quinta-feira, 18 de abril de 2019

Lipari, produtora de diamantes, adota centrífuga para obter rejeito a 20% de umidade e deposita em pilha




A Lipari Mineração, uma empresa 100% nacional, opera a Mina Braúna no município de Nordestina, no semiárido baiano, desde julho de 2016. Ela consolidou-se nesse tempo como a maior produtora de diamantes do País – responde por 85% da produção nacional, segundo a mineradora. Trata-se da primeira mina da pedra preciosa em fonte primária da América Latina, viabilizada após investimento de cerca de R$ 180 milhões.
A Mina Braúna nunca teve uma barragem de rejeitos. O projeto do circuito de processamento baseou-se no uso de sistema de desaguamento de rejeitos contando com uma centrífuga para gerá-los com baixa umidade, permitindo o transporte por caminhão até a disposição na pilha de estéril.
De acordo com a Lapari, deve-se considerar que a planta trabalha com teores extremamente baixos. Praticamente 100% do minério alimentado na planta é rejeitado em diferentes granulometrias, classificadas em peneiras ao longo do processamento.
A fração de rejeito < 1mm é encaminhada para uma classificação hidrodinâmica por cyclone, sendo que a fração > 0,4 mm (underflow) é destinada para uma peneira desaguadora (degrit), que posteriormente é destinada para o silo de rejeitos.
O material < 0,4 mm (overflow) é direcionado para o espessador. A lama gerada no espessador (que via de regra é encaminhada para as barragens de rejeito), na Mina Braúna é destinada para a desaguamento na centrífuga, a uma vazão média de 40 m³/h.
A centrífuga recebe a lama com umidade em torno de 63% e entrega a fração sólida com baixa umidade, em torno de 20%. Dessa maneira, a lama desaguada é agregada ao rejeito grosso no silo de rejeito, de onde é transportada via caminhão e depositada na pilha de estéril.
A centrífuga atual é uma Decanter Z92-4 / 459 Flottweg Skid System com SIMP-Drive SP4.3. Trata-se de um equipamento extremamente robusto e não teve interrupção significativa nesse tempo.
A manutenção regular da centrífuga é realizada durante as paradas de manutenção preventiva da planta, que ocorrem normalmente duas vezes por mês.
A mineradora relatou que durante a fase de projeto da planta de processamento, considerou outras tecnologias para desaguar rejeitos, como filtros tambores e esteiras, por exemplo.
No entanto, a capacidade de produção e capacidade de desaguamento, juntamente com o design robusto da centrífuga, torna a manutenção relativamente fácil e, por conta disso, obteve melhor eficiência de desaguamento quando comparado com outras tecnologias.
Durante a fase de projeto, a mineradora também realizou vários testes de laboratório usando centrífugas – e comparou os resultados com outros sistemas de desaguamento e descobriu que as centrífugas atendem aos requisitos e especificações de produção.
A planta de beneficiamento da Mina Braúna foi projetada para uma capacidade produtiva, que limita uma expansão da produção. Atualmente, a Lapari está realizando estudos de engenharia sobre a transição da mina a céu aberto para uma operação de mineração subterrânea.
Isso não resultaria em aumento de produção ou geração de rejeitos. Provavelmente ocorreria o contrário, segundo a mineradora, reduzindo a taxa de produção por corresponder a uma taxa mais baixa de produção de mina, o que resultaria em uma quantidade reduzida de rejeitos sendo gerados a partir da usina de processamento.
O ROM da planta de processamento da Lipari alcança 2.400 t/dia. A empresa tem hoje 337 colaboradores diretos.
Após o incidente em Brumadinho, a Lipari Mineração divulgou uma nota lamentando o ocorrido e ressaltou o projeto desenvolvido na planta utilizando a tecnologia de centrifugação dos rejeitos:
“A Lipari Mineração lamenta profundamente pela tragédia ambiental e humana que recentemente abateu Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração e se solidariza com todos os envolvidos, direta e indiretamente, neste triste e irreparável fato.
Esse grave episódio, juntamente com o similar ocorrido não tão distante em Mariana (MG), impõem o estado de alerta ao setor mineral para rever e inovar os seus processos produtivos e construir uma nova era para uma mineração mais moderna, segura e responsável. Uma etapa que deve, urgentemente, evoluir da reflexão pós-luto para a prática.
Para tranquilizar as comunidades do entorno da Mina Braúna e a sociedade brasileira, reiteramos que não há barragem de rejeitos em nossa operação, o que exclui radicalmente o risco de acidentes semelhantes aos ocorridos nas duas cidades mineiras.
Desde o início de suas operações em julho de 2016, a mina Braúna implementou tecnologia de centrifugação no desaguamento dos rejeitos finos para disposição em pilha, eliminando as tradicionais barragens de rejeito. O processo – que alia espessador e centrífuga – transforma os rejeitos finos (lama) numa ‘areia’, possibilitando que a mesma seja transportada por caminhão e depositada com resíduos de rocha (rejeito mais grosso) em pilha próxima à cava da mina, de forma ambientalmente segura.
A solução, inédita no país, ainda possibilita a reciclagem de mais de 95% da água de processo, reduzindo o consumo de água nova captada no rio local. O beneficiamento do minério não utiliza produtos químicos e o material com baixa umidade gerado é inerte, ou seja, não é prejudicial à saúde de pessoas e ao meio ambiente.
Diante do exposto, pode-se afirmar que os resultados do emprego dessa tecnologia estão diretamente associados às premissas da sustentabilidade, ao passo que minimiza os impactos e assegura a redução de risco de acidentes ambientais, além de menor custo de construção e manutenção quando comparada com a barragem de rejeito”.



