terça-feira, 4 de março de 2014

Garimpeiros enfrentam as ondas em busca de joias

Garimpeiros enfrentam as ondas em busca de joias, moedas e objetos de valor trazidos pelas marés

Capitães da areia. O trio Jorge, Elenilson e Moacir, após o expediente
Capitães da areia. O trio Jorge, Elenilson e Moacir, após o expediente 
RIO - Eles não usam arpão nem lançam redes, mas buscam no mar o seu sustento. Em uma cidade com generosos 90 quilômetros de praias, eles são, hoje, pouquíssimos, na verdade. Nem uma dezena a sobreviver de um ofício à beira da extinção: o garimpo urbano. Ou, como gostam de ser chamados, caçadores dos tesouros trazidos pelas ondas, em forma de joias, moedas, relógios, óculos ou qualquer objeto que tenha algum valor comercial. E as marés recompensam quem cedo madruga. Como esse incansável pelotão que, diariamente, enfrenta o oceano, esteja calmo ou revolto, do Leme ao Pontal, do nascer ao pôr do sol.
Jorge Ribeiro Mariano, de 66 anos, é o senhor dos mares há mais tempo em atividade no Rio. São 43 anos enfrentando sol, chuva, frio, ressacas, valas e correntezas à procura de peças de ouro ou prata, escavando a areia com seu inseparável instrumento de trabalho, uma rapina de ferro que pesa dez quilos, que o deixou com as mãos repletas de calos. Quando há banhistas na água, ele prefere mergulhar para escavar a areia com as mãos por questão de segurança, já que a rapina pode ferir.
Trata-se de um ofício árduo, explica, mas que lhe permitiu sustentar os cinco filhos. Há dias em que volta para casa de mãos abanando, mas há vezes de muita sorte: ele já encontrou cordões, anéis e pulseiras de ouro.
- Um vez, peguei um anel com 16 diamantes. Deu para sustentar minha família por um bom tempo — conta Jorge, que, recentemente, em um único dia, encontrou dez óculos de sol.
Jorge faz parceria com outros dois colegas de profissão, Moacir de Souza, de 63 anos, e Elenilson de Jesus, de 33. O trio percorre o litoral em busca dos barrancos na areia, onde os objetos costumam ficar retidos.
Ofício está em extinção: há menos de dez garimpeiros. Trabalhadores faturam entre R$ 800 e R$ 3 mil por mês
Quem frequenta a orla carioca já deve ter visto, em períodos de ressaca, pessoas na beira da água procurando objetos. São os chamados garimpeiros de oportunidade. Bem diferente do trio formado por Jorge, Moacir e Elenilson. Em geral, cada um segue para uma praia diferente e avisa aos parceiros que local está melhor para garimpar. Ninguém tenta passar a perna nos outros?
— Entre nós não tem Judas. Somos parceiros de verdade. Quando uma praia está boa para o garimpo, ligamos um para o outro — garante Moacir, que também sustenta cinco filhos com o garimpo, que pratica há 25 anos.
A rotina do trio não é moleza. Moacir, que vive em Nova Iguaçu, sai diariamente de casa às 3h30m para percorrer a orla. Jorge, morador do Complexo da Maré, começa a jornada às 4h30m. E Elenilson, no ofício há oito anos, divide o garimpo com a profissão de pescador da colônia Z13 para sustentar os cinco filhos. A família dele vive na Rocinha. Pelos cálculos dos três amigos, há hoje na cidade apenas oito garimpeiros em atividade.
Barra é a praia mais rentável
Nos meses de janeiro, eles chegam a caminhar mais de oito quilômetros escavando a areia no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca. Tudo para não perder a melhor época do ano: o pós-réveillon, quando o mar devolve o que foi jogado como oferenda à Iemanjá. Mas ainda há as joias, os relógios e o dinheiro que os banhistas perdem nas ondas.
— A melhor praia para achar ouro é a da Barra da Tijuca— conta Elenilson, que já garimpou um cordão com 13 gramas de ouro amarelo.
Mas como não é sempre que a sorte sorri para os caçadores de tesouro, a renda dos garimpeiros oscila. Num mês bom, chegam a ganhar R$ 3 mil. Já num mês ruim, R$ 800, com a venda das peças achadas. Embora garantam o sustento das famílias com o garimpo, nenhum deseja que a prole siga o ofício.
— Não quero essa vida sofrida para os meus filhos.

