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Marfrig: Ações disparam com acordo para produzir e vender hambúrguer vegetal
Investing.com Brasil - 06/08/2019 - 12:34
Companhia fecha acordo para produzir proteína vegetal (Imagem: Bloomberg)
Na parte da manhã desta terça-feira na bolsa paulista, as ações da Marfrig (MRFG3) operam com forte valorização de 6,54% a R$ 7,33, figurando assim entre a maior alta do Ibovespa. Mais cedo, a maior produtora de hambúrguer do mundo, anunciou um acordo com a norte-americana Archer Daniels Midland (AMD)para produzir e comercializar produtos de proteína vegetal no Brasil.
A ADM, uma trader de grãos, será responsável por fornecimento da matéria-prima usada no desenvolvimento dos produtos de base vegetal. A Marfrig vai produzir, distribuir e vender os produtos para restaurantes e redes de varejo.
“Juntas, Marfrig e ADM produzirão um hambúrguer 100% vegetal com sabor e textura similares aos da carne”, diz Eduardo Miron, presidente-executivo da Marfrig, em comunicado à imprensa. “O hambúrguer vegetal vem para complementar o portfólio de produtos da Marfrig e atender todos os canais de mercado nos quais atuamos”, acrescentou.
As companhias terão como rival no país a Seara, do grupo JBS (JBSS3), que iniciou recentemente a oferta de hambúrguer de carne vegetal em redes de varejo, além de empresas como Superbom e Fazenda Futuro.
Depois de uma semana turbulenta com correções de preço, o Bitcoin está beirando os US$ 12.000 novamente. Mas o que explica esse movimento de alta que ocorreu nas últimas horas de domingo?
Indicadores
Na verdade, a alta começou ainda no final da semana passada, com um indicador de alta que chamamos de “Golden Cross”. Ele representa o cruzamento das médias móveis de 50 e 200 períodos no gráfico de 3 dias. Isso quer dizer que a força de compra no curto prazo está superando a tendência do longo prazo.
Com a retomada da força de compra, o Bitcoin foi capaz de retornar e se manter acima dos US$ 10.500 durante todo o final de semana. Mesmo com essa recuperação, os indicadores não indicaram exaustão.
O Índice de Força Relativa marcava 67 pontos com o Bitcoin a US$ 10800, o que era bem longe de uma sobrecompra. Além disso, não havia resistências de preço até US$ 11700, o que facilitou a subida do Bitcoin.
Tradewars e corte de juros
No entanto, os indicadores apenas mostram uma face da moeda. O que acontece de fato é uma deterioração da economia global. Jerome Powell, chairman do FED (Bacen dos EUA), sinalizou que a economia americana precisava de um fôlego extra com um corte de juros, o primeiro em 11 anos.
Corte de juros torna o crédito mais barato, o apetite pelo risco cresce e a economia pode ficar estimulada em um primeiro momento. No entanto, se isso é feito de forma extensa, eventos da magnitude da bolha imobiliária de 2008 batem à porta para lembrar que a conta um dia pode chegar.
Do outro lado do pacífico temos a China declaradamente desvalorizando o Yuanpara aumentar a competitividade de suas exportações agrícolas, o que é um claro movimento contra os EUA. Não por coincidência, o Bitcoin atravessou a barreira dos US$ 11.000 na mesma hora em que o governo Chinês desvalorizou sua moeda.
O dólar está cotado a 7,03 Yuans (moeda chinesa), o maior patamar desde 2008. Coincidentemente, a China também estava em Guerra Comercial com os Estados Unidos 11 anos atrás.
Essa desvalorização cambial aumenta a tensão entre os dois países e dá mais combustível para a Guerra Comercial com os Estados Unidos. Donald Trump provavelmente fará retaliações, o que causa ainda mais volatilidade nos mercados internacionais.
