domingo, 29 de outubro de 2017

Roberto Vascon: o mendigo que ficou milionário fazendo bolsas

Roberto Vascon: o mendigo que ficou milionário fazendo bolsas

Robeto Vascon - Foto: divulgaçãoRobeto Vascon - Foto: divulgação

A história do brasileiro Roberto Vascon, o designer que fabrica e vende bolsas para as mulheres mais famosas e ricas do mundo, é surpreendente, emocionante e de uma garra tamanha, que é preciso ser contada e compartilhada.
É um caso de superação dupla, para fazer um livro e um filme:  nasceu pobre, ficou rico, vendeu tudo, voltou a dormir na rua, começou de novo e venceu novamente.
Uma história que teve ajuda de jornalistas, artistas e de Deus, como ele conta.
Mineiro, de Raposos, Roberto Vascon nunca pôde estudar – nunca – mas fala 3 línguas: inglês, francês e espanhol.

De família pobre, e pai alcoólatra, a vida dele começou difícil desde pequeno.
Roberto teve que trabalhar logo cedo para ajudar a manter a casa.
E ele conta que sempre teve uma ligação muito forte com Deus e naquela época de muita dificuldade, com o pai na cama, fez pacto com Deus:
“Deus me ajuda, me ilumina. Eu não tenho outra coisa na vida senão você. Tudo que você me der, eu não vou levar para o cemitério, pra cova. Enquanto eu estiver vivo eu vou ajudar o ser humano”, prometeu.
Rio de Janeiro
Mas a situação não melhorou imediatamente.
Roberto foi para o Rio de Janeiro, quando adolescente, e passou fome.
Ele conta que lavava carros para sobreviver.
Até o dia em que conheceu o cantor Cazuza, que em vez de deixar Roberto Vascon lavar o carro, o convidou para almoçar.
Dessa amizade, Roberto conseguiu um emprego como vendedor numa loja de roupas.
Nova York
Quando conseguiu juntar dinheiro, ele pegou um vôo para Nova York, onde dormiu durante 4 meses num banco do Central Park.
Ele se enrolava em jornais e usava caixas de papelão para sobreviver ao frio do mês de novembro, quando chegou.
Lá conheceu uma mendiga que o ensinou a falar inglês.
Longe de casa, da mãe, passando frio e necessidade, Roberto teve outra conversa com Deus, com quem diz falar todo dia.
Ele conta que reclamou da vida que estava levando, com frio, fome, sede, saudades da mãe… e disse que estava cansado: pediu para Deus “levá-lo embora”.
Naquela noite o brasileiro teve um sonho estranho, que mudaria sua vida.
Fotos: divulgação
Fotos: divulgação
O sonho
Roberto Vascon sonhou com milhares de pássaros. Ele “balançava os galhos das árvores onde eles estavam e voavam bolsas”.
No dia seguinte ele catou muitas latinhas, juntou 80 dólares e comprou peças de couro, linha e agulha e começou a costurar no Central Park, suas 12 primeiras bolsas, parecidas com as do sonho.
Coincidentemente, ou não, passou sua primeira cliente: uma moça que perguntou se as bolsas eram da Itália.
Ele não sabia, mas era a editora-geral de moda do jornal The New York Times, Nancy H.
Na conversa ela descobriu que Roberto nunca tinha ido à escola e mesmo assim fazia bolsas incríveis.
No meio do papo, Roberto disse que precisava trabalhar, porque estava com fome e não poderia mais conversar com a cliente.
Aí ela disse:
– Se eu comprar as 12 bolsas você conversa comigo?
– Claro, a noite inteira, disse Roberto.
Mais do que mostrar o produto para as amigas, a jornalista escreveu sobre a história dele e disse que as bolsas de Roberto tinham uma energia diferente.
Foi o trampolim para o mundo da moda e a vida dele Roberto Vascon nunca seria a mesma.
De catador ele se transformou em um dos mais famosos designers do mundo da moda de bolsas.

