segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Mito ou verdade: diamantes vêm do carvão?

De acordo com geólogos e evolucionistas, tudo não passa de mito. Diamantes foram formados na Terra por volta de 1 a 3 bilhões de anos atrás. Já o carvão é formado a partir dos restos de árvore, vegetações e outras formas de vida que morreram, com sua origem tendo acontecido a cerca de 300 ou 400 milhões de anos atrás.
Os diamantes naturais são as substâncias mais duras que conhecemos e precisam de temperatura e pressão extremamente altas para serem formadas: algo em torno de 900 a 1.300 ºC e pressão existente apenas a 190 quilômetros abaixo do solo, no manto da Terra.
E ao contrário de outras gemas, o diamante não é formado pela combinação de elementos químicos diversos, mas por apenas um deles: carbono. Minerais que possuem carbono nessa profundidade da Terra acabam se cristalizando e formando diamantes por causa da pressão imensa e da temperatura fornecida pelo magma derretido.
Diamantes não são formados de carvão (Fonte da imagem: Mining.com)
Diamantes não são formados de carvão (Fonte da imagem: Mining.com)
Depois disso, os diamantes acabam chegando à superfície da Terra por meio de erupções vulcânicas muito profundas que acontecem nesse magma, dando origem a um grupo de rochas conhecido como kimberlitos. Durante a ascenção do manto para a crosta, esse magma kimberlítico transporta fragmentos de rochas e minerais, incluindo o diamante. Porém, o kimberlito precisa passar não apenas por regiões do manto que possuam diamantes, mas também a uma velocidade que mantenha a estabilidade do mineral e não acabe transformando-o em grafite.
Já o carvão é uma forma amorfa de caborno que pode alterar sua forma e ser transformado em grafite, mas não em diamantes. A transformação de carvão em diamante é virtualmente impossível por causa da quantidade de impurezas presente no carvão, além de o carvão dificilmente ser encontrado a uma profundidade maior do que 3,2 quilômetros.

Fonte: Geologo.com

Lapidação de diamantes

Lapidação de diamantes

Por ser o material mais duro que se conhece na natureza, transformá-lo na gema brilhante e multifacetada dos sonhos não é moleza. O trabalho tem de ser minucioso para não haver risco de estragar a caríssima pedra. Pelo preciosismo envolvido, para se tornar uma espécie de “faixa preta” da lapidação, levam-se anos para se tornar um mestre da arte de lapidar, não à toa, geralmente eles têm mais de 50 anos de idade.
O processo de lapidação pode envolver duas técnicas: a clivagem, método mais comum que envolve um golpe rápido, e a serragem, processo longo e tedioso, feito com uma serra elétrica rotatória ou, mais recentemente, com raios laser. Em seguida, vem a etapa do bloqueamento, em que o diamante é raspado em outro até que se aproxime do formato desejado.
Por fim, acontece o abrilhantamento – quando são criadas as facetas – que consiste em encaixar a pedra na ponta de uma vareta chamada dop e pressioná-la contra um disco giratório forrado de pó de diamante. Tanto gemas pequenas quanto as maiores são lapidadas seguindo essa premissa, o que muda é o tempo de produção. Brilhantinhos levam um único dia para serem produzidos, já pedras graúdas podem levar até um ano para serem finalizadas.
Fonte: Geologo.com

A cidade da Alemanha construída com 72 mil toneladas de diamantes

A cidade da Alemanha construída com 72 mil toneladas de diamantes

Área da pequena Nördlingen foi atingida por asteroide há cerca de 15 milhões de anos; impacto criou formação rochosa cheia de diamantes milimétricos, usada para erguer a cidade.