Fonte: Minérios

CLOROFILA

A energia luminosa utilizada na fotossíntese é absorvida graças a pigmentos armazenados em organelas conhecidas como plastos. Existem diferentes tipos de pigmentos, e cada um deles é capaz de absorver certos comprimentos de onda e refletir os demais comprimentos. O mais conhecido desses pigmentos é a clorofila, sendo a substância responsável por dar a cor verde a algumas algas e folhas de plantas.
A clorofila é um pigmento fotossintetizante que absorve a luz principalmente nos comprimentos de onda azul e violeta, além de vermelho. Devido a isso, ela reflete principalmente a luz verde, dando às plantas a coloração que conhecemos. Os plastos que armazenam a clorofila são então chamados de cloroplastos. A clorofila está inserida nas membranas internas do cloroplasto chamadas de tilacoides, como componentes de unidades chamadas de fotossistemas. Cada fotossistema inclui um conjunto de 250 a 400 moléculas de clorofila.
A absorção da energia luminosa ocorre quando esta excita os elétrons da clorofila fazendo-os alcançar um nível energético superior. Os elétrons liberam essa energia de três formas possíveis, retornando para seu estado de energia mais baixo. A primeira delas é a conversão total ou parcial da energia em calor. Na segunda forma, a energia é transferida da molécula de clorofila excitada para uma molécula de clorofila vizinha, excitando essa segunda, que por sua vez pode excitar uma terceira molécula de clorofila e daí em diante, no processo conhecido como transferência de energia por ressonância. Na terceira possibilidade também há transferência de energia, mas de uma forma distinta. Nesse caso, a energia é transmitida quando o próprio elétron excitado é passado a diante. Ele é recebido por um receptor de elétrons que compõe uma cadeia transportadora de elétrons.
As duas últimas formas liberam energia útil para a realização do processo de fotossíntese. Os fotossistemas formados por moléculas de clorofila se organizam em dois complexos: complexo antena e centro de reação. O complexo antena é formado por moléculas de clorofila que captam a energia da luz e a transfere por ressonância até chegar ao centro de reação. No centro de reação, a energia luminosa vai ser convertida em energia química pela perda de elétrons da clorofila. A perda do elétron pela molécula de clorofila resulta na sua oxidação e na consequente redução do receptor. No final, esta reação química acaba sendo a responsável pela produção do gás oxigênio (O2) na fotossíntese.
Quanto a sua estrutura molecular, a clorofila pode apresentar diferentes tipos, possuindo propriedades de absorção luminosa distintas. A forma chamada de clorofila a é a principal responsável pela coloração verde das plantas e pela realização da fotossíntese, estando presente em todos os eucariotos fotossintetizantes e nas cianobactérias. Já a forma chamada de clorofila b não possui um papel tão essencial no processo de fotossíntese quanto a clorofila a. Sua função consiste na ampliação da faixa de luz utilizada pela fotossíntese, sendo considerado um pigmento acessório. Ao absorver a luz, a clorofila b transfere a energia para uma molécula de clorofila a, que vai utilizá-la para a realização da fotossíntese. A clorofila b pode ser encontrada em algas verdes e euglenófitas juntamente com a clorofila a. Em algas como diatomáceas e algas pardas, um terceiro tipo de clorofila é encontrado substituindo a clorofila b. A essa forma dá-se o nome de clorofila c, sendo também considerada como um pigmento acessório.




