sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Como identificar um diamante verdadeiro?

 

Como identificar um diamante verdadeiro?

 

Descobrir se o seu diamante é verdadeiro ou não é um desafio tentador. Afinal, quem não tem interesse em descobrir se comprou gato por lebre? A melhor (porém mais cara) solução para esse problema é pagar um avaliador de boa reputação e de confiança para avaliar a jóia.

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Mas você também pode ser capaz de detectar a diferença entre um autêntico e uma imitação. Com um pouco de luz, água, uma baforada e uma lupa, isso é possível. Confira o primeiro passo para mais detalhes e informações sobre o maravilhoso mundo dos diamantes.

Diamante

1. Use o “bafômetro”. Coloque o diamante na frente da boca e solte o ar pela boca, da mesma forma que você faz ao espelho quando quer escrever com o dedo nele. Se a pedra continuar embaçada passados 2 segundos, é muito provável que se trate de uma falsificação. Um diamante de verdade dispersa o calor instantaneamente, ou seja, ele deixa de ficar embaçado em questão de instantes, muito mais rapidamente do que uma imitação.

Use um diamante que você já sabe que é verdadeiro e compare com a pedra suspeita. Bafeje nas duas ao mesmo tempo, repetidas vezes. Você verá a sua expiração sendo condensada na falsa, enquanto a verdadeira vai continuar sem embaçar.

2. Observe o metal que acompanha o diamante na jóia. É muito pouco provável que um diamante verdadeiro esteja acoplado a um metal barato. O quilate do metal gravado na parte de dentro da jóia é um bom sinal (10K, 14K, 18K, 585, 750, 900, 950, PT, Plat). Já as iniciais "C.Z." representam a zircônia cúbica (usada para imitar diamantes).

Diamante

Uma lupa de joalheiro pode identificar imperfeições encontradas em diamantes de verdade. Essas imperfeições vêm do processo de extração. Já diamantes fabricados em laboratório e aqueles feitos com zircônia cúbica não apresentam nenhuma imperfeição.

Os verdadeiros geralmente têm pequenas imperfeições que ocorrem naturalmente, que são chamadas de "inclusões", as quais podem ser vistas com uma lupa. Olhe para as pequenas manchas de minerais ou alterações de cor bem sutis. Estes são os dois sinais de que está perante com um diamante autêntico, ou seja, naturalmente imperfeito.

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3. As imitações de zircônia cúbica e diamantes cultivados em laboratório geralmente não têm imperfeições. Isso porque eles são cultivados em ambientes estéreis em vez de produzidos por acaso na Natureza. Uma joia que é muito perfeita apresenta grandes chances de ser uma fraude.

É possível, no entanto, que um verdadeiro diamante seja absolutamente perfeito. Não use imperfeições como o fator decisivo para determinar se o seu diamante é verdadeiro ou não. Use sempre os outros testes primeiro.

Testar em Casa Diamantes Soltos

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1. Observe como a luz reflete na pedra. Os diamantes têm um alto poder de refração, ou seja, eles conseguem “dobrar” os raios de luz que passam por eles. É graças a essa propriedade que eles brilham tanto. O vidro e o quartzo usados em imitações têm o poder de refração muito menor, mesmo que tenham sido lapidados de forma a imitar um diamante. Confira abaixo alguns testes que você pode fazer em casa:

O método do jornal: Teste a distorção ótica com o método do jornal. Caso o seu diamante esteja solto (ou seja, não está preso a um anel ou brinco, por exemplo), você pode fazer o seguinte teste: coloque-o em cima de uma folha de jornal. Se você conseguir ver as letras impressas através do diamante, é provável que ele seja falsificado (a não ser que o diamante tenha um corte bastante assimétrico, o que permitirá a visualização das letras através de determinados pontos).

O teste do ponto preto: Teste a distorção refrativa ótica fazendo um ponto com uma caneta. Desenhe um ponto preto em uma folha de papel. Coloque o diamante em cima desse ponto. Caso dê para enxergar um reflexo circular preto através do diamante, é porque ele é uma imitação.

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2. Observe os reflexos de luz da pedra. Os reflexos de um diamante de verdade tem tons de cinza. Caso você encontre reflexos coloridos, é porque o diamante em questão é de baixa qualidade ou, pior ainda, uma falsificação.

Confira a cintilação do diamante. Um diamante autêntico cintila muito mais do que uma imitação de vidro ou de quartzo. Se puder, leve com você essas imitações quando for fazer compras. Assim você poderá usá-las como referência.

Não confunda brilho com refratividade. O brilho consiste na intensidade com que a luz é refletida pelo corte da gema. Já a refratividade tem a ver com a cor da luz que é refratada. Então, fique de olho em um brilho 'intenso', e não um brilho colorido.

