segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

MINERADOR FICA MILIONÁRIO APÓS ENCONTRAR ENORMES FRAGMENTOS DE PEDRA PRECIOSA

 


Descobertas em uma montanha na Tanzânia, as peças de tanzanita são as maiores já registradas pelo Ministério da Mineração do país


Imagem meramente ilustrativa de dois fragmentos de tanzanita
Imagem meramente ilustrativa de dois fragmentos de tanzanita - Wikimedia Commons

Aos 52 anos, o minerador Saniniu Kuryan Laizer tornou-se um milionário após vender dois dos maiores fragmentos de tanzanita ao governo da Tanzânia. No total, as pedras preciosas foram compradas por 7,7 bilhões de xelins — cerca de 17,6 milhões de reais.

Segundo Doto Biteko, o Ministro da Mineração da Tanzânia, a descoberta de Saniniu é impressionante por ter revelado as maiores peças de tanzanita já encontradas no país. De acordo com a AFP, os fragmentos em um tom azul pesam 9,27 e 5,1 quilos.

O achado foi feito nas montanhas de Mererani, em uma área cercada por um muro desde 2018. O local rico em minérios foi protegido porque, na época, 

estimava-se que 40% da produção nacional de tanzanita era perdida em atividades de contrabando.

Agora, com a quantia milionária em mãos, Saniniu afirmou que deseja ajudar sua comunidade: “Planejo construir um centro comercial em Arusha e uma escola perto da minha casa”. O governo da Tanzânia, por sua vez, declarou, pelo Twitter, que os fragmentos de tanzanita serão guardados em segurança pelo museu nacional.




FONTE: AH/UOL

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Bitcoin é mais um ativo que se deve temer com os anúncios do Fed

 

Bitcoin é mais um ativo que se  deve temer com os anúncios do Fed© Reuters. Bitcoin é mais um ativo que se deve temer com os anúncios do Fed

A volatilidade continua pairando no ar. As Bolsas mostram reveses significativos em um momento crucial: o aperto da política monetária pelo Federal Reserve dos Estados Unidos.

Na semana passada, o mercado desencadeou um episódio de volatilidade devido à incerteza sobre o número de movimentos de alta que o Fed fará, até analistas como os do Bank of America (NYSE:BAC) esperam sete movimentos de alta para este ano.

Embora o mercado tenha conseguido se recuperar um pouco das perdas da última sexta-feira (28), índices como o Nasdaq Composite (NDXL) e o S&P 500 registraram perdas acumuladas de 3,04% e 1,64%, respectivamente.

Por outro lado, o Bitcoin (XBTUSD) permaneceu relativamente positivo com alta de 1,86%, mas esse comportamento mostrou que o ativo não parece mais desconectado do mercado. A independência que eles tinham aos poucos foi se esvaindo.

O Bitcoin iniciou uma correlação positiva com o mercado de ações.

Na reunião de novembro do Fed, quando foi anunciada a retirada do suporte, o preço do Bitcoin chegou a US$ 62.970,23, mas a medida que se aproxima o primeiro movimento de alta do benchmark norte-americano, o preço mostra regressão, no fechamento do dia 3 de fevereiro , foi negociado a 37.167,04 por unidade, equivalente a uma perda de 40%.

“A queda observada no preço do Bitcoin é atribuída ao sentimento de incerteza por parte dos investidores sobre a redução da liquidez pelo Fed”, disse Humberto Calzada, economista-chefe do Rankia Latam, à Bloomberg Linea.

Ele explicou que o aperto da política monetária do regulador norte-americano tem impacto no mercado de ações e em ativos especulativos como a popular criptomoeda.

Há alguns anos, quando a criptomoeda apresentou seu primeiro período de esplendor, em 2017, onde atingiu seu primeiro grande máximo histórico de US$ 19.650 por unidade, foi considerada um ativo de refúgio, apesar de não ter as características de um instrumento desse tipo.

Calzada mencionou que até apresentou correlação negativa com a inflação; no entanto, o Índice de Preços ao Consumidor em diferentes economias foi o mais alto dos últimos quarenta anos; enquanto isso, o preço da moeda digital também diminuiu.

Para o analista independente Cipactli Jimenez, o aumento da liquidez no mercado fez com que os investidores aumentassem suas posições, gerando inclusive a entrada de outros.