A clorofila é um excelente revigorante para o organismo e atua eliminado toxinas, melhorando o metabolismo e o processo de emagrecimento.  Além disso a clorofila é muito rica em ferro, sendo um ótimo suplemento natural para anemia ferropriva.
Para aumentar o consumo de clorofila, para emagrecer ou tratar anemia, uma das formas mais fáceis é adicionar clorofila no suco de fruta cítrico. 
Suco de clorofila para matar a fome e combater a anemia

Receita de Suco rico em clorofila

Este suco pode ser tomado pela manhã em jejum, nos lanches da tarde ou antes do almoço, ao meio da manhã.
Ingredientes:
  • Meio limão
  • 2 folhas de couve
  • 2 folhas de alface
  • Meio pepino
  • Meio copo de água
  • 2 folhinhas de hortelã
  • ​1 colher de chá de mel
Modo de preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador.

Outros benefícios da clorofila

A Clorofila é responsável pela cor verde das plantas, por isso está presente em grande quantidade na couve, espinafre, alface, acelga, rúcula, pepino, chicória, salsa, coentros e algas, por exemplo e ajuda a:
  • Reduzir a fome e a favorecer a perda de peso, pois está presente em alimentos ricos em fibras;
  • Reduzir o inchaço do pâncreas em casos de pancreatite;
  • Melhorar a cicatrização de feridas, como as causadas pela herpes;
  • Prevenir câncer de cólon, por proteger o intestino de substâncias tóxicas que causam alterações nas células;
  • Atuar como antioxidante, favorecendo a desintoxicação do fígado;
  • Prevenir anemia, por conter ferro;
  • Combater infecções, como gripes e candidíase
A quantidade recomendada de clorofila é de 100 mg, 3 vezes por dia que pode ser consumida em forma de Espirulina, clorela ou nas folhas de cevada ou trigo. No tratamento da herpes, os cremes devem conter entre 2 a 5 mg de clorofila por cada grama de creme, devendo serem aplicados de 3 a 6 vezes por dia na região afetada. Outra alternativa é consumir uma colher de sopa do suplemento de clorofila concentrado dissolvida em 100 ml de líquido, podendo-se utilizar água ou suco de frutas.

Onde encontrar a clorofila

A tabela a seguir traz a quantidade de clorofila presente em 1 xícara de chá de cada alimento.
Quantidade em 1 xícara de chá de cada alimento
AlimentoClorofilaAlimentoClorofila
Espinafre23,7 mgRúcula8,2 mg
Salsa38 mgAlho poró7,7 mg
Vagem8,3 mgEndívia5,2 mg
Além dos alimentos naturais, a clorofila pode se comprar em farmácias ou lojas de produtos naturais na forma líquida ou como suplemento alimentar em cápsulas.




Fonte: Seleções

Petrobras e Eletrobras: veja tudo o que aconteceu no evento da Fitch

Petrobras e Eletrobras: veja tudo o que aconteceu no evento da Fitch



Valter Outeiro da Silveira - 17/04/2019 - 
Aprimoramento da governança corporativa e menor alavancagem são destaques no evento
O painel da Fitch Ratings, durante o 5° Fórum de Corporates Brasil, foi composto nesta quarta-feira (17) por Ricardo Carvalho, head da equipe analítica de ratings corporativos, Rafael Grisolia, diretor de RI e CFO da Petrobras (PETR3; PETR4) e Wilson Ferreira Junior, diretor-presidente da Eletrobras (ELET3).
Rafael Grisolia inicia sua explanação retomando o ano de 2015, no qual houve destruição de valor pela operação Lava-Jato e as decorrências negativas para a companhia.
“O aprendizado foi no sentido de governança”, declara o CFO. Além da melhoria na governança corporativa, Rafael lista pontos adicionais de diferenças em relação a antiga Petrobras, tais a mudança de postura com menor endividamento, pela empresa participar de setor negociante de commodities, que deve ter baixa alavancagem, e a necessidade de realização de operações estruturadas de hedge para proteção do valor da companhia.
“Competidores como Chevron, Exxon, possuem baixo nível de alavancagem”, afirma Grisolia.