Em meu artigo anterior, publicado aqui no Portal do Bitcoin, defendo o Bitcoin como um ativo antifrágil. Ou seja, ele é um ativo que aprecia e se beneficia a volatilidade da economia. Segue um trecho do meu texto:
“Ativos antifrágeis se beneficiam do caos provocado por esses eventos extremamente impactantes, apresentado mais ganhos mediante maior estresse econômico. Note que, ao mencionar ganhos, me refiro àquelas valorizações exponenciais que presenciamos no Bitcoin com o passar dos anos. É assim que chegamos ao Bitcoin, que certamente apresenta muitas dessas características. “
Mercado de ações
Com essas notícias, as bolsas europeias caíram quase 2%, enquanto os futuros dos EUA apontaram para um declínio de mais de 1% na abertura.
As ações asiáticas caíram para o menor nível em seis meses, enquanto o índice Hang Seng liderou as perdas na região, com Hong Kong entrando na nona semana de protestos, incluindo uma greve em toda a cidade, a primeira em mais de 50 anos.
A ameaça de Trump de aumentar as tarifas sobre produtos chineses fez com que o S&P 500 fechasse na última sexta-feira com seu pior desempenho semanal, uma queda de 3,1%.
O Nasdaq também caiu 3,9%, o maior declínio semanal em 2019, enquanto o índice Dow acumulou uma queda de 2,6%, o segundo pior do ano.
Fonte: João Paulo Oliveira – Fundador da Nox Bitcoin
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha
Na maioria dos casos, máquinas gigantes escavam em busca das pedras preciosas, que são separadas do cascalho pelo peso e identificadas por um sofisticado sistema de raios x. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito. Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra. Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos.
O tipo mais comum de mina é o de poço aberto – como a representada no infográfico a seguir –, baseada na escavação do kimberlito, e a maioria delas está na África. No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores. As 26 toneladas de diamante produzidas no mundo movimentam US$ 13 bilhões. O maior comprador é a China.
TRABALHO ÁRDUO
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha.
Amaciando a terra
Após encontrar provas geológicas da presença de diamantes, os mineiros escavam o kimberlito. Mas a ferramenta deles não é picareta, não: os caras colocam explosivos em buracos de até 17 m de profundidade feitos pela perfuradora. O objetivo é fazer a rocha dura virar cascalho.
Trio parada dura
Três máquinas gigantes fazem o trabalho pesado: a perfuradora abre buracos na rocha para a colocação de explosivos, a escavadora movimenta até 50 toneladas de rocha por minuto e o caminhão mineiro leva 100 toneladas de material para o beneficiamento.
Buraco fundo
Com o avanço da escavação, o poço fica mais afunilado, chegando a centenas de metros de profundidade e a quilômetros de largura. A maior mina de diamantes em operação, com 600 m de profundidade e 1,6 km de diâmetro na parte mais larga, é a Argyle Diamond, na Austrália.
Plano B
Quando a escavação afunila demais, é preciso cavar um túnel paralelo ao poço. Do túnel principal, partem túneis perpendiculares para extrair a rocha mais profunda. No subterrâneo, são usadas versões menores das máquinas empregadas na superfície.
Coisa fina
O material extraído da mina vai para o processamento. O cascalho é triturado duas vezes, lavado e peneirado. Em seguida, as pedrinhas – de 1,5 a 15 mm – vão para um tanque de flotação. As pedras mais pesadas, com potencial de ser diamantes, ficam no fundo e as mais leves são descartadas.
Catando milho
Uma máquina de triagem equipada com raios X identifica os diamantes. Ao rolarem na esteira e serem atingidos pela radiação, eles ficam fluorescentes. Um sensor registra essa luz e aciona um jato de ar, que separa o que importa do restante das pedras. Por último, rola uma checagem manual.
Feitos para brilhar
Cerca de 30% dos diamantes são gemas, ou seja, têm características ideais para se tornar joias: cor, claridade, tamanho e possibilidade de lapidação. O restante é usado na indústria para a produção de peças de corte, como brocas, discos, serras e bisturis. Como transmitem calor rapidamente, diamantes também são usados em termômetros de precisão.
