segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

PAISAGENS SUBMARINAS E BOLHAS DE SABÃO

PAISAGENS SUBMARINAS E BOLHAS DE SABÃO

Paisagem surrealista
No fascinante e muitas vezes subjetivo mundo da gemologia, o preço das pedras preciosas pode ser determinado por características diametralmente opostas entre elas.
Se a cotação do diamante comercial, grosso modo, está sujeita à sua pureza incolor, são exatamente as inclusões, rachaduras e fissuras que valorizam outras gemas.

As opalas se enquadram nessa categoria. Seus “defeitos” coloridos causados pela infiltração da água durante o processo de cristalização provocam efeitos surreais.
A iridescência deste raro exemplar, por exemplo, encontrado numa mina do Oregon, EUA, ao mesmo tempo lembra bonitas paisagens submarinas ou bolhas de sabão.
Paisagem submarina
Pedra preciosa colorida
Gema colorida

Fonte: Geologo.com

domingo, 3 de dezembro de 2017

O quadro mais caro da história é uma farsa?

O quadro mais caro da história é uma farsa?

O quadro mais caro da história seria uma farsa© Reuters O quadro mais caro da história seria uma farsa Salvator Mundi. O Salvador do Mundo. Jesus Cristo. Leonardo da Vinci. Um leilão. Várias ofertas. 450 milhões de dólares. Uau! O quadro mais caro da história. Uma farsa. Uma farsa? Sim. Pelo menos é o que alguns críticos andam dizendo na imprensa internacional, contrariando alguns especialistas que afirmam categoricamente que esse é um dos pouquíssimos quadros finalizados pelo mestre do Rinascimento lombardo.
Um dia antes de a pintura ir a leilão na Christie’s na última quarta-feira, o crítico de arte da New York Magazine, Jerry Saltz, escreveu um artigo contestando a autenticidade da obra. “Várias técnicas de raio-X mostram arranhões e ranhuras no trabalho, tinta faltando, uma tela empenada, uma barba aqui e que desapareceu, além de outras partes do quadro que foram obviamente retocadas e corrigidas para fazer essa provável cópia se parecer mais com o original”, afirma.
Saltz diz ainda que, durante quase seus 50 anos como crítico, “uma olhada para este quadro me diz que isso não é um Leonardo”. “Sua superfície é inerte, envernizada, lúgubre, esfregada e repintada tantas vezes que parece simultaneamente nova e velha. Isso explica por que a Christie´s o define com termos vagos como ‘misterioso’, preenchido com uma ‘aura’, e algo que ‘pode se tornar viral”, complementa.
E ele não está só no questionamento sobre autenticidade. Em um artigo publicado no The New York Times, o crítico Jason Farago pergunta se o que foi comprado foi o quadro ou a marca “da Vinci”.
O crítico complementa: “não sou o homem para afirmar ou rejeitar sua atribuição; o quadro é aceito como um Leonardo por muitos acadêmicos sérios, embora não todos. Posso dizer, contudo, o que eu senti ao olhá-lo quando me coloquei entre a multidão que ficou na fila por uma hora ou mais para contemplar e fotografar infinitamente o ‘Salvator Mundi’: uma proficiente, mas não especialmente distinta, pintura religiosa da virada do século 16 na Lombardia, submetida a um espremedor de restaurações”.
O quadro atribuído a Leonardo da Vinci foi criado possivelmente por volta de 1500 e foi parar na coleção do rei Carlos I, da Inglaterra.  Desapareceu dos inventários por volta de 1700 e retornou em meio ao último século, em uma mansão em Richmond, nos Estados Unidos. Foi vendido em 1958, sumindo novamente e reaparecendo em um leilão, quando foi comprado junto a outras duas pinturas antigas por 10.000 dólares, em 2005.
O Salvator Mundi, que passou por um longo e complexo processo de restauração executado por Dianne Dwyer Modestini, chegou até à coleção privada do bilionário russo Dmitry Rybolovlev, que se vê ligado a um processo judicial com seu antigo agente.
A questão, no final das contas, é até que ponto o processo de restauração manteve o que há de Leonardo no quadro, pergunta a Bloomberg, em uma reportagem. A restauração removeu grande parte da poeira e do verniz da obra. Porções significativas da composição estavam faltando completamente na pintura de Leonardo. Os danos são explicados pelo transporte e pelas condições de manutenção de seus antigos donos.
“A tolerância do mercado por um da Vinci é bem diferente da tolerância por um Van Gogh”, diz um representante da casa de leilões Sotheby’s, em uma entrevista para Bloomberg. E explica o porquê: “mesmo que um Van Gogh seja raro e alguém queira pagar 81 milhões de dólares por uma grande pintura dele, há ainda muito mais gente para um da Vinci, que pintou menos de 20 quadros no mundo