Porém, existe uma pedra que brilha tanto quanto um diamante: A moissanite. Essa pedra é tão parecida com o diamante que até joalheiros têm dificuldade em distingui-los. Para conseguir ver a diferença, mantenha a pedra perto de seu olho. Use uma lanterna (o ideal é usar uma lanterna clínica, daquelas que os médicos usam) e segure-a acesa contra a pedra. Se você ver as cores do arco-íris, isso é um sinal da dupla refração, ou seja, que a pedra se trata de um exemplar de moissanite, mas não de diamante.

Deixe o diamante cair em um copo de água. Devido à sua alta densidade, um diamante genuíno vai afundar. Já uma imitação vai ficar boiando na superfície ou no meio do copo.

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3. Submeta a pedra a um "teste de resistência". Aqueça a pedra suspeita com um isqueiro por 30 segundos. Logo em seguida, deixe a pedra cair dentro de um copo de água. A rápida expansão e contração vai sobrecarregar a força de tensão de materiais mais frágeis como o vidro ou quartzo. Já o diamante é forte o suficiente para passar por esse teste.

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Testes Profissionais

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Peça ao avaliador que realizem um teste com sonda termoelétrica Os diamantes verdadeiros dispersam calor rapidamente e não vão esquentar com a sonda. A vantagem deste método é que ele não danifica as pedras como outras formas de teste existentes.

O teste de calor age seguindo os princípios do teste de resistência das pedras. Mas, em vez de verificar se a gema se rompe após o aquecimento e súbito resfriamento, a sonda termoelétrica vai medir quanto tempo o diamante retém a temperatura.

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Peça a um avaliador uma combinação de testes para diamantes e moissanites.Muitos avaliadores mantêm equipamentos especializados que diferenciam os diamantes dos moissanites. O resultado é rápido.

Um teste de sonda de calor tradicional não será capaz de identificar a diferença entre moissanite e um diamante verdadeiro. Confira se o teste está a ser realizado com uma sonda de condutividade elétrica e não um testador térmico.

Se você estiver testando vários diamantes ao mesmo tempo em casa, há testadores que usam uma combinação de métodos diferentes e que podem ser comprados na internet ou em lojas especializadas em pedras preciosas.

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3. Exame microscópico. Com a ajuda de um microscópio, a pedra é examinada de cabeça para baixo. Se houver reflexos alaranjados quando se move a pedra, você está lidando com uma imitação. Agite suavemente o diamante para frente e para trás com uma pinça. Se for visível um ligeiro reflexo alaranjado ao longo das faces, as chances de se tratar de zircônia cúbica são grandes, ou de que esse material foi utilizado para preencher as imperfeições dentro do diamante.

Para obter a melhor visualização do diamante, procure usar um microscópio com a capacidade de aumento de 1200 vezes.

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4. Submeta o diamante a uma pesagem de alta precisão. Como a zircônia cúbica pesa aproximadamente 55% a mais que os diamantes de mesmo formato e tamanho, uma balança capaz de medir até o nível de quilates ou grãos é necessária para revelar se a pedra é um diamante verdadeiro ou não.

A única forma de realizar este teste com precisão é usando um diamante autêntico com o mesmo tamanho e forma da pedra suspeita. Sem a pedra verdadeira para servir de referência, você vai ter dificuldade em determinar se o peso está equivalente ou não.

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5. Inspeção de luz ultra-violeta. Muitos (mas nem todos) diamantes autênticos exibem um reflexo azul-fosforescente debaixo de luz ultra-violeta ou de uma lâmpada de luz negra. Porém, a ausência de azul não significa que uma pedra é necessariamente falsa; alguns diamantes não apresentam fluorescência sob a luz ultra-violeta. A moissanite, por sua vez, apresenta uma fluorescência esverdeada, amarela ou cinza sob a luz ultra-violeta.

Apesar do teste com a luz ultra-violeta ser útil para identificar um diamante verdadeiro, ele não pode ser o único a ser levado em conta. Como mencionado acima, alguns diamantes fluorescem sob luz ultra-violeta, mas outros não. Também é possível encontrar diamantes adulterados de modo que exibam o brilho esperado sob esse tipo de luz.

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6. Exame de raio X. A estrutura molecular dos diamantes os torna invisíveis ao raio X. Já os materiais como o vidro, cristal e zircônia cúbica usados em imitações vão aparecer nitidamente.

Para o teste com raios X, seria necessário contatar um profissional do ramo de pedras preciosas ou conversar com a administração de um laboratório que realiza radiografias.

Obtendo provas de que seu diamante é verdadeiro

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1. Encontre um avaliador confiável. A maioria das joalharias contratam seus próprios gemólogos e avaliadores, mas muitos consumidores acham que é melhor solicitar uma terceira avaliação vinda de um profissional independente, o qual não irá lucrar com a venda.

Uma avaliação compreende duas etapas principais: em primeiro lugar, identificar e avaliar a pedra em questão. Em seguida, atribuir o devido valor à mesma. 

