quinta-feira, 31 de maio de 2018

A GRANADA

Grupo de minerais no qual as espécies raramente ocorrem em forma pura na natureza, mas sim misturadas umas às outras.

A cor mais comum das granadas é a vermelha, em vários tons, embora elas possam ocorrer em todas as cores, exceto azul.
As granadas ocorrem como minerais acessórios em rochas conhecidas como pegmatitos e estão amplamente distribuídas em todos os continentes, mas principalmente na África (Namíbia, Nigéria, Madagascar e Tanzânia) e Ásia (Índia, Sri Lanka e Rússia).
No Brasil, as granadas são obtidas principalmente nos Estados de Tocantins, Rio Grande do Norte, Paraíba, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais (Galileia, São José da Safira e Resplendor).
As granadas não requerem quaisquer tratamentos para melhorar seu aspecto e não possuem equivalentes sintéticos.

 Fonte: DNPM

No Chile, greve de caminhões durou 26 dias – e derrubou o governo

No Chile, greve de caminhões durou 26 dias – e derrubou o governo

Paralisação de 1972 agravou a crise econômica pela qual passava o país e culminou no que seria o golpe de Estado que retirou do poder Salvador Allende

Há 5 dias o Brasil está parado pela greve dos caminhoneiros, que já afeta o abastecimento de alimentos, combustíveis e da indústria. A situação, que fica mais caótica a cada dia que passa, pode ficar ainda pior, a julgar pelo histórico: em 1972, no Chile, uma greve de caminhoneiros que durou 26 dias agravou a crise econômica pela qual passava o país, incendiou diversos outros movimentos grevistas e culminou no que seria o golpe de Estado que retirou do poder o então presidente Salvador Allende.

Greves de caminhoneiros são notórias em outros países, como na França, por justamente ameaçar toda a cadeia de distribuição de um país. No Brasil, onde quase 80% dos serviços de transporte de carga utilizados são rodoviários, o exemplo chileno merece ser lembrado.
Em outubro de 1972, os caminhoneiros paralisaram o país pela primeira vez, protestando contra a criação de uma autoridade nacional de transporte, e ativando o gatilho do que seria uma crise trabalhista no país. Estimativas do governo apontam que aquela paralisação inicial custou ao país 200 milhões de dólares na época. Hoje, esse valor seria de mais de 1,2 bilhão de dólares. O governo de Allende resolveu a situação sentando para conversar com os caminhoneiros no final de outubro, mas já era tarde.
Salvador Allende, então presidente de um governo de esquerda, havia sido eleito em 1970 com uma plataforma de nacionalização de serviços, como o sistema de saúde, e da indústria mineral, além de propor a redistribuição de terras. Um ano depois, em agosto de 1973, 40.000 caminhoneiros voltariam a paralisar o país, ao lado de outros 210.000 donos de pequenos negócios e empresários.
A instabilidade e a crise econômica levariam o governo de Allende a ser deposto pelo exército e pela força nacional em 11 de setembro de 1973, numa tomada de poder que incluiria o bombardeio do palácio presidencial de La Moneda e o suicídio de Allende, em um dos episódios mais sangrentos da democracia chilena.
Em agosto de 1973, nos momentos derradeiros do governo, a paralisação dos caminhoneiros foi tão catastrófica para a economia que o ministério do Planejamento Nacional emitiu um comunicado sobre as consequências econômicas da paralisação. “A agricultura está seriamente ameaçada, a indústria desacelerou e o suprimento de commodities atingiu um ponto crítico”, afirmava o relatório, depois de 23 dias da segunda greve de caminhoneiros.
“Esta é uma greve política, com o objetivo de derrubar o governo com a ajuda do imperialismo”, afirmou Gonzalo Martner, então ministro da pasta. A segunda paralisação foi mais intensa porque o Chile ainda não havia sequer se recuperado integralmente da que havia acontecido um ano antes.
Fonte: Exame

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Brasil entra em colapso e elites cogitam queda de Temer


