sábado, 20 de junho de 2020

Warren Buffett: O que o oráculo pensa de ações, títulos, ouro, dinheiro e ETFs

Warren Buffett: O que o oráculo pensa de ações, títulos, ouro, dinheiro e ETFs






Conselhos do megainvestidor são valiosos para criação de riqueza ao longo do tempo
“Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes”. A afirmação é de Isaac Newton, criador da lei da gravitação universal e precursor da mecânica clássica, e demonstra como é necessário, seja na vida ou no mundo dos investimentos, se espelhar nos maiores.
Warren Buffett é conhecido por ser um dos investidores de ações mais bem-sucedidos de todos os tempos, através da sua empresa Berkshire Hathaway, com retornos constantes ao longo de décadas. Com 88 anos, o megainvestidor detém uma das maiores fortunas do mundo. Logo, é sempre bom saber sua opinião sobre ativos do mercado financeiro.
Com isso em mente, o portal Motley Fool realizou levantamento sobre o que Buffett pensa sobre ações, títulos, ouro, dinheiro e ETFs.

Ações: riqueza de longo prazo

Mercados
Buffett recomenda investir em ações com afinidade do investidor para manutenção da posição
Para Buffett, investir em ações é a melhor maneira de construir riqueza no longo prazo. Antes da animação. uma medida cautelar: investidores, não comprem ações para fazer dinheiro de forma rápida, tendo em vista a impossibilidade de previsão das oscilações de curto prazo.
“Se você não tem desejo de possuir uma ação por 10 anos, nem pense em comprá-la para ter por 10 minutos”, dispara o megainvestidor.
Outro conselho valioso, além da manutenção da posição acionária, é a atenção a empresas com vantagens competitivas no setor de atuação ao longo do tempo. “A chave para investir é não avaliar quanto determinado setor afetará a sociedade, ou quanto crescerá, mas sim determinar a vantagem competitiva de qualquer empresa e, acima disso, a durabilidade desta vantagem”, afirmou Buffett.
Existem ainda duas recomendações do oráculo de Omaha: tentar manter-se cauteloso quando os outros estão mais propensos ao risco, e vice-versa; e mudança rápida de posições caso você esteja errado sobre a ação. “Caso você se encontre em um barco com vazamento crônico, a energia dedicada à troca de navios provavelmente será mais produtiva do qualquer energia dedicada a remendar vazamentos”, metaforiza.

Títulos: só no curto prazo

Títulos são bons somente se o foco do investidor for no curto prazo
O megainvestidor pondera que títulos são menos arriscados do que ações em períodos curtos de tempo, o que leva a investidores com horizonte de investimento menor a alocarem recursos em títulos para ganhar dinheiro.
Contudo, no longo prazo, títulos são mais arriscados que ações. “Um portfólio diversificado de ações, a medida que o horizonte de investimento aumenta, se torna progressivamente menos arriscado do que títulos, assumindo que as ações são compradas através de múltiplo de lucros sensato em relação às taxas de juros então vigentes”, completa.

Ouro: sem multiplicação de valor

Inexistência de possibilidade de multiplicação de capital é ponto negativo para metal precioso
Warren Buffett não é muito fã de investimentos em ouro, ou em qualquer ativo não-produtivo. Em outras palavras, ouro não gerará renda ou produzirá algo de valor: seu preço basicamente é baseado na disposição de quanto outra pessoa desejará pagar por ele.
“Você poderia pegar todo o ouro que já foi extraído e encher um cubo. Pelos preços atuais do ouro, você poderia comprar – não alguns – todos os terrenos agrícolas dos EUA. Além disso, você poderia comprar 10 ExxonMobils (maior petrolífera norte-americana), além de ter US$ 1 trilhão em dinheiro. Ou você poderia ter um grande cubo de metal. O que você pegaria? Qual produzirá mais valor?”, exemplifica o megainvestidor.