Trafigura busca investimentos em mineração no Brasil

Trafigura busca investimentos em mineração no Brasil

Trading busca novos investimentos após assumir o controle de um terminal portuário de minério de ferro de Eike Batista


Minério de ferro
Minério de ferro: Trafigura está avaliando oportunidades principalmente em projetos de mineração no Brasil
Rio de Janeiro - A Trafigura Beheer BV, a segunda maior trading de metais do mundo, está estudando novos investimentos no Brasil após assumir o controle de um terminal portuário de minério de ferro em um movimento de expansão de suas operações na América do Sul.
A Trafigura, com sede em Amsterdã, está avaliando oportunidades principalmente em projetos de mineração no país que é o segundo maior exportador de minério de ferro do planeta, disse Mariano Marcondes Ferraz, CEO da empresa DT Group, da Trafigura, em entrevista concedida hoje no Rio de Janeiro. A empresa pode estudar a compra de minas ou ajudar os atuais produtores a impulsionar sua capacidade de produção por meio do financiamento de expansões, disse ele.
“Nós estamos buscando mais investimentos”, disse Ferraz, 48, sem fornecer mais informações sobre qualquer possível negócio. “Naturalmente, a mineração é alvo do grupo”.
A Trafigura está construindo uma sede regional para commodities em Montevidéu, Uruguai, onde manterá sua base de operações na América do Sul para os setores de petróleo, minério e metais. A trading de capital fechado, juntamente com a sócia Mubadala Development Co., concluiu hoje a aquisição de uma participação de 65 por cento no Porto Sudeste, de Eike Batista, no Brasil, por US$ 400 milhões, ganhando um ponto de saída para exportar o minério de ferro extraído do estado de Minas Gerais com destino à Ásia e à Europa.
O Porto Sudeste, localizado na Baía de Sepetiba, 90 quilômetros a oeste do centro do Rio, atingirá sua capacidade anual total de 50 milhões de toneladas de minério de ferro em 2016 e deverá iniciar as operações em agosto, disse Ferraz, que é membro do conselho da unidade portuária. Isso representaria um atraso de quase três anos em relação às estimativas mais otimistas de Batista.
‘Oportunidade única’
“Foi uma oportunidade única”, disse Ferraz a respeito da aquisição. “A maior parte dos terminais de commodities pertencem exclusivamente a empresas e não tenho certeza se algum deles está à venda”.

Vale retoma trabalho para projeto de níquel no Canadá

Vale retoma trabalho para projeto de níquel no Canadá

Unidade canadense da mineradora retomou os trabalhos para seu projeto de níquel Copper Cliff Deep, na bacia de Sudbury

Divulgação Vale Canadá
Vale no Canadá
Vale no Canadá: companhia espera concluir um estudo de viabilidade do projeto antes do final do ano
Toronto - A unidade canadense da mineradora brasileira Vale retomou os trabalhos para seu projeto de níquel Copper Cliff Deep, na bacia de Sudbury, e espera concluir um estudo de viabilidade antes do final do ano, disse um executivo nesta segunda-feira.
Estima-se que o custo de construção do projeto some algo em torno de 1 bilhão de dólares, e poderia ser uma das unidades com menor custo de operação, disse o vice-presidente de operações da Vale de Ontário e Reino Unido, Kelly Strong.
Se for à frente, Copper Cliff poderia dar outro impulso para a bacia de Sudbury, no norte de Ontário, onde a Vale recentemente abriu Totten, a primeira nova mina no local em mais de 40 anos.
O projeto, que poderia unir e expandir o que são agora duas minas separadas, foi suspenso em decorrência da crise financeira de 2008.
Em 2010, a Vale Canada disse que estava reavaliando o projeto, mas não iniciou obras.
As três primeiras etapas poderia Copper Cliff poderia iniciar a produção dentro de dois a três anos, disse Strong à Reuters.
A aprovação final dependerá do conselho da Vale, no Brasil.
Strong, que comanda as operações da Vale na bacia de Sudbury, também rejeitou as expectativas do setor de que a brasileira chegaria a um acordo no início deste ano com a produtora rival e trading Glencore Xstrata para unir os seus projetos de níquel adjacentes do Canadá.
"No ano passado tivemos algumas conversas", disse ele. "Tínhamos o compromisso de uma nova reunião e em 2014, mas isso ainda não ocorreu, e não há realmente nada de novo para relatar neste momento." O preço do níquel já começou a subir este ano. Atualmente é comercializado a cerca de 14.600 dólares por tonelada, um aumento de ante os 13.900 dólares por tonelada do final de 2013, depois que a Indonésia impôs uma proibição em janeiro para exportações de minerais brutos.