Fonte: MSN/Reuters

Alquimia, História da Alquimia

Alquimia, História da Alquimia#Alquimia, História da AlquimiaConta a lenda que o filósofo e alquimista árabe Averróis enterrou um raio de sol sob a primeira coluna à esquerda da mesquita de Córdoba, acreditando que, transcorridos oito mil anos, ele se converteria em ouro.

A alquimia foi uma atividade pré-científica que visava alcançar uma melhor compreensão do cosmo, da matéria e do homem. Em particular, através do conhecimento da natureza da matéria, os alquimistas visavam transformá-la e transmutar metais de pouco valor em ouro e prata.

Características da alquimia. Segundo os alquimistas, através de certas técnicas, que envolviam ciência, arte e religião, seria possível conseguir a transmutação de uma substância em outra. Por haverem desenvolvido e utilizado diversos procedimentos de laboratório, a alquimia foi uma atividade precursora da química, que lhe deve a descoberta de inúmeras substâncias e a invenção de grande variedade de instrumentos, que mais tarde  desempenhariam papel de destaque no domínio da metodologia científica.

A teoria da transmutação baseava-se na interpretação dada pela filosofia clássica grega à composição da matéria. Na época de Aristóteles, acreditava-se que toda substância compunha-se de diferentes proporções dos quatro elementos fundamentais: água, ar, fogo e terra. A partir desse princípio, os alquimistas desenvolveram seu postulado fundamental: "A matéria é única e pode sofrer transmutações mediante a variação das proporções entre seus componentes." Os alquimistas acreditavam também na existência de uma substância capaz de provocar essa transmutação, denominada elixir (do árabe al-iksir, "pó seco") ou pedra filosofal. A essa substância eram atribuídas outras propriedades, tais como o poder curativo e de rejuvenescimento, razão pela qual recebia também o nome de "elixir da vida" ou "panacéia universal".

Entretanto, os alquimistas medievais tinham mais interesse nos poderes de transmutação da matéria atribuídos à pedra filosofal, uma vez que, se alcançada, essa técnica possibilitaria o fácil acesso à riqueza. Nicolas Flamel, tabelião e alquimista francês do século XIV, acumulou tamanha riqueza que seus contemporâneos imaginaram que ele houvesse finalmente descoberto o princípio do elixir da vida. Segundo a lenda, Flamel teria sonhado com um livro oculto, que revelava os segredos da "grande arte". O alquimista teria se dedicado à busca desse livro e, depois de encontrá-lo, o decifrara com a ajuda de um erudito judeu, conseguindo assim a transmutação de substâncias de pouco valor em ouro.

O empenho com que se dedicaram à busca do ouro fez com que alguns alquimistas obtivessem muito poder; outros, porém, foram perseguidos. Na segunda metade do século XVI e no começo do XVII, Praga transformou-se no principal centro da prática da alquimia. Os imperadores Maximiliano II e Rodolfo II deram respaldo à obra de alguns alquimistas, e este último chegou a conceder título de nobreza ao alquimista alemão Michael Maier. Menos sorte teve o inglês Edward Kelly, encarcerado por ordem do próprio Rodolfo II.