“Tem a ver com o fato de que já existe muito dinheiro institucional em bitcoin. Tornou-se mais um ativo no mercado”.

Essa correlação, embora não na mesma proporção, pôde ser observada com o fenômeno Facebook (FB), da Meta Platforms (NASDAQ:FB). Ao soar do sino para o fechamento do mercado na quarta-feira (2), os títulos da rede social despencaram cerca de 24%; enquanto o Bitcoin também caiu em 3%. O principal fator: investidores institucionais, segundo Jimenez.

Na tarde de quinta-feira (3), um conjunto de empresas de tecnologia já esperadas, incluindo a Amazon (NASDAQ:AMZN), o Snap (NYSE:SNAP) e o Pinterest (NYSE:PINS), impulsionaram os futuros do mercado depois que resultados melhores do que o esperado foram divulgados por analistas de Wall Street.

Por sua vez, o Bitcoin mudou sua tendência e começou a mostrar pequenos ganhos que o colocaram em US$ 37.316,56 por unidade, o equivalente a um aumento de 1,07%. (Cidade do México 20h37)

Até agora este ano, o Bitcoin exibe um declínio de 19,73%. No entanto, as quedas são mais estáveis dentro da alta volatilidade que caracteriza uma criptomoeda, como resultado de seu alto valor de mercado.

De acordo com o portal CoinMarketCap, o bitcoin soma 704.639 milhões em valor de mercado, posicionando-se como a maior moeda dentro de um universo de 9.341 criptomoedas, além das novas que vão surgindo.

Na miraO economista-chefe do Rankia explicou que o comportamento da criptomoeda dependerá da volatilidade que o mercado apresentar. “Se a volatilidade permanecer estável, o que podemos ver é um platô no comportamento do bitcoin, por exemplo, um comportamento lateral em relação ao resto do ano.”

Caso a volatilidade esteja presente, o preço da moeda digital mostraria correções importantes.

– Esta notícia foi traduzida por Marcelle Castro, Localization Specialist da Bloomberg Línea.



Fonte: Bloomberg Línea Brasil

Rússia pode invadir Ucrânia a qualquer momento, mas diplomacia segue aberta, dizem EUA

 

Ações2 horas atrás (06.02.2022 12:35)
Rússia pode invadir Ucrânia a qualquer momento, mas diplomacia segue aberta, dizem EUA© Reuters.

WASHINGTON (Reuters) - A Rússia pode invadir a Ucrânia dentro de dias ou semanas, mas ainda pode optar por um caminho diplomático, disse o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, neste domingo.

"Estamos na janela. A qualquer momento, a Rússia pode tomar uma ação militar contra a Ucrânia, ou pode ser daqui a algumas semanas, ou a Rússia pode optar por seguir o caminho diplomático", disse Sullivan ao programa "Fox News Sunday".

Sullivan fez os comentários após duas autoridades dos EUA dizerem no sábado que a Rússia temi cerca de 70% do poder de combate que entende ser necessário para uma invasão em larga escala na Ucrânia.

Qualquer possível ação russa pode incluir a anexação da região de Donbass, na Ucrânia, onde separatistas apoiados pela Rússia romperam com o controle do governo ucraniano em 2014, ataques cibernéticos ou uma invasão em larga escala da Ucrânia, acrescentou Sullivan.

"Acreditamos que há uma possibilidade muito clara de que Vladimir Putin ordene um ataque à Ucrânia", disse ele ao programa "This Week" da ABC.

"Pode acontecer já amanhã, ou levar algumas semanas. Ele se colocou em uma posição com destacamentos militares para poder agir agressivamente contra a Ucrânia a qualquer momento", disse.

Enquanto a Rússia concentra mais de 100 mil soldados perto da fronteira, Moscou disse que não está planejando uma invasão, mas pode tomar uma ação militar não especificada se suas exigências de segurança não forem atendidas.

Isso inclui a promessa de que a Otan nunca admitirá a Ucrânia, uma exigência que os Estados Unidos e a Otan consideraram inaceitável.

Perguntada sobre a chance de uma invasão russa, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse à CNN: "Ainda estamos trabalhando para desencorajar os russos de fazer a escolha errada de escolher o confronto".