Cresce produção de minério de ferro da Anglo American

Cresce produção de minério de ferro da Anglo American

O minério de ferro foi destaque no quarto trimestre de 2013 e subiu 25%, para 11,3 milhões de toneladas

Anglo American, empresa de mineração
Anglo American: com os bons resultados de produção do último trimestre de 2013, as ações da Anglo American registram alta de 6,33%
Londres - A mineradora Anglo American informou nesta quarta-feira, 29, uma maior produção no quarto trimestre de 2013 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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O minério de ferro foi destaque e subiu 25%, para 11,3 milhões de toneladas. Junto com o manganês, a commodity foi responsável por metade do lucro operacional da companhia no primeiro semestre do ano passado.
A produção de cobre também teve um crescimento consolidado no trimestre, com alta de 24%, para um recorde de 214,4 mil toneladas no quarto trimestre. O valor foi impulsionado pela maior produção na mina de Los Bronces e Collahuasi, ambas no Chile.
O cobre foi responsável por cerca de um quinto do lucro operacional da empresa na primeira metade de 2013. A única queda de produção foi no carvão, que caiu 4% no trimestre, para 24,75 milhões de toneladas.
Nos diamantes, a produção da sua unidade De Beers avançou 13% no ano, para 9,1 milhões de quilates. A platina teve alta de 25% no acumulado anual, para 520.300 onça-troy.
Com os bons resultados de produção do último trimestre de 2013, as ações da Anglo American registram alta de 6,33% no índice FTSE, da Bolsa de Londres.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Diamantes em alta: Angelina Jolie usa brincos de diamantes de 42 quilates na festa da entrega do Oscar

Diamantes em alta: Angelina Jolie usa brincos de diamantes de 42 quilates na festa da entrega do Oscar 
A Diamond is forever. A frase continua viva após ter sido criada para a De Beers por Frances Gerety, 67 anos atrás.
O exemplo do diamante mostra, de forma indubitável, como um produto praticamente sem valor atinge preços imbatíveis no mercado mundial quando é inteligentemente alavancado pelo imenso e ultrassofisticado marketing das mineradoras. O diamante para a joalheria é um produto com valor puramente intelectual. Este valor é implantado na cabeça de todos e se torna uma verdade à medida que o consumidor acredita nas ideias e estratégias de marketing que lhe são veiculadas. Foi assim que a De Beers propagou a frase de Frances Gerety que virou um filme de James Bond e que vem sendo repetida, como um mantra, em todas as joalherias do mundo. É assim que os diamantes famosos são negociados por somas extraordinárias, superando os 170 milhões de reais e é assim que todas as noivas dos Estados Unidos e de outros países tem que receber, quase obrigatoriamente, uma aliança de diamantes no dia do seu noivado.
Nestes lugares o amor é medido a quilates...
Pois, como não podia ser diferente, hoje, na entrega do Oscar a bela e articulada Angelina Jolie usou pingentes de diamantes perfeitos de 42 quilates (foto), desenhados por Robert Procop, cujo valor é superior a dez milhões de dólares. É mais uma grande jogada de marketing das mineradoras e joalherias que vai render milhões em vendas.
Que venham os kimberlitos e lamproitos!


Publicado em: 3/3/2014 15:01:00