quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Pré Market: Fim de mês

Outubro chega ao fim hoje e os investidores aproveitam a última sessão do mês para ajustar posições nos ativos de risco. Os mercados internacionais avançam nesta manhã, mas os ganhos estão longe de impedir o pior desempenho mensal dos negócios com ações no exterior em mais de seis anos. Por aqui, o otimismo com as eleições blindou essa instabilidade externa e os primeiros passos do novo governo reforçam esse sentimento de que dias melhores virão.

A percepção inicial do mercado financeiro brasileiro é de que o governo Bolsonaro terá uma postura pró-mercado, focada em melhorar a competitividade do país. Para os investidores, melhorar o ambiente de negócios e colocar as contas públicas em trajetória sustentável são fundamentais para mudar o modelo de crescimento econômico do Brasil.
Esse novo modelo consiste em sair do consumo interno em direção a exportações e investimento privado, garantindo um ciclo de crescimento sustentado. Para tanto, é necessário implementar uma agenda econômica liberal, que inclui a privatização de empresas estatais, cortes de gastos do governo, abertura da economia, redução da carga tributária etc.
Porém, ainda se espera clareza sobre o plano do novo governo para a reforma da Previdência e como lidar com o rombo nas contas públicas. Até agora, a mensagem sobre esses temas foi ambígua. É importante ressaltar, no entanto, que Bolsonaro terá de negociar reformas estruturais – e impopulares – com um Congresso muito fragmentado e polarizado.
Além disso, a lista de reformas estruturais necessárias é longa, enquanto a janela de oportunidade para usar o capital político de Bolsonaro para persuadir deputados e senadores a apoiar a agenda de governo pode ter vida curta. Assim, reunir apoio suficiente para aprovar medidas constitucionais pode ser um desafio.
Por ora, os primeiros pronunciamentos da equipe econômica, comandada por Paulo Guedes, reforçando compromisso do novo governo com pautas caras ao mercado financeiro animam os investidores. Da mesma forma, a movimentação no Congresso denota boa vontade dos atuais parlamentares, mesmo com o fim do ano se aproximando.
Assim, a lua de mel do mercado com o governo Bolsonaro deve durar até que a primeira grande votação majoritária no Congresso acontece – provavelmente já no ano que vem. Até lá, os investidores devem continuar surfando na onda do otimismo, à espera da volta de mais fluxo financeiro, principalmente proveniente dos “gringos”.
A questão é que o movimento dos investidores estrangeiros tem sido contrário, saindo do risco e buscando proteção em ativos mais seguros, como o dólar e títulos norte-americanos, em meio à possibilidade de um ciclo de alta mais intenso na taxa de juros dos Estados Unidos no ano que vem. Com isso, a sensação que fica é que os mesmos temas que dominaram as atenções nos mercados globais – as reformas aqui e o aperto monetário lá fora – seguem em voga, sendo relegados de tempos em tempos por outros assuntos.
Hoje, por exemplo, os investidores deixam essa preocupação envolvendo o Federal Reserve de lado e engatam uma recuperação das bolsas, com o rali de fim de mês se espalhando pela Ásia, passando pela Europa até chegar em Wall Street. Os índices futuros das bolsas de Nova York têm ganhos firmes, embalando as principais bolsas europeias, após altas aceleradas em Tóquio e Xangai.
A decisão da China de elevar a taxa de recompra diária para o maior nível desde janeiro de 2014 visa impedir uma queda adicional do yuan chinês (renminbi), que é negociado no menor nível desde maio de 2008 em relação ao dólar. A desvalorização da moeda chinesa pode elevar a tensão comercial com os EUA, que interrompeu o conflito até as eleições legislativas (midterm elections) no início de novembro.
O iene também perde terreno, após o Banco Central do Japão (BoJ) manter a política monetária, conforme esperado. As moedas de países emergentes e correlacionadas às commodities também são pressionadas, com destaque para o dólar australiano e a rupia indiana, refletindo dados mais fracos que o esperado sobre a atividade na China.
A indústria chinesa caiu ao menor nível desde julho de 2016, com o índice dos gerentes de compras (PMI) indo a 52,2 em outubro, de 50,8 em setembro e ante previsão de 50,5. No setor de serviços, o PMI chinês recuou ao nível mais baixo em 14 meses, a 53,9 neste mês, de 54,9 no mês passado.
Ainda na agenda econômica no exterior, destaque para os dados sobre a criação de emprego no setor privado dos Estados Unidos em outubro (9h15). Também merecem atenção os estoques semanais de petróleo bruto e derivados no país (11h30). Já na zona do euro, saem números sobre a inflação ao consumidor neste mês e a taxa de desemprego em setembro.
No Brasil, o destaque da agenda econômica fica reservado para o fim do dia, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia a decisão sobre a taxa básica de juros. A expectativa é de manutenção da Selic em 6,50% pela quinta vez seguida, refletindo a desvalorização do dólar.
A moeda norte-americana saiu da faixa de R$ 4,20 em meados setembro, em meio às incertezas eleitorais, para a faixa de R$ 3,70, à medida que os investidores foram ficando mais convictos da vitória de Jair Bolsonaro nas urnas. O anúncio oficial será feito após o fechamento do pregão local, às 18h, e será acompanhado de um comunicado.
No documento, o mercado financeiro espera encontrar pistas sobre os próximos do Banco Central na condução da política monetária, que deve ficar condicionada ao ambiente internacional e também à aprovação de reformas estruturais no Congresso. Ou seja, o início do ciclo de altas e a intensidade desse movimento vai depender de fatores internos e externos.
Na safra de balanços, destaque para os números trimestrais do Santander, antes da abertura do pregão local. A expectativa é de que o desempenho do banco espanhol no período venha melhor que o apresentado pelos grandes rivais nacionais, devido à melhora na eficiência operacional.
Fonte: ADVFN