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2. Faça as perguntas certas. Além de ser capaz de descobrir se uma pedra é realmente preciosa ou não, um bom avaliador pode responder a uma variedade de perguntas sobre a qualidade da sua pedra. E essa segurança é ainda mais importante se você já comprou ou herdou uma pedra. O gemólogo deve ser capaz de dizer se: A pedra foi produzida pela Natureza ou pelo homem; A coloração da pedra foi alterada; A pedra recebeu um tratamento de efeito temporário ou permanente; A pedra corresponde à documentação de classificação fornecida por uma joalheria de boa reputação.

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3. Exija um certificado de avaliação

Independentemente dos testes que você escolher para submeter a sua pedra, a forma mais confiável de saber se um diamante é verdadeiro é verificar a documentação e falando com o gemólogo ou o avaliador.

Os certificados geralmente contêm muitas informações sobre o seu diamante, tais como o peso em quilates, medidas, proporções, grau de clareza, grau de cor e grau de corte. Os certificados também podem apresentar informações extras, tais como:

Fluorescência, ou a tendência do diamante emitir um brilho discreto quando exposto à luz ultravioleta.
Polimento, ou o quanto a superfície da pedra é lisa.
Simetria, ou o quanto cada faceta se espelha uma na outra de maneira perfeita.

Registe o seu diamante. Uma vez que você tiver certeza de que o diamante é verdadeiro, seja por meio de uma avaliação independente ou um laboratório de avaliação, providencie o registro de autenticidade do mesmo.

Assim como os humanos, cada diamante é único. Uma nova tecnologia está permitindo que gemólogos consigam quantificar essa singularidade, produzindo uma espécie de "impressão digital" da sua jóia. O registo pode ser de grande valia na hora de fazer um seguro contra roubo. Se um diamante roubado aparece em um banco de dados internacional, você poderá recuperá-lo mostrando a documentação que comprova que ele é seu.



Fonte:  New Greenfil

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Cientistas desafiam a natureza e criam diamantes à temperatura ambiente

 

Cientistas desafiam a natureza e criam diamantes à temperatura ambiente



Os diamantes tradicionais são formados ao longo de milhares de milhões de anos nas profundezas da Terra, onde as pressões e as temperaturas extremas fornecem as condições ideais para cristalizar o carbono. Mas os cientistas estão a trabalhar em formas mais convenientes de criar pedras preciosas.

O diamante, que se forma ao longo de milhares de milhões de anos nas profundezas da Terra, é um dos minerais mais valiosos do mundo, devido às suas características físicas e óticas. Depois da grafite, é a segunda forma mais estável de carbono.

Agora, uma equipa de cientistas da Australian National University e da RMIT University desafiou a natureza e criou diamantes à temperatura ambiente em apenas alguns minutos.

Segundo o New Atlas, para formar o mineral, os cientistas usaram uma célula de bigorna de diamante, um dispositivo usado para gerar as pressões extremas necessárias para criar materiais ultraduros. Depois, aplicaram uma pressão equivalente ao que definiram como “640 elefantes africanos” na ponta de uma sapatilha de ballet, criando uma força de torção ou deslizamento que moveu os átomos de carbono no material.

Jodie Bradby, cientista da Australian National University, explicou que “a reviravolta na história é a forma como aplicamos essa pressão”.

A equipa conseguiu criar dois tipos de diamantes distintos: regulares, aqueles que encontramos nos anéis de noivado, e lonsdaleíta, um diamante mais raro encontrado em locais de impacto de meteoritos. Este último é aproximadamente 58 vezes mais duro que o primeiro tipo e pode ser usado, por exemplo, para cortar materiais ultrassólidos.

“Foi emocionante poder fazer dois tipos de diamantes em temperatura ambiente pela primeira vez em nosso laboratório”, comentou Xingshuo Huang, investigador da Australian National University.

A equipa recorreu a técnicas avançadas de microscopia eletrónica para cortar os minerais e colher amostras para análise do seu processo de formação. O estudo, publicado recentemente na Small, revelou que os diamantes regulares só se formam no meio dos veios de lonsdaleíta.

“Ver estes pequenos ‘rios’ de lonsdaleíta e diamante regular pela primeira vez foi incrível. Isto vai ajudar-nos a entender como podem ser formados”, disse Dougal McCulloch, professor de Física do Royal Institute of Technology.


Fonte: ZAP 

TUDO SOBRE PEDRAS PRECIOSAS








Pedras preciosas

Pedras preciosas são minerais valorizados pela raridade e por qualidades físicas como a beleza e a dureza. Depois de receber tratamento adequado - lapidação, polimento - a pedra preciosa é usada na confecção de jóias e objetos de arte. Chama-se gemologia o estudo físico, químico e genético das pedras preciosas, bem como de outras substâncias não-minerais usadas com o mesmo fim, como pérolas, âmbar, coral e marfim. Diversas propriedades são consideradas na avaliação da beleza e valor das gemas, entre as quais se destacam a iridescência, ou reflexão das cores do arco-íris em suas facetas; a opalescência, ou reflexo nacarado característico das opalas; e o asterismo, ou efeito estrelado da luz refletida por alguns brilhantes.