(Por Arshad Mohammed e Susan Heavey)


Fonte: Reuters

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

LASZLO HANYECZ: A CURIOSA HISTÓRIA DO HOMEM QUE PAGOU US$ 570 MILHÕES EM UMA 'CRIPTO PIZZA'

 

Usando uma modalidade inédita de negociação, ele conseguiu transferir a quantia para uma rede de fast-food sem prejuízos

WALLACY FERRARI PUBLICAD

Imagem ilustrativa de pizza
Imagem ilustrativa de pizza - Pixabay

As correções monetárias feitas nas moedas do mundo inteiro geram situações que, numericamente, chamam a atenção pela distorção que fatores como a inflação causa.

Em estimativa da corretora GoBankingRates, por exemplo, 100 dólares na década de 1950 poderia compra uma máquina de lavar, seis pares de sapatos, 70 cartelas de cigarros ou uma bicicleta — bem distinto do que o atual valor de mercado dos 100 dólares.

Tais fatores motivam diariamente a migração de pessoas para as criptomoedas; sem a produção de uma casa da moeda estatal e com a ausência de agência reguladora e tributária, o crescimento delas se deu, principalmente, pela demanda, especulação e até mesmo desconhecimento em torno de seu funcionamento que, apesar de apresentar uma crescente e acelerada valorização, ainda não se faz presente em todas as operações de comércio.

Com isso, a distorção em seu crescimento também resultou em algumas situações bizarras; em âmbito de comparação, a CBNC fez uma estimativa de que, em 2011, um bitcoin chegou a valer um dólar, bem diferente dos US$ 58,6 mil na atual cotação da moeda, dez anos depois. Dessa maneira, algumas comparações históricas da criptomoeda resultaram em uma inusitada compra.

A criptopizza

No início de 2010, a rede americana de pizzarias Papa John's anunciou que começaria a aceitar bitcoins para comprar os produtos de algumas unidades selecionadas. Tal oportunidade despertou interesse no investidor amador Laszlo Hanyecz, que desde o ano anterior, já acumulava certo valor da moeda por mineração e transações, porém, não havia registros oficiais de uma operação comercial usando a criptomoeda.

No dia 22 de maio daquele ano, o cliente consumou o fato e comprou duas pizzas pelo então valor de 10 mil bitcoins, publicando uma foto com os filhos e as pizzas em um fórum de investimentos.


Laszlo Hanyecz registra fotografia com as pizzas e filhos / Crédito: Divulgação / Laszlo Hanyecz

 

Na época, a cotação da principal criptomoeda do mundo não completava um centavo de dólar, sendo cerca de US$ 0,004, tendo de multiplicar o valor por dez mil, de maneira que atingisse US$ 40, o valor das duas pizzas, como relatou o índice de mercado Nasdaq.

Se Hanyecz tivesse guardado o valor da pizza até hoje, onze anos depois, teria mais de US$ 570 milhões (aproximadamente R$ 3,16 bilhões) e figuraria a lista de homens mais ricos do mundo. A origem que o Papa John’s deu ao valor é desconhecida, mas para comprar as mesmas pizzas, valendo os mesmos US$ 40, o homem teria de desembolsar apenas 0,00068 BTC.


Símbolo de virada

O episódio foi responsável por promover a abertura comercial da criptomoeda, se tornando um símbolo midiático e, principalmente, aos adeptos do bitcoin, que usam o dia como uma referência.

Por mais que o valor tenha multiplicado em uma fração impressionante de valorização, alguns grupos de investidores amadores e profissionais celebram em redes sociais o "Bitcoin Pizza Day" anualmente no dia em que Hanyecz comprou na rede de fast food.

No Twitter, um perfil (@bitcoin_pizza) foi criado e é atualizado diariamente com a cotação atual do valor das pizzas, mostrando também a porcentagem da valorização em relação ao dia anterior. No Brasil, o feito se tornou referência até mesmo em um funk; em 2017, o MC Xandynho incluiu no refrão da música "Moedas Digitais": "A moeda que comprava pizza hoje em dia compra até aviões".

Em 2018, o principal portal de criptomoedas no mundo, CoinTelegraph, entrevistou Laszlo e perguntou sobre a operação e sua popularização. De acordo com o investidor, ele não se arrepende de ter pago um valor tão valorizado atualmente por ter ajudado a construir a história inicial do bitcoin, possibilitando que outras pessoas fizessem isso.





Fonte: AH/UOL