domingo, 29 de outubro de 2017

Diamante raro de 163 quilates é o maior já colocado à venda e pode bater recorde em leilão

Diamante raro de 163 quilates é o maior já colocado à venda e pode bater recorde em leilão

O preço mínimo ainda não foi estabelecido



Diamante raro de 163,41 quilates que vai a leilão na Christies é o quinto maior já colocado à venda (Foto: Andy Rain/EFE)
A casa Chistie´s, junto com a joalheria suíça De Grisogono, anunciaram o leilão de um diamente de 163,41 quilates, o maior já colocado à venda, que será realizado no dia 14 de novembro em Genebra.
O diamante de corte esmeralda e cor D - ou seja, totalmente incolor e o grau mais alto quanto à cor, muito pouco frequente -, é um dos mais excepcionais exibidos pela Christie´s, segundo disse em um comunicado o responsável de joias da casa de leilões, Rahul Kadakia.
Além disso, é o maior diamante de cor D sem fissuras já leiloado.
A pedra foi encontrada em uma mina de Angola em 2016 e originalmente tinha 404,20 quilates.
A pedra original foi enviada à Antuérpia (Bélgica) para ser taxada e avaliada, e posteriormente foi talhada em Nova York por um grupo de dez especialistas que conseguiram polir um diamante de 163,41 quilates.
O trabalho dos profissionais durou 11 meses.
Uma vez o diamante pronto, os profissionais da joalheria suíça De Grisogono projetaram 50 diferentes desenhos para a pedra preciosa.
Finalmente foi decidido que o diamante estaria disposto em um colar decorado com diamantes e esmeraldas.
O colar, cujo preço estimado ainda não foi divulgado, será exibido em Hong Kong, Londres, Dubai e Nova York antes de ser leiloado em Genebra.

Fonte: Negócios

O que significa "ouro cheio"?

O que significa "ouro cheio"?


O que significa "ouro cheio"?
Joias de ouro cheio contêm uma base de liga de metais (Gold Ring image by Sujit Mahapatra from Fotolia.com)
Quando se trata de comprar joias de ouro, conhecer o que os termos significam e como a peça foi feita dá uma boa ideia do seu valor. Apesar de joias feitas de ouro puro parecerem a realização de um sonho, o ouro é macio demais para ser utilizado como joia sem a adição de ligas de metais para dar força e durabilidade.

Equívocos

Muitas pessoas equivocadamente acreditam que uma joia de ouro cheio significa que a peça inteira é cheia de ouro puro. Na verdade, joias de ouro cheio contêm uma base de liga de metais. Através de um processo de aquecimento e fusão, o ouro é permanentemente ligado à uma base de metal que não irá lascar ou quebrar. Regulações rígidas dirigem esse processo, sendo que, no mínimo, 1/20 do peso deve ser em ouro.

Identificação

O selo na joia deve indicar tanto o peso do ouro na peça quanto o quilate utilizado. Um selo de 14K 1/20 significa que um anel possui 1/20 do peso em ouro e que o ouro aderido à liga de metal é de 14 quilates.

Características

O quilate do ouro também indica a porcentagem do ouro na peça. Vinte e quatro quilates indicam 100% de ouro, raramente vistos em joias, já que a peça iria se entortar facilmente. Vinte e dois quilates (91%) de ouro são encontrados em joias antigas, mas ainda são muito moles para o uso diário. Ouro de 18K possui 75% do metal e é excelente para joias finas, com força adequada para suportar o uso diário. Joias tradicionais feitas de ouro de 14K (58,3%) também são boas opções que mantêm as matizes tradicionais do ouro. Doze quilates não possuem o brilho característico do ouro a 50%, e 10K (41,7%) é o menor peso permitido de ser vendido como ouro.

Considerações

Ao contrário das joias de ouro cheio, joias banhadas em ouro não contêm uma ligação permanente com a base de liga de metal subjacente. Joias banhadas em ouro possuem uma camada fina de ouro depositada na camada externa de metal, e podem ser facilmente lascadas ou quebradas com o uso diário. O banho de ouro é menos caro que o ouro cheio, mas não dura tanto tempo.

