quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

ArcelorMittal vê demanda global de aço crescendo até 2,5% 2018, com destaque para Brasil


ArcelorMittal vê demanda global de aço crescendo até 2,5% 2018, com destaque para Brasil

A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, previu nesta quarta-feira que o mercado global para o aço vai crescer entre 1,5 e 2,5 por cento em 2018, com expansão em todas as regiões, exceto a China. O consumo aparente de aço, que exclui o impacto de alterações nos estoques, deve crescer principalmente no Brasil, com expectativa de expansão entre 6,5 a 7,5 por cento.
A empresa disse que a demanda chinesa deve variar este ano entre queda de 0,5 por cento e crescimento de 0,5 por cento. A demanda nos Estados Unidos deve crescer entre 1,5 e 2,5 por cento e na União Europeia a expansão projetada é de 1 a 2 por cento.
Fonte: Reuters

Vale prevê reduzir a 70% a participação do minério de ferro em resultados, diz CEO


Vale prevê reduzir a 70% a participação do minério de ferro em resultados, diz CEO

A mineradora Vale VALE3.SA> prevê que a participação do minério de ferro no resultado da empresa cairá para 70 por cento em dois anos, ante 90 por cento atualmente, em meio a um processo de diversificação liderado pela atual gestão, afirmou nesta terça-feira o presidente da gigante brasileira, Fabio Schvartsman.
O executivo, que falou durante um evento em São Paulo, disse que os metais básicos serão parte fundamental da estratégia da empresa em busca da diversificação.
“A expectativa da Vale é que o minério de ferro, em que pese que seus resultados melhorarão de agora em diante, representará apenas 70 por cento do resultado da Vale em até dois anos, ou seja, começa a ser uma empresa com cara de diversificada mesmo”, disse o Schvartsman, em uma conferência do Credit Suisse.
O executivo, que saiu sem dar entrevistas, não ofereceu mais detalhes sobre qual seria a estratégia.
O presidente da maior produtora de minério de ferro do mundo, em sua fala ao público do evento, mostrou satisfação com os resultados dos ativos de cobre, mas reiterou sua intenção de avançar no negócio de níquel.
“Nossos ativos de cobre vão muito bem, obrigado, também produzem resultado muito grande… se trata basicamente de arrumar a operação de níquel”, disse Schvartsman, durante sua apresentação.
Sem entrar em detalhes, o executivo afirmou que a empresa contratou um banco para buscar investidores para seu projeto de níquel na ilha do Pacífico Sul Vale Nova Caledonia (VNC). Segundo ele, se uma solução não for encontrada, o ativo poderá ser interrompido.
Schvartsman também disse que um aumento recente nos preços do níquel deve gerar um fluxo de caixa adicional de 750 milhões de dólares e que a empresa espera alcançar seu objetivo de dívida líquida de 10 bilhões de dólares em meados do ano, antes do que a empresa esperava anteriormente.
DEMANDA
Schvartsman destacou que os esforços chineses contínuos para reduzir a poluição aumentarão a demanda pelo minério de ferro de alta qualidade da mineradora brasileira. “Não consigo imaginar a China voltando atrás nos controles de poluição que ela está tentando fazer… eles farão o possível e o impossível para dominar a poluição, o que garante essa demanda pelo minério de ferro”, disse Schvartsman.
A agressiva campanha da China para reduzir a poluição, pressionando as usinas siderúrgicas poluentes, alimentou a necessidade de minério de ferro de alta qualidade para aumentar a produtividade e limitar as emissões, abrindo a porta para os fornecedores de minério de melhor qualidade para o maior comprador do mundo.
Além disso, o executivo ressaltou que a empresa está começando a mapear oportunidades de redução de custos das minas e que ele estima que os cortes de custos poderão superar os 6 por cento, mas não entrou em detalhes.
Fonte: Reuters

Rali da bolsa brasileira pode estar só no começo, diz gestor da Franklin Templeton

Rali da bolsa brasileira pode estar só no começo, diz gestor da Franklin Templeton


