (mais conhecidos como “quinta-feira negra” e “terça-feira negra“), reverberaram mundo a fora, impactando todas as bolsas e mercados do mundo. E enterrando definitivamente o sonho dourado e ilusório dos “esfuziantes anos 20”, época em que, muitos acreditavam numa sociedade em que todos seriam ricos, e na prosperidade permanente.
Leia abaixo alguns trechos – adaptados – do livro:
Charles Chaplin (market timing) x Irving Berlin (buy & hold) 
(…) Em 1917, Chaplin, agora ganhando mais de um milhão de dólares por ano, começou a investir em ações. (…)
(…) Hipnotizados pela força descomunal do bull-market, os especuladores não queriam nem saber dos fundamentos da economia. E, no entanto, 14 milhões de americanos estavam desempregados no final da primavera. Esse dado estatístico, divulgado pelo Departamento do Trabalho (US Department of Labor), passou despercebido pelos investidores. Mas não por todos. O número impressionou o ator Charles Chaplin, que, excetuando-se sua participação na United Artists, tinha todo seu dinheiro disponível aplicado na Bolsa. Chaplin, que não era dado a hesitações, não pensou duas vezes. Liquidou sua carteira de ações, no valor de 5 milhões de dólares. (…)
(…) Na véspera do crash, Charles Chaplin e o compositor Irving Berlin jantaram juntos em Hollywood. Berlin repreendeu Chaplin por este ter vendido sua carteira de ações, o que considerou um ato impatriótico. O colapso em Nova York pegou os dois em posições antagônicas, Chaplin “zerado” e o músico com todas as suas economias aplicadas na Bolsa. Berlin perdeu quase tudo com o crash – e seja por teimosia, seja por perspicácia, seja por patriotismo – continuou comprando ações mensalmente pelos 60 anos que se seguiram. Quando morreu – aos 101 anos – além dos direitos autorais de mais de 1,5 mil canções, Berlin deixou para seus filhos uma carteira de títulos no valor de 1,1 BILHÃO DE DÓLARES. Muitos defensores do mercado de ações dizem que Irving Berlin mostrou que aplicar dinheiro na Bolsa, por todo o tempo, seja na alta ou na baixa, é um método infalível de se enriquecer. Mas se esquecem de assinalar que para isso é preciso ter outras rendas e viver um século. (…)
=> Será que aqui no Brasil, um país que tem a taxa de juros entre as mais altas do mundo, essa estratégia seria vencedora? Deixo essa excelente reflexão a você, caro leitor.
A dinastia Kennedy
(…) Não foi preciso muito tempo para que Joe Kennedy aprendesse os aspectos menos éticos do negócio e começasse a se valer fartamente deles, inclusive, e principalmente, o de operar amparado por informações privilegiadasinsider information. Mas, logo vieram outras jogadas especulativas, cada uma mais sofisticada que a anterior, com destaque para os pools de ações. Nesses pools, que poderíamos definir como “puxadas”, vários corretores se reuniam, adquiriam grandes lotes de determinado papel e começavam a espalhar notícias favoráveis a respeito dele, inclusive subornando jornalistas. Isso atraía levas de compradores gananciosos, em busca de um lucro fácil. Os preços então subiam e os integrantes do pool se desfaziam de maneira ordenada de seus títulos, deixando para a manada de investidores que vinha atrás o prejuízo quando sobreviesse a inevitável baixa, numa espécie de jogo das cadeiras. Cada pool tinha um organizador, a quem competia definir as estratégias operacionais e centralizar as decisões. Kennedy costumava ser um deles, um dos melhores. (…)
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Uma “arma de destruição” a serviço da ganância: a ALAVANCAGEM
(…) A “alavancagem” voltava a ser a palavra mágica, a chave da riqueza fácil e quase instantânea. (…)
(…) outras modas excitantes estavam surgindo. Entre elas a de se especular com ações, atividade que, tal como acontecia com a compra de automóveis, deixara de ser exclusiva dos ricos. Pois agora os bancos ofereciam “empréstimos com chamadas de margem” (margin calls ou call loans) para pessoas de classe média. Se um investidor, por exemplo, dispunha de mil dólares para investir na Bolsa, as sociedades corretoras lhe ofereciam, digamos, um termo e realizar o prejuízo. Só que isso raramente acontecia, pois o mercado de ações não fazia outra coisa a não ser subir. Por causa dessa alta, muita gente que jamais sonhara com a hipótese enriquecia facilmente. E espalhava para os amigos. “Pode comprar. Os bancos emprestam quase todo o dinheiro. Se você for audacioso e tiver um pouco de sorte, pode transformar quinhentos dólares em 10 mil. Foi o que aconteceu comigo.” (…)
(…) Logo um financista mais esperto — e financista esperto era o que não faltava naquela época — surgiu com uma ideia brilhante. Em vez de o consórcio comprar ações na Bolsa, por que não adquirir cotas de outros consórcios , que por sua vez comprariam as de outros? Assim seria possível alavancar a alavancagem e a alavancagem da alavancagem. Dez dólares aplicados na ponta inicial significavam cem, mil, 10 mil dólares lá no fim. Como o mercado só subia, o efeito dessas reaplicações em cascata dava lucros fenomenais, assim como fenomenais taxas de sucesso. (…)
=> O crédito era fácil e podia-se operar sem ter o dinheiro. Porém, quando o ativo caia, perdia-se o que tinha e o que não tinha.
A astróloga (e “estrategista de investimentos” dos figurões)