Entre os mais de dois mil minerais conhecidos, cerca de cem encontram uso em joalheria e menos de vinte são considerados preciosos ou semipreciosos. Alguns deles, como o berilo e o coríndon, dão origem a mais de um tipo de gema.


Histórico - O uso das pedras preciosas teve início no Oriente, onde antigos povos usavam-nas como símbolo de riqueza e poder. Os romanos, ao estabelecer contato com esses povos pelo comércio ou pela guerra, adquiriram o gosto pelas jóias, que passaram a ser usadas pela classe dominante. Entre os germânicos, que viviam ao norte do Império Romano, havia o costume de sagrar rei um homem possuidor de grandes riquezas. Uma das obrigações do monarca era recompensar os serviços de seus súditos com ouro e jóias. À luz da pesquisa científica, as pedras preciosas passaram a ser objeto de pesquisa e foram classificadas em centenas de tipos.


Classificação das pedras preciosas - Embora sejam mais de uma centena, as variedades mais importantes de gemas usadas em joalheria, divididas em grupos, segundo sua composição, são: (1) berilos, em cuja composição entram proporções variáveis de alumínio e berílio, cristalizam no sistema hexagonal, dos quais os mais conhecidos são a água-marinha, de cor azul; a esmeralda, de cor verde; e o crisoberilo, conhecido como olho-de-gato devido à capacidade de mudar de cor, do verde a um vermelho intenso, sob a luz incandescente; (2) coríndons, óxidos de alumínio de forma hexagonal, transparentes, entre os quais os mais conhecidos são o rubi e a safira; (3) diamante, produto da cristalização, em condições especiais, de moléculas de carbono puro, que varia do incolor ao amarelado, possui a dureza máxima na escala de Mohs e apresenta grande transparência; (4) feldspatos, silicato de elementos alcalinos, dos quais o mais comum é a amazonita, de opacidade e dureza médias e com cores que variam do amarelo-esverdeado ao azul-esverdeado; (5) granadas, silicatos de ferro, alumínio, cálcio ou magnésio, podem ser verdes, como a esmeralda ucraniana, ou vermelhas; (6) jades, entre os quais se destacam o lápis-lazúli, de cor azul intensa, a olivina verde e o jade imperial, opaco ou transparente; (7) quartzo, ou sílica natural, que pode ter diversas cores, como a ametista, as turmalinas, os topázios e o ônix; e (8) gemas orgânicas, produtos da ação de animais ou vegetais, como as pérolas, corais e âmbar. Embora não sejam pedras preciosas, são a elas associadas pela beleza e pelo uso similar.


Pedras sintéticas As pedras obtidas artificialmente têm em sua composição os mesmos elementos químicos encontrados nas pedras naturais. Possuem as mesmas propriedades físicas e químicas. São produzidas sinteticamente, com grande perfeição, rubis, safiras e outras variedades coloridas dos minerais da família do coríndon, espinélios de todas as cores, esmeraldas, diamantes, rutílios (titânia sintética) e quartzo incolor.

A fabulita é um titanato de estrôncio produzido pela primeira vez em 1952. Por seu índice de refração, superior ao do diamante, e pela grande dureza, é usada em substituição ao brilhante. Outro produto sintético de dureza próxima à do diamante é o borazon, ou nitreto de boro.


Técnicas de polimento e tratamento Normalmente, as pedras preciosas encontradas na natureza não estão prontas para a comercialização. Devem ser antes submetidas a um processo de embelezamento que inclui a retirada das impurezas e o aperfeiçoamento dos contornos que não apresentam cristalização perfeita. Todos esses processos são muito antigos, com exceção das técnicas de lapidação do diamante que, devido à extrema dureza dessa pedra, só foram aperfeiçoadas no século XV.

A lapidação e o polimento das pedras preciosas são feitos por meio de três processos diferentes usados de acordo com sua dureza. O tratamento com areia abrasiva e água no interior de um cilindro giratório é usado em pedras de dureza média como a ágata, opala e ônix. O resultado é um excelente polimento, porém as formas são irregulares. A técnica Idar-Oberstein, que consiste no uso de pequenos tornos polidores, se emprega tradicionalmente nessa cidade alemã para o polimento de pedras de grande ou média dureza. Um terceiro processo, muito utilizado para pedras de grande dureza, é o que consiste de corte com serra e posterior polimento com areia, pó de diamante e outros abrasivos.

