História de Tocantins
Os pioneiros e a força de sua raça
Segundo estudiosos, o homem está na
América há mais de 12 mil anos, vindo da Ásia para o Alasca através do
estreito das eras glaciais, quando o nível do mar foi rebaixado,
unindo a Sibéria ao Alasca, pelo estreito de Bering. Por isso,
acredita-se que foram os grupos humanos de origem asiática que começaram
o povoamento das Américas.
Esses nativos, chamados de “índios”
pelos descobridores europeus, que pensavam ter chegado à Índia, formam
povos com diferenças tanto na raça quanto na língua. Vivendo da caça e
coleta, depois passaram a dominar a agricultura (milho,
mandioca, fumo), usar cerâmica, ferramentas e armas (arco e flecha).
No trabalho, o homem caça, pesca, faz guerra; a mulher planta, cozinha.
A coivara, queimada da mata antes do plantio, ainda hoje uma prática
da agricultura brasileira herdada dos primeiros habitantes do Brasil.
Quatro
séculos após o descobrimento do Brasil, no ano de 1910, Cândido Mariano
da Silva Rondon fundou o Serviço de Proteção ao índio (hoje FUNAI),
depois de chefiar uma missão para construir a linha telegráfica entre
Cuiabá e Vale do Araguiaia. Até então os índios eram abatidos a tiros. A
partir da Comissão Rondon, a sobrevivência das tribos do Brasil Central
e da Amazônia passou a ser questionada no Brasil. Merecidamente, o
marechal Rondon é considerado o defensor dos índios.
Rio Tocantins, uma descoberta francesa
Em 07 de junho de 1494, acordo
assinado na cidade espanhola de Tordesilhas (por isso mesmo chamado
Tratado de Tordesilhas) traçou uma linha imaginária a 370 léguas das
Ilhas de Cabo Verde, delimitando que as terras a oeste dessa linha
pertenceriam a Espanha e a leste pertenceriam a Portugal, dividindo-se
as terras do Novo Mundo recém-descoberta. Imediatamente os homens de
negócios da França, Holanda e Inglaterra financiaram suas expedições
para partilhar das novas terras. Há constantes tentativas para fundar
colônias no Brasil. Enquanto as capitanias de Pernambuco e S. Vicente
(S. Paulo) prosperavam com seus engenhos de açúcar, franceses, ingleses
e holandeses conquistavam a região Norte brasileira, estabelecendo
colônias que servissem de base para posterior exploração do interior do
Brasil.
Depois de devidamente instalados no
forte de São Luís, na costa maranhense, uma das primeiras providências
para expansão da colônia francesa era explorar os sertões do rio do
Tocantins. Assim fez Daniel de la Touche, senhor de La Ravardiêre: “Em
1610, Mr. De Bault, um dos quarenta soldados expedidos do Maranhão ao
Pará por La Ravardiére, sob mando de Mr. De La Blanjartier, topara na
Serra dos Pacajás”, nas proximidades de onde hoje se localiza a Usina
de Tucuruí, no Rio Tocantins. Portanto, o Rio Tocantins foi descoberto
pelo francês La Blanjartier pela foz, que por ele subiu à cachoeira de
Itaboca (Tucuruí).
Os Tupinambás habitavam a região
próxima à cachoeira de Santo Antônio das Três Barras (onde é hoje a
cidade de Itaguatins). Assim, fica evidenciado que cabe aos franceses a
honra de haver descoberto o Rio dos Tocantins pela embocadura. (Fonte:
Lysias Rodrigues, in “O Rio dos Tocantins”.)
As missões da Companhia de Jesus
Quinze anos depois dos franceses, os
portugueses iniciam a colonização do Tocantins pela decidida ação dos
jesuítas. O historiador Basílio de Magalhães (“Expansão Geográfica do
Brasil Colonial”) afirma: “É obra de Antônio Vieira e dos seus
companheiros de batina irradiação das missões dos seus centros
principais, que eram Belém e Gurupá, pelos rios Tocantins, Xingu e
Tapajós acima”.