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(…) Evangeline Adams era a mais famosa vidente da América. Em seu consultório no prédio do Carnegie Hall, em Nova York, ela se valia do estudo dos astros, de bolas de cristal, cartas de tarô e leitura de mãos. Ficara rica prevendo o futuro, principalmente o futuro do mercado de ações, cujas altas e baixas vinha acertando desde 1927. A pitonisa de Wall Street se limitava a prever como o índice industrial Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, iria se comportar. Como o Dow praticamente não fazia outra coisa exceto subir, e era isso que ela quase sempre vaticinava, o percentual de acerto da vidente era enorme. (…)
(…) A vidente continuava a fazer grande sucesso. Muitos investidores, inclusive corretores e operadores profissionais, a procuravam. Entre seus clientes estava Charles Schwab, magnata do aço , ex-presidente da United States Steel, de onde se transferira para a liderança da Bethlehem Steel. Antes de comprar ou vender qualquer título na Bolsa, Schwab consultava Evangeline. O mesmo fazia a rainha do cinema, Mary Pickford. Para a arraia-miúda, que não tinha condições financeiras de consultá-la pessoalmente, Evangeline Adams editava um boletim mensal explicando como a mudança da posição dos planetas afetava o preço das ações. Cada um dos 100 mil exemplares do boletim era vendido por cinquenta centavos. (…)
(…) Dizia-se que o próprio John Pierpont Morgan pai, falecido em 1913, não fazia negócios sem consultá-la. Certa vez, ainda segundo rumores jamais investigados, o venerando financista fizera um investimento de 100 milhões de dólares simplesmente porque a astróloga lhe dissera que Áries estava em posição favorável em relação ao sol. De acordo com os adeptos da vidente, J. P. obtivera um lucro tão grande com a aplicação dos 100 milhões que levara Evangeline em seu iate para um extenso cruzeiro particular , no qual o magnata se esmerou em descobrir “os métodos científicos” usados por ela. Se encontrou uma resposta para seus questionamentos, Morgan a guardou para si. Alguns integrantes da realeza europeia também consultavam Evangeline regularmente. Quanto mais ela cobrava, mais sua fama crescia. E acabou se tornando uma autora de profecias autorrealizáveis. “Vai subir”, a astróloga do Carnegie vaticinava. Todos compravam e o mercado subia mesmo. O mesmo acontecia na baixa. As paredes da antessala de Evangeline Adams eram decoradas com retratos autografados de alguns de seus clientes mais célebres, entre eles o tenor Enrico Caruso (Peixes), John Pierpont Morgan pai e Mary Pickford (ambos Áries) e Charles Schwab (Aquário), cuja foto ampliada ocupava uma parede inteira. (…)
(…) Durante o crash, Evangeline Adams foi obrigada a cancelar as consultas individuais, trocando-as por sessões coletivas. Caso contrário não poderia dar conta da fila de consulentes que aguardavam suas previsões para o comportamento do mercado nos próximos dias. A vidente aproveitou para recomendar que seus clientes comprassem ações, enquanto – secretamente – zerava sua carteira. (…)
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O engraxate, Pat Bologna – banca número 60 de Wall Street
(…) Para chegar com os calçados totalmente limpos no escritório, MacVeagh parava todas as manhãs na banca de engraxate de um jovem de 19 anos, Pat Bologna, situada no número 60 de Wall Street, a pouco mais de um quarteirão da Casa Morgan. Por um dime (dez centavos), Bologna fazia um sapato parecer novo em folha. E, muito mais do que isso, provia seus clientes com as dicas e boatos que influenciariam a Bolsa naquele dia. Pudera. Pat Bologna era engraxate de Ben Smith — um dos chefões da W. E. Hutton —, de Joseph Kennedy, de Charles Mitchell e de Billy Durant, além de diversos outros banqueiros, investidores e especuladores do primeiro time da Rua. De cada um que sentava na cadeira de sua banca, Bologna pedia conselhos sobre o mercado de ações e depois repassava as indicações para os demais, que também davam seus pitacos. Sem exagero, podia se afirmar que Bologna formava o consenso do mercado para a sessão do dia. Muita gente até dava uma lambuzadinha no sapato só para ter o pretexto de parar lá. A uma certa altura, o engraxate praticamente abandonara sua profissão. Embora continuasse ao lado de sua banca, no número 60 de Wall Street, ele agora se limitava a dar consultas sobre investimentos. Os forasteiros faziam fila para ouvir seus conselhos sobre as tendências do mercado e sobre os melhores papéis para aplicar o dinheiro. Nessas sessões Bologna ganhava em uma hora o que levaria um dia para faturar engraxando e lustrando sapatos. Em meio às suas dicas, citava Joe Kennedy, Charles Mitchell e Jack Morgan como se fosse amigo íntimo deles. Os fregueses arregalavam os olhos de admiração. (…)
A piada da época
Houve um aumento no índice de suicídios após o crash e durante a depressão.
(…) “O senhor está se registrando para dormir ou para pular?”, perguntava, num diálogo tragicômico de um show de variedades da Broadway, o recepcionista de um hotel nova -iorquino. “Se for para pular, senhor, por favor, pague adiantado.” (…)
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A leitura do livro nos permite constatar que não existe milagre para ficar rico da noite para o dia (licitamente). E quando se trata de investimentos, não existe maneira mais “barata”, que aprender com o passado. Observar a história é muito instrutivo, afinal, ela sempre se repete!
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Fonte: Exame