email facebook googleplus pinterest twitter whatsapp
Por BBC


Geólogos locais estimam que existam aproximadamente 72 mil toneladas de diamantes nos muros e prédios da cidade (Foto: Julie Ovgaard /BBC) Geólogos locais estimam que existam aproximadamente 72 mil toneladas de diamantes nos muros e prédios da cidade (Foto: Julie Ovgaard /BBC)
Geólogos locais estimam que existam aproximadamente 72 mil toneladas de diamantes nos muros e prédios da cidade (Foto: Julie Ovgaard /BBC)
Enquanto subo as estreitas escadas da torre da igreja gótica de Nördlingen, no sul da Alemanha, os degraus de pedra parecem brilhar ao sol, fazendo inesperados raios de luz iluminarem o que deveria ser uma subida escura.
"Isso é porque a torre inteira é feita de pedras com pequenos diamantes dentro delas", diz Horst Lenner, um entusiasmado guarda do prédio. "Por sorte (os diamantes) são muito, muito pequenos, senão acho que a torre já teria sido derrubada há muito tempo", brinca, com um amplo sorriso no rosto.
Lenner fala de brincadeira, mas diz uma verdade: durante a construção do povoado, que nos registros aparece como datada do século 9, seus moradores não perceberam que as pedras eram formadas por milhões de pequenos diamantes - é uma concentração sem igual.
Do alto da torre, essa pequena cidade alemã - de 19 mil habitantes - é um cartão postal de tranquilidade.
Mas foi um evento violento o responsável por essa inusitada característica de Nördlingen: o impacto de um asteroide com a Terra há 15 milhões de anos.

Pedras brilhantes

Viajando a uma velocidade estimada de 25 km por segundo, o asteroide de 1 km de comprimento bateu no solo com força, formando uma cratera de 26 km de diâmetro. É nesse ponto que fica o povoado de Nördlingen.
Força do impacto do asteroide transformou elementos das rochas em diamante (Foto: Julie Ovgaard ) Força do impacto do asteroide transformou elementos das rochas em diamante (Foto: Julie Ovgaard )
Força do impacto do asteroide transformou elementos das rochas em diamante (Foto: Julie Ovgaard )
O impacto submeteu o solo rochoso a tanto calor e a tanta pressão que bolhas de carbono dentro das pedras se converteram em pequenos diamantes - todos com menos de 0,2 milímetros, quase invisíveis ao olho humano.
Como não sabiam que a pedra, chamada suevita, estava salpicada de diamantes, os moradores construíram edifícios quase que completamente com essa rocha, fazendo de Nördlingen um povoado sem igual em quase todo o planeta.
"Tudo o que está dentro dos muros da cidade foi feito com a rocha que foi impactada pelo asteroide", conta Roswitha Feil, moradora da cidade.
Mas ainda mais estranho é o fato de que os moradores só descobriram recentemente a origem da cratera onde foi erguida a cidade onde vivem.
Como nunca haviam pensado seriamente sobre o brilho proveniente de suas casas, eles estavam convencidos de que o povoado havia sido construído na cratera de um vulcão extinto. A história só mudou quando os geólogos americanos Eugense Shoemaker e Edward Chao visitaram a cidade, na década de 1960.
Depois de estudar a paisagem à distância, os cientistas notaram que a cratera não cumpria os critérios próprios de uma vulcão. Então eles viajaram até o local para provar sua tese: a de que o buraco havia se formado de cima para baixo.
A dupla não precisou de muito tempo para confirmar a hipótese: ao explorar o muro da igreja de Nördlingen, imediatamente descobriu o acúmulo de pedras preciosas.
"Na escola, nos ensinaram que nossa terra é assim por causa de um vulcão", lembra Feil. "Mas depois que se descobriu que era por causa de um asteroide, todos os livros de história foram mudados", conta.
Pouco depois da visita dos americanos, geólogos locais estimaram que os muros e prédios da cidade continham aproximadamente 72 mil toneladas de diamantes.

Lugar único

A suevita pode ser encontrada em outras partes do mundo, onde ocorreram impactos semelhantes, mas não há nenhum lugar com concentração tão grande de pedras preciosas como Nördlingen.