Alta generalizada nos mercados; dia de decisão do Copom

Atividade econômica na indústria chinesa continua a mostrar sinais de desaceleração. O índice de atividade dos gerentes de compras (PMI) do setor de manufatura registrou um recuo pela terceira vez consecutiva. Os mercados esperavam uma queda de 50,8 pontos para 50,6 pontos, mas a divulgação veio abaixo das estimativas em 50,2 pontos. A publicação considera 50 pontos como um nível de neutralidade, enquanto acima (abaixo) disso há uma expansão (retração) da atividade.

Atividade econômica


Mercados acionários

Alta generalizada nos mercados acionários internacionais no final de um mês bastante turbulento. O crescimento dos lucros corporativos nos mercados desenvolvidos e o menor receio com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China exercem influência positiva sobre os mercados. Os ganhos de hoje serão muito bem-vindos pelo mercado, em um mês com forte desvalorização nas bolsas internacionais. Como noticiou a Bloomberg pela manhã, o índice MSCI (que mensura a performance de todos os índices globais) registrou a maior desvalorização (-8,6%) em um mês de outubro desde 2012. Veja abaixo:
No mercado de câmbio, o dólar continua em tendência de valorização em relação a maioria de seus principais pares (Euro, iene, renminbi, lira turca, e outras moedas). No Brasil, o dólar tem alta, limitando sua desvalorização mensal para 8,0% em outubro. Nas commodities, o petróleo oscila próxima da estabilidade, enquanto os mercados aguardam a situação dos estoques de petróleo bruto nos EUA. As commodities metálicas estão recuando, impactadas pela divulgação dos indicadores chineses aquém do esperado.
No Brasil a bolsa sobe, de olho nos resultados corporativos e na folga permitida pelo exterior. Os comentários de Paulo Guedes sobre o superministério da Economia e sobre uma abertura econômica do país tem tido impactos positivos sobre o mercado local.

Expectativas dos agentes

Os agentes digerem mais um dia de balanços, com destaques para General Motors e AIG lá fora. No Brasil, Santander, Engie, Lojas Americanas e outras.
O foco do dia deve ficar por conta do Banco Central do Brasil. O Comitê de Política Monetária irá divulgar sua decisão para a taxa básica de juros. Nós e o mercado esperamos uma manutenção da Selic em 6,50%a.a., considerando o atual nível de ociosidade e uma inflação bem-comportada.
Fonte: ADVFN