Setor de mineração ganha força na política estratégica de desenvolvimento de MS

Setor de mineração ganha força na política estratégica de desenvolvimento de MS


O setor de mineração passa a ocupar um lugar estratégico na política de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. O governo do Estado anunciou nesta quinta-feira (29.6) a criação da “Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Mineral”, instância que irá contar com a participação da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e outras 12 instituições governamentais e da iniciativa privada e que deverá nortear as ações da mineração no Estado e toda a cadeia produtiva que envolve o setor.
O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira, em Corumbá, pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que representou o governador Reinaldo Azambuja na posse do empresário Lourival Vieira Costa como presidente da Associação Comercial e Industrial de Corumbá (ACIC) e demais diretores da entidade para o Triênio 2017/2020.
“Queremos mostrar que Mato Grosso do Sul também é um estado minerador. Além da representatividade do agronegócio, temos no setor mineral um importante filão de desenvolvimento econômico. Temos a terceira maior reserva de manganês e de minério de ferro do país, além de uma série de outras vertentes de extração, como a areia, argila, calcário e outros minerais. E existe espaço para vários empreendimentos que podem ser explorados no Estado. Queremos, inclusive, ampliar essa atuação para os pequenos negócios”, afirmou Jaime Verruck em seu discurso no evento da ACIC.
De acordo com o secretário, a escolha de Corumbá para o anúncio da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Mineral é um reconhecimento do governo do Estado à produção mineral da região. “Corumbá e Ladário são nosso principal polo minerador do Estado, com exportação de minério de ferro e de minério de manganês. Os atores aqui presentes terão um papel fundamental nos trabalhos da Câmara Setorial, pois já atuam de forma organizada e vão contribuir de forma muito efetiva no delineamento das ações para o setor”, acrescentou.
O titular da Semagro reforçou que a proposta do governo é colocar a mineração no mesmo patamar que outras atividades econômicas, tornando-a efetivamente uma opção de desenvolvimento. “O Estado todo tem mineração e, com a Câmara Setorial, nós instituímos um sistema de governança mais adequado que deverá dar competitividade a toda a cadeia, debatendo desde a extração, o licenciamento, a logística, o mercado, a industrialização e a tributação”, disse.
Em Mato Grosso do Sul, o setor mineral tem sua ação voltada principalmente para produção de ferro, manganês e insumos destinados à construção civil e agropecuária. Em 2013, somente este setor correspondeu a 0,9% do PIB estadual, derivado de um crescimento de 47,7% entre 2010 a 2013, atingindo R$ 620,52 milhões. O Estado está na quarta colocação de maior arrecadador de CFEM (Compensação Financeira Pela Exploração De Recursos Minerais) para a União.
Câmara Setorial
O decreto nº 14.770, que institui a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Mineral, deverá ser publicado na sexta-feira (30). A Câmara terá por objetivo emitir parecer sobre questões relacionadas à cadeia produtiva mineral; elaborar estudos que subsidiem a tomada de decisões em questões relacionadas à cadeia produtiva mineral; definir diretrizes para elaboração do planejamento da cadeia produtiva mineral do Estado; elaborar banco de dados de interesse do setor da cadeia produtiva mineral; discutir a respeito da política de desenvolvimento sustentável do setor mineral do Estado, considerando, inclusive o seu zoneamento ecológico-econômico; propor, apoiar e acompanhar projetos.
Ela será composta por 13 membros titulares e respectivos suplentes, com representantes da Semagro; Imasul; MS-Mineral; UEMS; UFMS; DNPM/MS; CREA-MS; OCB-MS; Fiems; Federação dos Trabalhadores das Indústrias de MS – FTI/MS; Sindicato das Indústrias Extrativas de Corumbá e Ladário (Sindiecol); Sinduscon; Sindicato das Indústrias de Cerâmicas de MS (Sindicer); Fecomércio. A coordenação será feita por um representante indicado pela Semagro.
Segundo o secretário Jaime Verruck, já existem ações programadas para serem realizadas após a publicação do decreto. “Já temos um diagnóstico do setor e já no mês de julho deveremos lançar o Plano Estadual da Mineração”, finalizou.
Repercussão
O prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha, elogiou a medida do governo do Estado. “Essa é uma notícia excelente para o nosso município. É um efetivo reconhecimento da importância de nossa região para a mineração de Mato Grosso do Sul”, comentou.
O presidente da Fiems, Sergio Longen, também apoiou a iniciativa. “A mineração é um setor importante para a indústria sul-mato-grossense. O trabalho dessa Câmara, assim como de outras câmaras setoriais das quais fazemos parte, é fundamental para a economia do nosso Estado”, afirmou.
Para o diretor de Operações e Relações Institucionais da Vale, Olemar Tibães Júnior, “essa era uma antiga demanda de Corumbá e Ladário, municípios que concentram uma grande reserva de ferro e manganês e juntos recolhem praticamente 80% da CFEM, que é o imposto da mineração. Isso dá uma dimensão da importância desses municípios para a mineração do Estado. Todos nós ficamos muito satisfeitos. É uma demonstração prática da boa vontade institucional do governo em olhar para o setor com ações propositivas. Temos uma boa expectativa”.
 Fonte: Correio de Corumbá

