sábado, 29 de julho de 2017

Hematita

Hematita

                

Propriedades

Os cristais de hematita são usualmente tabulares entre espessos e delgados, com planos basais acentuados, mostrando muitas vezes marcas triangulares. Placas delgadas de hematitas podem estar agrupadas em formas de rosetas, são as rosas de ferro, como a da imagem acima.
A variedade especularita da hematita é aquela com faces planas e brilhantes que refletem imagens como espelhos.

Procedência

Esta amostra é de Diamantina (MG).

Curiosidades

O nome hematita vem do grego "hemos", que significa "sangue". Isso porque, quando a hematita é transformada em pó, torna-se avermelhada.

Uso

Esse mineral é a principal fonte de ferro, o mais comum, mais barato e mais importante dos metais e é usado em vários produtos, principalmente ao ser transformado em aço.

Crédito da foto da hematita: Henry Yu
Fonte: Uol

Garnet

Garnet

For most people outside the gemstone and jewelry trade, Garnet is just the name of a low priced red gemstone assigned as the January birthstone and and associated with the 2nd anniversary of marriage. In fact, Garnet is not a single mineral, but a family of at least six related and cross-mixed varieties available in almost every color of the spectrum and in a price range for every budget.
Colorful Garnet Family: Almandite, Blue Garnet, Demantoid, Hessonite, Malaia Garnet, Mali Garnet, Pyrope, Rhodolite, Spessartite, Tsavorite
The family name Garnet comes from the Latin word "Garanatus", which means "seedlike" in reference to a pomegranate seed size and color. But to add more confusion, garnets are usually called by their trade names that represent either a very specific color, like Mandarin Garnet and Color Change Garnet, or a place where that garnet was discovered and mined, like Bohemian garnet, Tsavorite or Mozambique Garnet.
Garnet is one the few gemstones that cannot be treated and as a result has enjoyed a huge resurgence of popularity. As gemologists and collectors have embraced the beauty and rarity of these gemstones, prices for some of the colors have doubled or even tripled in recent years. It is not because treatments have not been tried, it´s just that heat or radiation or any of the other gemstone enhancement techniques have not been effective for garnets. And, because so many of the stones are relatively clean, they also do not need to be oiled or infused with clarity enhancers to improve their appearance.
All species of garnets are related by a range of physical properties and crystal forms although they may differ in chemical composition. Garnets crystallize in the cubic or isometric system and are singly refractive. They may in some cases display excellent dodecahedral or trapezohedral crystallization but most garnets are found as water worn pebbles or irregular fragments depending on the nature of their geological history. Garnets do not show cleavage, so when they fracture under stress, sharp irregular pieces are formed.
With a hardness of 6.5 to 7.5, and no cleavage, garnets are relatively tough gemstones that can be used as a centers or accents in any kind of jewelry. They are not heat sensitive. Gem quality stones are normally faceted and sometimes cut en cabochon. Asterism is rare but 4 rayed stars are found in some areas. All species of garnet have been used as gemstones and red garnets have been among the most commonly used gemstones since the beginning of civilization.
Garnet varieties are found in almost every color of the spectrum, but the rarest of these are the blue color changing garnets discovered recently in Madagascar and the green demantoid garnets discovered in Russia more than a century ago. And, although garnets are found on every continent, Africa is and will most probably continue to be the most important and diverse source for the best garnets of any color.
Fonte: Seleções

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Granada: A pedra preciosa do Mês de Janeiro

Granada: A pedra preciosa do Mês de Janeiro

Muito se especula sobre as origens dos simbolismos que as pedras preciosas têm carregado ao longo dos anos, ultrapassando até mesmo os limites das mais distintas civilizações e culturas. No entanto, ainda hoje não há consenso sobre a gênese da questão.