De grande importância é o corte, que contribui para destacar o brilho e a beleza das pedras. Para isso usa-se um instrumento de grande velocidade dotado de brocas de diamante, contra as quais se pressiona a pedra até conseguir a forma, tamanho, simetria e profundidade desejados. Durante o tratamento das jóias, podem ser acentuadas determinadas cores e tonalidades mediante aquecimento sob condições controladas, exposição da pedra aos raios X ou aplicação de pigmentos nas células básicas dos cristais.


Imitações As imitações de pedras preciosas são feitas com várias substâncias, às vezes produtos não cristalinos. As imitações mais comuns são feitas de vidro, vidros espelhados, plásticos e imitações de pérolas. Os vidros usados para imitar pedras preciosas compõem-se de óxido de silício, álcalis, chumbo, cálcio, boro, tálio, alumínio ou óxidos de bário. Essas imitações são facilmente reconhecidas pelo brilho vítreo nas superfícies de fraturas, pelo calor ao tato, pelo arredondamento das arestas inferiores da pedra, decorrente da fusão do material, pela pequena dispersão e pelo comportamento de uma gota d'água em sua superfície. Às vezes podem também ser observadas bolhas esféricas na estrutura e faixas coloridas, curvas ou irregulares. Os plásticos são usados para imitar âmbar, marfim e gemas de materiais opacos.

Outro tipo de imitação são as pedras duplas, triplas ou espelhadas. As pedras duplas se fazem por união de duas peças com uma cola incolor. Em duplas feitas de granada e vidro, este é fundido à granada. As triplas são confeccionadas por meio da colagem de duas pedras com um cimento que dá coloração à pedra. As pedras espelhadas são obtidas com a colocação de um espelho na base da pedra, para produzir os efeitos de cintilação de uma jóia verdadeira.


Valor - Em geral, são considerados preciosos somente o diamante, rubi, safira e esmeralda, por reunirem as propriedades físicas de cor, brilho, dispersão e dureza. Algumas pedras são valiosas em função de uma só dessas propriedades, como a cor, no caso das turmalinas. A raridade da gema também influi no valor. Esse fato faz com que algumas pedras, classificadas como semipreciosas, possam alcançar preços superiores aos de algumas pedras preciosas. É o caso da jadeíta, forma rara do jade, mais valiosa que o rubi-estrela, de baixa qualidade. As pedras preciosas e semipreciosas têm sua produção quase toda canalizada para a joalheria, mas certos tipos especiais, ou as que apresentam imperfeições, são usadas em relojoaria e na indústria de abrasivos e de instrumentos elétricos e eletrônicos.


Procedência Os diamantes podem ser encontrados em depósitos primários, em rochas ultrabásicas como o kimberlito. Desse tipo são as jazidas da África do SulCongoTanzâniaRepública Democrática do Congo (Zaire)ÍndiaEstados Unidos e Rússia. Também aparecem sob a forma de depósitos aluviais no BrasilGuiana,Venezuela, África do Sul, Angola e Costa do Marfim.

Certos tipos de rubis e safiras são encontrados em Myanmar. A esmeralda é proveniente da ColômbiaSri Lanka, Índia, Áustria, África do Sul e Rússia. O Brasil, assim como Madagascar e os Estados Unidos, tem grandes jazidas de pegmatitos que produzem gemas de boa qualidade como a água-marinha, considerada a pedra típica do Brasil, o topázio e a turmalina. As principais zonas produtoras brasileiras ficam no nordeste de Minas Gerais, sudeste da Bahia e norte, centro e sul do Rio Grande do Sul.





Fonte: CPRM

Exploração de ouro no Brasil começou em São Paulo — e a região pode conter pepitas até hoje, dizem especialistas

 