De maneira geral, o cristianismo se opôs à prática da alquimia, que considerava pagã. O próprio arcebispo de Praga foi perseguido pelo Concílio de Constance no século XV, e em 1530 foi promulgado em Veneza um decreto que condenava à morte os alquimistas. Devido a essas perseguições e a fim de manter em segredo suas descobertas, os alquimistas passaram a utilizar uma linguagem rica em símbolos e metáforas, só acessível aos iniciados. Era comum publicarem obras com pseudônimos ou atribuírem-nas a pessoas de reconhecido prestígio, como santo Alberto Magno, santo Tomás de Aquino ou Roger Bacon.

Ao lado dos alquimistas que se empenharam honestamente em alcançar a pedra filosofal, houve aqueles que recorreram a fraudes como meio de obter dinheiro, fama e poder. Não era incomum construírem caixas de fundo falso, onde o ouro era escondido, aparecendo no momento oportuno, ou branqueá-lo com mercúrio, recuperando depois seu brilho por meio de calcinação.

Histórico. A prática da alquimia teve início em tempos remotos na Índia, na China e na Europa. Certas características comuns parecem apontar uma mútua influência entre os antigos alquimistas chineses e hindus. Em ambas as culturas, o objetivo fundamental da alquimia não era a obtenção de ouro, mas sim o prolongamento da vida. Por conseguinte, nas civilizações orientais, a alquimia estava ligada mais de perto à medicina que à química.

Ainda se discute a origem das idéias alquímicas. Enquanto alguns estudiosos defendem o desenvolvimento independente da alquimia na Índia e na China, outros consideram a possibilidade da transmissão de conhecimentos de uma dessas culturas para a outra. Os Vedas, textos sagrados hindus, fazem referência a uma provável relação entre o ouro e a longevidade. Os chineses, por sua vez, um século antes de Cristo, acreditavam ser possível alcançar a imortalidade através da ingestão de uma bebida de ouro, devido à resistência desse metal à corrosão.

A alquimia europeia baseou-se na astrologia (a palavra "alquimia" foi empregada pela primeira vez no tratado astrológico de Julius Maternus Firmicus, do século IV) e nas técnicas metalúrgicas dos sumérios e egípcios, que já obtinham o cobre a partir da malaquita, quatro mil anos antes da era cristã.

Uma das primeiras obras sobre alquimia de que se tem notícia é o tratado Physica et mystica, atribuído ao egípcio, naturalizado grego, Bolos de Mende, que viveu na região do delta do Nilo por volta do ano 200 a.C. Nele se encontravam receitas para converter metais em ouro e prata, numa época em que eram divulgadas as idéias platônicas sobre a composição da matéria. Apesar da confusão provocada pelas falsas atribuições de livros e tratados a este ou aquele autor, parece ter existido, nessa época, numerosos praticantes da alquimia, tais como Ostan o Mago, Sofar o Persa e os egípcios Petesis e Chiuses. O tratado Physica et mystica é parte de uma compilação de textos realizada no século VIII, e inclui obras de cerca de quarenta autores, entre os quais Zózimo, que viveu no início da era cristã e exerceu grande influência sobre os alquimistas posteriores. Em suas obras, ele  descreveu toda uma série de instrumentos, cuja invenção foi atribuída a Maria a Judia, uma das mais famosas mulheres que praticaram a alquimia.

Após a conquista de Alexandria, em 642 da era cristã, os árabes incorporaram a seu saber as teorias dos alquimistas gregos e egípcios. Entretanto, alguns especialistas consideram que a alquimia árabe não teve como origem a Grécia, mas sim a escola asiática, provavelmente centrada na cidade turca de Harran. Entre os mais destacados alquimistas árabes cabe mencionar: Jabir (em latim, Geber), al-Razi, que no século X lançou os fundamentos para a descoberta dos ácidos minerais, e Avicena, responsável pela compilação, cem anos depois, dos conhecimentos dos alquimistas árabes.

No século XII cresceu na Europa o interesse pela alquimia. A partir de traduções das obras dos alquimistas árabes, foram descobertas substâncias que constituiriam a base da ciência química: os ácidos minerais, o álcool (cuja descoberta é atribuída ao  alquimista catalão Arnau de Vilanova, no século XIII) e elementos químicos como o antimônio, estudado por Basílio Valentín.