Superátomo metálico permitirá entender os catalisadores


Superátomo metálico permitirá entender os catalisadores

Compreender os catalisadores
Olhando de fora, este aglomerado formado por 55 átomos de cobre e alumínio parece um cristal, mas quimicamente ele tem as propriedades de um único átomo.
O superátomo heterometálico representa a realização de um sonho longamente acalentado pelos químicos porque apresenta os pré-requisitos para o desenvolvimento de novos catalisadores de baixo custo.
O prêmio esperado é resolver um dos maiores problemas da indústria química: Os catalisadores, essenciais para um grande número de processos e reações, da indústria petrolífera à indústria farmacêutica, são caros – lembre-se da platina e do ródio, por exemplo.
“Muitos grupos de pesquisadores estão experimentando novos compostos de materiais feitos de metais básicos de baixo custo, como ferro, cobre ou alumínio [para substituir os atuais catalisadores]. No entanto, até agora ninguém foi capaz de prever se, como e por que esses catalisadores reagem. Nosso objetivo era preencher esta lacuna e criar a base para a compreensão de uma nova geração de catalisadores,” explicou o professor Roland Fischer, da Universidade Técnica de Munique.
Superátomo heterometálico
A novidade é que o superátomo permite ir além do estudo dos efeitos catalíticos dos elementos conhecidos, criando novos compostos químicos de baixo para cima por meio da montagem de átomos individuais.
Combinar dois metais diferentes em nível atômico exigiu um bocado de conhecimento de química e um pouco de trabalho da própria natureza. A primeira parte foi providenciada pela equipe, que, dentro de uma atmosfera protetora de argônio, combinou os átomos de cobre e alumínio com compostos orgânicos, adicionando a seguir um solvente.
“Naturalmente, esperávamos que os átomos de cobre e alumínio se separassem dos compostos orgânicos e formassem um aglomerado. Mas se eles realmente fariam isso e qual seria o resultado era algo totalmente incerto,” lembra Fischer.
O que emergiu da reação foi uma estrutura altamente complexa, na qual 55 átomos de cobre e alumínio se dispõem na estrutura de um cristal cuja superfície consiste de 20 triângulos equiláteros (icosaedros). Os metais formam uma camada de elétrons compartilhada, o que os faz se comportarem como um superátomo.
“Isso mostra que o arranjo de 55 átomos constitui uma ilha de estabilidade e, portanto, determina a direção em que a reação química ocorre,” explicou Fischer.
Participação de brasileiros
Experimentos mostraram que, quimicamente, os cristais reagem como um átomo de cobre individual e também são paramagnéticos, o que significa que eles são atraídos por um campo magnético. Em nível macroscópico, a substância forma um pó vermelho-escuro.
Os pesquisadores pretendem a seguir usar os resultados para desenvolver materiais catalisadores na forma de pós finos e, portanto, de alta eficácia, devido à grande área superficial.
Os professores Augusto César da Silva e Juarez Lopes da Silva, do Instituto de Química da USP em São Carlos, participaram da síntese do superátomo.
   

    Fonte: BBC

Por que o ródio se tornou o metal precioso mais caro do mundo


Por que o ródio se tornou o metal precioso mais caro do mundo

O ouro, a prata e a platina são os metais preciosos mais populares do mundo. O mais valioso, entretanto, é praticamente um desconhecido: o ródio. Seu preço cresceu impressionantes 265% nos últimos dois anos. E pode continuar subindo, segundo analistas de mercado.
O ródio é usado principalmente nos catalisadores automotivos, para diminuir as emissões de gases tóxicos. Como o controle de poluentes é uma tendência em alta, a indústria automobilística “o demanda cada vez mais para cumprir suas metas ambientais”, afirma David Holmes, vice-presidente de comércio da Heraeus Metals, empresa que trabalha com venda de metais.
Por outro lado, o ródio é escasso, extraído por poucos países, entre eles Rússia e África do Sul – a maior mineradora do metal, onde a produção, aliás, está em queda.
Essa combinação de demanda em alta e oferta em baixa cria grande incerteza no mercado. Há uma década, o preço do ródio era de US$ 10 mil por onça (28 gramas), valor que despencou para US$ 1 mil em 2009. Em agosto de 2016, atingiu seu menor valor, US$ 639. Hoje está em expressivos US$ 2,3 mil. Uma montanha-russa que deixa qualquer investidor nervoso.
Símbolo químico do ródioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPreço do ródio é bastante volátil