Brasil entra em colapso e elites cogitam queda de Temer

A crise se aprofunda sem cessar com o país em colapso e as elites, que patrocinaram o golpe contra a presidenta eleita Dilma Roussef em 2016, agora cogitam tirar Michel Temer. Os prejuízos do golpe ao Brasil são incomensuráveis, chegam à casa das centenas de bilhões de reais e analistas projetam um cenário de desastre em larga escala em 2018. Num evento do jornal Valor Econômico que reuniu dezenas de empresários e alto executivos na noite desta segunda (28) o clima era de desalento. Jornal conservador dá Temer como liquidado.
Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose, chegou a prever que o caos dos últimos dias patrocinado pelo governo pode reduzir o crescimento do PIB dramaticamente: “Essa paralisação vai afetar o PIB do ano em um ponto percentual. Porque a economia parou”, disse. “Há múltiplas empresas com as operações paradas.” A bem da verdade, a paralisia da economia já estava se desenhando antes da greve dos caminhoneiros. Nos últimos três meses do ano passado, o PIB estava estacionado, com um aumento simbólico de 0,1%. O cenário se repetiu no primeiro trimestre deste anos bem antes da greve. Segundo o Valor Data, a estimativa média de 24 instituições financeiras e consultorias é de que PIB continua estacionado, com outra alta irrisória de apenas 0,3% -os números oficiais devem sair hoje. Enquanto isso, analistas começam a projetar para 2018 um PIB negativo, o dólar batendo nos 5 reais e uma queda brutal nas reservas do país.
No encontro de ontem à noite,  Luiza Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza disse que “o Brasil não será o mesmo depois dessa greve”. Para Hamilton Amadeo, presidente da holding de saneamento Aegea, o governo está no chão: “Essas movimentações, crises e impactos sempre existirão. O que pode fazer a diferença é ter um governo com capacidade mobilizadora suficiente para direcionar a sociedade e as empresas no melhor caminho”.
Para Tito Martins, presidente da mineradora Nexa Resources (ex-Votorantim Metais) a greve dos caminhoneiros tem potencial, inclusive, para influenciar o resultado das eleições de outubro. “A maneira com a qual a negociação foi levada mostra que o governo está enfraquecido”, disse. “Nas eleições, o ambiente criado acaba favorecendo os candidatos mais radicais. Arriscaria que a intenção de voto de alguns desses candidatos mais extremos vai subir nas próximas pesquisas.”
O jornal O Estado de S.Paulo, porta-voz do segmento mais conservador das elites, publicou nesta terça um editorial com o título “Fraqueza perigosa” no qual indica que o governo golpista naufragou: “O governo do presidente Michel Temer mostrou-se frágil ao lidar com o protesto dos caminhoneiros que parou o País. Essa fragilidade ficou particularmente evidente com a quase total inação das Forças Armadas, malgrado o fato de que as medidas decretadas por Temer para desobstruir as estradas e garantir o abastecimento das cidades incluíam a autorização expressa para que os militares agissem contra os grevistas. Está claro que ao governo faltou pulso para administrar uma crise dessa dimensão, restando à sociedade a sensação de que o que está sendo feito é insuficiente e que os caminhoneiros – e todos os oportunistas que pegaram carona no movimento – estão a ditar os rumos da crise. O País se aproxima perigosamente da anomia – quando aqueles que deveriam exercer a autoridade política e institucional são desmoralizados, prevalecendo a lei do grito”.
O humor e mesmo desespero das elites econômicas dá asas a saídas não democráticas para a crise, como insinua o editorial do jornal de Sçao Paulo. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, agendou para os próximos dias uma ação que questiona se é possível migrar do sistema presidencialista para o parlamentarismo por meio de emenda à Constituição. Seria uma reedição da saída de 1961, quando as elites, para evitar a posse de João Goulart na Presidência, depois da renúncia de Jânio Quadros, tiraram da cartola o parlamentarismo para evitar um presidente progressista. O sistema durou 17 meses, sendo derrotado num plebiscito em 1963 e acabou sendo um ensaio para o golpe militar de 1964.
A articulação de Lúcia vai ao encontro dos movimentos do presidente da Câmara, César Maia. Pré-candidato do DEM à Presidência, com irrisório 1% nas pesquisas, Maia tenta viabilizar-se no poder como primeiro-ministro. Ele continua atirando contra Temer. Numa entrevista à Rede TV que foi ao ar somente na madrugada desta terça-feira ele voltou a insistir na inviabilidade política de Temer: “Governo existe para arbitrar soluções, e não para ficar tratando de números e fazer ajustes econômicos. A renda das pessoas está caindo, o orçamento familiar está pesado por causa do gás de cozinha e dos combustíveis e não houve sensibilidade para enxergar isso antes que o movimento dos caminhoneiros ocorresse”.
Fonte: Brasil 247

