quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Arqueólogo amador encontra rara moeda de ouro avaliada em mais de R$ 1,5 mi

 Munido de um detector de metais, um arqueólogo amador inglês encontrou o que pode ser uma das primeiras moedas de ouro cunhadas na Grã Bretanha. Datada do ano 1257, durante o reinado de Henrique III, a peça histórica foi desenterrada próximo a uma fazenda na vila de Hemyock, no condado de Devon, e irá a leilão no próximo domingo. 

A casa de leilões Spink & Son espera conseguir com a venda da moeda um valor entre 200 mil e 400 mil libras, equivalente a R$ 1,5 e R$ 3 milhões. Apenas oito artefatos semelhantes existem e a maioria deles se encontra em museus. Gravada na moeda está a imagem do rei Henrique III sentado em seu trono, com um orbe e um cetro em mãos

"A detecção de metais é minha maneira de me aproximar de nossos ancestrais. Isso me coloca tantas perguntas, como quem deixou cair isso? (...) A moeda foi encontrada em um local pouco atraente e poderia facilmente nunca ter sido recuperada. Agora está protegida para as gerações futuras desfrutarem dela.", escreveu o responsável pela descoberta, que preferiu se manter anônimo, em nota publicada no site da casa de leilões.


Casa de leilões irá vender rara moeda medieval encontrada por amador em Devon, na Inglaterra Foto: SPINK & SON / Divulgação Casa de leilões irá vender rara moeda medieval encontrada por amador em Devon, na Inglaterra Foto: SPINK & SON / Divulgação 

Inicialmente, o arqueólogo amador não tinha conhecimento do valor da moeda. Foi apenas após uma postagem sua no Facebook chamar a atenção de um especialista ligado a casa de leilões Spink & Son que ele teve conhecimento do valor do achado:

— Este foi um de seus primeiros dias de prospecção em muitos, muitos anos, então ele obviamente não conseguia acreditar no que descobriu — disse o numismata Gregory Edmund ao canal de televisão CNN.

Segundo David Carpenter, professor de história medieval na King's College, que escreveu o prefácio do catálogo do leilão, as moedas de ouro de Henrique III foram as primeiras do tipo a serem feitas no país  desde a conquista normanda da ilha britânica, no ano 1066. Até então, a economia da Inglaterra dependia de moedas de prata.


Fonte: Uol


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Dubai exibe diamante negro de mais de 555 quilates que pode ter vindo do espaço

 Se diamantes são pedras extremamente valiosas, imagine um diamante negro de mais de 555 quilates. Para tornar o objeto ainda mais raro, pense que ele pode ter vindo diretamente do espaço. É isso o que a casa de leilões Sotheby’s, de Dubai, nos Emirados Árabes, afirma sobre um de seus cristais.

Diamante negro que será leiloado em Londres pode ter vindo do espaço. Imagem: AP Photo/Kamran Jebreili

Com exatos 555,55 quilates, o diamante negro ganhou o nome de “O Engima” pela Sotheby’s, que exibiu a joia rara nesta segunda-feira (17) à imprensa como parte da apresentação de uma exposição em Dubai e em Los Angeles, antes de ser leiloada em fevereiro, em Londres.

Segundo a Associated Press, a Sotheby’s espera que o diamante seja vendido por pelo menos 5 milhões de libras britânicas (o equivalente, hoje, a quase R$37 milhões). A casa de leilões planeja aceitar criptomoedas como forma de pagamento também.

Diamante negro de Dubai pode ser resultado de colisões de meteoritos com a Terra

Sophie Stevens, especialista em joias da Sotheby’s, revelou que o número cinco tem um significado importante para o diamante, que também tem 55 facetas. “A forma do diamante é baseada no símbolo de palma do Oriente Médio do Khamsa, que significa força e significa proteção”, disse ela. Khamsa em árabe significa cinco.

“Portanto, há uma boa energia do número cinco correndo por todo o diamante”, acrescentou Stevens, que afirmou que o diamante preto é provavelmente do espaço sideral. “Com os diamantes carbonados, acreditamos que eles foram formados através de origens extraterrestres, com meteoritos colidindo com a Terra e formando disposição de vapor químico ou mesmo vindo dos próprios meteoritos”, disse ela.

Os diamantes pretos, também conhecidos como carbonados, são extremamente raros, e são encontrados naturalmente apenas no Brasil e na África Central. A teoria da origem cósmica é baseada em seus isótopos de carbono e alto teor de hidrogênio.



Fonte: Brasil Mineral




terça-feira, 18 de janeiro de 2022

TUDO SOBRE A KUNZITA


 Espodumena - no Brasil, espodumênio - é um mineral reconhecido como espécie distinta em 1800, sendo a principal fonte do metal lítio (Li). Foi descoberto pelo mineralogista brasileiro, também político e poeta, José Bonifácio de Andrada e Silva. É ocasionalmente encontrado como cristais enormes em diques pegmatíticos. Trata-se de um silicato de lítio e alumínio com a fórmula LiAl(SiO3)2 e dureza 7. Cristaliza no sistema monoclínico.

