domingo, 19 de setembro de 2021

PEDRAS PRECIOSAS RARAS

 

 



Minerais estranhos e impurezas vestigiais que existem na Terra fazem as pedras preciosas mais bonitas do mundo. Devido a isso, fizemos uma lista das quais você vai se surpreender.


Esmeralda Vermelha

Red Beryl
O berilo vermelho, também conhecido como bixbite ou Esmeralda Vermelha. Deste modo, é tão raro que o Utah Geological Survey (banco de dados geológicos) estimou que uma única peça dessas joias é descoberta por cada 150.000 diamantes de qualidade durante o trabalho feito por geólogos.
Sendo assim, o Berilo, puro incolor, só ganha suas matizes brilhantes de impurezas na rocha. Porque o cromo e vanádio dão uma cor verde resultando em uma esmeralda. Assim o ferro fornece um tom azul ou amarelo criando água-marinha e berilo dourado. Finalmente, o manganês adiciona a cor vermelho-escuro para criar o berilo vermelho ou a esmeralda vermelha.
A esmeralda vermelha é encontrada somente em Utá, Novo México, e México. Mas a maioria dos exemplos encontrados são apenas alguns milímetros no comprimento. Isso porque é demasiadamente pequeno para ser cortado e facetado para o uso. Então aqueles que foram cortados são geralmente menos de um quilate de peso. Portanto, um berilo vermelho de 2 ou 3 quilates seria considerado excepcional.

Alexandrita

pedra preciosa Alexandrita
A incrível pedra que muda de cor, Alexandrita foi descoberta em 1830 nas Montanhas Urais, na Rússia. Dessa maneira, recebeu o nome do russo Alexandre II (Ex-imperador de Todas as Rússias). Por consequência, uma variedade de crisoberilo, a capacidade de deslocamento de cor notável da pedra torna especialmente procurada. Sendo assim, na luz solar, a pedra parece azul-verde, mas sob a luz incandescente torna-se um vermelho-roxo.
O grau de mudança de cor varia de pedra em pedra, com alguns apenas mostrando mudança marginal. Mas as mais valiosas são as pedras claras que demonstram uma complexa mudança de cor. Embora alguns exemplos grandes da pedra foram encontrados, o museu Smithsonian abriga a maior amostra de Alexandrite do mundo.
Consequentemente, cortada em 65.08 quilates, e a maioria das outras estão sob um quilate. Isso significa que o valor de uma joia sob um quilate pode ser baixo. No entanto, uma pedra maior do que um quilate pode custar tanto quanto aproximadamente setenta mil dólares por quilate.

Larimar

pedra preciosa Larimar
A pedra é uma variedade muito rara de azul do pectolite mineral. Isso porque é encontrado apenas em uma pequena área da República Dominicana. Logo esse nome de pedra turquesa foi criado pelo homem que trouxe a pedra para a proeminência em 1974. Sendo assim, Miguel Méndez promoveu o nome da pedra de uma forma muito interessante. Primeiramente, ele pensou na primeira parte do nome de sua filha, Larissa. Depois combinou-a com a palavra mar, criando assim o nome Larimar.
Além disso, os moradores locais sabiam da existência da pedra Larimar por gerações. Porque os exemplos pequenos tinham aparecidos na beira do mar. Mas não eram até os anos 70, quando quantidades suficientes foram encontradas na terra para abrir uma mina.

Musgravite

Musgravite
Da mesma família da Taaffeite, os tons de cores desta pedra varia entre um esverdeado brilhante até o roxo. Desde então, Musgravite teve sua descoberta pela primeira vez em 1967, em Musgrave, Sul da Austrália. Assim permaneceu durante muitos anos com apenas oito espécimes descobertas. No entanto, na Gronelândia, Antárctida, Sri Lanka, Madagáscar e Tanzânia foram os locais de mineração.
Depois a pedra foi encontrada em poucas quantidades por mineradores. Apesar de aparentemente ser uma pedra sem muito valor, Musgravite é uma pedra muito preciosa. Dessa maneira, sua raridade faz com que seja avaliada por mais de trinta e cinco mil dólares por quilate.