VALE QUANTO PESA
Cada tonelada de terra extraída rende 1 quilate de diamantes (0,2 g)
Valor de mercado
Um caminhão carregado rende até 20 diamantes de 1 g. Pedras usadas em joias valem, em média, US$ 1 mil/quilate. Para uso industrial, paga-se em torno de US$ 10/quilate.
Além do brilho
O valor do diamante é baseado em cor, claridade, tamanho e lapidação. Gemas azuis, laranja, vermelhas e rosa são raras. Brancas e amareladas são mais comuns (98% do total).
Joia da coroa
O maior dos diamantes foi extraído na África do Sul em 1905. A pedra bruta tinha 3,1 mil quilates e foi lapidada em nove. As duas maiores (Cullinan I e II) foram dadas à realeza britânica.
– Em 1714, foi encontrado o primeiro diamante no brasil, em um garimpo de ouro próximo a Diamantina, MG.
– O diamante mais caro do mundo foi leiloado em Londres por US$ 46 milhões. O Graf Pink pesa 24,78 quilates e tem coloração rosada.
Necton recomenda Tim, Telefônica, Log, BRF e Cosan Logística em carteira semanal
Diana Cheng - 05/08/2019 - 13:45
A carteira da Necton acumula uma rentabilidade de 106,5% ante a valorização de 48,3% do Ibovespa
Para a carteira recomendada desta semana, divulgada nesta segunda-feira (5, a Necton está apostando nas ações Tim Participações (TIMP3), Telefônica Brasil(VIVT4), Log (LOGG3), BRF (BRFS3) e Cosan Logística (RLOG3).
A carteira da Necton acumula uma rentabilidade de 106,5% ante a valorização de 48,3% do Ibovespa.
Vale e siderúrgicas caem forte com disputa EUA e China derrubando minério
Investing.com Brasil - 05/08/2019 - 13:42
Vale está em baixa nesta segunda-feira (5) com disputa dos EUA e China (Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes)
A forte queda nos preços do minério de ferro em Dalian, e a disputa comercial entre Estados Unidos e China, fazem com que as ações da Vale (VALE3) e das principais siderúrgicas brasileiras operem com forte queda nesta segunda-feira, figurando entre as maiores baixas do Ibovespa.
No caso da Vale, as perdas são de 3,85% a R$ 46,00, com Bradespar (BRAP4) cedendo 4,53% a R$ 29,07. Entre as siderúrgicas, CSN (CSNA3) recua 5,26% a R$ 15,01 e lidera as quedas do Ibovespa, enquanto Usiminas (USIM5) cai 3,65% a R$ 8,20. Gerdau (GGBR4) cai 2,87% a R$ 13,18 e Met. Gerdau 2,90% a R$ 6,37.
Os futuros do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian e em Cingapura caíram abaixo de 100 dólares por tonelada nesta segunda-feira, em meio a uma elevação nos estoques enquanto há expectativa de enfraquecimento adicional na demanda na China, maior consumidora da commodity e responsável por mais da metade da oferta global de aço.
O enfraquecimento do yuan chinês seguindo-se à escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China somou-se ao sentimento já negativo dos investidores em geral.
O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian, com vencimento em janeiro de 2020, recuou 6%, limite diário imposto ao contrato, para 689,50 iuanes (98,09 dólares) por tonelada, nível mais fraco desde 5 de julho deste ano.
O contrato de referência teve a terceira sessão consecutiva de baixa, em meio a uma demanda sazonal fraca por aço, particularmente no setor chinês de construção, além de margens mais apertadas na produção de aço.
Os futuros do minério de ferro em Cingapura caíram 8,6%, para 94,32 dólares por tonelada.
A perspectiva de demanda por minério de ferro e outras matérias-primas do aço não tem sido animadora, disse Hui Heng Tan, analista da Marex Spectron. “As margens pioraram, dados os preços fracos do aço. Isso significa que a desaceleração nas cotações do aço deve provavelmente persistir”.
Ameaças do presidente norte-americano Donald Trump na semana passada, de impor tarifas de 10% sobre 300 bilhões de dólares em importações chinesas a partir de 1° de setembro, também ampliaram as preocupações sobre a demanda por aço.