Parte da população paulista pode estar sentada sobre um pote de ouro sem saber. A região metropolitana de São Paulo já foi a mais importante região aurífera do Brasil colonial.
    Mais de um século antes do ciclo do ouro em Minas Gerais – este sim bem conhecido -, já se garimpava metais preciosos na base do Pico do Jaraguá, na atual zona oeste da capital, e em áreas próximas.
    Segundo historiadores e geólogos, muitas pepitas ainda podem estar enterradas em cidades como Guarulhos, Itapecerica da Serra, Mogi das Cruzes e Embu-Guaçu, além da própria capital paulista.
    Na região onde está o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, havia um grande garimpo que funcionou até o século 19. Em Iguape, no sul do Estado de São Paulo, a atividade mineradora era tão grande que, no século 16, havia uma casa de fundição nos mesmos moldes da instalada tempos depois em Ouro Preto, durante o Ciclo do Ouro em Minas Gerais, no século 18.
    A mineração do ouro no Brasil começou em São Paulo, e não em Minas Gerais, como acreditam muitas pessoas”, explica o arquiteto Nestor Goulart Reis, professor titular da Faculdade Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e um dos mais respeitados especialistas em história do urbanismo do país.
    Autor do livro As Minas de Ouro e a Formação das Capitanias do Sul, Goulart Reis fez um levantamento de mais de 150 minas de ouro descobertas a partir de meados do século 16 e localizadas entre São Paulo e o norte de Santa Catarina.
    Exploração de mão de obra
    Algumas jazidas, como a de Embu-Guaçu, pertenciam aos padres jesuítas que, assim como outros mineradores portugueses e brasileiros da época, contratavam índios para explorá-las em troca de objetos como facas, anzóis, machados, utensílios domésticos e outros materiais úteis às tribos.
    “Essa história de que os índios eram apenas escravos não é verdadeira. Eles ganhavam para trabalhar”, diz Reis, que destaca a participação paulista na produção do minério.
    A gravura mostra uma operação de extração de ouro em Itapecerica da Serra, perto da capital paulistana (Foto: CARLOS CORNEJO / ACERVO PESSOAL)
    Entre 1600 e 1820, foram produzidas na província de São Paulo um total de 4.650 arrobas de ouro. Os números referem-se apenas ao minério registrado pela Coroa portuguesa para cobrança de impostos, o quinto.
    É pouco quando comparada à produção de ouro em Minas Gerais durante o Ciclo do Ouro: 35.687 arrobas, entre 1700 e 1820. Mas é superior à produção total de Mato Grosso (3.187 arrobas, entre 1721 e 1820) e metade de Goiás (9.212 arrobas, entre 1720 e 1730).
    Se os paulistas não ganham em quantidade, podem se orgulhar do pioneirismo. Os primeiros registros começaram logo após a fundação de São Vicente, em 1532. Em cartas enviadas à Coroa, os portugueses da Colônia e os jesuítas falavam sobre as “itaberabas” (pedras que brilham, em tupi) trazidas pelos índios. Hoje, Itaberaba é nome de uma importante avenida na zona norte de São Paulo.
    A mineração se espalha
    Em 1562, o fundador da vila de Santos, Brás Cubas, também citou a possível existência de ouro no vilarejo de Piratininga, a cerca de 30 léguas do litoral mato adentro. Os primeiros exploradores do ouro do Jaraguá teriam sido o português Afonso Sardinha, o Velho, e seu filho, Afonso Sardinha, o Moço. Eles começaram a extrair as jazidas nos arredores da atual cidade de São Paulo e na Serra da Mantiqueira por volta de 1580.
    “É possível que a própria fundação de São Vicente esteja relacionada com indícios da existência de minas de ouro. Esses indícios teriam sido revelados pelos índios que desciam do planalto ao litoral”, diz o pesquisador em geologia Carlos Cornejo, um dos autores do livro Minerais e Pedras Preciosas do Brasil, um calhamaço de mais de 700 páginas sobre mineração no Brasil desde os primórdios da colonização.
    Ele lembra que a área do atual bairro na zona oeste e do Pico do Jaraguá era conhecida entre os europeus como “o Peru do Brasil”, por causa das riquezas minerais encontradas pelos espanhóis no país andino.
    O mapa é de um livro editado em 1939, e mostra locais onde o ouro teria sido extraído em São Paulo (Foto: CARLOS CORNEJO / ACERVO PESSOAL)
    O ouro paulista também era alvo de cobiça dos piratas que atacavam a costa de Santos e São Vicente. “Por que motivo os corsários iriam se interessar em atacar o litoral paulista? Com certeza não era pela cana-de-açúcar”, diz Cornejo. Não era mesmo. O corsário inglês Thomas Cavendish, que fez vários ataques a vilas do litoral paulista entre 1585 e 1590, levou muitas riquezas do Jaraguá para a Europa.
    Diários da tripulação de Cavendish relatam que, entre os produtos saqueados em Santos e São Vicente, havia ouro extraído de um lugar chamado pelos índios de Mutinga, onde os portugueses tinham minas. Atualmente, uma das principais artérias viárias da região do Jaraguá é justamente a avenida Mutinga.
    Confecção de moedas
    A casa de fundição de São Paulo, instalada pela Coroa portuguesa em 1601 nas proximidades do atual Pátio do Colégio, no Centro de São Paulo, também abrigou a primeira casa da moeda do Brasil. Essa rudimentar casa da moeda antecedeu a de Salvador, fundada em 1694 e que se transformou na atual Casa da Moeda do Brasil. As moedas paulistas eram feitas com autorização do governo de Portugal para suprir a circulação de dinheiro na isolada vila de Piratininga.
    “Desde o começo da colonização houve uma atividade mineradora intensa em São Paulo, de ouro e outros minérios”, explica o jornalista e historiador Jorge Caldeira, autor de livros sobre História do Brasil e biografias de personagens como o Barão de Mauá e o jornalista Julio de Mesquita. Em seu livro O Banqueiro do Sertão, Caldeira conta a trajetória do padre Guilherme Pompeu de Almeida (1656-1713), um religioso que virou grande capitalista e fazia negócios com os mineradores e índios da época em que viveu.
    O biógrafo lembra que a família do padre Guilherme foi uma das maiores produtoras de ferro na região de Santana do Parnaíba e, desde aquele período, São Paulo já exibia riquezas e um vigoroso mercado interno e externo, em decorrência da mineração e do comércio.
    “O capitão Guilherme Pompeu de Almeida, pai do padre Guilherme, era um dos maiores fornecedores de ferro para negócios com índios em São Paulo”, explica Caldeira, descartando o mito de que a capitania de São Vicente, em especial a vila de São Paulo de Piratininga, era pobre e despovoada nos primeiros séculos.
    “Nenhuma capitania no Brasil foi pobre. A economia (da Colônia) era muito maior que a dos Estados Unidos no mesmo período”, completa o jornalista.
    Opinião semelhante é do urbanista Goulart Reis. “Em 1700, as capitanias ao sul da Colônia possuíam quase a mesma quantidade de vilas, povoados e cidades das capitanias do norte, que englobavam Bahia e Pernambuco e eram as principais da época”, diz Goulart Reis, autor de mais de 30 livros sobre história e urbanismo no Brasil.
    “Essa proliferação de aglomerados urbanos se deve à mineração e ao comércio nesses locais”, completa Reis, que destaca outros dados curiosos sobre a mineração no Brasil. Um deles é que a primeira pessoa a descobrir ouro na região de Ouro Preto foi um mulato de Curitiba – que também nasceu de povoados ligados à mineração no sul do país. O mulato, cujo nome se perdeu no tempo, acompanhava os bandeirantes paulistas em expedições pela região das minas, no começo do século 18. Ele descobriu ouro por acaso ao “bater a gamela” (minerar) em um córrego da região.
    Mas há chance de encontrar ouro na Grande São Paulo? Sim, garantem os pesquisadores, pois as minas não foram totalmente exauridas. “Na época, o ouro era mal explorado e de maneira superficial e rudimentar. O subsolo paulista, com certeza, ainda é rico”, diz o pesquisador Cornejo, lembrando que até na década de 50 ainda havia alguma atividade mineradora no Jaraguá e outras regiões da Grande São Paulo, como Itapecerica da Serra.
    “Com certeza há ouro em terras paulistas”, concorda Goulart Reis. Mas isso não deve despertar a cobiça dos eventuais exploradores que resolverem abrir buracos no próprio quintal. “Diante das complexas dificuldades de mineração na profundidade do solo, não haveria qualquer viabilidade econômica nesse tipo de atividade hoje em dia, mesmo em grande escala”, completa o professor da FAU-USP. “Isso sem contar a questão ambiental e a densa urbanização, que tornariam a atividade de mineração muito difícil de ser executada e com pouco retorno financeiro”, completa Cornejo.