Potencial

O conteúdo total de ouro das joias banhadas varia, mas as joias de ouro cheio devem seguir a regulações. A combinação do quilate de ouro utilizado e o peso de ouro em comparação com a base de liga de metal determina o conteúdo total de ouro da joia. O valor total depende do peso do ouro comparado com a base de metal, a qualidade do ouro utilizado, o tamanho e o desenho da peça.

Fonte: BBC

A diferença entre o ouro puro e a peça banhada

A diferença entre o ouro puro e a peça banhada


A diferença entre o ouro puro e a peça banhada
Falsificadores podem criar ouro que parece real (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)
Nem toda peça de ouro é feita de ouro puro. Em alguns casos, uma joia contém metal coberto com ouro para imitar o puro. Isso reduz o custo de produção da peça e abaixa o preço de venda. O ouro puro e metais banhados têm características que permitem a especialistas distingui-los.

Processo de peças banhadas a ouro

O banho de ouro envolve um processo eletroquímico no qual joalheiros colocam moléculas finas de ouro em uma base de metal, como o cobre ou latão. Alguns produtos banhados a ouro não são criados usando o metal verdadeiro, mas algo que tem uma cor dourada. A cor do ouro é desgastada por poluentes e sais. A joia banhada não tem a durabilidade de peças de ouro verdadeiro.

Escavando ouro

Os mineiros retiram ouro da terra e da água utilizando vários métodos, incluindo a peneira e lavagem a seco. O metal extraído é ouro puro ou tem mercúrio e prata incluídos. O ouro deve ser refinado para ter valor de mercado. O mercúrio pode ser removido do ouro aquecendo-o até que evapore. No entanto, os refinadores devem tomar medidas para evitar a inalação dos vapores tóxicos do mercúrio. Em seguida, o ouro é derretido em diferentes formas, como barras e moedas.

Propriedades

O ouro não é magnético. Os produtos banhados a ouro podem conter metais magnéticos como o aço, que serão atraídos por um ímã. Os metais comuns também reagem com o ácido nítrico, mas o ouro não. No entanto, os testadores de ouro que utilizam ácido nítrico devem saber o que estão fazendo, pois ele pode queimar gravemente a pele.

Distinguindo

Os joalheiros não podem, legalmente, vender um produto como ouro, a menos que tenha pelo menos dez quilates. No entanto, sem testes sofisticados, distinguir entre dez e nove quilates pode ser difícil. Ao procurar ouro verdadeiro, os consumidores devem comprar em lojas que tenham garantia de qualidade e testar as peças. Além disso, peças com um acabamento ruim são provavelmente banhadas.
Fonte: BBC

Pedras que mudam de cor

Pedras que mudam de cor


Pedras que mudam de cor
Sempre há ciência por trás das novidades (Thomas Northcut/Photodisc/Getty Images)
Os anéis de humor sempre foram uma novidade, com suas pedras decorativas que, supostamente, mudavam de cor, baseadas no humor de quem os usava. No entendo existe mais informação sobre essas pedras do que você imagina. Estas e outras gemas raras são o que se chama de fenomenais. Esta categoria inclui outros efeitos óticos, com a mudança de cor sendo, talvez, a mais destacável de todas.

Alexandrita

Alexandrita é uma gema originária dos Montes Urais, na Rússia. Sob a luz brilhante do sol, a pedra tem um coloração verde ou azul. No entanto, sob a luz artificial, ela têm uma aparência bem diferente, mudando para o vermelho intenso e roxo. A pedra é uma combinação de vários elementos diferentes, como titânio, berílio e ferro. Ela também contém crômio, que dá à gema suas propriedades quase místicas; na verdade, tão mística que não só foi nomeada a pedra nacional da Rússia, como leva o nome do czar da época de seu descobrimento. Por causa de sua combinação de elementos raramente existe no mesma área e que requerem condições muito específicas para se formar, a alexandrita é extremamente rara.