E caminhando pelas ruas tranquilas depois de descer da torre, protegido do frio pelas casas coloridas de seu centro histórico e do muro que rodeia Nördlingen, posso ver como as paredes brilham toda vez que os raios de sol passam por entre as nuvens.
"É algo único", me diz Stefan Hölzl, geólogo e diretor do museu RiesKrater. Abrigado em um estábulo do século 16, o espaço educa seus visitantes sobre como o impacto do asteroide mudou o futuro da cidade. Em seis locais há vitrines com pedaços do meteorito.
"Há lugares no mundo onde esse tipo de material foi usado em construções, mas nunca na mesma proporção daqui", diz Hölzl, enquanto vemos as vitrines. "Aqui se utilizou as pedras em toda a cidade", acrescenta.
Cratera de Nördlingen é tão especial que os astronautas da Apollo visitaram a cidade antes de ir à lua  (Foto: Julie Ovgaard/BBC) Cratera de Nördlingen é tão especial que os astronautas da Apollo visitaram a cidade antes de ir à lua  (Foto: Julie Ovgaard/BBC)
Cratera de Nördlingen é tão especial que os astronautas da Apollo visitaram a cidade antes de ir à lua (Foto: Julie Ovgaard/BBC)
E não são apenas os prédios que refletem eventos de milhões de anos atrás.
Além do muro da cidade, florestas de pinheiros e coníferas que lembram o período Jurássico rodeiam a cratera, alimentadas pelo solo extremamente fértil da região atingida pelo asteroide. Pedreiras e minas de suevita estão distribuídas pela paisagem.
Hölzl me diz que a cratera de Nördlingen é tão particular que os astronautas das missões Apollo 14 e Apollo 16 visitaram o local antes de viajar para a Lua. A ideia era se familiarizar com as rochas que eles poderiam encontrar no espaço e saber quais deveriam trazer de volta para a Terra.
"Recebemos visitas da Nasa. Astronautas da Agência Espacial Europeia estiveram aqui há duas semanas", conta o cientista antes me levar a uma sala do museu onde se exibe uma pedra lunar, recordação de uma das missões Apollo à Lua.
Apesar de tudo, muitos habitantes parecem não dar grande importância ao fato de viverem rodeados de milhões de pequenos diamantes.
"Nós os vemos todos os dias, para a gente não é nada de especial", me diz uma mulher enquanto sai da igreja.
Para Hölzl, que vivia em Munique antes de se mudar para Nördlingen, causa surpresa a ideia de que a pessoas não se importam com a geologia única do local. "Eles não acreditam que seja algo importante, e se perguntam por que tanta gente de todo o mundo visita a cidade", diz.
Segundo ele, Nördlingen é tão importante quanto a pedra lunar exposta no museu que dirige. "A verdade é que tudo aqui está conectado com eventos que ocorreram há milhões de anos. O presente é um produto do passado."
Fonte: G1/BBC