    Fonte: Época Negócios

    Setor de mineração ganha novo impulso com projeto de extração de manganês em Goianorte

     



    Área em Goianorte tem 12 mil hectares de subsolo e capacidade para gerar até 600 empregos diretos ao atingir a fase plena de operação

    TOCANTINS

    O setor de mineração tocantinense segue em constante crescimento, em conjunto com as políticas de incentivo do Governo do Tocantins, que buscam aumentar a geração de emprego e renda para as regiões de potencial mineral no Estado. Desta vez, é o município de Goianorte, a 256 km de Palmas, que se prepara para receber um projeto de extração de manganês, que tem expectativa de produzir até 500 mil toneladas de minério por ano.

    O projeto pertence à empresa Continental Exportação de Minério de Manganês e segue em fase final de aprovação pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A área, que soma mais de 12 mil hectares de subsolo, tem capacidade para gerar até 600 empregos diretos, quando 100% da capacidade estiver em funcionamento. Na fase atual, o projeto conta com 20 empregados diretos.

    No Tocantins, a Agência de Mineração do Estado (Ameto) é quem promove o trabalho de acompanhamento e fomento para este segmento. De acordo com o presidente do órgão, o geólogo Aparecido Giacometto, as atividades estão se desenvolvendo com mais destaque nos últimos anos.

    “Com o passar dos anos, estamos percebendo um crescimento no setor mineral tocantinense. Mais empresas estão vindo para o estado, buscando informações sobre o potencial de nossos recursos minerais, que são abundantes. Temos todas as condições de despontar no cenário nacional e isso agrega oportunidades e novas tecnologias, gerando mais empregos e mais receitas tanto para o Estado quanto para os municípios envolvidos”, destaca o presidente.

     

    O tipo de manganês presente em Goianorte

     

    O Brasil é o terceiro maior produtor de manganês do mundo, sendo um minério muito utilizado na composição de ligas metálicas, principalmente na produção de aço e também para a produção de fertilizantes e pilhas. Em Goianorte, o principal mineral de manganês é a pirolusita, tido como a mais importante fonte do elemento para exploração comercial.