Kunzita

A kunzita é uma importante variedade de espodumênio de cor rosa, utilizada como gema, assim como a hiddenita, outra variedade gemológica.





Fonte: WIKI

domingo, 16 de janeiro de 2022

Tanzanite - Apenas encontrada na Tanzânia

 

Tanzanite - Apenas encontrada na Tanzânia
Crédito: Didier Descouens

Tanzanite é uma pedra mineral com uma bela variedade de azul. Ela é chamada dessa forma pois só é encontrada em uma pequena área perto do pé do Monte Kilimanjaro, na Tanzânia.

A pedra só foi descoberta em quantidades comerciais na década de 60 e desde então, sua popularidade cresceu muito, grande parte graças a empresa de joias Tiffany.

Por apenas ser encontrada em uma pequena localização, o valor da Tanzanita parece aumentar ao longo do tempo.

Uma vez que essas minas forem esvaziadas, não haverá novas pedras no mercado, a menos que uma nova fonte seja encontrada.



Fonte: DNPM

EXPEDIÇÃO JARI: O PROJETO DE COLONIZAÇÃO NAZISTA NA AMAZÔNIA

 

Um controverso monumento contendo uma suástica pode ser visto no extremo sul do Amapá. Seu contexto é, no mínimo, macabro


ISABELA BARREIROS

A cruz homenageando Joseph Greiner
A cruz homenageando Joseph Greiner - Divulgação/Rede Amazônica

Uma cruz de mais ou menos três metros desperta a curiosidade de quem passa pela cidade de Laranjal do Jari, no Amapá. Ela pode ser observada à distância, ainda por quem navega pelo rio Jari, a única entrada possível para a região. Contendo uma suástica, mais curiosa ainda é a origem do grande monumento, que remonta aos anos 1930.

Naquela época, ideologias de extrema-direita tentavam se expandir para além de seus berços. No caso do nazismo, os alemães montavam comitivas a fim de levar o pensamento dominante do país para outras localidades. Mas quem imaginaria que eles iriam até a Amazônia para realizar tal plano?

Nos anos 30, o alemão — com origens brasileiras — Joseph Greiner, ao lado de outros integrantes de sua organização nazista, veio para o interior do Amapá e permaneceu no local por pelo menos dois anos. Com o intuito de estudar a região, três pesquisadores vieram em um avião, que quebrou e representou o primeiro problema dos europeus em terras brasileiras.

Acredita-se que Greiner tenha vindo morar no Brasil antes da expedição, que ficou conhecida como Jari. "Ele veio ainda adolescente pro Brasil, com 15 anos. Não se tem uma idade exata, mas ele tinha mais de 30 anos quando faleceu em janeiro de 1936. Ele era uma pessoa que não tinha família, não era casado, era solteiro, e não deixou filhos também", explicou Edivaldo Nunes, historiador da Universidade Federal do Amapá (Unifap) em entrevista ao G1.

O pesquisador teria sido contratado pelo governo alemão para facilitar a comunicação entre os dois diferentes povos. Mesmo que possa ter ajudado no diálogo entre os moradores da região, — em maioria, indígenas —, e os germânicos, não durou muito tempo no local. A grande cruz leva seu nome: "Joseph Greiner morreu aqui de febre em 2 de janeiro de 1936 a serviço da pesquisa alemã", dizem os escritos.

Com “pesquisa alemã” podemos entender um projeto secreto de colonização nazista em plena Amazônia brasileira. A sepultura do alemão revelou como Hitler queria ocupar terras na região, como aconteceu com a Guiana Inglesa e Francesa, por exemplo.

A França na época era arqui-inimiga da Alemanha, desde a Primeira Guerra Mundial. Tinha todo um rancor ainda pela França. Então possivelmente o interesse deles em chegar à Guiana era uma futura invasão no caso se eles entrassem em conflito", explicou Nunes.

A possível colônia latino-americana foi estudada por 17 meses. Nesse período, os cientistas obtiveram informações sobre a fauna e flora da região, além de dados sobre as culturas indígenas que vivam ali. Existem fotos que mostram os encontros dos europeus com a tribo Aparai, por exemplo.

Crédito: Divulgação/Rede Amazônica

 

O projeto, no entanto, não foi para frente. Greiner, como é possível atestar com a enorme cruz em sua homenagem, faleceu devido à febre. Os outros integrantes da comitiva também foram atingidos com inúmeras doenças ao longo do tempo que estiveram aqui. Malária e difteria também faziam parte do cenário enfrentado por eles.


Eles voltaram à Alemanha carregando crânios e dados sobre centenas de espécies de mamíferos, répteis, anfíbios e aves da localidade. Os pesquisadores também levaram as fotos e vídeos que fizeram durante sua estadia no Brasil.



Fonte: AH/UOL