Menores custos, com necessidade de investimentos

Por sua vez, Ferreira Junior avalia que as mesmas dificuldades passadas pela petrolífera ocorreram na elétrica, no sentido da governança corporativa.
Em relação ao endividamento da companhia e a reestruturação, o diretor-presidente ressalta a melhoria na estrutura de custos, com a redução dos cargos: de 26 mil para 13,5 mil.
“Teve uma maior transparência na indicação de pessoas na Eletrobras”, declara Ferreira Junior, em relação ao quadro gerencial da companhia nos últimos anos.
No entanto, a capitalização ainda preocupa. “A companhia não é capaz de manter o market share no ritmo atual de investimentos”, aponta o executivo, estimando que, para manutenção do market share atual na geração e distribuição, deveria-se investir de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões. A estatal deve investir aproximadamente R$ 5 bilhões em 2019.
Ferreira Junior ressalta a necessidade de capitalização da elétrica, seja para pagamento de dividendos, seja pela natureza de elevados investimentos no setor.
O executivo analisa a variação positiva do preço da energia muito superior ao da inflação desde 2013, fruto do represamento de preços realizado pelo governo Dilma.
“O risco hidrológico fez a energia aumentar quase três vezes mais que a inflação”, aponta o diretor-presidente.
Por não ter capital em caixa suficiente, o executivo destacou no passado a decisão entre capitalização e a venda das empresas como possibilidades. Diante das duas alternativas, escolheu-se a via da capitalização.
Ferreira Junior destaca positivamente a redução de custos, com diminuição de 40% nas despesas de pessoal. “É natural que continuamos a vender ativos”, avalia, projetando desinvestimentos em maio.
“Até o final do ano praticamente zerarmos o capex”, declara, em meio a reestruturação. “Neste ano temos que ter a iniciativa de investir”.

Decisões gerenciais

Ricardo Carvalho aponta a preocupação dos investidores institucionais por possível ingerência do governo, pela natureza de ambas as companhias serem estatais.
O CFO da Petrobras destaca: “a pergunta é muito pertinente”, ressaltando a Lei das Estatais, como arcabouço jurídico para manutenção do valor da companhia petrolífera.
Adicionalmente, o executivo aponta que o Conselho de Administração da companhia não possui membros do governo e é composto por membros advindos do mercado, exacerbando a nova fase da petrolífera.
“Tem nome a decisão. Nós que decidimos”, aponta, destacando que a decisão agora é tomada pela diretoria, e não por politicagem.
No entanto, por ser controlada pelo governo, ainda existem riscos de ingerência sobre a companhia, a despeito dos esforços da Petrobras em reduzir a interferência.
“As decisões são empresariais”, destaca Grisolia. “As decisões devem ser dentro da diretoria”, afirma o executivo.

Otimismo com desinvestimentos

“Estou muito otimista com Petrobras. Se pudesse comprar ações, compraria”, dispara o CFO, com base nos seguintes fatores: melhoria na governança corporativa, nível superior no caixa da estatal e maior agilidade na implementação de projetos, saindo do provável para a concretização.
O executivo também destaca positivamente a tecnologia da petrolífera, em nível de igualdade com os pares internacionais, colo Shell, Chevron e Total.
“Seremos cada vez mais disciplinados em relação a gestão de portfólio”, declarou, ressaltando a operação recente da TAG e a utilização realmente efetiva do ativo imobilizado.
Por último, a geração de caixa constante foi destacada pelo CFO, além da finalização da cessão onerosa e da importância da mesma.

Fonte: MONEY  TIMES

URGENTE: Bônus de assinatura da cessão onerosa será de R$ 106,5 bilhões

URGENTE: Bônus de assinatura da cessão onerosa será de R$ 106,5 bilhões







Agência Brasil - 17/04/2019 - 22:56
Paulo Guedes
“Nós cumprimos todas as exigências legais. Isso estava sendo discutido ano passado no Congresso, para que a Câmara e o Senado pudessem ajudar a acelerar a cessão onerosa e vocês sabem que isso não aconteceu”, disse  Paulo Guedes (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definiu hoje (17) que o valor a ser pago pelo bônus de assinatura do leilão do excedente da cessão onerosa será de R$ 106,561 bilhões. A informação foi repassada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao final da reunião do conselho. Desse valor, será descontado o valor de cerca de R$ 33 bilhões para a Petrobras, pagos para a empresa a título de negociação do aditivo do contrato fechado com a União. O governo pretende licitar esses excedentes em 28 de outubro.
Firmado pela Petrobras e a União em 2010, o contrato de cessão onerosa garantia à empresa explorar 5 bilhões de barris de petróleo em áreas do pré-sal pelo prazo de 40 anos. Em troca, a empresa antecipou o pagamento de R$ 74,8 bilhões ao governo. Os excedentes são os volumes descobertos de petróleo que ultrapassam os 5 bilhões de barris. Desde 2013, o governo vem negociando um aditivo do contrato, depois que a Petrobras pediu ajustes por conta da desvalorização do preço do barril de petróleo no mercado internacional.
Mais cedo, o ministro disse que o governo estuda utilizar parte desses recursos para repassar a estados e municípios. De acordo com Guedes, o governo estuda antecipar até R$ 6 bilhões do dinheiro que será arrecadado com o leilão. O governo quer condicionar o repasse ao apoio de estados e municípios à reforma da Previdência.
“Nós cumprimos todas as exigências legais. Isso estava sendo discutido ano passado no Congresso, para que a Câmara e o Senado pudessem ajudar a acelerar a cessão onerosa e vocês sabem que isso não aconteceu no ano passado. O Congresso não ajudou a acontecer. Então cumprimos todos os requisitos legais, agora esses recursos podem ser uma faculdade nossa de, com o andamento das reformas, compartilhar com estados e municípios”, disse Guedes.
Questionado sobre qual seria de fato o valor que o governo pretende repassar, Guedes disse que ainda não há uma definição. “Não falamos sobre isto [valor do repasse] ainda”, acrescentou.
Os excedentes são os volumes descobertos de petróleo que ultrapassam os 5 bilhões de barris