“Eu tenho uma fé muito grande. Eu peço pra Deus: vou ajudar alguém e você me ajuda a sobreviver”, diz Roberto.
E ele conseguiu tudo o que queria.
Comprou apartamento nos Estados Unidos, e realizou o sonho de dar uma casa para mãe dele aqui no Brasil.
Em seguida voltou para os Estados Unidos montou 7 lojas e abriu outra no Japão.
Já muito rico, no dia 2 de agosto 1993, dia do aniversário dele, Roberto estava sozinho. Ninguém ligou para cumprimentá-lo.
Naquela noite ele teve nova conversa com Deus: “lembra que eu te falei que eu ia te devolver tudo? Chegou a hora”.
Conhecer o mundo
Com milhões de dólares, Roberto fechou todas as lojas, vendeu tudo o que tinha e saiu mundo à fora.
Foi conhecer 128 países e ajudar as pessoas por onde passava.
Ajudou gente que não tinha perna, pessoas que não podiam estudar… pagou faculdades para alunos… Uma ironia, para quem nunca conseguiu estudar.
Assim, viajando, passeando, aprendendo culturas diferentes, e ajudando as pessoas, toda sua fortuna acabou.
Pobre de novo
Na pobreza novamente, Roberto voltou ao Brasil, onde conta que foi mal recebido.
Ele vendeu então um anel da Cartier que tinha, comprou uma passagem para Nova York e foi dormir novamente no Central Park.
Dias depois uma moça passou por ele e disse: “nossa, você parece com o Roberto Vascon!”
Ele disse que era ele mesmo e contou que vendeu tudo o que tinha, mas que hoje era “o mais culto do Central Park”.
Fotos: divulgação
Fotos: divulgação
Recomeço
O que Roberto não sabia é que essa moça também era jornalista.
Ela vendeu a nova história do mendigo/designer para o New York Times e 2 dias depois a vida de Roberto Vascon daria outra reviravolta: ele conseguiu comprar outra loja e recomeçar a vida como designer de bolsas.
Hoje, famoso e rico ele continua ajudando as pessoas anonimamente.
Ensinamento
“Me coloque na vida de pessoas que eu possa fazer a diferença. Que as pessoas possam pegar a minha história e dizer: a minha também tem jeito. A vida é você acreditar em você mesmo. Eu acredito no meu potencial, na minha bondade, gentileza, na minha fé! Eu acredito nisso tudo e isso tudo me faz ir pra frente”, ensina Roberto Vascon.
Fonte:UOL

Arábia Saudita está pronta a estender corte de produção de petróleo, diz príncipe

Arábia Saudita está pronta a estender corte de produção de petróleo, diz príncipe

KHOBAR, Arábia Saudita (Reuters) - O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, reiterou neste sábado que o Reino está pronto para apoiar a extensão de acordo para corte na produção mundial de petróleo.
“O Reino afirma a sua disponibilidade para ampliar o acordo de corte de produção, que provou sua viabilidade para o reequilíbrio da oferta e demanda”, afirmou o príncipe em um comunicado.
“A alta demanda de petróleo absorveu o aumento da produção de petróleo de xisto”, acrescentou Mohammad.
O príncipe fez comentários semelhantes à Reuters em uma entrevista publicada na quinta-feira.
“Vamos apoiar tudo para estabilizar a oferta e a demanda de petróleo”, disse ele à Reuters, quando perguntado se o Reino seria um apoiador da extensão do acordo até o final de 2018.
Os comentários deram um impulso aos preços do petróleo, com petróleo Brent sendo negociado acima de 60 dólares por barril na sexta-feira pela primeira vez desde julho de 2015.
A Arábia Saudita, o maior produtor e líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e a Rússia estão restringindo a oferta sob um pacto global para reduzir estoques e aumentar os preços.
A Opep e outros produtores reduziram a produção de petróleo em cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd) desde janeiro. O pacto deve durar até março de 2018, mas uma extensão está em consideração.
Fonte:  Reuters

Diamante raro de 163 quilates é o maior já colocado à venda e pode bater recorde em leilão

Diamante raro de 163 quilates é o maior já colocado à venda e pode bater recorde em leilão

O preço mínimo ainda não foi estabelecido



Diamante raro de 163,41 quilates que vai a leilão na Christies é o quinto maior já colocado à venda (Foto: Andy Rain/EFE)
A casa Chistie´s, junto com a joalheria suíça De Grisogono, anunciaram o leilão de um diamente de 163,41 quilates, o maior já colocado à venda, que será realizado no dia 14 de novembro em Genebra.
O diamante de corte esmeralda e cor D - ou seja, totalmente incolor e o grau mais alto quanto à cor, muito pouco frequente -, é um dos mais excepcionais exibidos pela Christie´s, segundo disse em um comunicado o responsável de joias da casa de leilões, Rahul Kadakia.
Além disso, é o maior diamante de cor D sem fissuras já leiloado.
A pedra foi encontrada em uma mina de Angola em 2016 e originalmente tinha 404,20 quilates.
A pedra original foi enviada à Antuérpia (Bélgica) para ser taxada e avaliada, e posteriormente foi talhada em Nova York por um grupo de dez especialistas que conseguiram polir um diamante de 163,41 quilates.
O trabalho dos profissionais durou 11 meses.
Uma vez o diamante pronto, os profissionais da joalheria suíça De Grisogono projetaram 50 diferentes desenhos para a pedra preciosa.
Finalmente foi decidido que o diamante estaria disposto em um colar decorado com diamantes e esmeraldas.
O colar, cujo preço estimado ainda não foi divulgado, será exibido em Hong Kong, Londres, Dubai e Nova York antes de ser leiloado em Genebra.

Fonte: Negócios

O que significa "ouro cheio"?

O que significa "ouro cheio"?