Conta-nos Bernardo de Berredo,
governador e capitão general do Maranhão (“Annaes Históricos do Estado
do Maranhão): “0 Pe. Frei Cristovão de Lisboa... Passou a dilatá-lo no
descobrimento do celebrado rio dos Tocantins, para o qual partiu da
aldeia de Una em 8 de agosto (de 1625)...” No ano de 1636 o padre Luís
Figueira é mandado de Portugal com a missão de estudar as tribos
indígenas do Tocantins e indicar os locais para aldeamentos da
Companhia de Jesus, a fim de tirar os índios da influência “herática”
deixada pelos colonos franceses.
Em 1653, com a chegada do padre Antônio
Vieira no Baixo Tocantins, foi reiniciada a conquista do Rio dos
Tocantins. No dia 13 de dezembro daquele ano, padre Vieira chefiou uma
missão que subiu o Tocantins e manteve os primeiros contatos com os
índios tacaiunas, onde é hoje a cidade de Marabá. Padre Vieira
regressou ao Baixo Tocantins sem os nativos para organizar as primeiras
aldeias missionárias em Cametá. No ano de 1655 (e novamente em 1658), o
padre José Thomé chefiou uma missão religiosa do Tocantins ao
Araguaia, sendo considerado o primeiro jesuíta que esteve em contato
com os carajás, e conseguiu descer mais de mil índios para o
BaixoTocantins.
Também em 1658 o padre Francisco
Velloso subiu o rio e fez descer para o Baixo Tocantins mais de mil
índios tupinambás para aculturá-los nas aldeias da Companhia de Jesus.
No ano seguinte, o padre Manuel Nunes chefiou outra missão, indo até a
ilha do Bananal, trazendo de volta mais 1 milheiro de indígenas
pequiquaras e 250 Inheinguaras, “estes últimos como presa de guerra”.
Já em 1668, uma tropa de brancos e índios tendo como missionário o
padre Gaspar Misseh, atinge o alto Tocantins e localiza os índios
poquizes, depois de caminhar oito dias da margem do rio. Partindo do
Baixo Tocantins, a 16 de dezembro de 1674, o padre Antônio Tavares
Raposo, com 35 homens brancos e 300 índios, subiu rio acima até a terra
dos guarajus (Porto Nacional).
Com a subida da expedição do padre
Antônio Raposo estava então todo o Rio Tocantins descoberto, com a
maioria de sua população morando nos aldeamentos da Companhia de Jesus,
no Baixo Tocantins.
O Povoamento do Tocantins
O processo de colonização do
território do atual Estado do Tocantins é complexo e varia, segundo a
historiografia (estudo histórico e crítico sobre a história) estudada.
Há mesmo diferenças de interpretação de precedência histórica, entre as
entradas e bandeiras dos paulistas, com o ciclo da criação de gado pelo
homem do Nordeste brasileiro. Embora sejam responsáveis pelas
primeiras expedições nas terras tocantinas, as bandeiras praticamente
em nada contribuíram para a colonização do antigo Norte de Goiás. Isso
porque a missão dos bandeirantes era aprisionar os nativos, usando-os
como mão-de-obra nas lavouras de açúcar em São Paulo. Ou para citar
Capistrano de Abreu, “bandeiras eram partidas de homens empregados em
prender e escravizar o gentil indígena”.
Quando, na terceira década do século
XVIII, acontecia a descoberta de ouro no Sul do Tocantins, a região já
detinha um extenso corredor de picadas para os caminhos de gado entre
Piauí, Maranhão e ribeiras do Rio São Francisco.
Portanto, desde o início do
desbravamento e povoamento destas ribeiras, sempre existiram dois
Goiás: o Sul, colonizado pelos paulistas e o Norte, colonizado pelo
vaqueiro e dono de curral, vindos do Nordeste brasileiro. Para
compreender a socialização do homem no antigo Norte de Goiás, hoje
Estado do Tocantins, há de se consultar a vasta bibliografia sobre a
colonização no Médio São Francisco (sendo comarca de Pernambuco),
Bahia, Piauí, Maranhão e Pará.