Leilão

Em fevereiro, o conselho definiu a data de 28 de outubro para a realização do leilão. Serão leiloadas as áreas de Atapu, Búzios, Itapu e Sépia, na Bacia de Santos. Na ocasião, o CNPE também definiu que o vencedor deverá pagar à Petrobras uma compensação pelos investimentos realizados na área e, como contrapartida adquirirá uma parte dos ativos e da produção. Estimativas apontam a possibilidade de excedente de 6 bilhões até 10 bilhões de barris de petróleo.
Para a área de Búzios, o bônus de assinatura é de R$68,194 bilhões e percentual mínimo de óleo-lucro de 23,25%; a área de Sépia, tem bônus de assinatura de R$ 22,859 bilhões e percentual mínimo de óleo-lucro de 27,65%; para a área de Atapu, o bônus de assinatura é de R$13,742 bilhões e percentual mínimo de óleo-lucro de 25,11%; e para a área de Itapu, bônus de assinatura é de R$1,766 bilhão e percentual mínimo de óleo-lucro de 19,82%.
Conforme a legislação em vigor, a Petrobras deverá manifestar seu interesse em atuar como operadora, em até 30 dias após a publicação da resolução do CNPE aprovada na data de hoje.

Reunião

Participaram da reunião os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Economia, Paulo Guedes, e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes, além de representantes da Casa Civil da Presidência da República, dos ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Regional, da Agricultura Pecuária e Abastecimento; do Gabinete de Segurança Institucional, da Empresa de Pesquisa Energética, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, da Sociedade Civil, do setor acadêmico e do Fórum das Secretarias Estaduais de Energia dos Estados e do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil 


Extração de metais


Extração de metais 



A mineração é a atividade de extrair minerais da crosta terrestre. A metalurgia é a ciência de separar os metais dos minérios e transformá-los em materiais úteis. O primeiro passo para a produção de metais é triturar o minério e, em seguida, limpá-lo, ou purificá-lo.
No processo chamado fundição, os metalúrgicos esquentam o minério para que os elementos químicos se separem e o metal seja liberado. Eletricidade e reações químicas também podem ser usadas para extrair o metal do minério.
Depois, outros trabalhadores dão forma ao metal. Ele pode ser derretido e derramado dentro de um molde, martelado sobre uma superfície dura, moldado com uma prensa ou forçado a passar por orifícios.

Ligas 

Às vezes os metalúrgicos derretem o metal e o misturam a outros metais ou a outras substâncias não metálicas, criando novos metais chamados ligas. O aço é uma liga de ferro e carbono. O bronze é uma liga de cobre e estanho. Uma liga tem características diferentes das de um metal puro, podendo, por exemplo, ser mais dura ou resistir melhor ao calor.

História 

O ouro e o cobre foram os primeiros metais descobertos. Depois vieram a prata, o chumbo, o estanho, o ferro e o mercúrio. No princípio, as pessoas simplesmente martelavam os metais para lhes dar forma. Depois, aprenderam a derretê-los e a derramá-los em moldes. Há mais de 5 mil anos foi criada a primeira liga — o bronze, usado para fabricar ferramentas e armas —, e há mais de 3 mil anos o ser humano aprendeu a purificar o ferro, que é mais duro que o bronze.
Durante a Idade Média (de 500 a 1500 d.C., aproximadamente), pessoas conhecidas como alquimistas fizeram várias tentativas de transformar o chumbo e outros metais em ouro. Eles nunca obtiveram sucesso, mas, com suas experiências, contribuíram para aumentar os conhecimentos sobre os metais. Mais tarde, muitos outros cientistas descobriram diferentes metais, além de inventar novos usos para eles.


Fonte: BBC