Segundo dois conselheiros da Petrobras, Mauro Cunha e Silvio Sinedino, o acordo firmado com o governo para a produção do excedente em quatro campos de petróleo, não foi discutido no Conselho de Administração da petroleira como deveria ter sido. Desta forma eles não foram informados sobre o endividamento, no curto prazo, de dois bilhões de reais e sobre os demais custos bilionários do acordo.
Já a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, contesta a posição de Sinedino dizendo que o Conselho havia aprovado em fevereiro a prospecção de novas fontes de óleo e gás, dentro do plano estratégico 2030.
Possivelmente a operação, que vai custar à Petrobras bem mais do que os 15 bilhões de reais por um produto que só será produzido em 12 anos, vai ser assunto de inquérito na CVM.
É mais um estranho caso que permeia as entranhas da nossa Petrobras.
Espera-se que contrato deste porte, com suas enormes implicações, em uma empresa pública, deveria ter sido plenamente ventilado e discutido pelo Conselho.
O contrato vem em um momento em que a Petrobras está atolada na maior dívida do planeta e, mesmo assim, irá pagar no curto prazo 15 bilhões de reais. Para piorar as coisas esqueceram-se de contabilizar os custos adicionais futuros, como a compra de navios e equipamentos que podem facilmente ultrapassar os 5 bilhões de reais. Se o petróleo subir, nos próximos meses, o custo será inflacionado mais ainda projetando a conta total para estratosféricos 25 bilhões de reais.
Segundo Silvio Sinedino, o representante dos funcionários da Petrobras, o “Governo Dilma tornou a companhia a mais endividada e menos lucrativa do mundo”... .
.
Foto: prédio da Petrobras no Rio-wikipedia
Nenhum comentário:
Postar um comentário