Há quem aposte em escritos dos séculos I e IV que relacionam cada mês do ano a gemas específicas.
Há também quem acredite que tudo começou com Moisés. Ele, guiado por instruções divinas, ordenou que seu irmão Aaron – primeiro pastor-chefe da História – usasse uma vestimenta adornada por 12 pedras preciosas. A dúzia de gemas representava as 12 tribos de Israel e, após mutações temporais, os signos do zodíaco e os meses do ano.
Moisés teria iniciado a relação entre as pedras preciosas com cada mês do ano
Há ainda quem diga que as pedras só foram associadas ao mês do nascimento na primeira metade do século XVIII (antes disso elas eram relacionadas a práticas terapêuticas). Nesta vertente prega-se o uso de uma pedra mensal que ao final do período era trocada por outra. Misticamente, isso geraria uma aura protetora sob os indivíduos – como se funcionassem como talismãs da sorte. Isso também pode ser dito sobre a associação das gemas aos signos, que em tese permitem a ampliação da influência vibratória dos planetas.
Mas o que foi comprovado de verdade é que isso tudo não passa de especulação. De concreto mesmo existe uma tabela – divulgada pelos mais diferentes meios de comunicação – que atribui uma pedra preciosa específica a cada mês do ano.
Mês Um: A explosão do vermelho
Janeiro é conhecido por ser o mês da Granada. E não confundam, aqui não estamos falando de bombas ou algo semelhante. Derivado do latim, de “Granatus”, o nome significa “grão” em português.
No entanto, muitos relacionam a sua etimologia à outra palavra latina, “pomegranate”, que em nossa língua significa romã (fruta que apresenta cor vermelha forte). Há ainda a correlação com “carfunculus”, que em tradução para o português fica “pedra de luz“. Isso porque em algumas lendas antigas uma grande granada iluminou a Arca de Noé.
Romã
Apesar de possuir exemplares das mais diversas colorações, as granadas mais comuns são rubras, em suas mais variadas tonalidades. No entanto é possível encontrar pedras verdes, amarelas, laranjas, castanhas, brancas e até incolores. A única cor que uma granada nunca apresentará será o azul (e suas variações)!
Como não é difícil deduzir, o mês de janeiro é regido por uma pedra de fogo, guardiã do amor e da paixão e, portanto, uma estimulante do sexo. Ainda atribui-se a ela o poder de decisão, fidelidade e simpatia.
Localização e especificações técnicas
As granadas podem ser encontradas em todos os continentes do mundo, mas os seus principais centros de extração estão localizados na África do Sul, Sri Lanka, Madagascar, Brasil, Índia e Austrália.
Granada, pedra preciosa do mês de Janeiro
As pedras em questão variam pouco quanto às suas propriedades. Elas apresentam peso entre 3,6 e 3,8, dureza na casa dos 7,25 e índice de refração de 1,75 ou superior. Podem ser fusíveis e refrativas.
Efeitos terapêuticos
Como são predominantemente rubras, as granadas foram automaticamente associadas ao sangue e ao coração pelos povos antigos. Por isso, ainda hoje há quem as utilize na tentativa de interromper sangramentos ou ainda para a proteção contra feridas, depressão, pesadelos e venenos. Acredita-se ainda que a pedra preciosa fortaleça o coração, direcionando o ritmo e os batimentos cardíacos, além de prezar pela pressão e pela circulação sanguínea.

Fonte: Planeta
 

Uma empresa como a Vale não deveria ter dívida, diz CEO

Uma empresa como a Vale não deveria ter dívida, diz CEO


A dívida líquida da Vale atingiu 22,12 bilhões de dólares no segundo trimestre de 2017. Por estar na moeda estrangeira, valorização do dólar em relação ao real impactou a dívida e foi uma das principais causas para a queda do resultado da mineradora. O lucro líquido da Vale no segundo trimestre do ano somou 60 milhões de reais, recuo de 98,3% em relação ao observado no mesmo intervalo do ano anterior.
Por isso, para tornar a empresa mais sustentável e saudável, a mineradora tem planos para reduzir o endividamento para 15 a 17 bilhões de dólares. No entanto, a redução de quase um terço da dívida não é o suficiente para Fábio Schvartsman, presidente da companhia desde maio deste ano. “Uma dívida de 15 bilhões de dólares ainda é muito alta. Vamos continuar perseguindo números menores”, afirmou ele, em conferência à imprensa sobre os resultados trimestrais.
A companhia depende muito de minério de ferro, disse o presidente, uma commodity muito volátil. Cerca de 50% do faturamento vem desse único mineral. Por isso, Schvartsman declara que “não faz nenhum sentido a empresa carregar uma dívida, com esse grau de volatilidade no seu principal produto. É muito perigoso”. No intuito de diminuir a dependência da commodity, a Vale está realizando uma pesquisa para diversificar seus negócios.

