quinta-feira, 27 de maio de 2021

A Terra Indígena Yanomami está sendo transformada numa nova ‘Serra Pelada’

 

 A Terra Indígena Yanomami está sendo transformada numa nova ‘Serra Pelada’

Foto: Vinícius Mendonça/Ibama


Conexão Planeta – Sobrevoos realizados entre os dias 7 e 9 de abril de 2021 revelaram que o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, nos estados de Roraima e Amazonas, produziu uma nova ‘Serra Pelada’ — nome do maior garimpo de ouro a céu aberto do mundo, no sudeste do Pará.

Relatório da Hutukara Associação Yanomami apresenta imagens aéreas do avanço desenfreado do garimpo ilegal, com crateras profundas, acampamentos colados a aldeias e até restaurante de garimpeiros. Levantamento aponta que atividade ilegal degradou 200 hectares de floresta no primeiro trimestre de 2021, quando deve ser registrado novo recorde de destruição

Assim como na corrida do ouro dos anos 1980, a crise econômica e o preço do metal estimulam os garimpeiros à atividade, que hoje promove o desmatamento, a contaminação dos rios por mercúrio, a violência contra comunidades e, também, a disseminação da Covid-19 no território indígena.



A violência contra as comunidades indígenas, inclusive, registra uma escalada crescente ao longo deste mês de maio. Desde 10 de maio, garimpeiros ilegais estão atacando a tiros a comunidade de Palimiú. Isso depois que indígenas instalarem uma barreira sanitária e impedirem que os garimpeiros usassem o rio Uraricoera para chegar a um de seus acampamentos.

Em retaliação, os bandidos realizaram uma série de ataques com armas pesadas, como fuzis e metralhadoras, e até bombas de gás lacrimogêneo. Como resultado do primeiro ataque, duas crianças Yanomami morreram afogadas em meio ao pânico.



Fonte: O Liberal


Estudo em serras da Amazônia

 

5/05/2021
SGB-CPRM

Estudo em serras da Amazônia 

O Journal of the Geological Survey of Brazil, periódico científico do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), publicou artigo que discute a idade de um grupo de rochas situadas em uma região remota da Amazônia, nas serras Demêni e Mocidade, no limite entre os estados do Amazonas e Roraima. A pesquisa examinou seis amostras de granitos provenientes das duas serras. Os resultados possibilitaram o melhor entendimento da geologia da região, permitindo elaborar premissas sobre sua evolução geológica. O artigo completo pode ser acessado pelo link: https://bit.ly/3uuJM52. 

O estudo evidencia a coexistência de granitóides alcalinos e cálcio-alcalinos gerados em um mesmo ambiente tectônico e aborda três hipóteses: (1) O magmatismo cálcio-alcalino pode estar associado a processos relacionados à subducção; (2) As rochas granitóides foram formadas em um ambiente intracontinental sob condições tectônicas mais estáveis (pós-orogênicas) e, (3) As rochas granitóides foram formadas predominantemente por magmatismo alcalino em estabelecimento intraplaca. O pesquisador do SGB-CPRM Nelson Reis, diz que a Amazônia, e em particular Roraima, permanecem sendo um grande palco aos mais variados estudos 2científicos. Segundo Reis, a região ainda mantém restrições de conhecimentos em áreas notadamente ínvias, caso específico para a serra da Mocidade, na atualidade, uma região que recobre parte da reserva indígena Ianomâmi, um Parque Nacional (ICMBio) e uma área do Exército. “A possibilidade de poder coletar amostras de rocha que possibilitem futuros estudos analíticos (químicos, geocronológicos, etc.) e cujos resultados venham contribuir ao conhecimento sobre a evolução da Amazônia Ocidental possibilita o avanço da ciência geológica”, destacou. 

O pesquisador diz ainda que o trabalho abre novas perspectivas para outras investigações geológicas, ao fomentar a atualização cartográfica, as quais atenderão a muitos outros temas de interesse de órgãos gestores federais, estaduais e municipais, no que se refere ao conhecimento do subsolo e potencialidade mineral. 

O estudo surgiu de um convite feito pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), cujas atividades de campo tiveram o apoio e logística fornecidos pelo Exército Brasileiro, no translado por helicóptero do tipo Black Hawk a partir de Caracaraí (RR), além da montagem e suporte de acampamento para um grupo grande de biólogos em diversas áreas do conhecimento (fauna e flora). “A integração multidisciplinar junto a cientistas de variadas áreas do conhecimento e de diferentes instituições foi de fundamental importância, sendo promissora ao compartilhamento de informações que, agregadas, possibilitem uma melhor gestão de áreas institucionalizadas na Amazônia”, comentou.

O estudo de campo teve duração de 15 dias e contou com a participação de 44 pessoas, incluindo pessoal de filmagem, de apoio (mateiros, cozinheiras) e cientistas, além de um médico. A publicação refere-se a um domínio de rochas plutônicas cálcio-alcalinas que registram idades correlacionadas à SLIP Uatumã. As SLIPs ("Silicic Large Igneous Province”) são formadas por rochas intrusivas e extrusivas originadas em um ambiente tectônico que não apenas aqueles de dispersão de cadeia oceânica ou subducção (intracratônico, por exemplo). O estudo reconhece também a presença de termos plutônicos e subvulcânicos na mesma suíte, a qual registra assinatura geoquímica semelhante a da Suíte Água Branca do setor sudeste de Roraima.



Fonte: Brasil Mineral/CPRM

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