Justiça prorroga prazo para acordo da BHP e Vale sobre Samarco

Justiça prorroga prazo para acordo da BHP e Vale sobre Samarco


A BHP Billiton e a Vale ganharam uma extensão de quatro meses da Justiça para negociar um acordo para uma ação de 155 bilhões de reais decorrente do desastre da Samarco em 2015, informou a mineradora anglo-australiana nesta sexta-feira.
“A Justiça prorrogou o prazo final para negociação de um acordo até 30 de outubro de 2017”, disse a BHP. O prazo anterior para a negociação se encerraria nesta sexta-feira (30). A BHP ainda anunciou que aprovou 174 milhões de dólares em ajuda financeira para a Fundação Renova, estabelecida para ajudar no reparo de comunidades afetadas pela tragédia.
Além disso, a mineradora anglo-australiana ainda disponibilizará um empréstimo de curto prazo de 76 milhões de dólares para a Samarco conduzir os trabalhos de estabilização e compensação. O colapso da barragem da Samarco em Mariana (MG), em novembro de 2015, causou o maior desastre ambiental da história do Brasil, deixando 19 mortos e centenas de desabrigados. A lama poluiu o importante rio Doce, que percorre diversas cidades para desaguar no litoral do Espírito Santo.
Fonte: Exame

Vídeo mostra as grandes transformações da mineração na vida das pessoas

Vídeo mostra as grandes transformações da mineração na vida das pessoas



Você sabia que a mineração pode transformar a vida das pessoas, trazendo incríveis benefícios para elas? É o caso do pequeno Davih que, graças ao níquel, pode levar hoje uma vida normal. A história dele e de sua mãe, Mayara, é contada no segundo vídeo da campanha publicitária Inovar vai além, lançado no dia 19 de junho.

Inovar vai além

Lançada em maio, a Inovar vai além faz parte de uma estratégia de reposicionamento da comunicação da Vale. A campanha é 100% veiculada em canais digitais, como Facebook e portais da Internet, além de ser exibida nos veículos internos da empresa.
A Inovar vai além tem cinco vídeos ao total. O primeiro deles, chamado Manifesto de Inovação, já veiculado, trouxe o conceito-chave de todos os filmes. O Manifesto posiciona a Vale como uma empresa que está em constante evolução através dos tempos, focada não apenas em tecnologia, mas também em inovações ligadas ao comportamento das pessoas.