Dinheiro: emergência em foco

Buffett recomenda manter posições em dinheiro para fins emergenciais
Ao contrário do metal precioso, Buffett ama deter grandes posições em dinheiro. Na Berkshire Hathaway, o oráculo de Omaha quer ao menos US$ 20 bilhões líquidos no caixa da empresa.
“Nunca queremos contar com a bondade de estranhos para cumprir as obrigações de amanhã. Se forçado a escolher, não trocarei nem uma noite de sono pela chance de lucros extras”, diz Buffett.
No entanto, não pode-se confundir um fundo de emergência com investimento. “Uma coisa que eu vou lhe dizer é que o pior investimento que você pode ter é dinheiro. O dinheiro vai valer menos ao longo do tempo. Mas bons negócios vão valer mais ao longo do tempo”, completa o megainvestidor, sempre de olho na criação de valor.

ETFs: ganhos constantes ao longo do tempo

Retornos constantes ao longo do tempo de ETFs são vantagem
O oráculo de Omaha prefere ações a ETFs, porém não necessariamente descarta alocações em fundos que replicam a performance de índices. Desta forma, os ETFs aparecem como maneira assertiva de se posicionar no mercado acionário sem estudo aprofundado das empresas.
“Diante das diversas propostas oferecidas a você, se você investiu em um ETF com custo muito baixo – onde você não coloca o dinheiro de uma só vez, mas porções constantes em média ao longo de 10 anos – você terá performance superior a 90% da população que começou a investir no mesmo tempo”, avalia Buffett.


Fonte: MONEY  TIMES

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Liquidez global ofusca tensão política interna e Ibovespa sobe 4% na semana