CEO da Vale vê ‘piso’ de US$60/t para minério de ferro


CEO da Vale vê ‘piso’ de US$60/t para minério de ferro

O mercado global de minério de ferro tem passado por uma mudança, puxada pelo movimento da China de buscar um produto de maior qualidade e pela exaustão de muitas minas de empresas australianas e chinesas, o que deve estabelecer um “piso” para os preços da commodity em cerca de 60 dólares por tonelada durante algum período, disse nesta terça-feira o presidente da Vale, Fabio Schvartsman.
“Essa commodity chamada minério de ferro é pensada por todos como uma coisa que tem uma variabilidade muito grande, e nós na companhia achamos que esse momento mudou radicalmente”, afirmou o executivo, ao palestrar durante o Brazil Investment Forum, em São Paulo.
“Estamos numa situação em que o minério de ferro tem um claro piso da ordem 60 dólares por tonelada, que é causado pelos descontos que o minério de ferro de baixa de qualidade tem que sofrer para conseguir ser vendido… É uma mudança estrutural importante.”
Segundo ele, “fala-se que é uma indústria de altíssima volatilidade, mas isso é passado”. “Por um longo período de tempo agora teremos uma previsibilidade maior de onde os preços do minério de ferro estarão”, adicionou ele.
Conforme Schvartsman, o processo de exaustão de minas antigas dos rivais da Vale na Austrália e na China irá reduzir a qualidade do minério de ferro produzido por elas, enquanto a companhia brasileira, maior produtora global da commodity, acaba de concluir o maior projeto de sua história, o S11D, no Pará, que aposta em um produto de elevada qualidade que pode ser vendido com prêmio no mercado internacional.
Ele ressaltou que esse minério de ferro de melhor qualidade é alvo de interesse cada vez maior na China, onde a indústria busca aumentar a produtividade e ao mesmo tempo reduzir a produção, o que tem beneficiado a Vale.
“Praticamente só a Vale no mundo tem (minério de alta qualidade para atender a demanda chinesa)”, apontou.
O executivo disse ainda que a Vale está em um momento de desalavancagem, buscando reduzir a dívida após os elevados aportes no S11D, mas poderá em breve anunciar alguns novos investimentos no Brasil.
“Nós faremos expansões orgânicas no Brasil ao longo dos próximos meses, anunciaremos algumas expansões orgânicas”, afirmou, sem detalhar.
PROTESTOS
As operações da Vale no Brasil têm sofrido um “impacto limitado” dos protestos de caminhoneiros, mas as consequências para a companhia podem se agravar caso o movimento continue, segundo Schvartsman.
“Evidente que, se o movimento de greve continuar mais alguns dias, será inevitável que a produção seja reduzida como consequência da falta de diversos materiais que são necessários para a produção”, afirmou.
Ele adicionou que a empresa criou um gabinete de crise para acompanhar “hora a hora” o andamento do movimento de greve e as medidas necessárias para garantir a continuidade das operações da companhia.
Fonte: Reuters

Senadores pedem CPI para investigar política de preços da Petrobras -

Senadores pedem CPI para investigar política de preços da Petrobras Agência Brasil A
oposição protocolou no Senado, com 29 assinaturas, duas a mais que o mínimo necessário, o pedido de instalação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a política de formação de preços da Petrobras. O anúncio foi feito pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Segundo a senadora, seria "uma CPI diferente". Enquanto as CPIs na Casa, duram , em média, 180 dias, a da Petrobras teria funcionamento restrito, com vigência de 30 dias e nada de audiências públicas, como é de praxe. O objetivo seria estudar a política de preços dos combustíveis e do gás de cozinha, além de analisar a política de desinvestimento da estatal. Para Vanessa, o governo não está resolvendo o problema do preço da gasolina nem do gás de cozinha, que continuam subindo "vertiginosamente". "A única forma de acessarmos as reais informações, os dados verdadeiros e detalhados sobre a Petrobras é com o trabalho de uma comissão parlamentar de inquérito", defendeu Vanessa. Segundo a senadora, a medida foi motivada pelas sucessivas negativas da estatal a requerimentos de informações solicitadas por senadores. Atualmente, o valor do diesel, do gás e da gasolina consideram a flutuação do valor do barril de petróleo no mercado internacional. O argumento da Petrobras é que informações detalhadas sobre a política de preço da empresa são sigilosas, de acordo com Vanessa Grazziotin. O pedido conta com o apoio de senadores da base do governo como Marta Suplicy (MDB-SP) e Eduardo Braga (MDB-AM). O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), sinalizou que não vai se empenhar na criação dessa CPI. Segundo ele, omelhor caminho é abrir a planilha da Petrobras, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). "A CPI é um instrumento do Congresso para abrir dados, mas é um instrumento lento, demorado. Nós sabatinamos pessoas para as agências que controlam preços. Essas agências têm que ter uma participação efetiva", disse. Segundo ele,é preciso saber, por exemplo, se a planilha é justa, se não há excessos, se os acionistas da Petrobras estão ganhando demais. "Tudo isso não é o Congresso que tem fazer. O Congresso é um órgão fiscalizador que faz e muda leis. Nossa parte fizemos. Tudo aquilo com que nos comprometemos para alcamar o movimentos das ruas do ponto de vista das reivindicações, nós fizemos", afirmou. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), também considera aCPI desnecessária. Segundo ele, essa discussão poderia resolvidapor meio de audiência pública. Para a comissão ser instalada, o pedido de criação precisa primeiro ser lido no plenário da Casa. Depois, os parlamentares ainda podem, até a meia-noite do dia da leitura, retirar assinaturas de apoio. Caso essas etapas sejam cumpridas e o mínimo de assinaturas, mantido, Eunício concederá prazo de cinco dias para que os líderes partidários indiquem nomes para compor a comissão. - Jornal do Comércio (http://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/05/economia/630387-senadores-pedem-cpi-para-investigar-politica-de-precos-da-petrobras.html)
 
Fonte: Jornal do Comércio