O que significa "ouro cheio"?
Joias de ouro cheio contêm uma base de liga de metais (Gold Ring image by Sujit Mahapatra from Fotolia.com)
Quando se trata de comprar joias de ouro, conhecer o que os termos significam e como a peça foi feita dá uma boa ideia do seu valor. Apesar de joias feitas de ouro puro parecerem a realização de um sonho, o ouro é macio demais para ser utilizado como joia sem a adição de ligas de metais para dar força e durabilidade.

Equívocos

Muitas pessoas equivocadamente acreditam que uma joia de ouro cheio significa que a peça inteira é cheia de ouro puro. Na verdade, joias de ouro cheio contêm uma base de liga de metais. Através de um processo de aquecimento e fusão, o ouro é permanentemente ligado à uma base de metal que não irá lascar ou quebrar. Regulações rígidas dirigem esse processo, sendo que, no mínimo, 1/20 do peso deve ser em ouro.

Identificação

O selo na joia deve indicar tanto o peso do ouro na peça quanto o quilate utilizado. Um selo de 14K 1/20 significa que um anel possui 1/20 do peso em ouro e que o ouro aderido à liga de metal é de 14 quilates.

Características

O quilate do ouro também indica a porcentagem do ouro na peça. Vinte e quatro quilates indicam 100% de ouro, raramente vistos em joias, já que a peça iria se entortar facilmente. Vinte e dois quilates (91%) de ouro são encontrados em joias antigas, mas ainda são muito moles para o uso diário. Ouro de 18K possui 75% do metal e é excelente para joias finas, com força adequada para suportar o uso diário. Joias tradicionais feitas de ouro de 14K (58,3%) também são boas opções que mantêm as matizes tradicionais do ouro. Doze quilates não possuem o brilho característico do ouro a 50%, e 10K (41,7%) é o menor peso permitido de ser vendido como ouro.

Considerações

Ao contrário das joias de ouro cheio, joias banhadas em ouro não contêm uma ligação permanente com a base de liga de metal subjacente. Joias banhadas em ouro possuem uma camada fina de ouro depositada na camada externa de metal, e podem ser facilmente lascadas ou quebradas com o uso diário. O banho de ouro é menos caro que o ouro cheio, mas não dura tanto tempo.

Potencial

O conteúdo total de ouro das joias banhadas varia, mas as joias de ouro cheio devem seguir a regulações. A combinação do quilate de ouro utilizado e o peso de ouro em comparação com a base de liga de metal determina o conteúdo total de ouro da joia. O valor total depende do peso do ouro comparado com a base de metal, a qualidade do ouro utilizado, o tamanho e o desenho da peça.

Fonte: BBC

A diferença entre o ouro puro e a peça banhada

A diferença entre o ouro puro e a peça banhada


A diferença entre o ouro puro e a peça banhada
Falsificadores podem criar ouro que parece real (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)
Nem toda peça de ouro é feita de ouro puro. Em alguns casos, uma joia contém metal coberto com ouro para imitar o puro. Isso reduz o custo de produção da peça e abaixa o preço de venda. O ouro puro e metais banhados têm características que permitem a especialistas distingui-los.

Processo de peças banhadas a ouro

O banho de ouro envolve um processo eletroquímico no qual joalheiros colocam moléculas finas de ouro em uma base de metal, como o cobre ou latão. Alguns produtos banhados a ouro não são criados usando o metal verdadeiro, mas algo que tem uma cor dourada. A cor do ouro é desgastada por poluentes e sais. A joia banhada não tem a durabilidade de peças de ouro verdadeiro.

Escavando ouro

Os mineiros retiram ouro da terra e da água utilizando vários métodos, incluindo a peneira e lavagem a seco. O metal extraído é ouro puro ou tem mercúrio e prata incluídos. O ouro deve ser refinado para ter valor de mercado. O mercúrio pode ser removido do ouro aquecendo-o até que evapore. No entanto, os refinadores devem tomar medidas para evitar a inalação dos vapores tóxicos do mercúrio. Em seguida, o ouro é derretido em diferentes formas, como barras e moedas.

Propriedades

O ouro não é magnético. Os produtos banhados a ouro podem conter metais magnéticos como o aço, que serão atraídos por um ímã. Os metais comuns também reagem com o ácido nítrico, mas o ouro não. No entanto, os testadores de ouro que utilizam ácido nítrico devem saber o que estão fazendo, pois ele pode queimar gravemente a pele.

Distinguindo

Os joalheiros não podem, legalmente, vender um produto como ouro, a menos que tenha pelo menos dez quilates. No entanto, sem testes sofisticados, distinguir entre dez e nove quilates pode ser difícil. Ao procurar ouro verdadeiro, os consumidores devem comprar em lojas que tenham garantia de qualidade e testar as peças. Além disso, peças com um acabamento ruim são provavelmente banhadas.
Fonte: BBC