Brumadinho sente efeitos colaterais de Inhotim

Brumadinho sente efeitos colaterais de Inhotim


Uma série de demissões colocou sob suspense a pequena cidade de Brumadinho, município da Grande Belo Horizonte, a 60 quilômetros da capital. Esses desligamentos não vieram das empresas de mineração, o setor econômico que responde por 90% da economia do município, mas do que hoje é considerado o orgulho da cidade, o Instituto Inhotim, um dos maiores centros de exposição de arte a céu aberto do mundo.
Com as demissões, e as consequentes suspeitas sobre crise financeira no instituto, políticos locais, donos de pousadas e restaurantes passaram a temer a possibilidade de, no futuro, com o fim da atividade de mineração, conseguir outra fonte de recursos para a cidade. “Não há mais como pensar Brumadinho sem o Inhotim”, afirma o secretário municipal de Turismo e Cultura, Marcos Paulo Amabis.
Segundo o secretário, de quatro anos para cá, o quadro de funcionários de Inhotim foi reduzido pela metade. O motivo foi a crise econômica no País. Segundo os últimos relatórios financeiros tornados públicos pelo instituto, a captação de recursos via patrocínio e convênios de Inhotim caiu de R$ 17,9 milhões em 2015 para R$ 14 milhões em 2016.
O diretor-executivo de Inhotim, Antonio Grassi, afirma que em 2017, até novembro, o montante foi de R$ 13,9 milhões. Conforme informações do instituto, o total de demissões em 2017 foi de 124. O número, ainda segundo o instituto, engloba também pedidos de demissão. O quadro hoje é de 600 funcionários, entre diretos e indiretos. “As demissões fizeram parte de um processo de adaptação do Inhotim, uma instituição cultural sem fins lucrativos, à realidade brasileira”, justifica Grassi.
Concomitantemente ao atual cenário financeiro de Inhotim, seu idealizador, Bernardo Paz, foi condenado a nove anos e três meses de prisão por lavagem de dinheiro em empresas que possuía no setor de mineração. Na última segunda-feira, Paz deixou a presidência do conselho de administração do instituto. Em seu lugar, assume um economista, Ricardo Gazel.
Responsável por uma pousada em Brumadinho, Paula Moreira afirma que 90% de seus hóspedes vão para a cidade por causa de Inhotim, e que, no último mês, registrou queda de 40% no movimento. “Estamos oferecendo desconto de 10% para ver se melhora”, afirma Paula. “Existem muitas dúvidas sobre Inhotim. Tem gente que liga e pergunta se ele vai ser fechado”. Os preços de diárias oscilam entre R$ 150 e R$ 400 por casal.
O empresário Marcio André Rodrigues, 42 anos, proprietário de um dos maiores restaurantes de Brumadinho, afirma que o Inhotim não é o responsável pela maior parte de sua clientela. Porém, conta que, há cerca de 10 anos, com o instituto, 30% dos frequentadores de seu estabelecimento são de pessoas de cidades mais distantes e outros países, que vão à cidade por causa de Inhotim. O percentual poderia ser maior, no entanto, restaurantes dentro de Inhotim acabam fazendo concorrência com os que ficam na cidade. “As pessoas ficam dentro do instituto e se alimentam por lá”, diz. O empresário também afirma que houve redução no movimento, o que atribui à crise.
Funcionários do Inhotim evitam falar sobre os problemas pelos quais passa o instituto. Nas poucas vezes em que falam, sob anonimato, atribuem a situação à crise e afirmam não haver relação entre os negócios de Paz e o Inhotim. “É importante separar as questões de âmbito pessoal de Bernardo Paz e suas empresas”, diz Grassi.
Para encontrar uma saída que melhore o cenário financeiro, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), via Inhotim, realiza um levantamento sobre outros potenciais econômicos de Brumadinho. Três reuniões já foram realizadas, envolvendo empresários locais e a prefeitura. A última, há cerca de um mês. “Quem vem à cidade fica em média dois dias. Queremos que fique quatro dias, uma semana. Para isso, é preciso explorar outras atrações, além de Inhotim”, diz Pedro Henrique da Silva, turismólogo da prefeitura. Entre os pontos que na avaliação do município poderiam atrair turistas estão uma rampa para paraglider e asa delta.
Sobre uma possível crise no Inhotim, o diretor-executivo do instituto afirma que “instituições culturais dificilmente são financeiramente sustentáveis”. “É necessário buscar patrocínios anualmente. Desde o início da crise econômica brasileira, o instituto vem se adaptando, sem perder a qualidade dos serviços ofertados. Nesse processo, é preciso focar na essência do instituto, que é promover o desenvolvimento humano por meio do amplo acesso a seus acervos artístico e botânico”.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Diário da Região

   

MP autoriza ICMBio a escolher banco para gerir fundo de compensação ambiental

MP autoriza ICMBio a escolher banco para gerir fundo de compensação ambiental


O presidente Michel Temer editou nesta segunda-feira, 4, a Medida Provisória 809, que autoriza o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) a selecionar instituição financeira oficial, sem licitação, para criar e administrar um fundo privado que será integralizado com recursos da compensação paga por empresas em empreendimentos de impacto ambiental significativo – que são destinados às unidades de conservação instituídas pela União.
De acordo com a MP, o banco oficial será responsável pela execução, direta ou indireta, e pela gestão dos recursos de compensação ambiental. A instituição financeira também fica autorizada a promover desapropriações de imóveis que estejam na unidade de conservação que receberá recursos de compensação ambiental.
Outro artigo da medida prevê que o Ibama e o ICMBio ficam autorizados a contratar pessoal por tempo determinado de até um ano, prorrogável por igual período, para atender casos como prevenção, controle e combate a incêndios florestais, controle e combate de fontes poluidoras imprevistas e apoio em ações de conservação, manejo e pesquisa de espécies ameaçadas.
Fonte: IstoÉ