De catalisador automotivo a revestimento de joias

O ródio tem grande variedade de usos comerciais porque é um bom condutor de eletricidade. Além disso, devido à elevada dureza, é utilizado em ligas com outros metais, para que elas tenham resistência mais alta à corrosão.
É demandado na indústria eletrônica, que o utiliza em alguns equipamentos ópticos e em certos tipos de espelhos. Na joalheria, é utilizado em quantidades muito pequenas para aumentar a resistência do ouro e lhe dar uma aparência mais brilhante.
Não existem minas de ródio. Ele é, na verdade, um subproduto de outras atividades da mineração. Na África do Sul, que concentra 80% da produção, é um subproduto da platina. Na Rússia, é um subproduto do níquel.
A redução da produção sul-africana se deve à queda no preço da platina, que levou a mineradora Impala Platinum Holdings a anunciar que vai reduzir sua extração do metal – e, por consequência, do ródio – no país em um terço até 2021.
A comunicação contribuiu para a nova alta no preço do ródio.
E é provável que ele continue subindo: a China vem aumentando seu apetite pelo metal, em sua cruzada para reduzir as emissões poluentes dos automóveis.
Fonte: BBC

terça-feira, 30 de outubro de 2018

7 pedras preciosas brasileiras que chamam a atenção do mundo

A América do Sul possui uma longa história de produção de pedras preciosas e é responsável por alguns dos melhores espécimes do mundo. Das áreas produtoras de gemas da América do Sul, o Brasil é, de longe, a fonte mais rica de pedras preciosas de classe mundial. Há uma variedade de mais de 90 pedras preciosas e outros minerais encontrados no país, incluindo a água-marinha, ametista, citrino, diamante, esmeralda, quartzo, rubi, safira e topázio.
Conheça algumas das pedras preciosas brasileiras que mais chamam a atenção no mundo:

1. Água-marinha

Água-marinha

A água-marinha é uma pedra da família do berilo, que recebe esse nome pela sua cor que se assemelha à água do mar. Atualmente, as cores mais populares e, portanto, valiosas dessa pedra são suas versões mais claras.
Atualmente, 90% da água-marinha do mundo é extraída no Brasil, mas essa pedra também pode ser encontrada em pequenas quantidades na Rússia, nos Estados Unidos, no Afeganistão, no Paquistão e na Índia.
Essa pedra é relacionada às pessoas que nascem no mês de março.

2. Ametista

Ametista
A ametista é a pedra mais cobiçada entre os quartzos, e sua cor varia entre roxo ao violeta. Desde que grandes depósitos da popular pedra roxa foram encontrados no Brasil no século 19, o país se tornou um grande exportador mundial.
Essa pedra é uma das mais antigas já usadas pelo homem, e seu nome vem da palavra grega methystos, que literalmente significa "não bêbado". As pessoas costumavam a usar ou carregar nos bolsos para evitar a embriaguez.

3. Citrino

Citrino brasileiro
Muitos países sul-americanos são fonte de citrinos, incluindo Argentina, Bolívia e Uruguai, mas o Brasil produz alguns dos melhores citrinos do mundo. O citrino é um membro da família do quartzo e o citrino brasileiro é conhecido por seus tons quentes e únicos, que variam de amarelo a laranja.

4. Topázio-imperial

topázio imperial
O Brasil é a maior fonte de topázio imperial no mundo, enquanto outros pequenos depósitos podem ser encontrados na Rússia. A principal mina do mundo é localizada na região de Ouro Preto, em Minas Gerais, e produz topázio imperial nas cores amarela, laranja, rosa, lilás e vermelho-cereja. Algumas cores da topázio imperial são extremamente raras, sendo o rosa o mais comum encontrado. 
Conta a lenda que o topázio imperial recebeu esse nome pois foi uma das pedras que mais fascinou Dom Pedro I.

5. Turmalina paraíba

Turmalina paraíba
Apesar do país possuir turmalinas de uma variedade de cores, como laranja, amarelo, verde, azul e violeta, a turmalina paraíba merece um destaque por sua raridade.
Essa variedade, de um azul turquesa único, deriva sua cor de traços microscópicos de cobre. Essas gemas são encontradas no estado do norte da Paraíba, ao qual elas devem seu nome. Ocasionalmente, as cores nas turmalinas são misturadas, resultando em pedras bi-coloridas ou multicoloridas.

6. Rubelita

Rubelita
Rubelita é uma outra variedade de turmalina que chama a atenção no mercado internacional por sua cor única, que varia entre diversos tons de rosa a um vermelho vívido.
Seu valor é diretamente relacionado com a pureza do vermelho: quanto mais intenso, mais valiosa é a pedra.

7. Diamantes coloridos

Diamante vermelho
Poucas pessoas sabem que o Brasil já foi a principal fonte de diamantes do mundo, e que continua sendo um importante produtor ainda hoje. Nos anos 1700 e início dos anos 1800, alguns dos diamantes mais famosos do mundo foram encontrados em terras brasileiras, incluindo diamantes vermelhos extremamente raros, assim como verdes e outras cores fascinantes.

Fonte: CPRM