    Para dar início aos trabalhos, o projeto da mineradora Continental aguarda apenas a liberação da Guia de Utilização, documento emitido pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

    O empresário Alexandre José Silva, proprietário da mineradora, está confiante na obtenção da Guia e adiantou que todo o produto que será extraído já tem destinação garantida: será exportado para a China e os Estados Unidos.

    “Estou envolvido nesse processo há cerca de três anos, organizando a parte documental que é muito trabalhosa. O setor de mineração é algo muito complexo, mas acreditamos no potencial do Tocantins. Agora, só nos falta essa Guia da Agência de Nacional de Mineração, que já está em posse de todos os documentos exigidos para análise. Não devemos demorar muito para começar com os trabalhos. Já conseguimos firmar contratos para exportar esse produto, destinados ao mercado internacional na China e nos Estados Unidos”, destaca o empresário.

    O presidente da Ameto, Aparecido Giacometto, também está confiante que a ANM irá aprovar o requerimento da Guia de Utilização. “A regional da ANM [Agência Nacional de Mineração] do Tocantins não mede esforços para agilizar a análise dos processos minerários importantes para o Estado; por isso estamos confiantes que rapidamente essa Guia de Utilização será liberada”, afirma.

    Exploração mineral gera tributos e vai aumentar receita do município

    Um dos benefícios diretos que são gerados, a partir da extração mineral, é garantido por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Trata-se de um tributo pago pelas mineradoras para ser repartido entre município, Estado e governo federal.

     

    Para o município de Goianorte, por exemplo, a distribuição desse recurso deverá incrementar a receita local em até R$ 1,3 milhão por ano, quando a produção da mina atingir a plena capacidade de 500 mil toneladas/ano de produto, conforme esclareceu Aparecido Giacometto.

    “Levando em conta apenas aquilo que será repassado ao município de Goianorte, a distribuição do CFEM poderá destinar até R$ 100 mil por mês para a prefeitura local [R$ 1,3 milhão por ano]. Isso é um grande avanço para as políticas públicas do município, que vai poder destinar esse recurso à educação, à saúde e outras áreas importantes para o bem-estar da população”, aponta Giacometto.

    O empresário Alexandre José Silva destacou ainda os benefícios que a operação pode levar para a região de Goianorte. “Desde que começamos a ir na região, passei a gostar muito de Goianorte, que nos recebeu de braços abertos, onde tivemos todo o apoio da prefeitura local para iniciar o trabalho e certamente, junto com todos os nossos fornecedores, iremos gerar tributos e oportunidades de emprego para a região”, destaca.

    O prefeito de Goianorte, Luciano Pereira, assegurou o apoio da gestão municipal para o projeto e confirmou que será uma boa oportunidade para desenvolvimento da região. “O município esteve empenhado desde o início para a implantação desse projeto de extração de minério. Em toda empresa do porte dessa mineradora, que busca se instalar em um município, o gestor deve estar junto, acompanhando e incentivando. É isso que agrega desenvolvimento, emprego e renda para as famílias. Quero dizer que desejamos sucesso nesse projeto, um investimento que certamente vai trazer benefícios para todos nós”, garante.

    O potencial mineral do Tocantins

    Além da mina que pertence à mineradora Continental, existem outros projetos em desenvolvimento no Estado, entre eles: a recém-iniciada produção da mina de ouro da empresa Monte Sinai Mineração, no município de Porto Nacional. Outra que também recebe destaque é a mina de ouro no município de Almas, da Rio Novo Mineração, cujo cronograma de implantação prevê o início das operações em 2022.

    Outro local de grande potencial está na mina de feldspato potássico para remineralização de solos agrícolas, da empresa Rio dos Mangues Mineração, que está em fase final de licenciamento ambiental, também em Porto Nacional.

    A pesquisa geológica complementar segue também para confirmação da viabilidade de implantação de uma mina de zinco, cobre e chumbo em Palmeirópolis, dentre várias outras que estão em fase de estudos geológicos pelo Estado.

    O presidente Aparecido Giacometto esclarece que, atualmente, a produção mineral do Tocantins está fortemente concentrada no calcário, utilizado principalmente como corretivo de solo na agricultura e como insumo na indústria de cimento.

    “Dentre os outros bens minerais produzidos no Estado, destacam-se os chamados agregados para a construção civil [areia, argila, cascalho e brita], os minerais fosfatados, utilizados como insumo na indústria de fertilizantes, o ouro e as pedras preciosas e semipreciosas produzidos por atividade garimpeira. Ocorrem, ainda, produções menos significativas de rochas ornamentais, água mineral e quartzo, dentre outros”, finaliza o presidente Aparecido Giacometto.


    Fonte: JMNOTÍCIA