Já no século XIII, o inglês Roger Bacon defendia a utilização do método científico, afirmando que "nada se pode conhecer com certeza, salvo através da experiência". No século XIV, Paracelso, para quem o objetivo da alquimia não era a obtenção de ouro, e sim de remédios, deu um importante impulso a essa disciplina, embora se jactasse de ter encontrado o elixir da vida.

Durante esse período, a alquimia oscilou entre a ciência e o misticismo. Assim, enquanto o respeitado cientista inglês Isaac Newton se dedicava, no século XVII,  a investigações sobre a obtenção de ouro, o alquimista holandês Jan Baptiste van Helmont estudava o dióxido de carbono, criando a palavra "gás".

Com a publicação dos trabalhos de Lavoisier, no século XVIII, teve início a era da química, embora certos aspectos filosóficos da atividade alquímica tivessem sido preservados por seitas místicas, como a irmandade dos Rosacruzes.

Os historiadores da química tendem a distinguir entre os aspectos positivos da alquimia e aqueles que  consideram nocivos. Entre os primeiros cabe citar o descobrimento de novas substâncias e a invenção de novos instrumentos de trabalho, enquanto o principal caráter negativo apontado no procedimento alquimista refere-se ao descrédito do método científico.

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Âmbar, Mineral de Origem Orgânica

Âmbar, Mineral de Origem Orgânica
Âmbar, Mineral de Origem OrgânicaÂmbar é um mineral de origem orgânica, derivado de resinas de árvores coníferas que, enterradas  durante milhões de anos, sofreram um processo de fossilização. Quimicamente, consiste em uma mistura de resinas e substâncias betuminosas, de fórmula C10H16O.

Devido às singulares propriedades que possui, o âmbar era utilizado como amuleto pelas antigas civilizações. Atualmente, é empregado na fabricação de bijuterias e objetos decorativos.

É encontrado na forma de nódulos irregulares de coloração amarelo-parda, às vezes turva devido à inclusão de minúsculas bolhas de ar. Ao queimar-se, desprende um odor agradável, fundindo-se em temperaturas entre 280 e 290o C. Insolúvel em água, o âmbar se dissolve em éter e clorofórmio. Quando transparente, apresenta um índice de refração entre 1,53 e 1,55.

Uma das propriedades mais conhecidas do âmbar é a facilidade com que se eletriza ao sofrer atrito. Utiliza-se essa característica para diferenciá-lo de outras substâncias de aspecto semelhante. Constitui, ainda, uma fonte de informação preciosa para os paleontólogos, uma vez que é possível encontrar, em seu interior, fósseis de insetos e plantas há muito extintos.

Os mais importantes depósitos desse mineral são os do mar Báltico. O âmbar ocorre também na Romênia, na costa da Sicília e em Myanmar (Birmânia), perto de Myitkina.

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Alabastro

Alabastro
#Alabastro

O primeiro tipo de alabastro apresenta partículas finas e coloração branca, com uma série de veios de tonalidades suaves. Sua utilização como matéria-prima para objetos ornamentais é limitada pela baixa dureza. Os principais depósitos desse mineral estão localizados na Itália e no Reino Unido.

Muito apreciado pelos gregos e romanos, o alabastro vem sendo utilizado, ao longo dos séculos, como material para esculturas e vasos ornamentais, e também na decoração de palácios e igrejas.

Alabastro é um mineral que apresenta duas composições distintas. Uma delas, correspondente a uma variedade de gesso (sulfato de cálcio), é pouco compacta e pode ser facilmente riscada pela unha. A outra, mais dura, é de natureza calcária (carbonato de cálcio) e está presente em diversas formações geológicas.

A variedade calcária, conhecida como alabastro oriental, é muito apreciada por seu aspecto translúcido e pela presença de numerosos veios de tonalidades vivas. Foi muito utilizada na antiguidade, tanto no Egito como na Índia. Na Inglaterra medieval, desenvolveu-se uma importante escola de escultores, que exportaram estátuas, relevos, altares e vasos para toda a Europa.

Retábulos e objetos ornamentais de alabastro são encontrados na catedral de Santiago de Compostela, na Espanha, e no Victoria and Albert Museum, em Londres.

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