Liquidez global ofusca tensão política interna e Ibovespa sobe 4% na semana



Ações3 horas atrás (19.06.2020 17:40)
© Reuters. Operador indica telas com cotações durante sessão da bolsa de valores de São Paulo© Reuters. Operador indica telas com cotações durante sessão da bolsa de valores de São Paulo
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista teve uma sessão volátil nesta sexta-feira, com o Ibovespa encerrando em alta e acumulando desempenho semanal positivo, em meio a um ambiente de ampla liquidez global, que continuou prevalecendo sobre tensões políticas e um cenário econômico ainda desafiador no país.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,46%, a 96.572,10 pontos. Na semana, acumulou alta de 4,07%. O volume financeiro nesta sexta-feira totalizou cerca de 38,4 bilhões de reais.
O Ibovespa chegou a alcançar 97.540,33 pontos na primeira etapa da sessão em meio a notícias de que a União Europeia começou o processo de aprovação de um pacote de estímulo sem precedentes no bloco de 750 bilhões de euros, além de notícias mais positivas sobre as relações comerciais EUA-China.
No começo da tarde, porém, notícia de que a Apple (NASDAQ:AAPL) voltará a fechar algumas lojas nos Estados Unidos por causa de aumento no número de novos casos de coronavírus naquele país derrubou Wall Street e arrastou o Ibovespa, que tocou a mínima da sessão, renovada mais tarde, a 95.874,30 pontos.
Além disso, o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que a recuperação econômica dos EUA da epidemia do coronavírus é desafiadora enquanto o presidente do Fed de Mineápolis, Neel Kashkari, disse que pode haver uma segunda onda de infecções no outono norte-americano.
O Departamento de Pesquisa Econômica do Bradesco observa que a possibilidade de uma segunda onda de contágio pelo novo coronavírus aumenta a incerteza sobre o ritmo de recuperação da economia global, com novos casos de Covid-19 voltando a aparecer na China e em alguns Estados dos EUA.
"As sondagens empresariais e com consumidores nas principais economias continuam apontando para recuperação já em maio, mas essa percepção precisa ser corroborada pelos dados efetivos", afirmou, ponderando, contudo, que o Fed e outros BCs continuam sinalizando que estímulos seguirão presentes.
Na visão do estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, o excesso de liquidez disponibilizado pelos bancos centrais continua a se sobrepor sobre qualquer outro aspecto econômico ou financeiro, e até mesmo político, enquanto não houver risco de um evento mais extremo, como um processo de impeachment.
A prisão de um ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, acrescentou Kawa, traz mais uma pitada de incerteza ao ambiente, e a bolsa pode vir a sofrer. Mas ele ressaltou que o mercado acionário brasileiro está sendo bem sustentado pela liquidez global, além de uma taxa de juros historicamente baixa.
DESTAQUES
- CCR ON (SA:CCRO3) e ECORODOVIAS ON (SA:ECOR3) subiram 2,7% e 1,85%, respectivamente, endossadas pelo cenário de juros baixos, além de perspectiva de reabertura de atividades no país.
- SULAMÉRICA UNIT avançou 3%, tendo de pano de fundo relatório do UBS recomendando a compra dos papéis, com preço-alvo em 12 meses de 54 reais.
- BB SEGURIDADE ON (SA:BBSE3) subiu 3,5%, ajudada por relatório do BTG Pactual (SA:BPAC11), no qual os analistas relatam reunião com executivo da empresa em que ele afirmou que a tendência de recuperação positiva continuou nas últimas semanas e que o desempenho operacional está perto das expectativas pré-Covid.
- MRV ON (SA:MRVE3 fechou em alta de 5,7%, como setor imobiliário entre os destaques, uma vez que tende a se beneficiar o ambiente de juros baixos.
- CVC (SA:CVCB3BRASIL ON subiu 3,3%, tendo no radar fala do presidente da operadora de turismo ao Valor Econômico de que a empresa se prepara para retomar 100% das suas atividades a partir de 1º de julho. A ação está entre as que mais sofreram com a pandemia e ainda acumula perda de mais de 50% em 2020.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) caíram 0,6% e 1,4%, respectivamente, abandonando o fôlego da primeira etapa da sessão, apesar de nova alta dos preços do petróleo no exterior.
- VALE ON (SA:VALE3) caiu 1,8%, em sessão de variação tímida dos preços do minério de ferro na China, embora os contratos futuros tenham registrado o sétimo ganho semanal.
USIMINAS PNA (SA:USIM5) valorizou-se 2,65%, ajudada por relatório do Bradesco BBI, que elevou recomendação para 'neutra', assim como aumentou o preço-alvo da empresa e suas pares no setor. GERDAU PN (SA:GGBR4) subiu 0,98%, mas CSN ON (SA:CSNA3) encerrou em baixa de 3,8%.
- ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,96%, ampliando o desempenho positivo da véspera, na esteira da forte valorização recente das ações da XP, na qual tem participação relevante. Neste mês, a XP já acumula alta de cerca de 55%. Já BRADESCO PN (SA:BBDC4) subiu 0,3% e BANCO DO BRASIL ON (SA:BBAS3) cedeu 1,34%.
- MARFRIG ON (SA:MRFG3) caiu 2%, em meio à queda do dólar ante o real, além de notícia de que a autoridade aduaneira da China pediu que os exportadores de alimentos ao país assinem uma declaração de que seus produtos não estão contaminados pelo novo coronavírus MINERVA ON (SA:BEEF3) terminou em alta de 1,3% e JBS ON (SA:JBSS3), que chegou a oscilar no azul, fechou em queda de 0,4%.

Fonte: Reuters

Diamante amarelo de 2,50 ct

Como funciona uma mina de diamantes?

Como funciona uma mina de diamantes?