O vídeo mostra que inovação é também pensar, agir e fazer diferente, ouvir mais e estabelecer relações de ganha-ganha. E o que isso significa exatamente? Quer dizer que inovar é reavaliar nossos conceitos, nos colocarmos no lugar do outro e mudar nossa atitude.
Depois do vídeo Manifesto, a campanha entrou em uma segunda fase, que mostra como os minérios estão presentes na vida das pessoas. Cada filme aborda um dos produtos da Vale: níquel, minério de ferro, cobre e manganês. O objetivo é mostrar de forma concreta e emocional a relevância da mineração para o mundo. A ideia é incentivar as pessoas a refletir sobre os ganhos inegáveis que a mineração proporciona em diversos campos, como medicina e artes, e perceber que, apesar dos impactos, a extração de minérios é necessária para a evolução da sociedade.

Resultados

O primeiro filme já impactou 11 milhões de pessoas. Se todos morassem em uma mesma cidade, seria uma população equivalente à capital de São Paulo. Essa é a primeira campanha nacional da Vale após o acidente da Samarco, ocorrido há mais de um ano e meio.
Ao longo de seus 75 anos, a Vale tem inúmeros exemplos de inovações além da tecnologia. E o conceito “Inovar vai além” vai permear todas as ações de comunicação da empresa. Um exemplo disso é a recente comemoração do aniversário da Vale, cujas ações visam reforçar o “Orgulho de ser Vale” e trazer à tona histórias de como a empresa está evoluindo ao longo do tempo.
Fonte: Vale

Agora qualquer um pode mergulhar para encontrar diamantes

Agora qualquer um pode mergulhar para encontrar diamantes

Mergulhador oferece excursões de um dia para pessoas que querem procurar diamantes no litoral da África do Sul

Wynand Hendrikse é um mergulhador que busca diamantes. Há 20 anos, ele passa os dias navegando no litoral ocidental da África do Sul, explorando uma concessão privada offshore que fica a uma hora ao sul da fronteira com a Namíbia.
Seu escritório é um barco e seu uniforme é um macacão de mergulho e pés de pato; sua missão é vasculhar o fundo dessas águas pouco profundas em busca de minerais preciosos.
Em quase todos os dias que passa na água, ele extrai um monte de diamantes, que depois são transformados em peças sob medida em seu ateliê em Stellenbosch.
Entre seus clientes, diz ele, estão estrelas do esporte e atores, mas ele se recusa a dar nomes. Em outras palavras, a vida dele não é nem um pouco entediante.
Durante centenas de anos, um sistema marinho chamado Corrente de Benguela ofereceu um tesouro de diamantes livres de conflito em uma região chamada Frente Angola-Benguela.
Os diamantes, originados nas profundezas da terra, foram arrastados para o fundo do oceano durante milhões de anos depois de terem circulado pelas vias navegáveis da África, ao longo de diversos rios e deltas.
É aí onde eles encontram as águas fortes de Benguela, capazes de carregar somente as pedras mais pesadas, oferecendo um rastro brilhante que pode ser recuperado pelos seres humanos.
Embora a mineração em outros lugares do continente tenha inspirado inúmeros documentários sobre as condições brutais que rodeiam o comércio de pedras preciosas, a prática oceânica tem uma história muito mais pacífica.
De acordo com uma vaga lenda local, diz Hendrikse, a frente foi descoberta na década de 1970, no dia em que um menino pequeno pegou uma pedra brilhante na praia e mais tarde descobriu que havia encontrado o primeiro diamante da região.
Atualmente estima-se que existe mais de 1,5 bilhão de quilates em diamantes em partes da frente no litoral da fronteira com a Namíbia, de acordo com a Comissão da Corrente de Benguela — tentador até para que a De Beers se instale lá.
E agora você também pode procurar diamantes, desde que tenha a certificação de mergulho iniciante Padi Open Water 1 e US$ 16.000 para gastar.
No início deste ano, Hendrikse fundou os safaris Benguela Diamond e agora oferece excursões de um dia para grupos de duas a seis pessoas.
O programa está disponível principalmente através da luxuosa Ellerman House, da Cidade do Cabo, uma mansão da era eduardiana que tem 15 quartos e pertenceu aos magnatas da navegação Sir John e Lady Ellerman, embora esta atividade também seja oferecida como um complemento para os itinerários da sofisticada agência de viagens Epic Road.
Você pode reservar a excursão junto com uma hospedagem na Ellerman House ou no Wolwedans Private Camp, na Namíbia, com a ajuda de Mark Lakin, da Epic Road.

Fonte: Exame