Zultanito

O zultanito é uma pedra recém-descoberta das minas da Turquia. A gema em si é transparente, mas tem coloração que muda de acordo com a luz incidida. Sob a luz natural, a pedra aparenta ser verde, mudando para o vermelho roseado quando exposta a luz de velas. Ela também pode mudar de cor baseando-se nas cores à sua volta -- quando colocada contra diferentes cores, ela adquirirá colorações diferentes. As propriedades de mudança de cor do zulanito são baseadas nos ângulos do corte, tornando as pedras polidas muito menores do que a gema crua. A maioria das pedras finalizadas tem apenas 2% do tamanho original das gemas trazidas das minas. Extremamente raro, o zutanito é encontrado somente em uma mina da Turquia.

Diáspora

Diáspora é uma outra pedra que muda de cor, originária dos Montes Urais da Rússia, o lar das alexandritas. Ao contrário delas, a diáspora também é encontrada na Polônia, Suíça, África do Sul e mesmo em áreas do nordeste dos Estados Unidos.
A gema tem uma coloração transparente, com tons que mudam baseados no tipo de luz a que são expostas. Sob a luz do dia, os tons podem variar de amarelo escuro ao suave e de rosa a marrom pálido ou champanhe. Quando expostas à luz artificial, a pedra mudará para um rosa vibrante, com a coloração mudando mais notavelmente em pedras que são, sob a luz natural, marrons ou esverdeadas.

Granada que muda de cor

As granadas comuns não tem propriedades de mudança de cor e considerou-se, por muito tempo, que elas eram formadas naturalmente em todas as cores, exceto azul. Descobertas recentes de gemologistas têm mostrado que existem granadas azuis e que elas são pedras extremamente raras com propriedades de mudança de cor.
Sob a luz natural, a cor da gema varia do verde-acinzentado para o azul claro. Sob luz artificial, a granada escurecerá para o roxo escuro, com alguns exemplares tendo tons de bordô. As mesmas propriedades e os mesmos minerais, como o crômio, que dá à alexandrita suas características, estão presentes na granada. Geralmente, quanto maior a pedra, menos drástica é a mudança e mais nebulosa a cor fica.
Fonte: Geologo.com

A ECONOMIA MINERADORA NO BRASIL (SÉC. XVIII)