Ciclos da Economia
- Criação de gado, através da picada
da Bahia. Expansão das fazendas de criação dos sertões da Bahia,
Pernambuco, Piauí, que começa no século XVII e se prolonga até a
terceira década do século XVIII, quando se descobre as minas de ouro em
Natividade, Arraias, Almas, etc.
- Mineração de ouro, que se estende até o final do século XVIII.
- Lavoura de algodão e fumo, a partir
da Segunda metade do século XVIII. Devido a independência dos Estados
Unidos, a indústria Têxtil da Inglaterra ficou sem mercado importador
dessas matérias-primas.
- Borracha da mangabeira (caucho), no início deste século, que resultou na colonização do vale do Áraguaia.
- Mineração de cristal de rocha, antes da construção da rodovia Belém-Brasília.
- Agropecuária, após a construção da rodovia Belém-Brasília.
- Agroindustrialização, vocação econômica para colocar o Tocantins no mercado nacional e internacional.
As minas do Tocantins
No início do século 18, bandeirantes
na caça ao índio descem o Araguaia e sobem o Rio das Mortes,
descobrindo ouro em Cuiabá (Mato Grosso). Na mesma época os paulistas
descobrem ouro no Alto São Francisco (Minas Gerais) e Alto Araguaia
(Goiás).
No Alto Tocantins, vaqueiros descobrem
ouro nas Terras novas (Natividade, Almas, Arraias, São Félix da Palma -
hoje Minaçú, Goiás), nascendo aí os primeiros núcleos urbanos de
garimpeiros, comerciantes, funcionários do Reino e escravos africanos.
Os governadores do Pará
e Maranhão disputavam jurisdição sobre os garimpos. O governador do
Maranhão nomeava autoridades suas para os arraiais de São Félix da
Palma, Natividade, Chapada, Carmo e Pontal.
No ano de 1733, a Coroa ordena que as
minas das Terras Novas (Alto Tocantins) fossem incorporadas à capitania
de S. Paulo. Na mesma época, as autoridades do Reino ordenam que o
capitão de S. Paulo convocasse uma junta para estudar e propor que as
minas do Alto Araguaia (Goiás) e Alto Tocantins (Terra Novas) fossem
elevadas ao grau de capitania, inclusive que transferisse a fundição de
S. Paulo para a nova capitania.
O século do ouro
“A sede insaciável do ouro estimulou
tantos a deixarem suas terras e meterem-se por caminhos tão ásperos,
como são os das minas, que diflcultosamente se poderá contar o número
de pessoas que atualmente lá estão...
Cada ano vêm nas frotas quantidades de
portugueses e de estrangeiros, para passarem às minas. Das cidades,
vilas, recôncavos e sertões do Brasil vão brancos, pardos e pretos, e
muitos índios de que os paulistas se servem. A mistura é de toda a
condição de pessoa: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos,
nobres e plebeus, seculares e clérigos, religiosos de diversos
institutos, muitos dos quais não têm no Brasil convento nem casa”.
(Antonil - Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas, 1711)
Os primeiros arraiais
Nesse período, a imigração nas minas de
ouro vai fundando núcleos de povoação. De 1730 a 1734, o garimpeiro
Amaro Leite começa a explorar as minas do Rio Maranhão, afluente do
Tocantins. Entre 1732 a1737, o garimpeiro Manuel Rodrigues Tomar é
expulso pelas autoridades da Meia Ponte e, acompanhado com crescido
número de companheiros, fundou as povoações das minas de ouro de Crixás,
Trairas, São José do Tocantins, Santa Rita e Agua Quente.