Painita

Painita
Painita foi descoberta pela primeira vez pelo gemologista britânico Arthur Charles Davy Pain, em 1951, e reconhecido como um novo mineral em 1957. Durante muitos anos, apenas um espécime do cristal vermelho escuro estava em existência, alojado no museu British, em Londres, tornando uma pedra super valiosa. Mais tarde, outros espécimes foram descobertos, embora até 2004 ainda houvesse menos de duas dúzias de gemas de Painita conhecidas.
No entanto, nos últimos anos, duas minas em Mianmar começaram a produzir algumas pedras de Painita, e agora estimulam que há 1000 exemplos conhecidos. A escassez desta joia tornou extremamente valiosa, apenas um quilate destra preciosidade pode custar mais de sessenta mil dólares no mercado. Consequentemente, muitos colecionadores no mundo disputam a posse de pelo menos algum pedaço de Painita.

Diamante Rosa

Diamante Rosa
A pedra de Diamante é considerada poderosa em energia espiritual e são encontradas nos principais rios do Brasil. Então vamos supor que você tenha um extra de 80 milhões de dólares ou mais em sua conta bancária, com o que você gastaria? Talvez uma raridade poderia chamar a sua atenção e fazer você torrar seus milhões? A Diamante Rosa é uma “brilhante fantasia rosa” de diamante que foi extraída em 1999, na África do Sul. Pesando 59,6 quilates, esta joia foi vendida pela Sotheby e bateu um recorde de oitenta e três milhões de dólares. Portanto, o valor é mais do que qualquer outra raridade de diamante ou joia no mundo.





Fonte: Mega Curiosidades

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

S11D, o sonho da Vale, entra em produção

 




Com a produção do minério de ferro do S11D Eliezer Batista, a Vale atinge um novo patamar. A partir de agora, pelos próximos 50 anos, a mineradora brasileira será a maior produtora do mundo de minério de ferro de altíssima qualidade.

Os produtos da Vale já assustavam a concorrência mundial principalmente pela qualidade.

No entanto, com o S11D no mercado, simplesmente não existirão concorrentes.

As gigantes australianas BHP e Rio Tinto, que já claudicavam para colocar produtos competitivos na China, serão ultrapassadas sempre que a Vale quiser: o minério australiano é de mais baixo teor e requer processamento e blendagem. Ou, em outras palavras, mais investimentos e custos operacionais muito mais elevados que tornam esses minérios menos competitivos.

No decorrer dos próximos anos os produtos da Vale, em especial do S11D, receberão mais atenção e preços diferenciados.

Neste momento a primeira carga, com 26.500t, de minério de ferro do S11D já está embarcada.

Infelizmente o minério do S11D é, ainda, um produto bruto sem valor agregado, que repassa ao país importador todo o lucro da industrialização e da verticalização. Posteriormente, após a siderurgia e a industrialização, esta tonelada, que foi comprada, pelos chineses, por US$80, voltará ao Brasil na forma de veículos, eletrodomésticos etc... com preços de milhares de dólares.
Um fator multiplicador que só os chineses verão.

Trata-se de um processo cruel, alimentado pela política narcisista da Vale, que nos manterá, irreversivelmente no terceiro mundo como exportadores de commodities. 
Até quando ?







Fonte O Portal do Geólogo



Berílio: um metal do futuro

 





Berílio é um desses metais que todos sabem que existe, mas poucos sabem quais são os seus usos.

Os berilos são a principal fonte do metal. Esses belos minerais hexagonais são originados nos pegmatitos de Minas Gerais e são amostras fundamentais em coleções de minerais. (foto).

Por ser muito leve, não magnético e maleável o berílio (Be) é usado em várias ligas, principalmente com alumínio e cobre que são usadas em várias aplicações. À medida que os avanços tecnológicos se acentuam mais aplicações para o berílio foram descobertas, aumentando exponencialmente o interesse da indústria.

Hoje o metal já é considerado um produto estratégico usado na telefonia celular, mísseis, indústria aeroespacial e reatores nucleares.

Apesar de sermos um dos maiores produtores de berilo, uma das principais fontes do berílio, não temos nenhuma planta de processamento do metal no Brasil. As principais estão nos Estados Unidos, Cazaquistão e China.

A Rússia deverá ser o mais novo membro deste clube e se prepara para produzir o metal, que vale US$500.000 por tonelada, no Siberian Chemical Combine.

Os russos já iniciaram um investimento cujo Capex deverá superar os US$40 milhões. Eles esperam produzir ainda em 2020.