A ECONOMIA MINERADORA NO BRASIL (SÉC. XVIII)
História do Brasil


A ECONOMIA MINERADORA (SÉC. XVIII)
1. CONTROLE ADMINISTRATIVO:
· Regimento de 1702:
- a mineração era rigidamente controlada pela metrópole: política fiscal e controle absoluto sobre a mineração.
- a exploração era livre, mas os mineradores deveriam submeter-se as autoridades da Coroa e pagar os impostos.
+ Intendência das Minas:
- órgão responsável pelo policiamento, fiscalização e direção da exploração das jazidas, além de funcionar como um tribunal e de ser responsável pela cobrança dos impostos.
- todas as minas pertenciam ao rei e o descobridor de uma jazida deveria comunicar a Intendência, caso contrário seria preso e julgado.
- a mina, depois de descoberta, era dividida pela Intendência em lotes (datas): as duas primeiras datas eram escolhidas pelo descobridor da mina, a terceira data era reservada para a Coroa e depois leiloada e as demais datas eram distribuídas com os interessados que tivesse maior número de escravos.
2. TIPOS DE EXTRAÇÃO:
· Faiscação (Faisqueira):
- pequena extração: no leito dos rios e riachos.
- garimpeiro: geralmente um trabalhador livre que trabalhava isoladamente.
· Lavra (Jazidas):
- mina: grande unidade de extração.
- volume razoável de capital.
- numerosa mão-de-obra escrava.
3. A EXTRAÇÃO DE DIAMANTES:
- descobridor: o bandeirante Bernardo da Fonseca Lobo (1729).
- local: Vale do rio Jequitinhonha ® Arraial do Tijuco ® Diamantina (MG).
- Regimento dos Diamantes (1730).
* Distrito Diamantino: rígida fiscalização
+ Tipos de Extração:
- a Coroa concedia a particulares o direito de extração e estes pagariam taxas e impostos.
- a Coroa passou a conceder o direito de extração a um único individuo: o contratador.
- o monopólio régio sobre a extração: a região foi fechada e a circulação das pessoas era controlada.
4. OS IMPOSTOS: carga tributária onerosa e opressiva.
· Quinto: 20% do ouro extraído.
· Casas de Fundição (1719):
- criadas com o objetivo de evitar o contrabando e a sonegação fiscal: facilitar a cobrança do quinto.
- o ouro em pepita e em pó era fundido em barras timbradas com o selo real e quintadas.
· capitação: 17g de ouro por escravo.
· fintas: quotas anuais (100 arrobas).
· derrama: cobrança complementar e violenta do imposto (quinto) atrasado.
5. DESTINO DO OURO BRASILEIRO:
· Tratado de Methuen (1703): Tratado de Panos e Vinhos.
- assinado entre Portugal e Inglaterra.
- estipulava que Portugal teria vantagens alfandegárias na venda de vinhos para a Inglaterra e esta teria vantagens alfandegárias na venda de manufaturados para a Inglaterra: desvantagens comerciais.
- grande parte do ouro brasileiro serviu para a Coroa pagar suas dívidas e cobrir os prejuízos da balança comercial deficitária.
+ Conseqüências:
- Portugal tornou-se um pais exclusivamente agrário.
- o desenvolvimento manufatureiro foi prejudicado.
- submissão de Portugal ao capital inglês.
6. A DECADÊNCIA DA MINERAÇÃO:
· Fatores:
- o esgotamento das jazidas: ouro de aluvião.
- o baixo nível técnico.
® a economia colonial entrou novamente em crise.
7. CONSEQUÊNCIAS:
- crescimento demográfico.
- desenvolvimento da vida urbana.
- urbanização.
- crescimento do comércio e do artesanato: mercado interno.
- integração entre diferentes regiões do Brasil com a zona mineradora.
- aparecimento de uma camada social média.
- uma certa mobilidade social.
- piores condições de vida e de trabalho para os negros escravos.
- crescimento das atividades intelectuais e culturais: arquitetura, escultura, música religiosa, poesia, contato com as idéias iluministas ® barroco ® Tomás Antonio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga, Alvarenga Peixoto.
- crescimento da mão-de-obra livre.
- conflitos: Guerra dos Emboabas, Revolta de Filipe dos Santos, Inconfidência Mineira, quilombos (Rio das Mortes em Minas Gerais e o de Carlota no Mato Grosso).
8. A ÉPOCA POMBALINA (1750-1777): Despotismo Esclarecido
- Marquês de Pombal: ministro do rei D. José I
- buscou salvar Portugal da dependência inglesa.
- desejava anular os efeitos desastrosos do Tratado de Methuen para a economia portuguesa.
- estimulou as manufaturas portuguesas.
- proibiu a exportação de ouro.
- combateu vigorosamente o contrabando.
- criação da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e da Companhia de Comércio de Pernambuco: visava racionalizar a exploração da colônia para recompor a economia da metrópole ® monopólio do comércio e da navegação.
- centralismo e fortalecimento do Estado metropolitano: choque com parcela da nobreza e com a Companhia de Jesus.
- expulsou os jesuítas (1759): acusava-os de constituírem um império em terras brasileiras.
- escolas régias: professores leigos.
- reforma na Universidade de Coimbra: ciências exatas, naturais e jurídicas.
- transferência da capital do Estado do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro.
- política colonial marcada pelos excessos e abusos: política fiscal rígida e opressiva.
- instituiu a derrama.
Fonte: IG