No ano da 1734, o garimpeiro Antônio
Ferraz de Araújo fundara os arraiais da Natividade e Almas. Em 1736,
pernambucanos e baianos descobrem ouro na Chapada dos Negros, origem do
arraial de Arraias. No mesmo ano, o garimpeiro Carlos Marinhos lança os alicerces dos arraiais de São Félix e Chapada.
Em 1738, Antônio Sanches descobre ouro
no Pontal. Em 1741, garimpeiros dão origem ao arraial da Conceição. No
ano de 1746 o garimpeiro Manoel de Sousa Ferreira organiza a povoação
das minas de ouro do Carmo. (Alencastre, Capistrano de Abreu,
Enciclopédia dos municípios, do TBGE.)
Picada da Bahia
A descrição, a seguir é de Lysias
Rodrigues. “Não se pode precisar com certeza a data da abertura da
célebre picada da Bahia, por onde, mais tarde, vinham do litoral todos
os abastecimentos necessários aos mineradores de ouro”. Somos levados a
crer que ela tenha sido aberta pela bandeira de que nos fala o padre
Manuel Rodrigues, que “de Pernambuco veio a descoberta do sertão de
Parahupava e que foi aniquilada pelos ferozes índios tocantins que na
língua Tupi-Guarani quer dizer “índio com nariz de tucano”, nariz
comprido.
“Esta picada da Bahia cruzava o vale do
São Francisco, e pelo planalto que dali ascende para oeste, vinha sair
no Vão do Paranã, para ir passar depois pela margem norte da Lagoa
Feia”, hoje, cidade de Formosa, em Goiás, segundo observação de Luiz
dos Santos Vilhena. “É evidente que por esta picada da Bahia muitos
foram os que passaram; alguns negros, escravos fugidos, vieram ter ao
Vão do Paranã e talvez por terem achado o ouro, ali estabeleceram-se em
um povoado, sob a invocação de SantoAntônio”, futura povoação de
Couros, hoje, cidade de Formosa. Toda região oeste da Bahia, fronteira
com o Tocantins e Goiás, antigamente pertencia à capitania de
Pernambuco.
Theotônio Segurado
Quando Theotônio Segurado teve de
jurisdicionar pela primeira vez nos sertões do Tocantins, é possível
que ele tenha se surpreendido e se entusiasmado com o futuro da Bacia
Araguaia-Tocantins, considerando sua infância e juventude de ribeirinho
no Baixo Alentejo, em Portugal. Tido como inteligente, laboroso e
benemérito homem público, Theotônio Segurado muito fez pelo
desenvolvimento econômico da região, inclusive como defensor de nossa
emancipação política.
Acatado entre as autoridades maiores de
sua época, sendo considerado consultor de ministros nas questões mais
importantes de Goiás, Theotônio Segurado pretendia mesmo era se
envolver com as vastidões do Norte goiano, região onde demonstrou
liderança política e antevia como celeiro do Brasil e integrada com o
mercado internacional, mediante a produção de bens exportáveis pelo
caudaloso Tocantins via Porto de Conde, em Belém do Pará.
Como ouvidor da extensa comarca de
Palma, Theotônio Segurado teve oportunidade de se manifestar várias
vezes em documentos, projetos e idéias para desenvolver a região,
através de políticas de incentivos para aumento da população, lavoura e
comércio, destacando-se a navegação mercantil, com botes e batelões
descendo carregados de sola, açúcar, algodão em pluma, fumo em rolo,
carne salgada, toucinho e outras riquezas locais para permutar gêneros
de importação do mercado europeu.
Mesmo ainda. hoje destratado pelos
“carreiristas” e “cronistas” de Goiás e Tocantins o pesquisador sério
com a historiografia há de convir que “ausência do ouvidor Theotônio
Segurado muito favoreceu a tarefa do padre Luís Gonzaga de Camargo
Fleury” no derrotismo e acomodamento pela reunificação do Norte ao Sul
goiano.