As reservas mundiais de berilo e bertrandita ainda são especulativas.

Esses minerais são mais abundantes no Brasil, Madagascar, Rússia e Estados Unidos. Segundo cálculos altamente inferidos os recursos atingem 400.000t.

Que tal achar uma nova jazida de berilo no Brasil? As minas de esmeraldas talvez ainda tenham um grande volume de esmeralda (variedade de berilo) sem valor econômico, rejeitada, que pode interessar a compradores...

Universo pode estar repleto de exoplanetas feitos de diamantes

 

Universo pode estar repleto de exoplanetas feitos de diamantes. Acima: Impressão artística de um planeta rico em diamantes. No interior, os principais minerais seriam diamante e sílica (camada com cristais na ilustração). O núcleo (azul escuro) poderia ser uma liga de ferro-carbono. (Foto: Shim/ASU/Vecteezy)

Universo pode estar repleto de exoplanetas feitos de diamantes. Acima: Impressão artística de um planeta rico em diamantes. No interior, os principais minerais seriam diamante e sílica (camada com cristais na ilustração). O núcleo (azul escuro) poderia ser uma liga de ferro-carbono. (Foto:







Estudo de cientistas norte-americanos sugere que, dadas as circunstâncias certas, esse cenário seria possível em planetas compostos majoritariamente de carbono

 Shim/ASU/Vecteezy)

Alguns dos exoplanetas espalhados pelo Universo podem ser feitos de diamantes e sílica, indica uma nova análise publicada no fim de agosto no The Planetary Science Journal. O estudo, conduzido por cientistas da Universidade Estadual do Arizona e da Universidade de Chicago, ambas nos Estados Unidos, sugerem que, dadas as circunstâncias certas, esse cenário seria possível em astros compostos majoritariamente de carbono.

As estrelas e os planetas de um sistema são formados a partir de uma mesma nuvem de gás, de modo que suas composições são semelhantes, mudando apenas a proporção das substâncias. Uma estrela com uma razão de carbono para oxigênio mais baixa, por exemplo, terá planetas como a Terra, compostos de silicatos e óxidos com pouquíssimo de diamante — por aqui, o conteúdo de diamante é cerca de 0,001%.

Entretanto, quando as estrelas têm uma proporção de carbono para oxigênio mais alta, há uma probabilidade maior dos exoplanetas do sistema serem ricos em carbono. Tendo isso em mente, os cientistas levantaram a hipótese de que, se houvesse água à época de sua formação, esses planetas seriam ricos em diamantes.

Para testar a hipótese, os cientistas precisaram imitar o interior de exoplanetas de carboneto usando muito calor e alta pressão. Para isso, eles imergiram carboneto de silício em água e comprimiram a amostra entre bigornas de diamante a uma pressão muito alta e depois aqueceram o material com lasers.

 lasers.

Um planeta de carbono inalterado (esquerda) se transforma de um manto dominado por carboneto de silício em um manto dominado por sílica e diamante (direita). A reação também produz metano e hidrogênio. (Foto: Harrison/ASU)

Um planeta de carbono inalterado (esquerda) se transforma de um manto dominado por carboneto de silício em um manto dominado por sílica e diamante (direita). A reação também produz metano e hidrogênio. (Foto: Harrison/ASU)

Para monitorar o procedimento, os estudiosos realizaram medições de raios-X enquanto o laser aquecia as amostras em alta pressão. O resultado, como relatam os estudiosos, foi de acordo com o previsto: o carboneto de silício reagiu com a água e se transformou em diamante e sílica.

Os astrofísicos explicam que, se realmente existirem, esses corpos celestes provavelmente não são habitáveis, pois é raro que planetas ricos em carbono sejam geologicamente ativos. Isso porque essa inatividade torna a composição da atmosfera inabitável, inviabilizando a vida como a conhecemos.

"Independentemente da habitabilidade, essa [pesquisa] é uma etapa adicional para nos ajudar a compreender e caracterizar as observações cada vez maiores e aprimoradas de exoplanetas", disse Harrison Allen-Sutter, coautor do estudo, em comunicado. "Quanto mais aprendemos, melhor seremos capazes de interpretar novos dados de missões futuras (...) para entender os mundos além do nosso próprio Sistema Solar."


Fonte: GALILEU