  30/01/2018 


A forte alta da bolsa neste início de ano reflete a melhora esperada para a economia brasileira e, no curto prazo, enquanto as coisas continuarem se ajustando, o mercado tende a continuar em alta, afirma Frederico Sampaio, diretor de renda variável da gestora americana Franklin Templeton. “Os fundamentos estão falando mais alto e o país está colocando as coisas em seu devido lugar, por isso a bolsa deve continuar em alta”, diz.
Segundo ele, o risco para esse cenário é que a eleição presidencial traga alguma surpresa negativa para os ajustes da economia. “Se for eleito alguém contrário às reformas, como a da Previdência, ou ao ajuste fiscal, a bolsa pode interromper sua trajetória”, explica. Mesmo assim, ele não vê uma queda muito forte. “Se for eleito um candidato contra as reformas, a bolsa vai sofrer, mas não volta para os níveis pré-impeachment da Dilma”, avalia.
Sampaio chama a atenção para o fato que há muito ruído e especulação em torno das eleições. E lembra que mesmo o PT, partido do ex-presidente Lula, tentou fazer uma reforma da Previdência. “Não colocaria o Lula como um candidato contra as reformas”, diz, apostando no bom-senso do ex-presidente.
Sem Lula na disputa, porém, a expectativa é que os candidatos mais extremistas percam força na disputa presidencial, caso de Jair Bolsonaro, visto como o anti-Lula. E isso pode tornar mais fácil a eleição de um candidato de centro. “A eleição fica menos polarizada, sem os extremos políticos, e isso vai ser bom para o crescimento do país e para a bolsa”, afirma o gestor.
Para Sampaio, a bolsa brasileira ainda tem muito para subir se o cenário de um candidato reformista, e com algum apoio no Congresso, se confirmar. “Há um rali de longo prazo começando, e a bolsa pode ter um período longo de alta”, afirma.
Ele justifica essa expectativa pela melhora em várias frentes. A primeira é na expansão dos múltiplos das empresas, a partir do crescimento dos lucros com a retomada da economia. “Esperamos um crescimento de mais de 20% nos lucros este ano”, diz. Com isso, a bolsa já teria motivos para subir.
Além disso, a relação entre o preço das ações brasileiras e seu lucro, hoje de 13,5 vezes, sofreria um ajuste. “Países em que foram eleitos presidentes que levaram adiante as reformas econômicas, como México e Índia, saíram de P/L iguais aos do Brasil para 18 a 20 vezes”, diz. Ou seja, os preços subiram muito mais que os lucros. “Podemos sonhar portanto com um P/L de 16 a 17 vezes o lucro desde que o novo presidente seja responsável e enfrente os problemas”, diz.
Outro fator que justificará o aumento do preço das ações é o crescimento da economia brasileira. “Se fizermos as reformas, esse crescimento deve sair da casa de 2,5 ao ano para 4%, 4,5% ao ano nos próximos anos”, afirma Sampaio, citando o exemplo da Índia, que hoje cresce mais que a própria China.
Para o gestor, o mercado hoje está antecipando essas melhoras, como ocorreu no impeachment da presidente Dilma em 2016. “A economia foi um desastre naquele ano, mas a bolsa disparou com a expectativa de que as coisas iriam melhorar”, explica. “Podemos ter uma mudança de expectativa agora novamente”, diz.
Um ambiente benigno na parte fiscal também ajudaria o país a manter os juros baixos por mais tempo, o que também seria benéfico para o crescimento e para o lucro das empresas. “As companhias ainda estão ocupando capacidade ociosa, o que pode manter a inflação sob controle e o juro baixo por mais tempo”, afirma.
Fonte:  Arena do Pavini

Fábio Schvartsman quer tornar a Vale uma empresa mais previsível

Fábio Schvartsman quer tornar a Vale uma empresa mais previsível


30/01/2018 - 



O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse hoje que reduzir o endividamento da empresa continua sendo prioridade. Segundo ele, e possível que a meta, de reduzir o endividamento para US$ 10 bilhões, ocorra antes do esperado. “Talvez já no meio deste ano”.
Schvartsman disse também que a empresa está buscando ganhar competitividade e aumentar a eficiência em todas as áreas. Segundo ele, o trabalho do consultor Vicente Falconi já reduziu em 6% o custo da área de pelotizacao, que transforma o minério de ferro em pelotas para facilitar a exportação. “Agora o Falconi vai olhar as minas, e eu espero que a economia seja de mais de 6%”, disse.
Segundo ele, o objetivo é tornar a Vale uma empresa previsível, dentro das condições de mercado. “A meta e de acordo com determinado preço de minério se saiba como a empresa vai se comportar” diz.
Para o presidente da Vale, a empresa quer virar a página do desastre da Samarco e está discutindo as melhores opções para a subsidiária com a sócia BHP Billiton. E destacou o trabalho de recuperação das cidades e das áreas atingidas pelo rompimento da barragem.
Ele diz que a empresa deverá ter uma das melhores políticas de sustentabilidade do mundo, incluindo programas sociais. “Queremos trabalhar além da cerca, não é possível trabalhar ao lado da pobreza, a criação de valor tem de ter uma parcela de responsabilidade social”, disse .
Nao há previsão de aumento de produção em Carajás. Segundo Schvartsman, há um compromisso de manter a produção em 400 milhões de toneladas para dar sustentação ao mercado. “A Vale é a maior produtora de minério de ferro do mundo e por isso tem uma grande responsabilidade”, disse.
“O que aconteceu com o dinheiro obtido com o minério de ferro a US$ 100?”, questionou. “As empresas queimaram um trilhão de dólares”, estimou, afirmando que é melhor para a empresa manter um equilíbrio de preços a longo prazo.
Ele espera a aprovação da mina de cobre de Salobo e destacou uma mina de cobre subterrânea na Indonésia, que ganha importância no momento que a demanda está 
Fonte:  Arena do Pavini


Contratos futuros do minério de ferro registram nova queda na bolsa de Dalian

Contratos futuros do minério de ferro registram nova queda na bolsa de Dalian


Investing.com Brasil - 31/01/2018 -


Investing.com – Os contratos futuros de minério de ferro, com vencimento em maio, fecharam a jornada desta quarta-feira (31) em queda de 1,35% a 510 iuanes na bolsa chinesa da Dalian. A commodity mantém assim a tendência de desvalorização iniciada na última semana.
No caso dos contratos do vergalhão de aço, que também tem como o vencimento mais líquido o quinto mês do ano, a desvalorização diária foi de 8 iuanes por tonelada. Desta forma, o produto encerrou o dia na bolsa de Xangai a 3.915 iuanes para cada tonelada.
Os mercados acionários da China terminaram sem direção comum nesta quarta-feira, com o índice de blue-chips recuperando as perdas de mais cedo para terminar em alta, ajudado pelas empresas do setor imobiliário e de consumo.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,48 por cento, enquanto o índice de Xangai perdeu 0,19 por cento.
Os gerentes de fundos chineses aumentaram sua exposição sugerida a ações para os próximos três meses uma vez que as ações de financeiras e imobiliárias subiram em meio ao alívio das preocupações relativas a liquidez no início de 2018.
O subíndice do setor financeiro avançou 1,22 por cento, o de consumo subiu 2,59 por cento, o imobiliário teve alta de 2,86 por cento e o de saúde ganhou 0,37 por cento.
Por Investing.com