Felipe Cardoso
BRIGADEIRO FELIPE ANTÔNIO CARDOSO
(Nascido em Arraias em 1773 e morto em
Vila Boa de Goiás no dia 24 de julho de 1868). Era filho do Capitão
Domingos Antônio Cardoso que, tendo vindo de Portugal para as minas do
Norte de Goiás, hoje área do Estado do Tocantins, prestou relevantes
serviços à milícía de Segunda Linha nas últimas décadas do século
XVIII.
Esse tocantinense dcArraias, aos 27
anos de idade, obteve praça no Segundo Regimento de Cavalaria de Goiás,
com sede em Arraias, e teve a graduação de cabo de esquadra a 29 de
janeiro de 1800. Sua propensão pela carreira das armas manifestou-se
desde cedo. Pouco tempo depois era promovido a alferes do mesmo
Regimento de Cavalaria. A l3 de maio de 1808 foi nomeado
Primeiro-Tenente, agregado à milícia de Arraias.
Espírito empreendedor e amando a terra
que fora seu berço, o moço militar, ao lado do Ouvidor da Palma,
desembargador Joaquim Theotônio Segurado, pugnou pelo desenvolvimento
comercial da Comarca da Palma, já concorrendo com extremo zelo para o
ativo progresso da sonhada Província da Palma (1821-1824). Em 13 de
maio de 1811 foi promovido ao posto de Capitão, ainda em Arraias.
No ano de 1825, a 12 de outubro, foi
promovido a Coronel, em cuja patente foi governador interino das Armas
de Exército, Felipe Antônio Cardoso continuou residindo em Goiás, onde
veio a falecer na avaçada idade de 95 anos, deixando uma numerosa
descendência, sobressaindo entre seus filhos diletos a figura impávida
do Coronel Felipe Antônio Cardoso Santa Cruz, fundador do Jornal “0
Tocantins” (1-1-1855) e Deputado Geral pela Provincia de Góias.
O Revolucionáro
O pequeno círculo social do julgado de
Arraias não oferecia horizontes para o militar Felipe Cardoso e assim
ele pediu sua transferência para Vila Boa, vila capital de Goiás, local
mais propício para o exercício da carreira das armas. Quando em 4 de
outubro de 1820 o português Manoel Inácio Sampaio, último capitão
general assumiu o Governo de Goiás, o capitão Felipe Antônio Cardoso
residia na vila Capital. Refere-nos o passado que Felipe Cardoso
liderava o pequeno cenáculo que a história respeitosamente hoje
declina, como tributo de gratidão e que o despotismo dos
capitães-generais (governadores) condenava.
Pregava-se abertamente contra Portugal.
As proclamações e os jornais revolucionários sucediam-se. Em fins de
julho daquele ano a atmosfera política era insustentávl em Goiás, A
caldeira estava cheia de vapor. Ou vingaria a mão de ferro do
governador Sampaio ou triunfariam os protagonistas das novas idéias. O
Capitão Felipe Cardoso e outros militares brasileiros deviam agir nos
quartéis, enquanto os padres pregavam ao povo os patrióticos ideais.
Estava marcada para o dia 14 de agosto
de 1821 a explosão do patriotismo contra o governo português. Eis que
na véspera uma hetera (prostituta elegante e distinta) denunciou o
movimento. O capitão Felipe Cardoso e outros brasileiros são presos.
Abre-se a devassa. O governador Sampaio proclama aos povos. A 20 de
agosto de 1821 a devassa estava terminada e como consequência, era
decretada a deportação dos implicados. O capitão Felipe Cardoso teve
ordem de se retirar para o distrito de Arraias, sua terra natal. No
Norte de Goiás, então Comarca da Palma, o capitão Felipe Cardoso volta a
propagar as idéias nativistas junto às lideranças tocantinenses.
Inclinado pelos movimentos revolucionários e contrário ao despostimos, o
capitão Felipe Cardoso discute o abandono da região Norte de Goiás e
consegue despertar o ideário separatista da Comarca da Palma para se
criar a Provincia da Palma, com apoio do ouvidor Theotônio Segurado e
líderes regionais.
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