Mudança de estratégia

A estratégia para o níquel será modificada. Em vez de continuar investindo em novas plantas e em aumentar a capacidade de produção, a ordem agora é tornar o negócio rentável.
Grande parte do dinheiro alocado até então era tendo em vista a melhora futura do preço do níquel. “Vamos parar de sonhar com um preço que não existe e que ninguém tem condições de fazer acontecer e transformar a exploração do níquel em um negócio viável com o preço que temos hoje”, disse o presidente.
Já o cobre, cada vez mais escasso e necessário, será foco de investimentos da empresa. “É o extremo oposto do níquel. Temos grande oportunidade de transformar a divisão em rentável”, afirmou.
A visão de rentabilidade já tem seus primeiros reflexos no balanço da companhia. No trimestre, os investimentos totalizaram 894 milhões de dólares, menor número desde 2006. O objetivo é reduzir ainda mais o Capex para 2018.
Fonte: Exame

   

Criou-se um monstrengo’, diz presidente da Vale sobre novo marco da mineração

Criou-se um monstrengo’, diz presidente da Vale sobre novo marco da mineração


O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que o novo marco regulatório da mineração, anunciado pelo governo nesta semana, é um “monstrengo” que traz insegurança jurídica para o setor. ”Criou-se um monstrengo, com o perdão da palavra”, afirmou em crítica às mudanças na base de cálculo dos royalties sobre as empresas que extraem minério. A declaração foi feita durante teleconferência com jornalistas para divulgar os resultados do segundo trimestre, nesta quinta-feira (27).
A Vale lucrou R$ 60 milhões entre abril e junho, queda de 98% frente ao mesmo período do ano passado. Os ganhos foram afetados pela desvalorização do real, que fez com que a dívida em dólar crescesse. Os royalties são taxas pagas pelas companhias ao governo para explorar recursos naturais. Além de as alíquotas para alguns minérios terem aumentado, essas taxas agora passarão a ser cobradas sobre o faturamento bruto das empresas, e não mais sobre a receita líquida (da qual são excluídas custos como frete e que é, portanto, menor).
Com a mudança, que passa a valer em novembro, o governo espera aumentar a arrecadação com essa contribuição em cerca de 80%. “[O governo] vai tributar frete agora, o que não faz sentido se o objetivo é tributar a mineração”, pontuou Schvartsman. Ele ainda reclamou que as alterações farão com que a empresa pague royalties também sobre a etapa de pelotização, processo de aglutinar as partículas de minério.
“Pelotização é operação industrial de alta complexidade. Tributar como se fosse minério, me parece que [o governo] está errando feio. Aqui no Brasil, inclusive, [esse ramo] é sujeito a IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o que prova que é uma indústria, assim como a siderurgia”, disse.
O executivo disse que os gestores da Vale ficaram “bastante chateados” com as mudanças na regulação porque elas representam aumento de custos e vieram “em uma hora ruim”, em que a empresa está competindo internacionalmente em um “mercado difícil”.
“A pior parte é a insegurança jurídica que esse movimento vai trazer. (…) O pior não é ter impostos aumentados, é não saber na verdade qual o imposto que vai pagar no fim do dia, não saber o que prevalece”, disse, emendando que ainda não é possível calcular o impacto financeiro que a mineradora terá com a medida.
Dívida baixa e diversificação
Schvartsman disse que vai trabalhar para que a Vale reduza significativamente o seu endividamento. A meta é que a dívida líquida, que subtrai dos financiamentos o dinheiro em caixa e hoje está em US$ 22,1 bilhões, não ultrapasse a marca de US$ 15 bilhões.
Esse patamar, porém, não será atingido neste ano. “Quem sabe no ano que vem”, afirmou o executivo.
Segundo ele, não é sustentável que a mineradora tenha dívidas altas enquanto suas receitas ainda estiverem muito atreladas à venda de minério de ferro, uma commodity cujos preços variam muito no mercado.
“Não faz nenhum sentido carregar dívida com o seu principal produto com esse grau de volatilidade”.
Ele também quer que a empresa diversifique as fontes de faturamento, ampliando a presença nos segmentos de níquel e cobre, por exemplo, mas desde que não precise se endividar mais para isso.
“Se quisermos diversificar, fazer outras coisas, terá que ser por outros mecanismos que não esse. (…) Não há razão de ter dívida nessa companhia”, concluiu.
 Samarco
Schvartsman disse que não há previsão para a retomada das operações da controlada Samarco, fechada desde o desastre ambiental que deixou 19 mortos em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015.
A expectativa do Ministério de Minas e Energia era de que a empresa voltasse a funcionar no segundo semestre deste ano.
A Samarco é uma sociedade entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton. A mineradora enfrenta um impasse jurídico com uma das cidades mineiras onde precisa captar água, o que a impede de conseguir licenças ambientais necessárias para operar.
Fonte: G1