Na maioria dos casos, máquinas gigantes escavam em busca das pedras preciosas, que são separadas do cascalho pelo peso e identificadas por um sofisticado sistema de raios x. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito. Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra. Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos.
O tipo mais comum de mina é o de poço aberto – como a representada no infográfico a seguir –, baseada na escavação do kimberlito, e a maioria delas está na África. No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores. As 26 toneladas de diamante produzidas no mundo movimentam US$ 13 bilhões. O maior comprador é a China.
MUNDOESTRANHO-131-46
TRABALHO ÁRDUO
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha.
Amaciando a terra
Após encontrar provas geológicas da presença de diamantes, os mineiros escavam o kimberlito. Mas a ferramenta deles não é picareta, não: os caras colocam explosivos em buracos de até 17 m de profundidade feitos pela perfuradora. O objetivo é fazer a rocha dura virar cascalho.
Trio parada dura
Três máquinas gigantes fazem o trabalho pesado: a perfuradora abre buracos na rocha para a colocação de explosivos, a escavadora movimenta até 50 toneladas de rocha por minuto e o caminhão mineiro leva 100 toneladas de material para o beneficiamento.
Buraco fundo
Com o avanço da escavação, o poço fica mais afunilado, chegando a centenas de metros de profundidade e a quilômetros de largura. A maior mina de diamantes em operação, com 600 m de profundidade e 1,6 km de diâmetro na parte mais larga, é a Argyle Diamond, na Austrália.
Plano B
Quando a escavação afunila demais, é preciso cavar um túnel paralelo ao poço. Do túnel principal, partem túneis perpendiculares para extrair a rocha mais profunda. No subterrâneo, são usadas versões menores das máquinas empregadas na superfície.
Coisa fina
O material extraído da mina vai para o processamento. O cascalho é triturado duas vezes, lavado e peneirado. Em seguida, as pedrinhas – de 1,5 a 15 mm – vão para um tanque de flotação. As pedras mais pesadas, com potencial de ser diamantes, ficam no fundo e as mais leves são descartadas.
Catando milho
Uma máquina de triagem equipada com raios X identifica os diamantes. Ao rolarem na esteira e serem atingidos pela radiação, eles ficam fluorescentes. Um sensor registra essa luz e aciona um jato de ar, que separa o que importa do restante das pedras. Por último, rola uma checagem manual.
Feitos para brilhar
Cerca de 30% dos diamantes são gemas, ou seja, têm características ideais para se tornar joias: cor, claridade, tamanho e possibilidade de lapidação. O restante é usado na indústria para a produção de peças de corte, como brocas, discos, serras e bisturis. Como transmitem calor rapidamente, diamantes também são usados em termômetros de precisão.
VALE QUANTO PESA
Cada tonelada de terra extraída rende 1 quilate de diamantes (0,2 g)
Valor de mercado
Um caminhão carregado rende até 20 diamantes de 1 g. Pedras usadas em joias valem, em média, US$ 1 mil/quilate. Para uso industrial, paga-se em torno de US$ 10/quilate.
Além do brilho
O valor do diamante é baseado em cor, claridade, tamanho e lapidação. Gemas azuis, laranja, vermelhas e rosa são raras. Brancas e amareladas são mais comuns (98% do total).
Joia da coroa
O maior dos diamantes foi extraído na África do Sul em 1905. A pedra bruta tinha 3,1 mil quilates e foi lapidada em nove. As duas maiores (Cullinan I e II) foram dadas à realeza britânica.
– Em 1714, foi encontrado o primeiro diamante no brasil, em um garimpo de ouro próximo a Diamantina, MG.
– O diamante mais caro do mundo foi leiloado em Londres por US$ 46 milhões. O Graf Pink pesa 24,78 quilates e tem coloração rosada.

Fonte: Super

Opala verde-azul enorme e rara encontrada em Nevada

Opala Encontrado em Nevada
Crédito da imagem: Chip Clark


O Roebling Opal é um extraordinário pedaço de opala de 2.585 quilates e também é o maior Opala preto não polido.

Ele saiu da parte em túnel da Mina Rainbow Ridge em 1917, de Virgin Valley, Nevada . A opala foi depositada a partir de água rica em sílica em vazios que permaneceram depois que os galhos de árvores enterrados apodreceram, em alguns casos resultando em projeções de opala das partes originais da árvore.

Embora extremamente bonita, a opala desta localidade não é comumente usada em jóias porque tende a craize ou crack. As opalas com uma reprodução de cores vívida e uma cor preta ou outra cor escura são chamadas de opalas pretas. A Opala Roebling é uma opala preta com toques de azul e verde em cores.

O Roebling Opal foi doado por John A. Roebling em 1926 e agora pertence ao Museu Nacional de História Natural Smithsonian.

Opala Encontrado em Nevada
Crédito da imagem: Chip Clark
Opala Encontrado em Nevada
Crédito da imagem: Chip Clark



Fonte: Seleções